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@minhasversoes
Se eu dissesse que nunca senti isso, estaria mentindo. Mas tão bom é sentir de novo. A tensão no ar, o apego aos detalhes. O riso de canto, contido, ao pensar qualquer coisa sobre você. Muito cedo, muito rápido, mas já tão real.
Eu sempre gostei de romances, seja livros ou filmes, eles sempre estiveram presentes em minha vida. Não seria diferente na minha vida amorosa. Sempre gostei de demonstrações, de sentir e viver o amor. Lembro do meu primeiro - quase - amor, que eu achava que era de verdade e único, até o momento em que conheci o original, o verídico. Hoje terminei mais um dos tantos romances que já li e desde três janeiros atrás tudo que remete ao amor me lembra a mesma pessoa, a mesma feição. Um rosto robusto, uma barba cheia e os olhos castanhos levemente puxados nos cantos, que sempre brilhavam ao olhar para mim. Essa é a aparência do amor mais profundo que tive o prazer e a dor de sentir. Sempre o final de um livro me lembra o final de nós dois. Ao contrário do que acontece na última página, a nossa não marcou o final feliz. É incrível como na ficção tudo é mais fácil, tudo encaixa corretamente uma hora ou outra. A distância, os percalços, as famílias… Tudo entra no eixo como nunca acontece na vida real. Cada página que passa nos faz imaginar como será o fim da história, o que acontecerá com aquele casal…. Quando eu era a personagem principal na minha história eu também imaginei vários finais, mas nenhum foi como aconteceu na realidade. Após a última página a sensação é de vazio, que me lembra muito a sensação do dia 14. Acordar sabendo que talvez nunca mais fosse do mesmo jeito, nunca mais teria algo parecido com os últimos 7 anos vividos me assustou e me calou. O vazio virou vácuo, nada o preencheu, o som não reverbera, a luz não propaga. Aquela história me mudou como nenhuma outra foi capaz. Aquele sentimento me transcendeu para uma dimensão que eu nunca mais tive acesso. Acho que a entrada é por biometria, aquela que só é encontrada nas nossas digitais juntas. Dias assim são cinza dentro de mim, por mais que eu sempre soube esconder muito bem meus sentimentos e abafar a minha dor a ponto de todos acreditarem que sou forte o suficiente pra aguentar tudo. Me encontro digitando isso tudo com um nó na garganta, ouvindo a playlist que montei enquanto estava lutando contra a saudade naquele ano difícil e antes de voltar pra realidade de hoje, a qual você não está. Ainda não sei o que fazer com tudo isso, ainda é você. Não sei se é você por ser você, não sei se é você só porque não teve outra pessoa depois, não sei se é você de hoje ou só o daquela época. Mas ainda é você. Me assusta pensar que você pode ver isso daqui, pois é um lado que ninguém sabe (mas talvez desconfie), mas, se não fosse você pra saber disso, seria quem?
Você não consegue escrever um texto pra sua mulher sem um quê de indireta pra mim? Anem viu. Fica reafirmando o quanto ela é boa, o quanto acertou na escolha. Vai se foder vei kkkkk Se fosse desse jeito aí teria sido ela desde o primeiro dia, como você diz, mas não foi e você sabe disso. Agora pra convencer os outros, a ela e a si mesmo você fica aí falando essas coisas. Só sendo muito cego pra não enxergar que em tudo que escreve você tenta gritar que esse é seu amor de verdade, que nunca amou alguém assim antes, que ela é tudo o que sonhou. Olha para dentro de você e se toca de que você pode gritar isso da altura que for que não irá ser verdade, porque você sabe que não é. Você só não aguentou o rojão de estar errado pela milésima vez e escolheu o lado que iria ceder mais facilmente. Dias antes de tudo acontecer você disse em voz alta que queria alguém que aceitasse o que você dissesse sem questionar, sem querer saber demais. Disse que queria alguém mais passivo e submisso que aceitasse suas imposições, que aceitasse as coisas do seu jeito e que não descobrisse suas trapaças. Isso é ser melhor? Óbvio que não. Mas você segue nessa pira aí de querer explanar pro mundo o quanto ela é melhor, mas no fundo sabe que a pessoa que quer convencer sobre isso é você mesmo.
