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@luiza-testes
Nunca soube orquestrar meus sentimentos. Te amar e te odiar são estradas tão erradas, em ambas, tão estúpidas, tão maldosas, tão infinitas, e de uma certa forma, tão tortas, que se encontram de um jeito que sempre me faz querer te ver no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte, e estranhamente, ainda que te odiando, às vezes, me fazem querer te ter pro resto da vida.
lisboa
Meu nome é Landon Carter, e tenho 17 anos. Essa é a minha história – e prometo contar tudo. No inicio você vai sorrir, e depois chorar – não diga que não avisei.
Um Amor Para Recordar, Nicholas Sparks (via livefreak)
oieeeeeeeeee beijo tchau
Eu estava quase dormindo ainda, quando minha mãe me ligou e me pediu para ir almoçar com ela, naqueles almoços em família ou sei lá – coisas que eu odeio. Todo mundo só quer saber de fofocar sobre mim e sobre minhas novas namoradas, se já estou noivo ou trabalhando. É tão difícil entender que eu sou um legítimo inútil? Nunca amei alguém, nunca fiz uma faculdade e nunca levei uma garota para almoçar no dia seguinte. Uma cela confortável por esses crimes, por favor – sou humano. Não é ridículo assim ser cafajeste, digo, eu só nunca achei a garota ideal – não que eu tenha procurado uma, mas não canso de dizer a mim mesmo que ainda vou estar conversando com ela, e aí vou perceber “ques olhos lindos”, e “que cabelo maravilhoso”. Tudo bem, talvez eu não fique assim tão gay, mas eu sei que vou saber. Minha mãe me pediu para passar em três lugares antes. Primeiro, no supermercado comprar algumas coisas para o almoço. Segundo, na casa da amiga da minha sobrinha de nove anos, para leva-la. E terceiro, no médico, pegar um exame que ela fez semana retrasada. Fiquei com medo, porque ninguém me avisara sobre esse exame. Eu sou sempre o último a saber de tudo mesmo, não é como se fosse novidade, mas, e se fosse algo sério? É da minha mãe que estamos falando aqui. Eu não estava nada com clima de conversar com alguém, e justo aí, quando eu estou no supermercado, uma garota loirinha, com os olhos castanhos meio esverdeados, um pouco baixinha, com um andar meio desajeitado e digitando no celular enquanto conduzia o carrinho com apenas uma Nutella, do tamanho “enorme”, um Doritos, do maior, também, três latinhas de Coca-Cola e uma canequinha com bolinhas coloridas estampadas, tromba em mim enquanto passa. Eu estava bem lendo a embalagem do azeite, porque tinha que ser do extra virgem, era o único que minha mãe usava desde… sempre. Ela passou meio correndo, não sei exatamente se me viu ali, mas o carrinho dela bateu em mim e eu xinguei um palavrão. Não exatamente pela dor, o carrinho estava bem leve, mas pelo susto, e é claro, falta de educação de quem quer que tenha sido. Aí eu me virei, e eu não sei exatamente como aconteceu… Ela me olhou, também. A gente não disse nada, só ficamos nos olhando por uns quarenta ou cinquenta segundos – sei que foi muito tempo. Depois daquilo já parecer bem constrangedor, ela disse “Sinto muito, eu sou meio distraída. Me desculpe, mesmo.”, e a voz dela era tão apressada, que engolia algumas letras, talvez até palavras. Ela falava meio histericamente, e depois, ela sorriu de leve, como se me quisesse ver sorrindo também para aliviar a culpa. Eu sorri. “Oi”, foi tudo o que eu consegui dizer, e até hoje eu me lembro disso e fico pensando como devo ter parecido idiota. Aí eu completei “Meu nome é Gabriel, e ah… Sem problemas.”, e ela sorriu de novo. “Legal…”. Depois de uns vinte segundos da gente se encarando outra vez, ela olhou para o azeite na minha mão e disse “Ah, eu acho que você tem alguns problemas em escolher azeites. Você não pode pegar o que tem isso escrito na embalagem, quer dizer que a qualidade não é tão boa. Espera, esse aqui é bem melhor. E eu reparei que está querendo o extra virgem, porque aqueles comuns estão logo ali. Você tem alergia, ou é só frescurinha mesmo?” Dessa vez ela falou mais devagar, com calma, e riu em seguida, em um tom de brincadeira, sem querer me ofender. Deu a volta pelo carrinho e pegou um vidrinho de azeite no