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When the masks fall down || Maximillian and Mahalia {Flashback; August 77}
Quando criança, Max gostava de ouvir sua mãe contando histórias. Ao contrário das outras crianças, ele não se divertia com o Conto dos Três Irmãos ou algum outro desses contos estúpidos de crianças. Ele gostava de histórias reais sobre sua família ou outras histórias do mundo real. Quando tinha nove anos, sua mãe lhe contou sobre como seu casamento fora arranjado com Rickard. Lembrava-se da intensidade com que Geraldine contara esse fato de sua vida, e o que sempre o marcou fora a decepção da mesma ao encontrar um homem morto por dentro, alguém que já não dava mais valor a vida por ter feito a estupidez de se apaixonar por uma sangue ruim, e obviamente ela fora morta pela família do homem. A mulher nunca dissera isso em voz alta, mas Max sabia que era verdade. Conhecia bem sua família para deduzir que seriam capazes de matar alguém caso essa pessoa se colocasse no meio de seus planos.
Então, ao olhar para a bela menina encostada em um cato distante da mansão Dolohov, Max finalmente compreendeu a decepção de sua mãe. Mahalia Dolohov não lhe era uma total desconhecida. Via-a todos os dias nos corredores de Hogwarts, rindo com suas amigas e se divertindo com coisas pequenas, e rir era tudo o que ela não fazia naquele momento. O Wilkes se sentiu decepcionado e enfurecido por seu pai não ter tido ao menos a capacidade de lhe arranjar uma esposa que queria fazer aquilo para honrar o seu sangue. Ele sabia que sua companhia não agradava a menina pois ela já havia deixado isso bem claro nas poucas palavras que trocaram em Hogwarts, e isso o deixava mais irritado do que jamais admitiria. Mas é claro que ele sempre tentava dar a volta por cima e mantinha o semblante de bom moço educado, indo até onde ela estava e beijando sua mão como mandava a etiqueta. Fazia parte das suas habilidades fazer aquilo com perfeição, e ele pôde observar que a menina também estava conseguindo manter-se altiva diante da situação. Ótimo, veriam quem deixaria a máscara cair primeiro.
Enquanto conversava com o velho Dolohov, este o segredou que a menina oferecia uma dura resistência à união dos dois. “Sei que você já providenciou o anel e que pretende dá-la depois. Pode me contar se ela se recusar a usá-lo, tomarei minhas próprias providências para que ela o faça.” dissera o homem, e imaginar quais providências o homem tomaria o fez abrir um discreto sorriso no canto da boca. Os métodos do homem não o assustava. Havia sido criado em uma família que não o permitia se impressionar com esse tipo de coisa. Olhou na direção de Mahalia, que permanecia bela e distante, com o olhar perdido em algum lugar, e pediu a licença para o homem, andando na direção da noiva. - Você está fazendo um bom trabalho para fingir que não está totalmente desagradada com a situação. - disse, com um ligeiro tom debochado, sabendo que ela entenderia do que ele falava. - Mas ainda não é ótimo, talvez devesse se esforçar mais. - e assim colocou uma mão em suas costas, aproximando-se para sussurrar: - Pode estar enganando seu pai, mas ainda não me convenceu. E se eu quiser, posso ser tão ruim quanto ele. - e deu um sorriso ao se afastar, como se tivesse lhe dirigido um belo elogio.
Desde que…Bom, deixa pra lá. Não é um acontecimento que gosto de relembrar. Imagino que não deve ser fácil escolher esse tipo de coisa, nesse caso acho que agradeço por não precisar escolher…Meu destino é ser apenas uma mãe de família. Acho que estou lidando bem, não sei. Wilhelm não é uma pessoa ruim, acho. Na verdade eu pensei que Eddard tinha desistido disso, mas eu estava enganada.
Pelo menos tem alguém feliz com isso tudo, nunca vi Geraldine tão feliz.