Tô mal. Não como da última vez, essa é pior. Há uns dias estou tentando me reconectar com a minha própria vida e tomar as rédeas dela e de alguma forma isso reacendeu as dores que você me causou. Hoje eu abri os ocultos da minha galeria e acabei caindo no buraco de prints de tudo que já descobri de você. Fui ao parque, depois ao Alphaville e acabei entrando no nosso bairro, passando pela New York e depois pela Goiás. Ainda dói e eu ainda vou lá. Nem eu sei o que busco nesses lugares. Te ver? Resolver as coisas? Sufocar os sentimentos? Aconteceu de novo e eu não aguento mais isso. Até quando as pessoas que se apaixonam por quem eu sou não terão coragem de serem dignos de estar comigo e vão optar por algo mais fácil? Eu acho que é ego ferido, não sei. Com você acho que não, porque eu realmente te amei. Essa merda toda é proporcional ao sentimento que tive por você. Eu passei do ponto. Eu deveria não ter entrado nisso e eu não teria entrado se imaginasse como eu ficaria mal depois. Você jurou ser meu maior amor e simplesmente começou a me odiar e me virou as costas. No meu momento mais vulnerável e não ironicamente no momento em que eu estava disposta a fazer tudo por você e por nós você simplesmente me apunhalou. Perdi sete anos da minha vida apostando que você seria bom o suficiente e no fim não só fiquei sem um futuro planejado mas também me perdi. Hoje graças a Deus eu já me voltei a ser quem sou, mas as feridas ainda estão aqui e ainda dói. Não superei toda essa merda e de tempos e tempos essa ferida é reaberta por alguma outra situação lixo. É ridículo saber que você fez tudo isso e está aí com sua vidinha de sempre. Possivelmente nunca mais irá sentir o que sentiu por mim por outra pessoa e talvez seu karma seja justamente esse, conviver com o fato de que você foi o culpado por estragar a melhor versão que sua vida poderia ter. Agora eu estou com raiva de você. Mais ainda raiva de mim por ter um machucado tão aberto e tão profundo que mesmo trabalhando nisso há anos eu ainda não consegui cura-lo. Eu ainda queria te ver, ainda queria poder te ligar, poder falar com você. Eu tinha paz quando estava contigo, você era o meu porto e me ajudava a dar um sentido pra minha vida. Eu fiquei nos escombros do que sobrou de nós e não sei o que fazer com os entulhos. Ainda vejo eles. Eu só quero sair disso. Me dói saber que fui a minha melhor versão pra você e mesmo assim não foi o suficiente pra você me honrar, me respeitar e cuidar de nós. É pra isso que eu volto, pra todo potencial que eu coloquei enquanto deveria estar enxergando que eu estava impulsionando no vácuo. Ainda busco tudo aquilo que eu queria ter sido e vivido. Ainda estou tentando me curar da crença de que atrás daquela porta tinha uma vida incrível, porque não tinha. As vezes a gente se mata tentando abrir uma porta que não tem nada atrás dela.
HAHAHAHAHAHAHAHA
Fui pesquisar uma coisa no whatsapp e acabou aparecendo um histórico com você e era você bêbado dizendo o quanto queria estar comigo, como queria passar o resto da vida comigo e que eu era a mulher que você sempre idealizou 🙃 Lembrar desses momentos nossos me parte o coração. Queria poder falar contigo agora.
Que droga é ainda ser de você que eu lembro nessas noites de tédio. Que droga é, depois de tantas pessoas, ainda ser dos nossos momentos que lembro. Amar você me preenchia de uma forma que nunca mais senti desde que fui obrigada a sufocar esse sentimento e vê-lo morrer aos poucos. Aquela frase que diz que mente vazia é oficina do diabo se concretiza toda vez que me pego pensando em você, porque só pode ser obra dele esse nível de tortura. Faz tanto tempo, mas ainda consigo sentir a textura do seu peito quando me deitava sobre ele e te acariciava, a pele macia, a sensação dos pelos por debaixo das minhas mãos, seu músculo relaxado… Ainda consigo sentir o seu cheiro de sabonete com banho recém tomado, o peso da sua perna sobre a minha, a sensação dos seus cabelos finos por entre meus dedos ao te fazer cafuné. Infelizmente também lembro do seu toque firme na minha coxa, na minha cintura e no meu pescoço, da sua voz me chamando, dos seus lábios grossos e molhados passeando por mim. Não esqueci o peso do seu corpo, a pressão na minha barriga, o seu calor me esquentando do ar frio. Com você era diferente porque tudo era mais do que parecia ser. Nunca era só um momento, éramos nós. Era você no banco da frente com a mão pra trás encostando em mim, nossos pés por debaixo da mesa, nossas mãos sempre dadas e se acariciando, nossa conchinha que nunca nos impediu de dormir confortáveis. Não sei se é saudade, mas sinto falta de viver o amor e foi só com você que ele foi vivido por mim. Eu falaria mais um milhão de eu te amos em mais um milhão de lugares e momentos que não foram ditos. Eu me declararia mais um milhão de vezes e deixaria mais um milhão de guardanapos e post-its espalhados pela suas coisas. Jogaria mais um milhão de partidas com você. Faria mais um milhão de ligações de vídeo. Daria mais um milhão de beijos. Transaria mais um milhão de vezes em milhares de lugares diferentes. Postaria mais um milhão de fotos. Isso tudo só pra sentir o êxtase que é estar amando. Já não somos os mesmos. Quando passeio pelas suas redes sequer consigo reconhecer você por trás dessa nova imagem, talvez você também sinta isso caso me veja por aí… Mas nós, mesmo que nunca mais existamos, sempre seremos nós. Na minha memória, na sua e no tempo. Nossa troca foi genuína e sincera de uma maneira que talvez você nunca mais consiga ser com ninguém e é isso que me prende. Éramos nós dois nus não só de corpo mas de alma, sem travas e nem julgamentos. Nos amando, nos acolhendo, compartilhando tudo o que tínhamos direito. A nostalgia dessa sensação é o que não passa. Nessas horas me coço para evitar te mandar uma mensagem, nesse momento só queria mandar pedindo para me bloquear e então eu ficar em paz por saber que não conseguiria mesmo que tentasse.