fundo da prateleira, me dando e dizendo “Por nada.”, enquanto sorria sem parar. Um cara qualquer, que estivesse procurando alguém, uma namorada ou até ou futuro, teria investido naquela garota. Ela parecia tão esperta, era linda e muito simpática. Mas eu não sou um cara qualquer, então respondi “Não é pra mim. É para a minha mãe.”, e ela pareceu surpresa. Eu não queria muito papo, não sei direito por que, mas eu só a deixei ir. No meio daquele supermercado enorme, ela desapareceu entre as fileiras de frios, enquanto eu ia direto ao caixa. Depois que eu estava já indo embora, pensei que nem ao menos perguntei o nome dela, e voltei. Não sei por que, também, mas voltei. Queria ver de novo aqueles olhos enormes e fascinantes, e perguntar o motivo de algumas olheiras. Queria perguntar se ela conhecia azeites, e se tinha um namorado. Não tem exatamente um motivo, mas dei uma volta inteira no supermercado até encontrar ela. Estava digitando outra vez, e guardou logo o celular a me ver. “Então… Oi, Gabriel.”, e ela riu. Ah… Que risada era aquela? Eu poderia casar com aquela garota só para ouvir a risada todos os dias, para sempre. Eu estava meio ofegante por ter corrido, e nem tinha mais um carrinho, estava claro que tinha voltado. Não sei se ficou claro que era por ela, mas eu não queria soar como idiota. “Hm, você nem me disse seu nome.” “Clara… Você parece cansado.” “Sério?”, e eu ri também. Aí a gente começou a se aproximar, e ela perguntou se eu estava correndo, se eu já tinha terminado as compras ou se tinha perdido meu carrinho. Eu estava contra a parede, porque me sentia um idiota agora. Por que exatamente eu tinha voltado? Nem eu sabia. “Você digita tanto…”. Sei que soou curioso e intrometido demais, mas ela sorriu quando eu disse isso. “Você pergunta tanto… E não responde nada.”, aí eu ri e disse que era justo. Ela foi bem direta, e perguntou se eu queria acompanha-la até o cinema um dia desses. Eu aceitei, e passei meu telefone para ela. Primeiro erro! Nunca dê seu telefone a uma garota, isso a deixa no controle, e com ela no controle, você só se ferra. Sempre. As coisas começaram a complicar depois de uns seis, sete dias. A ligação que nunca chegava. O que tinha de errado comigo? Ela percebera que eu era um idiota, sem nada de especial para lhe oferecer? Minha mãe estava bem, e eram só mais alguns exames de rotina, pelo que me disseram depois. Me preocupei atoa, e também atoa voltei por aquela garota. A questão é que agora eu pensava demais nela, como se a gente já tivesse tido alguma coisa. Como se a gente já tivesse sido namorado, melhor amigo e ainda aquele primo super legal que não te deixa em paz. Como se… fosse ela, a garota. Depois de umas quatro semanas, a ligação finalmente chegou. Ela estava chorando, e sussurrou um “Estranho do supermercado?”, e eu perguntei “Você tá bem, Clara?” “Você lembra o meu nome… Uau.” E aí ela sorriu, deu para senti-la sorrindo de onde quer que ela estivesse falando. Ela continuou: “Eu sei que prometi te ligar, e prometi um cinema, um jantar ou só um passeio por aí, uma corrida no parque… Eu sei, tá? Me desculpe, só estou te ligando agora, porque no meu celular o nome Estranho do supermercado me soou atraente, e aí eu me imaginei trocando mensagens estúpidas com você, beijando você, e te ensinando a escolher azeites. Quero você.” “Você lembra meu nome, pelo menos?” Eu me sentia meio ofendido, era como se ela estivesse meio bêbada, e eu não duvido que estava. “Lucas? Caio? Matheus? Ah… André, não é?” Legal, ela conhecera mais uma dúzia e sei lá quantos estranhos no supermercado. “Você tá bem?”, eu perguntei de novo; não sei por que, mas eu me sentia no dever de cuidar daquela garota. “Não. Absolutamente não. Não, não, não.” Ela xingou, e deu para ouvir um choro mais alto um pouco, um soluço forte. “Cansei de dizer que estou bem! Ninguém entente, ninguém nunca vai entender, estranho. Você pode entender uma coisa dessas?” “Sinceramente, não. Onde é que você está?”, eu perguntei disposto a ir até o outro lado do planeta, se preciso para vê-la outra vez. “Eu não sei. Eu estou aqui, em um bequinho pouco amigável, mas eu quero ficar sozinha. Sobre tudo que me contam sobre a morte àqueles que não são bons, eu diria que estou no inferno. Pode ser, essa dor que estou sentindo não é nada divino.” “Alguém bateu em você?” “Dor por dentro, estranho. Me sinto um lixo.” “Calma, me dá o endereço. Vou aí agora.”