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Por mais que o rapaz quisesse, era difícil aceitar aquelas desculpas dadas. O que raios Crabbe teria pensado? Que Goyle o deixaria de lado e faria piada dele só por não saber feitiços? Eles eram amigos. Não importava aquelas coisas, ele o ajudaria se precisasse, ele teria feito algo. — Foda-se! Acha o que? Que eu não o teria ajudado? Juntos acharíamos uma solução! Estaríamos seguros. JUNTOS! — o empurrão fez Goy desequilibrar para trás mas não deu mais que dois passos, Crabbe precisaria de mais que aquilo. — Agora sua desculpa é Blaise? Ele não tem nada haver com isso. É outra história. Você, Crabbe, você é meu melhor amigo e eu não o teria deixado. Mas já não sei se posso esperar o mesmo de você. — tal julgamento machucava, mas era o que pensava. O amigo, diferente dele, sabia que Goyle estava no mesmo lugar que ele e não o procurara… Tinha o abandonado. — Não tem coisa complicada demais que não haja uma solução! Eu aprendi isso da pior maneira, mas… Ah, você não estava lá! É mesmo? Porque ultimamente eu não tenho visto desse modo. Você me deixou… E deixou achar que nunca mais o veria provavelmente. Mas estava lá e sabia que eu estava lá e mesmo assim não fez nada, não se preocupou em entrar em contato fosse como fosse, amigos não fazem isso! — ele disse com toda a amargura em sua voz, seus olhos esquadrinhando o rosto de Crabbe atrás de respostas.
Estava sendo como esperado. Goyle não aceitaria seus motivos. Não conseguiria entender. Estaria ele cheio demais de orgulho para tentar enxergar? Ou Crabb estaria de fato com toda a culpa sobre os ombros? Odiava aquilo. Odiava pensar que era tudo culpa sua somente por não saber usar as palavras certas. -Não aja como se não fosse verdade, Goyle. Sabe que me abandonou o tempo todo que estava com ele... -Retrucou. Tinha de fazê-lo enxergar a verdade, este querendo ou não. -Por que não pode simplesmente aceitar meus motivos? Você amoleceu tanto assim para precisar de mais razões? Não seja um babaca! -Se arrependera de ter proferido aquelas palavras, Mas não pôde evitar. Estava furioso. De fato era frustrante ver como aquela conversa se seguia. Ambos confrontavam um ao outro como nunca fizeram antes. Crabb não aguentou. Senti toda a raiva e o nó em sua garganta lhe sufocando. Foi então que explodiu. -Então não somos mais amigos! -Proferiu um tanto alto demais. Agradeceu mentalmente por não haver pessoas por perto. Estas certamente tornariam aquilo tudo bem mais desconfortável. Sem hesitar, deu as costas à Goyle e caminhou em passos rápidos para longe dali.
Objetivos maiores? — ele cuspiu as palavras como se fossem algum insulto, olhando Crabbe num misto de raiva, indignação e também saudades, mas não admitiria o último facilmente — Colocar a gente em risco? JÁ ESTÁVAMOS EM RISCO, gênio! O melhor a ser feito era termos ficado juntos! JUNTOS! — ele disse irritado, não precisava dizer aquilo, ao menos, nunca achou que fosse necessário dizer aquilo para seu melhor amigo, talvez as coisas tivessem mudado? — Morto? Você é o que? Louco? Não faz ideia das coisas que aconteceu! Seu babaca, eu estava preocupado, mas você não estava lá! Não estava em Nova Orleans, quando nós fomos para lá e não te achei em Salém. Eu fala com Blaise, questionávamos-nos onde estaria. Talvez em Hogwarts sem respostas? E se estivesse em Salém, estaria vivo? Bem? É eu tenho Blaise sim, mas ninguém pode ocupar o lugar do meu melhor amigo. Babaca! Imbecil! E você que sabia que eu estava lá e não me deu nem um sinal! NEM UM SINAL! Eu deveria te matar. Eu acho que vou te matar! — ele dizia se enrolando nas palavras gaguejadas as vezes e depois de acabar um tapa atingiu a cabeça de Crabbe como se as palavras não fossem suficientes para mostrar o quão irritado e indignado estava sobre os ocorridos
- Porque não me procurou? Porque… ? Eu… Eu não sou mais seu melhor amigo? — de repente toda a raiva se dissipou e sobrou apenas as dúvidas e angústias que rondavam Goyle a tempos.
