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❛ —— Quando encontrar uma forma, poderia compartilhar comigo? ❜ um sorriso breve dominou os lábios naturalmente róseos ao sentir o sangue ferver, entretanto, decidiu retornar com a expressão habitual, sentindo um medo incomum de deixar a empolgação evidente em forma de um sorriso. Os olhos passeavam em direção aos traços delicados da mulher, a luz artificial que iluminava ligeiramente o rosto em meio à escuridão permitiu que a jovem vasculhasse cada minuciosidade com cautela em busca de um defeito e, acabou por sentir-se frustrada por não localizar absolutamente nada. Tentou encerrar a movimentação inquieta das órbes, parecendo que os olhos acabaram por criar vida própria cada vez que examinava o rosto da recém conhecida, preocupada em deixá-la incômoda de qualquer forma perto de si. ❛ —— Gostou de mim? ❜ precisou repetir as palavras, desacreditada. Encontrou-se em um constrangimento sem saída, afinal não conseguia recuperar a fala normalmente para respondê-la de maneira certeira. ❛ —— Eu também gostei de você, GaYeong unnie, wah~! Havia tempos que não dizia isso para alguém ❜ novamente uma súbita vontade de bater com a cabeça contra a parede manifestou-se ao ditar as últimas palavras da sentença que, eram para conservar somente como um de seus pensamentos. ❛ —— Deixe-me ver, hm… ❜ abriu a palma da mão em frente ao próprio rosto, afastando os dígitos em uma contagem silenciosa para descobrir os rostos amigos que conheceu ao decorrer da sua curta vida – por mais que, na maioria das vezes, a jovem conversava como uma mulher experiente além de seus trinta anos de idade. ❛ —— Uh-huuum, eu realmente gostei de encontrar um rosto amigável! Fofa? Eu!??? ❜ três vezes foi a quantidade exata que precisou piscar as pálpebras durante o período de tempo, uma mania pessoal que construiu ao desenrolar dos últimos anos, processava o hábito ao escutar palavras incomuns para si, entre elas, elogios. Aparentemente, elogios sinceros, o que a deixou ainda mais fascinada. ❛ —— Quando chegarmos ao bar, você pode anotar o seu número no meu celular, unnie? ❜
Soprou um riso pelos lábios entre abertos acompanhado de um asseverativo com a cabeça. Uma suave mentira, eu diria. Afinal essa utopia poderia apenas ser revelada por ela mesma. Mas era intrigante para ela o fato de Myung Hee carecer por um método que aliviasse suas dores. Com período curto de vida, o que poderia trazer qualquer tipo de perniciosidade para aquele amável coração? Aquele mesmo coração que parecia se alegrar com meras palavras gentis dirigídas à ela, ou mais, apenas uma sucinta atenção. Realmente se tornou impressionante a reação que obtivera da menina pois nunca vira tamanho contentamento - e até mesmo inquietação - resultantes de tais palavras. Observava atensiosa as gesticulações da morena aparentando certa incerteza em sua contagem que supunha ser relacionada a relações amistosas, comprovando o que se passava na mente de Gayeong. mas provocando um gwiyeowo sussurrado Os clicks de seu mínimo salto já começavam a ser ocupados por uma sonoridade mais agradável aos ouvidos a medida que a música acústica vinda do bar se aproximava. ❛ É claro. Aliás, ele está logo ali ❜ Seus dedos saíram do conforto de seu casaco para apontar para o local á poucos passos de distância. Era uma localizaçao confortável ainda que diminuto; possuía um lado exterior preenchido por algumas mesas de madeira contrastando com o preto fosco e vemelho que revestiam o edifício e a parte do interior que adotava o mesmo leque de cores com mais mesas, um balcão e um sucinto palco onde uma rouca voz feminina se apresentava com seu violão. Dirigiu-se para os altos bancos do balcão ( mantendo a atenção à mais nova para que a seguisse ). logo a entregando o cardápio depositado em cima da madeira. ❛ Aqui, dê-me o celular. ❜ Pediu-lhe. Era estranho a inconsciênte simpátia que havia criado em tão pouco tempo. ❛ Uma coisa que me deixou inquieta, o que veio fazer na América?❜