. Aí ela me passou a rua, e eu resolvi nem comentar que era atrás de um bar que eu fora uma vez. Coisa da pesada, não é lugar para pessoas do bem. Para garotas meigas, fofas e comportadas irem chorar por algum garoto. E é claro, eu sabia que era por algum garoto. Sempre é. — Oi, estranho — ela disse deitada no chão, quando me viu chegar. — Clara! — era tudo o que eu conseguia dizer. Nem parecia a mesma garota do supermercado, dessa vez ela estava com uma garrafa de tequila na mão, uma lâmina prata suja de vermelho no chão ao seu lado e sangue saindo e escorrendo de seus braços. Não consegui deixar de olhar. — Ah, não se assuste. Iria me afogar em uma banheira, mas eu acho que deve ser ruim demais morrer afogado, não acha? — Quando fez isso? Depois que falou comigo? — Não, foi antes. — Ah, Clara. Vem aqui. — eu a levantei, mas ao ver que ela parecia tão pouco disposta a andar, carreguei ela e a levei até meu carro. — Para onde eu posso te levar? — Lugar nenhum. Tanto faz. — Te assustaria te levar para a minha casa? — Ah… Você vai se aproveitar de mim? Sem problema. Tanto faz, não posso me defender mesmo. — Claro que não! Onde fica sua casa? — A sua soa melhor. A viagem era bem longa, mais de uma hora, e a rua estava bem movimentada — era sexta-feira em São Paulo. Então eu pensei que ela poderia dormir um pouco até lá, e a deitei no banco de trás. Chegando em casa, eu levei ela até a minha cama, a cobri com dois cobertores e troquei toalhas para o sangramento. Passei todos os remédios convenientes, e fiquei ali, sentado ao lado dela, olhando aquele rosto curiosamente perfeito, e desejando ouvir a risada dela outra vez. Não sei quando adormeci, mas sei que quando acordei, só havia um bilhete na cama, e estava escrito: “Eu me lembrei, Gabriel. Seu nome… Eu poderia colocar aqui toda a minha história, para te explicar por que estava naquele estado desprezível ontem à noite quando te liguei, mas você já deve saber: garota ingênua, garoto cafajeste; garota boba, garoto se aproveita; garota se apaixona, garoto vai embora; É sempre o mesmo clichê, acho que eu nunca aprendo mesmo. Você foi muito legal comigo, parece mesmo ser alguém que vale a pena, e por isso mesmo eu não quero estragar a sua vida comigo. Obrigada, viu? E caso ainda queira contato, meu número está no seu celular, mas eu não coloquei meu nome, então acho que você vai ter que pensar um pouco. Já seu número… eu apaguei do meu. Agora você está no controle, rsrs. Não vou esperar ligação nenhuma, mas se ela chegar, eu ficarei muito feliz, acredite. Você nunca mais vai me ver daquele jeito, é uma promessa. A estranha do supermercado.”. No mesmo instante, procurei meu celular, que estava no criado ao lado da cama, e procurei por “Estranha do supermercado”. Nada. “Clara”, também nada. “Garota do azeite” também não funcionou, assim como “Mulher da minha vida”, “Alma gêmea” ou “Linda do supermercado”. Nada, nada. Aí eu procurei entre todos os contatos, o que não foi uma tarefa fácil, admito, e achei na letra M: Merdas, problemas e tudo que pode te fuder. Quando eu estava indo ligar, ainda apareceu uma janelinha na tela: “Pense bem”. Uau, ela arquitetara um ótimo plano, nem eu sabia fazer isso no meu celular. Chamou, chamou, chamou. Cinco vezes, e então atendeu uma voz conhecida. Não a voz chorando, que me ligara na noite passada. Atendeu a voz daquela loirinha linda do supermercado. Atendeu uma voz que fala desesperadamente e come letras, talvez até palavras. Uma voz animada, feliz. Eu percebi então, que era assim que aquela voz tinha que permanecer. Era assim que eu queria ouvi-la pelo resto da minha vida, e principalmente, percebi que eu queria ouvi-la pelo resto da minha vida. Percebi que eu precisava daquela voz, daquela risada, e daquela garota. Precisava cuidar dela. Atendeu, e perguntou “Estranho do supermercado?”.
