Estes são dias difíceis, confesso. São dias em que não se sabe mais por qual caminho seguir. Dias de visão embaçada. São dias que são completamente dias, porque as noites de sono parecem não mais existir. E são nessas horas, não é mesmo? Que a gente começa a se questionar por todas as coisas que já fez. A perguntar se o fim, talvez, não seria melhor que o começo. Que a ficha começa a cair e as reflexões se tornam mais profundas. E o que teria me trazido pra situações assim, afinal? Será a tristeza apenas uma consequência da felicidade excessiva por alguma coisa? São dias de medo. E será o medo a consequência de quem foi corajoso e louco demais pra chegar até aqui? Por que convenhamos é uma realidade que está distante de mim por mais que eu queira estar perto. São dias em que eu queria desligar o pensamento, porque só existe uma coisa que eu temo mais que a minha loucura: a minha razão. Mas vejo que minha falta de sanidade se espelha nesse texto, quando vi que não escrevia para mim, nem para o amor, nem para sua antítese. E sim para um vestibular.
Maria do agreste