Crabb agora sentia grande culpa e remorso. Até mesmo as expressões de Goyle lhe machucavam. Sempre odiou vê-lo irritado ou até mesmo triste. Mas agora, estava furioso. Os dois não eram de brigar, nunca haviam precisado. Aquilo chegava a ser aterrorizante. As perguntas lhe atingiam como facadas, cada uma mais letal que a outra e só ficava pior. -Precisávamos treinar, Goyle! Eu não tinha conhecimento algum sobre Defesa Contra Artes das Trevas! Acha que eu gostei de ficar longe? ACHA QUE EU PLANEJEI AQUILO TUDO? -Ele empurrou o amigo, sem se importar se o machucaria ou não. É claro que se preocupava. Gostaria de ter procurado os velhos amigos no momento em que pisou naquela maldita cidade. Mas parecia tudo tão complicado. -Você já havia se afastado bastante por causa do Blaise e eu dei essa privacidade. Não queria tornar tudo complicado como antes... Achei que já tivesse me esquecido. A maioria de vocês esqueceu... Nem se importavam mais. -Ele suspirou fundo, abaixando a cabeça. As lembranças dos mal tratos e piadinhas de mal gosto na época da escola lhe vieram à tona.
Eu não... É que... Merda! É complicado, tá bom? -Crabb levou uma das mãos à cabeça. Ela começava a latejar. Logo suspirou fundo, abaixando os braços, deixando a cabeça tombar para o lado. -Você sempre vai ser meu amigo, Goy...
- Minha perna… Tá coçando! Espera. CRABBE! SEU… SEU… SEU GRANDE IMBECIL, ONDE ESTEVE? PANS DISSE. SABE O QUANTO EU FIQUEI PREOCUPADO! Eu não posso acreditar que estava em Salém e não me procurou!
Franziu o cenho, ouvindo o escarcéu que o amigo fazia, sem deixar de sentir um pouco de culpa. Afinal, ele havia mesmo sumido. No entanto, não acreditava que tinha tanta culpa assim. -Goy... Goyle! -Tentou interrompê-lo, mas o mesmo só fazia lhe atacar com as palavras, questionando-o sem parar. -Eu tinha objetivos maiores por lá! Não podia colocar vocês em maior risco. Como se não bastasse a viagem no tempo, ainda haviam caçadores. -Começou. -E mais... Eu estava morto, não é? Nenhum de vocês fez sequer questão de procurar por mim! Além disso, você tinha o Blaise. Estava muito bem acompanhado!
Goy? Mas quê...? Que merda você tá fazendo?
Não sou neurótica, sou precavida. Existe louco pra tudo, e sim você tem cara de assassino, sem querer ofender
Deveria tomar mas cuidado, nervosinha... Alguém ainda vai processá-la e... Eu vou estar á pra ver. Aliais, quem é você?
Não lhe ameaçaria se não ficasse ai como um suspeito que pode me matar, ou fazer qualquer coisa assim. Olá
Oh, sua neurótica... Que eu saiba, isso aqui é um lugar público, não é? E eu tenho cara de assassino?
Quem está ai ? É melhor parar de palhaça, pois não estou com paciência para brincadeiras - revira os olhos-
E eu não estou com paciência para ameaças, se não se importa. -Franziu levemente o cenho - Olá.
Here we are, don't turn Away now! ~||~ Pov [FlashBack]
Naturalmente, nada de extraordinário havia acontecido após a ‘’conversa’’ que tivera com Pansy. As coisas no acampamento estavam razoáveis e Crabb admitia que alguns estavam se destacando bem mais que outros, o que resultava em interessantes duelos que sempre resultavam em apostas entre ele e Adrian. O amigo sempre acabava ganhando e fazia questão de esfregar isso em sua cara, embora Crabb não se importasse muito. Estava um tanto distraído com tudo o que acontecia ao seu redor. Escolhera esquecer o passado, mas o que mais fazia era relembrar os momentos vividos em Hogwarts e como tudo mudara repentinamente de uma hora para outra. Era como se sua vida estivesse sob controle de outra pessoa e essa estranha sensação o perturbava na maioria das vezes. Era um dos motivos para sempre buscar se distrair, o que não dava muito certo por gostar de estar sozinho.