(sorriso-inconstante). (via sorriso-inconstante)
o matt é da luuuuuuuuuu
e o alex tambémmmmmmmmmm
Dê play e comece a ler.
Ela procura a paz na própria bagunça. Discórdia é sua salvação. Ela sempre gostou de pratos cheios, comidas exageradas e panças enormes. Sempre comeu demais, sempre brincou demais, sempre sorriu demais. Até o dia que ela inventou… De amar demais. Se viu presa em pensamentos clichês, onde coadjuvantes são sempre sonhos de finais felizes. Como nas histórias que sempre ouvia quando era pequena, desejando ser a princesinha com seu bondoso cavaleiro. A amargura agora bate na porta, querendo voltar… Sai, sai. Quer amar de novo, quer sentir tudo outra vez. Porque apesar de todos aqueles momentos tristes, e daquela repetição maligna de erros estúpidos, ela foi feliz. A cada segundo ao lado daquele garoto, ela foi feliz. Mesmo quando ela estava triste, era só ele sorrir de lado e erguer as sobrancelhas em um gesto de desculpas que um beijo desesperado trazia de volta todo o amor. Eles precisavam um do outro. Como uma batida em uma balada chama para uma dança. Ela nunca foi de dançar, sempre sentada, observando. Mas ele ensinara-a como aproveitar o momento, e não aprecia-lo sendo vivido pelos outros. Eles tinham sonhos, juntos. Dariam a volta ao mundo, conheceriam idiomas novos e lugares inóspitos. Se amariam acima de tudo, e quando tudo complicasse, dançariam. Sem som, cantando, em uma balada romântica pelos cantos de Londres, no Polo Norte, em um barco abandonado no Oceano. Não importava. Eles dançariam, porque assim se lembrariam de como podem ser felizes, se fizerem dar certo. Talvez isso que eles precisavam ouvir agora, que iria dar certo. Tente mais um pouco, talvez. Não desista, lute pelo seu amor por mais dificil que possa parecer. Todos são tão pequenos em mente, coração… Dizem que, quando machuca, não é amor. Pois então, estão errados. Essa foi a maior lição que ela já pode ter aprendido ao lado dele. O amor não é um mar de rosas que todos buscam depois daquele sofrimento. Isso é passageiro. O amor é eterno, é fixo e é contínuo. O amor está na dor, na luta e na superação das diferenças. O amor é você saber que não pode dar certo, e ainda assim tentar. O amor é um sonho impossível, de duas pessoas perdidas em uma teia de lembranças e sonhos. O amor é um grande borrão, e só depois de muitas noites amarguradas, lágrimas secas em travesseiro gelado e alguns traços avermelhados em seus pulsos, ela consegue perceber. Consegue enxergar tudo isso. Seus olhos estavam abertos para o amor, mas agora, ela abrira seu coração, e sabia que precisava, como oxigênio, dele. Mencionar o nome dele, ainda que não se tratasse da mesma pessoa, já era um perigo eminente. Ela sabia que agora seria diferente, faria tudo certo e correrria atrás, se preciso. Dessa vez, ela estava em paz consigo mesma, e não precisava dele exatamente para ser feliz, mas queria ele, para compartilhar aquela felicidade. Não dependia de ninguém… Mas seu coração anseava por ter ele próximo, por cuidar dele… Ela precisava deixar todo aquele orgulho de lado, e sabia que se conseguisse fazer isso, teria ele de volta. Ele deixou claro que ainda a amava. Não estava acabado. E essa foi a última coisa que ela aprendeu com o amor… Quando ele bate, você escolhe se deixa entrar. Mas quando deixa entrar, é pra nunca mais deixar sair. — Luiza, sorriso-inconstante.
