As três Antonias disseram que viram EVANGELINE ACCIOLI passando na praça de manhã, você ouviu? Não é de se espantar, já que EVA tem 27 ANOS e quase todo mundo aqui já conhece a rotina dele por estar em Monteluna DESDE QUE NASCEU. A cidade pode até estar mudando, mas ela segue firme sendo bastante CARISMÁTICA, mas também tendo seu lado VAIDOSA. Ela continua se parecendo com ABIGAIL COWEN e ESTÁ ansiosa para conhecer os novos moradores!
𝙱𝙰𝚂𝙸𝙲:
nome: Evangeline Accioli
apelido: Eva ; Lily
aniversário: 27 de abril
idade: 27 anos
mapa astral: sol em touro, lua em áries, ascendente em aquário & vênus em áries
gênero: Mulher cis
orientação sexual: Bissexual
ocupação: estilista no ateliê Trame d’Amore
𝙰𝙿𝙿𝙴𝙰𝚁𝙰𝙽𝙲𝙴:
cor dos olhos: azul
cor do cabelo: ruivos e lisos.
altura: 1,70
detalhes: possui algumas tatuagens espalhadas pelo corpo e piercing nas orelhas.
𝙱𝙰𝙲𝙺𝚂𝚃𝙾𝚁𝚈:
♡⸝⸝ Evangeline cresceu dentro dos limites de Monteluna, sonhando em cruzar fronteiras e conhecer o mundo. Provinda de uma família simples, mas extremamente amorosa, ela vivia dentro da ateliê da família, aprendendo desde cedo o oficio, e naquele ambiente cheio de tecidos macios, botões coloridos Eva viu seu mundo se transformar a cada novo modelito que era costurado pelas mãos firmes de sua avó.
♡⸝⸝ E dentro dela, um sonho foi nascendo, de uma ia quem sabe, explorar para além da cidade, cursar uma boa faculdade, de moda obviamente e se tornar uma grande estilistas, e fazer com que o conhecesse o nome e história da Trame d’Amore. Motivada a realizar seus sonhos de qualquer maneira, Eva se esforçava nos estudos, trabalhando em tudo o que podia para conseguir juntar dinheiro para a universidade, porém, a vida nem sempre acontece como se espera, após uma noite de diversão sem compromisso, para celebrar sua aceitação a faculdade de Milão, Eva acabou engravidando do melhor amigo, aos 23 anos.
♡⸝⸝ Desistir da faculdade foi um golpe duro, talvez a decisão mais difícil que tomara em sua vida, mas não havia dúvida, ela teria aquela criança e buscaria por novos sonhos. Agora, aos 27 trabalha no ateliê da família como estilista, ainda mantendo um fio de esperança que seus sonhos vão se realizar, e tendo a certeza de que ter Carlo foi a melhor escolha.
♡⸝⸝ Eva está animada com todas as novas pessoas chegando a cidade, é uma oportunidade de conseguir mais clientes e expor seus designs para estrangeiros, e também quem sabe, fazer alguns novos amigos pelo caminho.
O que se podia fazer quando se sentia uma vontade incontrolável de tocar algo que não era seu? Algo que desejava e ansiava, mas que não havia sido feito para suas mãos — apenas para ser apreciado à distância. Romeo suspirou. As pontas dos dedos formigavam pela tentativa desesperada de não alcançar o rosto, o cabelo… e, sem perceber, acabou buscando involuntariamente a mão dela, segurando-a — rezando para que o toque não revelasse seus nervos. Os olhos dele percorreram o corpo da mais nova, mas havia algo errado na ideia de observá-la sem que ela soubesse de sua real intenção. Aquilo o incomodava — a ponto de pensar que talvez fosse melhor lidar com a rejeição. Ao menos, assim, saberia que não tinha chances e seria obrigado a seguir em frente. Acariciava a mão dela, os dedos se entrelaçando nos dela. Mesmo ali, havia uma eletricidade suficiente para descompassar sua respiração. — Eu voltei. — confirmou, em parte aliviado por ela ter notado sua ausência. Era uma hipótese que o perseguia: enquanto ele estava do outro lado do país pensando nela, será que ela sequer havia sentido sua falta? Mas o que ela disse em seguida calou, por um instante, todas as suas inseguranças. — Eu pedi pra ele se certificar de que tudo tava indo bem. — acabou admitindo, só então percebendo o quão estranho aquilo poderia soar. Por que precisava checar se ela estava bem… além do motivo óbvio, que estava estampado em sua testa? — Não foi ruim. — completou com um meio sorriso. — Certamente não das melhores… mas estou feliz por estar de volta. — Houve um breve silêncio, pesado, sincero. Então ele finalmente disse o que o coração já sabia há tempos. — Eu senti sua falta, sabe? — confessou, a voz suave. — É estranho não te ter por perto.
