
Janaina Medeiros
$LAYYYTER
I'd rather be in outer space 🛸
Alisa U Zemlji Chuda

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DEAR READER
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KIROKAZE
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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

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祝日 / Permanent Vacation
Keni
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@marycorreya
#breakingbad
clutter close ups
12|5 it’s a beautiful day, I hope you’re all well🌸
October 12, 2019 // outlining
December 22, 2019 // did nothing today but putter around, read, and spend time with friends
“À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo.”
— Em “Dom Quixote”, Miguel de Cervantes.
THE WITCHER: SEASON ONE (2019)
Acorn Pendants
Dabas Rotas on Etsy
See our #Etsy or #Jewelry tags
want the ivy one so bad
this week’s moody study scenes. winter truly has arrived.
my current uni has a different exam system than my previous one, meaning december exams. got my second exam tomorrow! really looking forward to an actual christmas break and not one where i have to study for january exams🎄
🎶 ariel pink / another weekend
Theodore é o protagonista de Her, um homem emocionalmente complexo e confuso. O término de seu relacionamento anterior ainda o afeta bastante, o que praticamente o impede de aproveitar adequadamente sua vida. Pela vista do protagonista podemos ver a solidão do mundo, a melancolia e a tristeza. Sua vida muda drasticamente quando ele instala um sistema que seria uma espécie de ajudante pessoal que possui uma inteligência artificial evolutiva. Samantha é o nome que ele escolhe para seus sistema de ajuda pessoal, que simula perfeitamente um ser humana falando, com pausas e maneirismos o que foge um pouco da ilustração de inteligência artificial que vemos nos filmes e série por aí.
Durante o filme, fazemos alguns questionamentos sobre ela, já que ela não é uma pessoa mas tem consciência, supostamente ela não tem sentimentos mas expressa ter. Mesmo ela sendo apenas um ser virtual, isso não a impede de viver, utilizando claro, o sentido mais amplo dessa palavra, já que conforme o filme avança, vemos ela aprender, experimenta, entender, conversar e até se divertir.
Seria possível se apaixonar por uma inteligência artificial? Ou melhor, por uma voz?
É isso que acontece com Theodore, ele fica fascinado com Samantha e em pouco tempo, começa um relacionamento com ela. Se considerarmos que a paixão é uma loucura socialmente aceita, esse romance não parece tão maluco assim e além disso, nos não decidimos por quem vamos nós apaixonar, é algo que acontece. Logo esse relacionamento é o exemplo perfeito de como o amor é confuso e inexplicável. Para muitos o amor é algo transcendental, não está preso a determinadas dimensões, algo também explorado no filme Interestelar ( que talvez seja meu filme favorito), seria algo livre, abstrato e muito forte. O filme tenta nos mostrar isso ao defender a ideia de que se apaixonar é algo natural aos humanos e que também não se limita a pessoas. Isso faz sentido se pensarmos que nos apaixonamos por tudo, pinturas, músicas, filmes, paisagens, viagens, trabalho… ou seja, esse sentimento de admiração forte, de carinho, de querer proteger e de enorme apego não está reservado apenas aos seres humanos. Logo o amor não esta diretamente ligado a aparência e sim a consciência do que aquilo representa e significa especificamente para você. É realmente muito mais do que físico.
Quando se trata de pessoas, nos apaixonamos pelo carater, pela personalidade, pelo modo de se comporta, pelos gostos em comum ou diferentes… Olhando por essa perspectiva é muito fácil entender essa relação incomum vista no filme. Asseguro a vocês que eu entendo muito bem isso. Theodore e Samantha conversam, trocam intimidades, transam, brigam e até se desgastam. Passam por tudo que um casal normal faz e passa.
Assombrado pelas palavras de sua ex esposa, Theodore começa ver uma estranheza nesse relacionamento, antes tido como perfeito para ele. Samantha fica triste ou simula estar, pois percebe o distanciamento dele e seu stress. Como um ser de processamento e capacidade de aprendizagem rápida, para ela não é difícil notar que há algo errado na relação. A personalidade confusa, frágil e auto destrutiva de Theodore o faz considerar terminar seu relacionamento, porém ele já não consegue escapar do que sente, ele realmente ama Samantha.
Nesse ponto da história, vale resaltar que tratar seu sistema operacional como outro ser humano é algo relativamente normal, é até possível afirmar que Theodore não é o único a se relacionar com uma voz, visto que sua amiga de faculdade Amy, relata o caso de uma moça que se apaixonou pelo sistema operacional de um terceiro, além da mesma ter considerado seu sistema operacional como amigo. Podemos ver também que a maioria dos figurantes estão falando com seu sistema operacional ou mexendo no celular, ou seja, uma sociedade que tende para um mundo onde indivíduos preferem descartar relações sociais presenciais para terem mais tempo em frente a computadores, celulares e outros dispositivos.
Contrariando novamente os filmes com uma temática semelhante, Her não nos mostra um futuro frio, cinza e totalmente impessoal. O que provavelmente o filme quis passar é que esse futuro é inevitável mas que não precisa ser algo ruim. As pessoas são prestativas, gentis e bem semelhantes. Não parece haver uma hierarquia social ou profissional, pelo menos não uma inflexível e segregativa, porque as pessoas se comportam como iguais em um convívio harmônico. No fim, trata-se de uma visão otimista do futuro.
Theodore no ápice de sua paixão, decide esquecer suas incertezas e mergulhar de cabeça nesse relacionamento mas quase que simultaneamente acontece algo libertador e indiscutível com Samantha. Como uma I.A, a personagem evolui muito rápido, sua consciência não funciona como a nossa e quando ela diz que está em constante evolução só nos resta imaginar o quanto falta para ela alcançar um novo horizonte. Ela pertence a outro plano, sem qualquer obrigação de pensar e/ou agir como os humanos. No fim, ela se rende ao eterno clichê, quando falamos de I.A. Ela se torna pura, única e totalmente lógica e racional.
Her mesmo tocando em vários temas, é no fundo uma história de amor, um romance. Acompanhamos a história de Samantha e Theodore, homem e máquina, que se envolvem no que parece o mais absurdos dos relacionamentos mas que em determinado momento, paramos de achar aquilo estranho e percebemos o quão natural aquilo é.
Your role in all this is much greater than you think.
Halloweentown (1998) dir. Duwayne Dunham