Surf e eu
Eu não sou nenhum Mick Fanning ou Kelly Slater ainda pra ser profundo a ponto de falar sobre o surf, sinto que ainda tenho muito pra aprender sobre esse esporte que vem crescendo a cada dia, mas tenho autoridade pra falar sobre minhas sensações e as coisas que me deixam pensativo em relação a isso. Acho engraçado quando em situações algumas pessoas me perguntam “qual a sensação de surfar?”. E por mais simples que seja a pergunta, existe um grande grau de complexidade na resposta, acredite, as vezes até eu me questiono… É difícil inferir sobre sensações pessoais e únicas de cada indivíduo, a procura de libertação, alguma forma sofisticada de evolução humana que permite satisfazer plenamente necessidades básicas, dando lugar a outras preocupações. Percebo o quanto o surf consegue me ajudar a pensar de forma rápida, o quanto é ser livre com o oceano, uma ligação que sobrepõe de uma forma tão indiscutível, um lugar nesse planeta que sinto meu corpo em harmônia, descalço, sem remorso e sem camisa… a cada intervalo de onda,em cada pensamento e momento. É como afirmam as teorias da física quântica “tudo é energia”. Parece haver ressonância ao receber uma energia/força espiritual da maior fonte de vida do mundo. Vejo no surf uma das formas mais sofisticadas de auto expressão humana, algo que realmente me completa, e colocando-se num plano metafísico de um movimento infinito, ele só pode ser algo sagrado.e a isso eu me rendo… Philipe Minhaqui












