Ou melhor, no oceano de possibilidades e correntes de conhecimento-pensamento
Difícil tomar por certo um caminho, mas o que se toma se faz caminha
Faz-se o tempo de hoje, com esta consciência, tomar uma escolha, e assim, encerrar projetos e logo iniciar outro
Faz-se necessário o DESPREENDER, DESAPEGO
Pois, o que queres agora, já fora noutra hora, fonte de esforços e assim conclusão
De modo que, o que queres agora terminar e iniciar em outro ANSIOSAMENTE, nada mais é do que fuga ou DESCONEXÃO. Visto que, enquanto faz uma atividade ela está fresca a memória, e assim é tarefa de cuidado. Logo, quando passas a outra, se esta já não está muito bem alinhada com o novo projeto, é então descartada da memória. Tornando assim, a corrida com o tempo, uma matéria de DESCONEXÃO, visto que a obra de agora outrora será esquecida. E nasce a dúvida se deverá ser novamente folheada ou mesmo devorada? A cada investigador, leitor, custa a sua apreciação: caminho.
Certo que temos NOSSO PRÓPRIO TEMPO. E este tempo, dado cada indivíduo, se fortalece e formas os caminhos do hoje e do amanhã. Entendendo que a leitura do hoje e do agora satisfaz a teia de sentido e significados, de modo certamente - bem adequado. Ou que deve ser arrumado, e a partir disso construir as associações e recortes que se faz necessário.
Mais do que um MÉTODO. É ser organismo. É ser vivo. É estar bem. Vital. Vitalidade. E o desfecho é de que o estudo, a pesquisa, seja um propósito vivo, pois, para além de um arquivista. Seja uma vida que está consumindo páginas de leitura que transmitem vida. E dessa vida, permite CONEXÕES com outras vidas (leituras) e se forme um EDIFÍCIO. Mais do que o edifício, a obra, é o processo de CONSTRUÇÃO. E para isso um guindaste e suas articulações: blocos. E a possibilidade de que para além de um bloco (edifício) previamente assegurado e dado. O conhecimento, e assim a vida, seja um desenvolvimento que não aceita necessariamente uma ordem tão prévia. E que se prévia, o seu bloco do hoje pode desconhecer o amanhã, mas que ao fim, chegam em um bom termo. E à possibilidade de que não tenha sido um edifício que se construiu. E o guindaste fosse apenas matéria do pensamento se expressar naquela hora e momento. Desconhecendo o final da obra.