“Não perca a cabeça”, vivo me dizendo em momentos em que a minha única fé é acreditar que vai passar. Cadê os amigos? Cadê a felicidade? Cadê tudo aquilo que a vida promete quando você faz tudo certo? É, talvez esse tenha sido o problema. Eu fiz tudo errado. Começando por amar você. Por querer acreditar em uma coisa que no fundo, eu sabia que nunca daria certo. Não era para ser, provavelmente. Você vai achar alguém melhor, vai se casar, vai ter filhos e uma família linda. E em uma tarde de domingo quando estiverem conversando, vai contar aos seus filhos da idiota que namorou, e que ela te amou, mais do que deveria. Esse foi o segundo problema. “Mais do que deveria” com certeza isso se repetiria em uma quantidade à impressionar em uma história sobre nós. Primeiro, amar mais do que deveria, depois, acreditar mais do que deveria, e por fim, lutar por nós mais do que deveria. Você desistiu ao primeiro obstáculo, lembra? Talvez esse tenha sido o terceiro problema, escolher um homem tão fraco, tão mesquinho e tão idiota. Era para estarmos nisso juntos, pacientes de que iriamos terminar bem, mas você não foi paciente. Nem um pouco. Arrependo-me do dia que te conheci. Desde então os motivos para chorar tomam cada vez mais lugar dos motivos para sorrir. Isso é depressivo, me encontro em um estado de meditação profunda, onde analiso todos os erros da minha vida para tentar chegar ao crucial. Dentre todos os erros, acho que o maior deles, foi me envolver. Eu sabia desde o primeiro momento que não levaria a nada, e ainda assim, me envolvi. Procurava emoção onde só encontraria decepção. Queria ser desejada como todas as outras garotas ao meu redor, eu queria aquele amor de cinema dos anos 80. Queria que minha fantasia se tornasse realidade, e por algum motivo imbecil, quis com você. Acho que eu nunca fui empolgante o suficiente para você, não é? Uma foto de nós dois na estante da sala não era o suficiente. Eu era mais uma figurinha para completar o álbum. Nunca fui o bastante para ser a mulher da sua vida. A jóia que te faria destruir o tal álbum, e deixar o tão sonhado retrato no centro da estante, enorme. Minhas metáforas sempre te impressionaram, “como eu consigo deixar as coisas ainda mais estúpidas do que realmente são”, foi o que você disse, certo? Vou lhe dizer o que é estúpido. Você é estúpido. Você e esse jeito de tratar as mulheres, como se elas não merecessem você. Você não merece nenhuma delas. Você não me mereceu. E esse foi o quinto erro. Você. Em cada defeito do dicionário, você pode ser encontrado. Mas sabe o que mais me irrita nisso tudo? Depois de tudo, estou aqui explicando o porquê de estar triste, e é você. Como se tudo rodasse em torno você. É revoltante, mas é verdade. O motivo, é você. Sempre foi, sempre será, você. — Luiza (sorriso-inconstante)
Gosto de, às vezes, me comparar a gatos. Uma gata bem pequena, aprendiz da vida. Não por ser bonita - longe disso, na verdade –, mas gatos são mimosos, precisam de carinho o tempo todo ou ficam choramingando em teu colo. Precisam saber que tem alguém que podem contar. Alguém que vai limpar a caixinha de areia todos os dias e pentear o pelo, sempre bem tratado. Vai confortar a mente e às vezes fazer um carinho em um dia chuvoso. Preciso ser amada, preciso ser cuidada. Gatos não vão embora aleatoriamente, em um dia de tédio. Gatos se acomodam na intenção ficar para sempre naquele cantinho da sua vida. Todos esquecem os gatos, todos procuram por algo mais ativo, mais divertido e menos casual. Sempre fui do tipo chato, que prefere observar à chuva pela janela, enrolada em um cobertor, assistindo Diário de uma paixão pela milésima vez. Sempre fui do tipo que não quer magoar ninguém, e sempre acaba magoada por quem mais ocupa meu coração. Gatos