Desde que... Ele finalmente resolveu fazer alguma coisa considerada útil para Geraldine e Eddard. Para mim isso pareceu mais uma medida desesperada do que qualquer outra coisa, não sei se Sebastian teria culhões o suficiente para fazer isso por escolha própria se não estivesse completamente desesperado para chamar atenção. Ele nunca teve esse tipo de coragem e eu não sei se segui-lo é uma boa opção para mim, como disse, há muitas coisas a serem consideradas. Wilhelm me parece um perfeito babaca, isso sim. Poderiam ao menos ter escolhido alguém com cérebro se vão te obrigar a isso. Olhe só nós dois, eu preso à mimada insuportável da Dolohov e você a um sem cérebro qualquer que ninguém sabia que existia até aparecer pra preencher a vaga de seu noivo.
Aquela ali só fica feliz quando vê todo mundo ao redor dela na miséria, essa é a verdade.
Por que vocês não nasceram colocados e ele tem outra lista de papelada para preencher. Com vocês aqui o trabalho vai andar bem mais rápido. O que foi o tico e o teco não conseguem se separar? O que eu ouvi ou não, não vem ao caso. Só digamos que não espere que eu passe a cabeça na mão de vocês. Não tenho idade para ser mãe de vocês, então vamos parar com a cara feia e focar no serviço.
Eu não disse que nascemos colados, só achei injusto... Tudo bem, deixa pra lá. Fico feliz em saber que seu trabalho vai ser facilitado com a nossa presença, é exatamente pra isso que estamos aqui, não é? Tornar tudo mais fácil pra você. Nunca achei que fosse então está tudo bem, nem minha própria mãe faz isso. Estou focado!
Então, você decidiu o que vai fazer? Vai seguir os passos do Sebastian ou? Geraldine vai ficar bem orgulhosa caso você tenha escolhido isso.
Na verdade, não. Seguir os passos do Sebastian, desde quando isso virou uma opção viável ou até considerada? Realmente nosso mundo está perdido. Mas não sei, muitas... Muitas coisas a serem consideradas, não sei se posso decidir isso agora. Mas e você? Como está lidando com essa história de casamento?
Fazer cara feia não vai preencher esses pergaminhos mais rápidos. Sinceramente, pelo que eu ouvi de vocês dois só terão treino no campo quando mostrarem que não são tão ruins como fiquei sabendo.
Eu não estou fazendo cara nenhuma... Por que Mark não pode ajudar com isso? É só meu trabalho agora? Espere, o que você ouviu sobre mim?
Tô sabendo que você tem uma prima competindo pela herança...
Uma prima? Já não basta a irmã bastarda que surgiu do nada, agora tem uma prima também? Quando essa família vai parar de crescer?
sua opinião sobre o noivado da sua irmã
Eu não sei. Ao mesmo tempo que parece a coisa certa a fazer para manter nossa linhagem pura e impedir que ela caia em algum deslize, não sei se concordo em forçá-la a fazer algo que não quer. Mas que escolha ela tem, não é? Nós nunca temos.
sua mina tá namorando outro cara, sabia?
Que “mina”? Eu não tenho nenhuma “mina”.
o karma já tá fazendo você se ferrar na vida?
Você nem faz ideia.
“I know you’re hurting. I am, too.”
And how did you know that? It doesn’t matter, you’re right. Who hurted you, anyway? Do you want me to beat them?
“It’s not going to get better, is it?”
I think not, Geebird. To get better, only reborn in a whole new family and a whole new world.
“I’m your worst fear, you’ll find it in me.”
“How could I ever forget?”
Yeah, how could you ever forget? I don’t know. But it doesn’t matter, anyway. Just go, live your fucking happy life. I’m pretty sure you’re better without me in it.
“It’s the price we pay to feel.”
And that, my dear, is the reason why we shouldn’t feel. Never. Not at all. Feelings sucks.
“Why didn’t you take me with you?”
Because I couldn’t. You always knew that, I have t-told you so many times. So why are you making me these q-questions all over again?