lonely; but not anymore.
catanclysm:
Se ainda existia alguma parte sensata em seu cérebro, ela estava dando as caras naquele momento, pedindo-o para seguir seu caminho e, principalmente, fingir que não escutara nada. Entretanto, Tan era movido por oportunidades como aquela. Tarde demais e já tinha girado nos tornozelos para tornar a fitar o outro. Tinha uma das sobrancelhas arqueadas ameaçadoramente, como se o desafiasse a dizer mais uma palavra que fosse. A língua despontava pela bochecha esquerda enquanto seus passos propositalmente curtos fechavam a distância entre eles. Perto o bastante, seus dedos deslizaram delicadamente pelas laterais do corpo do outro enquanto sustentava um sorriso torno nos lábios finos. No momento que seus dedos chegaram a altura dos quadris alheios, Tan aplicou força, tanto em apertá-lo quanto empurrar seu corpo contra a coluna descuidadamente. — Você está entediado? —Perguntou no mesmo instante que forçou a pancada. Uma das suas mãos fez o caminho contrário, subindo por seu peito até que os dedos pudessem se fechar no pescoço, mas sem apertar mais que superficialmente os anéis grandes e pesados nos dedos manchados de graxa contra a pele clara. — O que você acha que vai ganhar se ficar brincando comigo? — Apesar das atitudes duras, sua voz era suave, tranquila. — Eu não gosto de brincadeirinha. Então cuidado com o que você fala, eh?
Seus dedos formigavam enquanto ele se aproximava com aquele olhar ameaçador, feroz e muito misterioso. Queria fugir, se esconder, mas ao mesmo tempo se jogar naquele sentimento que fazia sua adrenalina correr por suas veias e davam a sensação de estar vivo. Engoliu seco e o ar escapou de seus pulmões com o movimento brusco dele. Fechou os olhos e respirou fundo, completamente ciente do peso em seu pescoço e das suas mãos em seu quadril, que pareciam queimar com seu toque. Moo sorriu levemente e ergueu uma das sobrancelhas de forma desafiadora. -- E quem disse que estou brincando? -- disse, as palavras saindo como veneno de seus lábios.