são ranhosos, agressivos com os que passam um tempo com seus donos julgado por eles, maior que o devido. Gatos são ciumentos, e fazem de tudo para defender aqueles que sabem que os defenderiam também. Talvez esse seja um defeito dos gatos, eles precisam saber que estão ganhando algo em troca. Eles precisam ser amados por aqueles que amam. Precisam de uma confirmação de que não vão sofrer. Às vezes, ao me comparar à gatos, acabo me confundindo com eles…. Certa vez eu tive um gato, achei-o na rua, chegando da escola em um final de tarde, em uma caixa de papelão, menor até que a minha mão. Perguntei-me como alguém seria capaz de abandonar aquela bola de pelos, com os olhos ainda fechados. Levei-o para casa, escondidos de meus pais, temendo o momento em que o encontrassem. Eu sempre fui proibida de ter algum animal, pela alergia de minha irmã, e minha constante infelicidade. Mas até esse momento, eu o olhava. Desejava saber o que passava por sua cabeça, por trás daqueles olhos, agora abertos e enormes, olhando ora para mim, ora para o leite que não conseguia tomar. Parei de olhar, e logo pensei que ele era como um bebê. Precisava de tratos especiais, e definitivamente não era como o grande cachorro do vizinho que costumava brincar aos sábados. Corri até a cozinha, puxei uma cadeira e nela subi procurando alcançar o armário mais alto. Procurei desesperada por um conta-gotas e logo o levei ao quarto. Colhendo cada pequena gota do leite na vasilha, e as soltando na boca daquele frágil animal, eu observava agora suas imperfeições. A pele clara como neve, o pelo negro com manchas grisalhas pelo corpo e as unhas ainda tão curtas… Para mim, ela era perfeita. Ao repetir o ato dezenas, talvez até centenas de vezes, senti que precisava dele. Precisava mimá-lo, cuidar dele até ele conseguir fazer isso por si mesmo. Ou talvez até depois disso. Queria ficar com ele, então criei um pequeno esconderijo debaixo de minha cama, com algumas cobertas e muito amor. Não demorou muito para meus pais descobrirem, mas por minha enorme surpresa, meus pais o deixaram ficar, contanto que não mantivesse contato com minha irmã. E não manteria. Nem que ela não tivesse aquela alergia, eu não queria que ele fosse dela. Era meu gatinho, meu pequeno, só meu. Passei a me importar demais com ele, e eu dormia abraçando ele, algumas vezes. Não me importava com as certezas de algumas doenças, ou até da maior de todas… Amor. Aquele gato fora o meu primeiro amor, por mais estranho que isso pareça. Aos sete anos de idade, eu desejava nunca crescer, pois sabia que se crescesse, ele também cresceria. E gatos morrem – infelizmente, antes de nós. Não queria perder ele, nunca. Então, em um aniversário da minha mãe, vários parentes foram nos visitar, e por ordem de minha mãe, tive que soltar o gato por algum tempo. Nina – a gata – acabou se tornando agressiva, atacando todos naquela festa com seus arranhões e olhares amedrontadores. Teve que dormir fora naquela noite, e quando acordei no dia seguinte, só pude chorar, ao ouvir aquela notícia, de que minha mãe a havia levado à uma fazenda, onde, de acordo com ela, viveria melhor. Desde então, tento ser como aquela gata. Estava sempre me fazendo sorrir, talvez não por uma questão de escolha, até, mas só pelo simples fato de existir. Queria ser desejada assim por alguém. E, mais de seis anos depois, ainda me lembro dela, e, em dias mais monótonos que o normal, costumo me comparar a gatos.
ONDE EU ENFIO A PORRA DO MENU NESSE THEME?????????????
postando um texto aq seila kkkkkkk ~medo
MANO ACABO DE ME FUDER. CARALHO, ESQUECI QUE TEM UNS POVO LERDO QUE ME SEGUE NESSE TUMBLR DE TESTES E EU TO AQUI POSTANDO MERDA, NOSS
afff
essa paginação que não arruma logo
que tedioooooooooooooooooooooo
vamos cantar? p.p