snowmzan.
havia algo sobre museus que causava grande encanto em albus, provavelmente por conta de sua obsessão nada saudável com o passado, quem poderia culpá-lo? ele conseguia viajar no tempo! além disso, seus filmes favoritos eram donnie darko, the buttefly effect e about time — não que deixasse alguém saber dessa curiosidade, “os non-maj inuteis não serviam para nada, nem mesmo para fazer filmes” é o que ele diz em voz alta, mesmo sabendo ser uma incomensurável mentira. odiava halloween town e seus monstros abomináveis, quando escutou sobre a cidade do halloween pela primeira vez, sua mãe disse que os habitantes do lugar eram desonrosos, não mereciam viver entre eles, assim como os castigados e os non-majs, sua mãe não contava mentiras, por isso achou de péssimo gosto a nova localização da academia. entretanto, ao ouvir sobre o museu forks, sentiu a necessidade de visitar o lugar, mesmo estando levemente alcoolizado. a verdade, é que guardava um enorme segredo, um monstro o agradava muito. infelizmente, acabou encontrando a aprendiz no museu forks. como era o nome dela? mandy? mackenzie? manny? não importava, ele não dava a mínima. a maldita non-maj havia causado a pior primeira impressão do mundo nele, talvez fosse a causa de toda sua repulsa por aqueles vindo do mundo mundano. andava atrás da garota, observando cada uma de suas ações e, eventualmente, revirava os olhos. a reprodução de a chorona parecia terrível, albus entortou a própria boca e franziu a testa com a reação de manzie, esquisita. por outro lado, o álcool em seu sangue o fez soltar aquele comentário quando botou os olhos na estatua de krampus, a razão para estar no museu. afinal, drácula? jack? ness? todos sem graça! nenhum registro o interessava, apenas os de krampus. se arrependeria mais tarde de ter bebido mais do que deveria no ousadia e alegria, mas naquele momento encontrava-se entretido. os olhos encheram de lágrima por ver krampus. ele desviou da abóbora jogada em sua direção, abrindo a boca incrédulo por manzie estar rindo, um homem estava chorando, e ela estava rindo. “não, idiota! ninguém liga pra essa esquisitona chorona.” exclamou irritado. “tô falando dele!” apontou para krampus. ignorou o último comentário nada sútil dela, sabia ser sobre sua mãe, todos adoravam acusar a fada injustamente. o boo levou as mãos até os olhos, secando as lágrimas rapidamente. “diferente dessa daí, o krampus apenas assusta aquelas que merecem, ele é justo! e aposto que ele não sai por aí pegando non-majs como aprendiz, ele é bem superior ao papai noel e companhia.” comentou infantilmente de modo sarcástico. sua atenção retornou para a aprendiz. “e eu não acho que o jack-o goste de ser banguela.” comentou sobre o furto da loira.
ter albus falando, por qualquer motivo, era um incômodo — menos quando ele chorava, aí era uma vitória. manzie, particularmente, queria ter total responsabilidade pelas lágrimas, se não fosse por ela, o quanto poderia aproveitar? queria sugar as lágrimas, cada uma, ao seu bel-prazer. “não acredito que você tá chorando por isso.” apontou para a estátua. “por ele.” fez uma careta de indignação. “la llorona tem uma história triste, mané, triste de verdade. esse monstrengo além de tudo é feio.” revirou os olhos, insensível para com as lágrimas. se tivesse mais abóbora, manzie jogaria nele. “e esquisitão é você. tá aí CHORANDO-” gritou para enfatizar à outrem. “UM BOO, O BOO MAIS VELHO, CHORANDO!” olhou em volta, gesticulando para confirmar com um manear de cabeça o que dizia, falsamente chocada. “você é um otário, albus.” essa parte sussurrou para ele com um sorriso satisfeito. “o julgamento dele não é justo, não existe uma régua que meça o bom e o mau corretamente. um desvio de caráter e... já era!” disse enfaticamente com as mãos. “você não acha que preferindo o krampus, você não colocava o seu na reta?” a expressão de inocência era pura fachada, assim como o tom cuidadoso com o qual estava falando, como se houvesse preocupação. “acho que a forma de legado dele, é matando pra substituir, aí eu pego o lugar, sabe?” deu de ombros, sorridente. “o que você pode dizer, poeira mágica? você nasceu em um estalar de dedos. do mesmo jeito que você apareceu, você pode sumir.” soprou demoradamente o rosto do homem, era apenas uma provocação — queria mesmo que ele sumisse? talvez não, talvez sim. “você que tá com parte da boca dele.” olhou para o pedaço jogado perto do pé do boo e depois voltou a encará-lo. “se eu fosse você, não falaria tão alto esse tipo de coisa. ele pode querer te pegar, é halloween.” @snowmzan