A verdade era que Crabb sentia-se bem naquele lugar. Aquela nova vida que o destino lhe oferecera tornou-se aceitável. Até ousaria dizer que era a vida apropriada para todos. Mesmo com o perigo iminente dos caçadores e recursos em diferentes dos que aprendera a usar. Ele sorriu consigo mesmo enquanto pensava nos velhos amigos ao tentarem se adaptar à ''nova vida''. Não deixou de pensar que tiveram mais dificuldade que ele, ou Nott, ou até mesmo Adrian, mas divertia-se imaginando Pansy sem todos aqueles produtos de cabelo. Pensar na garota o animou de alguma forma. Sentia falta dela, mesmo sendo a única dos velhos companheiros com quem tivera algum contato. E que contato. Ele caminhava até o lago, onde a havia encontrado chorando. Talvez encontrasse novamente. Ele suspirou fundo. Foco, Crabb... Isso não pode acontecer.
Ele chegou no local e soltou um rápido suspiro enquanto sentava-se na grama próximo à uma árvore. Esta lhe serviu como um encosto ao qual podia relaxar e aproveitar o silêncio. Era impressionante como estava familiarizado com todo aquele silêncio. O rapaz encostara a cabeça na árvore, sentindo a casca dura junto aos cabelos, permitindo-se fechar os olhos por um momento. E mal notou que acabara por adormecer durante mais do que 20 minutos Acordou assustado após ter um breve pesadelo. Literalmente odiava sonhos em que estava caindo de algum lugar. Sendo ele baixo ou não. Crabb bocejou, tentando similar o que acontecia ao seu redor. Demorou um pouco para lembrar o que fora fazer ali. Aproveitar o silêncio. Ele ergueu um pouco a cabeça, visando as folhas das árvores no breu da noite. Logo correu os olhos para o olho d’água, deparando-se com uma anomalia peculiar. Próximo da Lua, estranhas luzes brilhavam no céu. Sua luminosidade ofuscante era chamativa – além de não ser algo muito comum – e as cores era indescritíveis. Crabb levantou lentamente, sem tirar os olhos do fenômeno. Se perguntara se poderia ser algum feitiço ou algo do gênero. –Mas o quê é...
Foi quando aconteceu. Sentira seu corpo ser puxado com brutalidade, quase que sugado. A sensação lembrava a do feitiço de Aparatar ou assimilava-se. Ambas eram horríveis. Crabb não conseguira definis o que estava à sua volta. Flashes e memórias iam e vinham em sua cabeça, coisas que havia estudado sobre o Mundo Trouxa e história. Sua cabeça girava e começava a latejar. Sentia que iria perder a consciência, como se já não fosse ruim o bastante estar ‘’aparatando’’.
O que lhe acordara do transe foi sentir o corpo contra algo sólido. Piscou algumas vezes, ofegante. Sua visão estava turva e sentia o coração bater com tanta força que era pressentível até mesmo em sua garganta. Haviam novas luzes ao redor, estas bem mais ofuscantes das quais havia se acostumado. Levantou com certa dificuldade, cambaleando bastante. Seu corpo estava pesado e sentia que poderia cair à qualquer momento. Se não fosse por um par de braços lhe segurarem pelos ombros, provavelmente. –Espera... Espera... –Proferiu, ofegante. Tão tonteado como estava, mal reconhecia a própria voz. ‘’Calma aí, cara! Está completamente bêbado!’’ Ouvira a voz dizer e logo franziu o cenho, levando uma das mãos ao rosto. Esfregou os olhos rapidamente e logo fitou tudo ao seu redor. Quanto mais se esforçava, mais claramente as coisas ficavam. Seus olhos se arregalaram por um momento ao sentir aquele irritante Dejavu. A sensação de que ago estava se repetindo com certeza o teria frustrado se não estivesse tão apático. Tudo estava diferente novamente. Como quando havia viajado no tempo para aquela época antiga ao qual havia se ajustado com tanta facilidade. –Onde eu estou? –Proferiu, visando o homem ao seu lado que tentava ajudá-lo. O mesmo soltou uma risadinha um tanto zombeteira. ``Está em New Scotland’’ Crabb ficara novamente ofegante. Por impulso do pânico, correu às pressas dali, ignorando os gritos de seu ajudante ficando para trás e sumindo conforme novos sons surgiam. –Por favor! Em que ano nós estamos? –Perguntou parando uma das moças que caminhava na calçada. Ela parecia atordoada e assustada. Desvencilhou-se rapidamente das mãos de Crabb e correu desajeitada para longe sem deixar de gritar um ‘’Seu maluco’’, deixando o rapaz um tanto constrangido.
