O que falar da Day Limns? Ela é genial, artista com A maiúsculo. Sabendo isso, já esperava um livro acima da média vindo dela e não foi diferente.
A Day é uma cantora/compositora que eu admiro demais, a forma que ela expressa a sua arte é muito linda. Enxergo intensidade e uma aura muito incrível nessa mulher.
E esse livro é parte de uma fase da vida da Day em que ela ainda não sabia do tamanho da sua potência e estava descobrindo quem era ou quem queria ser. Mostra muito das coisas que marcam a sua vida até hoje, a dualidade entre o santo e o profano.
O livro é dividido em capítulos com nome da música do seu primeiro álbum, porque ela não só lançou um álbum como quis nos presentear através dele com uma leitura da sua vida. O começo de tudo.
Day era evangélica, mas a igreja não abraçava tudo o que ela era além disso: uma mulher lésbica que sonha em cantar para o mundo. Nascer no meio disso criou traumas que a assombram até hoje e isso fica claro no livro.
“Queria cantar, mas não o louvor. Queria amar, mas não o próximo.”
A obra da Day é praticamente uma bíblia, eu não sei nada da bíblia mas dentro de uma sacada ou outra vi muitas referências bíblicas pra tratar a história do seu primeiro amor (ou não primeiro amor e só alguém que despertou nela os instintos de quem ela é).
Essa garota que escrevia cartas e músicas ainda não sabia tudo o que ia viver: ir pra final do maior reality show de música do país, fazer shows solos, abrir shows dos artistas que admirava, fazer álbuns, escrever músicas pros maiores artistas da cena e ao lado de grandes compositores e escrever um livro sobre uma fase da vida.
Achei o máximo o nome do livro ser uma referência a uma música do Lulu Santos, seu técnico no The Voice Brasil. Assim como acho genial a representatividade dessa mulher para mulheres lésbicas e para pessoas que não foram aceitas. É linda a forma que ela usa da sua arte pra fazer críticas a tudo que um dia impediu dela viver e de como compõe sobre o amor por outra mulher.
Espero que a Day nos presenteie com muitas obras, seja ela qual for, como falei no início, ela nasceu pra ser artista. Espero que ela saiba do seu impacto pro mundo e da sua importância pra as pessoas que enxergam nela referência e força.
*Espero também que lance os R&B que ela solta nas redes sociais*











