Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Mike Driver
Cosmic Funnies
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

shark vs the universe
d e v o n

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occasionally subtle

Kaledo Art
we're not kids anymore.
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Andulka
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@lunsrr
@WeHeartIt /entry/282700849
sutilmente percebi que o amor em sua essência e forma primária no fundo de todas as frustrações, nada mais é do que uma panela de arroz embolotado.
Porque a doença de ler, uma vez tendo tomado conta do organismo, enfraquece-o a ponto de torná-lo fácil presa desse outro flagelo que habita no tinteiro e supura na pena. O desgraçado dedica-se a escrever.
Virginia Woolf, Orlando (1928)
quero passar depressa por essas praças para beber tudo a ser entendido de uma só vez sentir meus dedos lerem os versos que tateio quando só entender seu cheiro como casa depois me sentar como anciã cheia das mais lindas penas coloridas na cabeça de quem olha árvores como imensos monumentos antigos cheios de vida de quem não tira a cabeça do alto das montanhas nem tira seus olhos dos livros eu quero abraçar e sentir o cheiro das coisas antigas porque disso sou feita está escondido em meus olhos.
luiza matias
Chama-las para perto é fazer o vazio ser menos penetrante. Ordem de quartel. Na solidão segura e confortável a qual nós meninas somos submergidas diante dos olhos que nos priva de qualquer alegria e companhia. Eu sempre tive pés muito ágeis. Pés de fugir. Pés de ir atrás e meter o nariz e cheirar tudo. Enquanto tecem as mais covardes leis para saias seguirem, coloco minhas pernas a amostra, junto aos dentes. Corro como vento e passo em meio às árvores. Fito o nada. Me escondo na noite, culpo o sono e vivo os sonhos que tentam arrancar de mim. Quando tinha quatorze meu irmão caçula voltou da noite - aquela brilhante e negra observada pela janela do segundo andar. Soltou risos, cambaleava. Era uma noite onde os velhos produziam mofo em cima da cama e o ventilador fazia força para continuar sua produção, quase sempre queixando-se em meio a ruídos abafados pela televisão, burlar o tédio era trazer para longas horas de filmes, conversas e planos algumas das meninas dos vestidos brancos. A velha entrou e com a luz apagada em seu tom me desejou uma boa noite em cativeiro, a piedade de sua voz, a submissão me faz levantar os pelos do pescoço e saltar. Saltar e correr direto para o que tentam me afastar com tanto zelo, para tudo aquilo que sou feita e faz parte de mim e que de longe não nutrirá o anseio dos meus olhos. Cuspo em suas faces o pigarro dessas palavras guardadas, não me contenho e não há por que. Abandono todas as correntes que me preparam para os penhascos, meus tornozelos combinam com a liberdade nua. Fujo dessa vida sem alma que vejo nos olhos delas. Sou artista em exílio do meu próprio povo. Sou uma criatura-metamorfica. Meus ossos são feitos de destruição, meus dentes se compõe antes da semana que vem. Meu sopro pode parir lindas construções, meu ódio desfaz por fogo concluindo ciclos. E eu os respeito. Entrego minha alma às sensações retirando o ser profano das minhas escolhas. Sou apenas eu. Sem esoterismo em minha forma mais crua.
luiza m.
Fred Stein-Lovers,Coney Island,1946.
frank
andei até minhas pernas cansarem maratonas minha cabeça pesava meus [restos
encontraram-na na estrada junto dos meus olhos vermelhos de chorar o mar torcendo para que moças vejam cada pedacinho de mim e me remontem em algo mais bonito. especialmente as que escrevem.
luiza m.
setembro, 2017.
Se não sai de ti a explodir apesar de tudo, não o faças. A menos que saia sem perguntar do teu coração, da tua cabeça, da tua boca, das tuas entranhas, não o faças. Se tens que estar horas sentado a olhar para um ecrã de computador, ou curvado sobre a tua máquina de escrever procurando as palavras, não o faças. Se o fazes por dinheiro ou fama, não o faças. Se o fazes para teres mulheres na tua cama, não o faças. Se tens que te sentar e reescrever uma e outra vez, não o faças. Se dá trabalho só pensar em fazê-lo, não o faças. Se tentas escrever como outros escreveram, não o faças. Se tens que esperar para que saia de ti, a gritar, então espera pacientemente. Se nunca sair de ti a gritar, faz outra coisa. Se tens que o ler primeiro à tua mulher ou namorada, ou namorado, ou pais, ou a quem quer que seja, não estás preparado. Não sejas como muitos escritores, não sejas como milhares de pessoas que se consideram escritores, não sejas chato nem aborrecido e pedante, não te consumas com autodevoção. As bibliotecas de todo o mundo têm bocejado até adormecer com os da tua espécie. Não sejas mais um, não o faças. A menos que saia da tua alma como um míssil, a menos que o estar parado te leve à loucura, ou ao suicídio ou homicídio, não o faças. A menos que o sol dentro de ti te queime as tripas, não o faças. Quando chegar mesmo a altura, e se foste escolhido, vai acontecer por si só e continuará a acontecer até que tu morras ou morra em ti. Não há outra alternativa. E nunca houve.
Charles Bukowski. (via cerejeiro)
Impressionista
Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo.
Adélia Prado (Do livro Bagagem. São Paulo: Siciliano, 1993. p. 36)
Love u
amo você.
você fuma free?
Toda vez que saio de um lugar opressivo como delegacia, família, cartório, igreja ou do amor de uma mulher e volto aos meus poemas sinto-me um artista genial que retornou ao país com o fim da ditadura.
Diego Moraes