Mais algumas pessoas vinham em sua direção. Um grupo de jovens que gargalhava, sem se preocupar com os olhares que atraíam. Suas roupas, o modo de falar. Era realmente o que estava pensando e só conseguiu resumir aquilo tudo em uma só palavra: Merda...
» Conheça Vincent Crabbe. Ele possui dezessete (17) anos. É um viajante. Se assemelha com Iwan Rheon e encontra-se INDISPONÍVEL
“Informações Básicas”
◘ Possui a raça de um: “Híbrido: B r u x o e O r t e n a x”
◘ Tem o poder de: Feitiços Básicos (Somente com a varinha) e controle memorial.
— Everybody has a past:
Há aqueles que superam seus demônios a base da vingança ou da opressão do seu “eu-mesmo”, mas a história de Crabbe aborda um outro lado da superação. Ele cresceu sob a tutela apenas de seu pai, aquele que ele nutre grande orgulho apesar de tudo. Sua mãe morreu quando ele era ainda um bebê, em plena primeira guerra. Isso impulsionou Sr.Crabbe a se unir aos bruxos das trevas, e todo o dinheiro que a família tinha fora perdido na separação de bens, que fora diretamente ao lado materno de Vincent: que nunca o aceitara. Isso tivera que fazer Sr.Crabbe ter de se envolver em negócios ilícitos, e ele se tornou um mercador do mercado negro bruxo. Tal trabalho não era bem visto pela elite, que tentava barrar qualquer tentativa de sucesso que a família tivesse, e o garoto gordinho e julgado como “esquisito” tivera que se valer do que tinha ao seu alcance, aprendendo a mentir, roubar e abaixar a cabeça se isso culminasse numa melhora pra si mesmo.
Seus anos na escola foram os piores que se poderia imaginar. Ele sofrera bullyng por um tempo, por ser “burro”, gordinho e esquecido aos olhares alheios, sua aparência física com o tempo melhorou e ele conseguiu emagrecer. Ele nunca tentou mudar a opinião sobre suas capacidades e como seu próprio pai ensinara “a melhor forma de manipulação era aquela que era velada”. No tempo em que foi mero capacho, ele conseguiu um de seus verdadeiros amigos: Gregory Goyle.
Os anos foram passando e algo dentro dele começou a crescer, seus poderes se expandiam para rumos que ele nem mesmo tinha ouvido falar, e a princípio ele apenas cogitou que podia apagar memórias sem a varinha, mas foi o transporte para o Universo paralelo que tudo se mostrou diferente. Dentre caçadores e diversas criaturas que não conhecia aprender a realmente sobreviver, e não só se esconder. E aos poucos Crabbe ia mostrando, a si mesmo, que não era o que imaginavam.