Era impossível não sorrir quando estava perto de Romeo, não importava como havia sido seu dia ou como estava o seu humor, o fato de tê-lo por perto automaticamente já colocava um sorriso em seu rosto. E talvez, naquele momento em particular, ela tenha percebido o quanto sentira falta de sua presença, de realmente ter ele ali com ela, era uma sensação estranha e possivelmente uma que Eva sequer deveria ter, afinal era uma bobagem, não fazia sentido. Seus pensamentos, quais quer eles que fossem, foram cortados no mesmo instante em que ele segurou sua mão, foi quase como se o mundo parasse naquele exato segundo, ela baixou os olhos em direção as mãos de ambos e depois de volta para ele, parecia quase natural, como se fizesse todo o sentido do mundo. “ bem, ele fez um ótimo trabalho quanto a isso, me ajudou muito com o Carlo inclusive, foi uma boa companhia. “ respondeu com sorriso ainda maior, isso explicava um pouco a insistência e frequência com que Federico tinha ido vê-la, não que ela se importasse adorava acompanha do menino, mas lhe deixou feliz saber que Romeo tinha pedido isso a ele, quase como se quisesse saber sobre ela. “ é bom ter você de volta. “ disse isso e baixou os olhos por um momento, era irritante o quão estranha ás vezes ela se sentia na presença dele, se perguntava se ele percebia. E a fala seguinte dele só serviu para deixar suas bochechas vermelhas, que por sorte e graças ao sol, não ficaram tão aparentes. “ admito que foi estranho não ter você por aqui, a cidade com certeza sentiu falta da sua comida. “
Não havia nada como estar de volta a casa: os filhos, o restaurante, a família. Até o ar da cidade parecia mais doce do que o resto do mundo. De tudo que sentira falta, uma coisa predominava: a ruiva. Ela frequentara sua mente por tanto tempo que Romy começava a se preocupar com por quanto tempo ainda conseguiria manter as aparências. Talvez por isso, em vez de vê-la primeiro, ele visitou o oceano. Surfou por horas, onda após onda, tentando sossegar a inquietude no peito. Romy saiu da água para descansar; a pele ainda salgada, a prancha sob o braço, o coração batendo no compasso do mar. Foi quando o sol acendeu os fios ruivos dela à distância. O coração dele parou por um segundo. Endireitou a postura sem perceber — era sempre assim com Eva; ficava mais atento, mais vaidoso do que o normal perto dela. Aproximou-se, secando o rosto com a toalha, um sorriso que tentou ser casual. — Eva, eu ia passar na sua casa mais tarde. Jantar, tradições? — Ele coçou a nuca, rindo de si mesmo. — Eu pedi pro Federico verificar como tudo estava… — As palavras vieram em tropel; explicações que ela nem tinha pedido. Romy respirou, baixou um pouco a voz.— Espero que tudo esteja bem.
A praia sempre foi o seu porto seguro, o som do mar a acalmava e ajudava a colocar as ideias no lugar, e aquele parecia ser o dia perfeito para aproveitar de um pouco daquela calmaria. Sua semana havia sido cheia, Carlo ficara resfriado, mas já se encontrava melhor e ainda haviam muitas encomendas de vestidos a serem finalizados, o que era ótimo, as semanas de aniversários sempre movimentavam o ateliê e bem, ela gostava de ter muito o que fazer, especialmente por lhe ocupava a cabeça e assim evitava ficar pensando em Romeo... Ela se policiava o tempo inteiro, os dois eram amigos e nada além, não tinha porque sentir tanta falta assim de alguém, ainda mais quando ele estava distante para ajudar sua família, Eva tentava justificar para si mesma que era porque sentia falta da rotina que tinha com a família dele, mas pouco coisa mudara, ela continuava indo ao restaurante para checar se estava tudo bem com as crianças e a nonna, e eles também lhe visitam, então, a única diferença era que ele não estava lá. estava um tanto distraída, com um livro no colo, fones de ouvido e um livro no colo, tão perdida nos próprios pensamentos que só notou alguém ali quando a sombra surgiu a sua frente. " você voltou. " foi tudo o que conseguiu dizer com um sorriso enquanto tirava os fones. " e ele passou lá quase todos os dias, e eu também tratei de ir vê-lo... um pouquinho. " assentiu se levantando e colocando a toalha sob os ombros para se proteger do vento, e Romeo continuava tão bonito quanto ela se lembrava. " Sim, tudo corrido mas bem... E como foi a viagem? Eu quero saber de tudo. "
Romeo tinha tido um dia e tanto. Como de costume, havia começado com uma pequena discussão com Fiorella — daquelas que nasciam de motivos estúpidos, mas cresciam como incêndio em palha seca. Naquela manhã em especial, Fio parecia determinada a encontrar guerra nas entrelinhas de cada frase. Uma herança clara da mãe: a personalidade volátil, a intensidade que Romeo tentava conter mas que, naquele dia, o vencera. Não foi sua melhor versão. E ele sabia disso.