Ela fitava o chão a que estava sentada, ainda bem próxima dele. Não poderia obriga-lo a nada, ou mesmo influencia-lo, havia prometido a si mesma que não teria mais este tipo de conduta, e no entanto, sua alma persistente se Sonserina insistia em soprar do subconsciente que aquela seria a forma mais viável de tê-lo de volta com o grupo. Ela fechou os olhos por segundos, que pareceram incontáveis, e tentou readquirir seu controle – aquela sim era uma atitude inusitada, talvez mais do que encontrar Crabbe vivo – e quando sentiu o rosto ser erguida sua incerteza dissipou-se. Ao olhar as íris azuladas de Crabbe ela soube que não poderia mais manipula-lo, não poderia criar uma sabotagem ou qualquer ação sob o nariz dele para faze-lo ver que o lugar dele era ao lado dos amigos, ao lado dela também. Ela assentiu com o que ele disse, e franziu o cenho quando ele disse que poderia confiar nela. Justo ela, Pansy Parkinson, estava sendo digna da confiança? Ela estava de fato surpresa, por toda aquela situação. Como ele poderia confiar nela, que sempre o humilhara, que sempre o fizera se sentir um verme por ser menos afortunado. Ela estabeleceu o contato visual por um tempo que nem mesmo saberia dizer, tentava encontrar naquelas órbitas a verdade, queria saber se aquela não era uma brincadeira. Se ele não estaria agindo somente para que pudesse passar a perna dela, mas acabou por suspirar profundamente ao não detectar. Ela não respondeu de imediato, e engatinhou para mais próximo dele, sentando-se em seu colo e envolveu os braços em torno do pescoço. Era como uma criança, nem mesmo parecia um mero reflexo da rainha da Sonserina, tão frágil, tão carente, e tão… humana. Ela encostou a cabeça no peito dele, por ser consideravelmente menor, e chegou a ouvir seus batimentos. Seus olhos se fecharam, e um simples arquear nos lábios trouxe a graça a seu rosto. – Eu não sabia que sentia tanto a sua falta, até agora!
Crabb não conseguia ao certo decifrar as expressões de Pansy, desejava imensamente ler os pensamentos da mesma. Afinal, a garota sempre fora muito destemida, ousada e atrevida. Agora parecia acanhada e afita. Era a primeira vez que a via daquela maneira e tinha de admitir que era aconchegante. Sem ofensas ou discussões, apenas uma Pansy que ele não conhecia. Mas estava adorando ver aquele ''outro lado'' da garota. Seus pensamentos foram interrompidos assim que ela lhe abraçou, sentando-se em seu colo e entrelaçando os braços em seu pescoço. Não estava acostumado com aquele tipo de afeto. Sentiu o rosto queimar levemente, porém, agradeceu por Pansy não estar encarando-o como antes. Novamente, hesitou. Com um leve sorriso a envolveu em seus braços, deixando que o calor de ambos se misturassem. Crabb não sabia bem o que estava acontecendo, mas queria que aquele momento durasse para sempre. Queria estar sempre perto dela para protegê-la e dizer que não estava sozinha. Ele tocou o queixo dela e a fez encará-lo, de modo gentil. Ele sorriu levemente, fitando-a nos olhos, perdido neles. Suas íris rapidamente correram para os lábios dela antes de voltar aos olhos. Crabb hesitou um pouco, mas aproximou um pouco o rosto do dela.-E eu o mesmo... -Respondeu, já podia sentir a respiração de Pansy contra seus lábios e, tomando coragem, a beijou. Um beijo carinhoso e gentil.
Continuou a olhá-la como se implorasse porém ao receber o tapa no ombro franziu o cenho, fazendo uma cara um tanto engraçada. Não lembrava dos tapas de Pansy serem tão fortes. -Eu sei! -Ele disse com rispidez, como que se segurasse para não gritar com ela. Logo arrependeu-se, suspirando...
Crabb viu as expressões no rosto de Pansy e esperou o pior. Esperava outro tapa ou xingamentos, ou até mesmo um dos comentários detestáveis da garota. No entanto, ela o surpreendeu com os fatos verídicos que viriam a ocorrer. Ele imaginava bem o que todos passavam. O grupo não era o mesmo de antes, suas vidas viraram de cabeça para baixo. Crabb suspirou fundo e tocou as bochechas de Pansy com as duas mãos. -Vocês sempre foram minha família, apesar de tudo. -O rapaz abaixou levemente a cabeça. -Eu prometo que vou contar. De alguma forma... Sei que posso confiar em você. -Ele voltou a olhá-la e sorriu de canto, analisando suas feições. A garota estava mais madura de fato. Parecia mais bonita também. Por alguns segundos, se perdeu nos olhos da mesma. -Eu senti sua falta, Pan.