Mais tarde, conversou com sua nonna, como de costume. Sempre pendia a aceitar os conselhos dela, embora o único problema fosse justamente esse: as soluções dela costumavam ser… inesperadas. Fora quando seus olhos bateram em Eva Accioli. Jantar com ela era parte da rotina quando os dias permitiam. Mas naquele em particular, ele não esperava vê-la. Então, assim que a viu cruzar a porta do restaurante, quase se endireitou por reflexo. Tirou o avental, passou rapidamente as mãos pelos cabelos desgrenhados, tentando se recompor. — Eva? — chamou, surpreso, mas com um sorriso que não conseguiu conter.
Quase no mesmo instante, sua nonna surgiu e envolveu a mulher em um abraço caloroso. — Dio mio, non è la donna più bella di questa città!?— exclamou com aquele entusiasmo típico, puxando Eva para dentro. — Venha, minha filha, o Romeo preparou um banquete pra gente hoje! Vou chamar os meninos! — disse, já sumindo escada acima em direção à casa no andar de cima.
Romeo soltou um suspiro quase risonho e voltou-se para Eva. — É sempre bom te ver, Eva. — disse com sinceridade antes de sorrir, levemente desconfiado. — Como foi que ela te chantageou pra vir aqui, hein? — Sabia que o dedo da avó estava por trás daquilo. Mas, como sempre… ela tinha razão. A presença de Eva já estava fazendo o dia dele parecer menos ruim.
Era sempre difícil para Eva quando ter que passar um tempo longe do filho, ela se sentia que seu, já pequeno apartamento, ficava ainda menor sem os sons dos passos e os inúmeros ' mamãe ', ela sentia falta dele a cada minuto, mas sabia o quão era importante era que Carlo passasse tempo com o pai e a família dele também. Então, ela focava no trabalho, procurava alguma distração e fingia não querer ligar para saber do filho a cada segundo que passava, fora assim que sem sequer perceber direito, aceitou um convite para jantar no restaurante de Romeo, não era como se ela pudesse ou conseguisse negar um pedido da nonna.
Estranhamente, fosse por estar sozinha em casa ou apenas porque lhe deu uma súbita vontade, ela passou muito mais tempo do que o necessário se arrumando para esse 'tal jantar' que já tinha ocorrido tantas vezes que Eva até perdera a contar, sempre tinha alguém da família de Romeo a arrastando para comer no restaurante, ela estava começando a pensar que eles a achavam uma péssima cozinhara e tinham medo de que ela não conseguisse se alimentar direito, não que ela pudesse reclamar, afinal tanto a comida quanto a companhia eram excelentes. Quando por fim conseguiu se decidir por um roupa, seguiu a pé em direção ao restaurante, gostava do clima da cidade durante a noite, era sempre quase mágico demais, foi preciso só cruzar a porta do restaurante que a voz de Romeo lhe acertou em cheio, fazendo com que erguesse os olhos e sorrisse na direção dele, ele parecia tão surpreso em vê-la ali que quase achou que o convite tinha sido para outro dia e agora lá estava ela esperando por algo, por sorte nonna veio ao seu resgate.
A ruiva correspondeu ao abraço quase de imediato, sempre se sentia muito bem vinda e querida na família de Romeo. " eu tenho quase a certeza que sua nonna acha que não posso me alimentar sozinha, toda vez que o Carlo vai passar a noite com o pai ela me arrasta para fora de casa. " comentou com um pequeno sorriso, acompanhando com o olhar a mulher que subia escada a cima. " e bem, não é como se eu pudesse simplesmente dizer não, ela não acostuma aceitar muito bem quando faço isso. " seu tom era leve, e ela ia mudando o peso do corpo de uma perna para a outra, quase como se estivesse levemente nervosa, era o efeito que o homem tinha, mesmo que ela buscasse evitar isso ao máximo, afinal qual o sentido? " e também, quem sou eu pra negar um jantar vindo diretamente do meu cozinheiro favorito. " o sorriso em seus lábios se alargou ao dizer aquilo. " só espero não estar atrapalhando, a noite de vocês e também o ritmo do restaurante. "