Crabbe e Adrian na floresta.
"Ei cara, acorde, você precisa ver isso."
"Fala sério, Adrian. Me deixa dormir."
"Não, você vai levantar. Olhe só para isso."
"Nossa."
"Isto é…"
"Isto é incrível."
Ela escutou o que ele dissera, foi como se tivesse levando um balde d’água. Seu sorriso que brotara fora diminuindo aos poucos e ela estranhou ele ter recuado do abraço.- Crabbe! – ela deu um tapa no ombro dele. Era bem típico dela dar umas pancadas para fazer os amigos entenderem que era sério. – Nós ficamos meses sem nóticias suas, pensando que tinha morrido. E agora que está tudo bem, não quer se aproximar de nós? Não! Por que?
Continuou a olhá-la como se implorasse porém ao receber o tapa no ombro franziu o cenho, fazendo uma cara um tanto engraçada. Não lembrava dos tapas de Pansy serem tão fortes. -Eu sei! -Ele disse com rispidez, como que se segurasse para não gritar com ela. Logo arrependeu-se, suspirando fundo. -Eu sei, mas... É que... Pan, é complicado, tá bem? -Queria contar a ela, fazê-la entender. -Não pode contar a eles que me viu! Precisa me prometer que não irá!
Pansy quando o viu fita-la soube que estava na hora de se revelar, de ter um reencontro de verdade, e não soube se estava feliz por aquilo, ou ainda muito chateada por saber que aquele momento fora tardio. Ela o abraçou ainda mais força e cerrou os olhos com força. E ao que escutou seu nome, foi como se sentisse sua própria alma ficar aliviada. - Sentimos tanto sua falta Crabbe… - ela pronunciou em baixo tom - E o pior é que… eu só senti sua falta, depois que te perdi. Depois que imaginamos que fora dado como morto. Eu… me desculpe por sempre ter te tratado mal, como se não fosse nada. Agora eu vejo, que você é parte do nosso todo. - ela se referiu ao círculo de amigos - Eu precisei - ela tentou explicar a maneira como sempre o tratou, em prol de seu cargo de “rainha”. O abraçou um pouco mais forte, se é que fosse possível, e acariciou os cabelos dele. - Você precisa falar com Goy, Crabbe. Ele ficou desolado quando soube que poderia estar morto, todos nós ficamos, mas ele… você precisa fazer isso, vocês eram quase irmãos. Se não quis voltar por mim, eu entendo, - ela comentou sobre as fugas - que volte por ele! Mas… eu estou tão… tão feliz de saber que está bem.
Crabb sentiu os braços da garota lhe apertarem um pouco mais e sorriu internamente. Pansy realmente parecia precisar daquilo. Ficara imaginando o que teria acontecido de tão ruim para que a ''Rainha'' estivesse tão... Sensível daquela maneira. Ela, que vivia sempre rodeada de amigos e cheia de orgulho, agora só precisava de um forte abraço. A linha de raciocínio do rapaz mudou ao que Pansy voltara a falar e o que ouvira lhe afetou. A garota alegava que todos sentiam a falta dele. Todos. Goyle, Draco... Será? Crabb achava um pouco difícil de acreditar. Assim como ela, Malfoy vivia sempre cheio de orgulho, vangloriando-se. E Goyle, seu melhor amigo. Ele tinha um namorado agora. Mas as coias estavam bem diferentes. Não estavam mais em Hogwarts. Estariam eles tão mudados quanto Crabb? Sua prova veio assim que Pansy lhe pedira desculpas por tudo o que havia feito. Ele sentiu o alívio em seu peito novamente. Algo que nunca pensou que sentiria com a garota. Ela estava realmente arrependida, ele podia notar pelo seu tom de voz. Era comovente de todas as formas. Crabb sorriu consigo mesmo, ainda abraçado-a. Mas este logo sumiu e ele se afastou do abraço. -Não. Não! Eu não posso! Pansy... -Ele a segurou pelos ombros. -... Não pode contar a ninguém que me viu! Não pode contar à nenhum deles, entendeu? -Seus olhos estavam suplicantes.