thebadalpha:
[[ 𝑪𝑳𝑶𝑺𝑬𝑫 𝑺𝑻𝑨𝑹𝑻𝑬𝑹 ]]
[[ @murphyava ]]
Jamais permitir-se-ia afirmar que apetecia-lhe encontrar-se em Farnham, certamente que não. Tampouco que obstante disto, mostrava-se vosso anseio por manter uma afetação falsária para as demais famílias da cidade, ao passo que, frente aos cidadãos, portava-se com um moçoilo exemplar, mesmo que por detrás desta densa cortina de mistérios, cujo mascaravam não apenas a origem de vossa linhagem, tal como a profissão peculiar que os Zahïr Furtwangler haviam por exercer, havia a face demoníaca de alguém que não mais depositava o credor em uma possível redenção. Os distais de seu indicador e médio da canhota arrastaram-se contra a superfície do recipiente acrílico depositado em sua frente, o líquido âmbar mantinha-se intocado à mais tempo do que as moçoilas à sua esquerda endereçavam-lhe olhares insinuantes. Todavia, toda a concentração da qual poderia possuir no dito momento era exorbitantemente depositada no visor de vosso aparato celular, a informação de que um carregamento de M16 haviam sido surrupiados do depósito próximo ao cais de porto da cidade vizinha ainda encontrava-se por ser processada ao ímpeto de vossa mente. Sua canhota largara o aparato contra a superfície de mogno da bancada, sequencialmente, vira-se por desferir um soco contra a mesma.
Alphärd não permitia-se o vacilar das linhas que moldavam-lhe as expressões faciais, mantinha-se inexpressivo, como se o mundo mantivesse-se a conspirar a vosso favor; o que não aparentava ser o caso. Elevara a canhota à altura dos fios enegrecidos e espessos, ao passo que os dedos levianamente alongados e ossudos deslizaram por entre estes, puxando e alinhando-os para trás. A penumbra de um sorriso ladino dançava-lhe contra os lábios, detinha uma ciência exímia de que, caso viesse por adentrar um dos depósitos dos Sari, encontraria todo o carregamento de armas, ainda sim, detinha ampla ciência de que tal “missão” seria como cavar a própria cova, conquanto, para alguém que nunca vira nada mais do que seis pés abaixo da terra, cavar um pouco mais não soava-lhe tão mal. Retirara do bolso da jaqueta de couro uma cédula de cinquenta libras, depositando-a contra a bancada à medida que elevara-se do acento e dirigira-se para o exterior do Lure Nightclub, um dos poucos estabelecimentos, cujo não encontravam-se sob o domínio dos Sari. De soslaio pudera atentar-se a uma movimentação repentina originada a partir de sua ação simplista, encaminhara-se à saída de emergência, cujo desembocava em uma viela lateral, onde havia escadas de incêndio e caçambas de lixo. Mantivera-se ao lado desta, aguardando pelos cinco (ou talvez seis) mancebos que seguiam-no com exímio vigor, retirara do interior de sua jaqueta sua caça propícia para facas, afinal, em ataques como estes, armas brancas sempre tendiam por chamar menos atenção. A empunhadura desta era um soco inglês em prata e a lâmina desta detinha pequenas serras na parte superior. Todavia, surpreendendo-o à esmo, saíra uma moçoila de madeixas aloiradas e em um evidente estado ébrio. Sua canhota entrelaçara-se as madeixas douradas, puxando-a para si, antes de chocar as costas desta contra a parede de tijolos. Pressionara, de forma leviana, a ponta gélida do armamento contra a lateral do abdômen desta à medida que sua destra percorria pela lateral do braço desta, forçando-o a abraçá-lo enquanto escondia sua face na curvatura do pescoço desta, sentindo-se inebriado pelo eflúvio que exalava-lhe a epiderme.
“𝑨𝒏𝒕𝒆𝒄𝒆𝒅𝒆𝒏𝒅𝒐 𝒔𝒆𝒖 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒉𝒊𝒔𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂, 𝒏𝒂̃𝒐, 𝒊𝒔𝒕𝒐 𝒏𝒂̃𝒐 𝒆́ 𝒖𝒎 𝒂𝒔𝒔𝒂𝒍𝒕𝒐, 𝒕𝒂𝒎𝒑𝒐𝒖𝒄𝒐 𝒑𝒐𝒅𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒂𝒔𝒔𝒆𝒎𝒆𝒍𝒉𝒂𝒓-𝒔𝒆 𝒂 𝒊𝒔𝒕𝒐”, o vozear do mancebo detinha, por si só, uma rouquidão natural, logo esta mesclava-se ao sotaque árabe, tornando prazerosa a prolação do tal, cujo endereçava os sussurros contra o ouvido desta, “𝑷𝒆𝒏𝒔𝒆 𝒏𝒊𝒔𝒕𝒐 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒂 𝒕𝒆𝒐𝒓𝒊𝒂 𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂𝒅𝒂 𝒆𝒎 𝒃𝒐𝒓𝒃𝒐𝒍𝒆𝒕𝒂𝒔, 𝒄𝒖𝒍𝒑𝒆 𝒐 𝒎𝒂𝒍𝒅𝒊𝒕𝒐 𝒃𝒂𝒕𝒆𝒓 𝒅𝒆 𝒂𝒔𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒆𝒍𝒂𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒕𝒆̂-𝒍𝒂 𝒆𝒏𝒗𝒊𝒂𝒅𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒆𝒔𝒕𝒂 𝒆𝒏𝒓𝒂𝒔𝒄𝒂𝒅𝒂, 𝒎𝒂𝒔 𝒅𝒆𝒔𝒅𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒔𝒂𝒊𝒃𝒂𝒔 𝒇𝒊𝒏𝒈𝒊𝒓 𝒊𝒏𝒕𝒆𝒓𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒑𝒐𝒓 𝒎𝒊𝒎 𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒗𝒆𝒏𝒄̧𝒂 𝒎𝒆𝒖𝒔 ‘𝒂𝒎𝒊𝒈𝒐𝒔’, 𝒔𝒆𝒒𝒖𝒆𝒓 𝒊𝒓𝒂́ 𝒗𝒆𝒓-𝒎𝒆 𝒏𝒐𝒗𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆”, o mancebo proferira com tamanha seriedade, apesar de seu olhar não destoar-se da porta de saída, tampouco que dos ruídos emitidos por detrás desta. A lâmina deslizara pela lateral do corpo feminino mediante o ato de puxá-la mais contra seu peitoral, seus lábios serpentearam-lhe a pele desnuda do pescoço no momento em que cinco mancebos atravessaram a porta, cada qual a empunhar uma pistola, ao passo que o egípcio deslizara os distais de seus dedos até a cintura curvilínea da menor, fincando-os contra a epiderme, “𝑪𝒐𝒏𝒇𝒊𝒆 𝒆𝒎 𝒎𝒊𝒎 𝒆 𝒇𝒂𝒄̧𝒂 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒖 𝒎𝒂𝒏𝒅𝒂𝒓, 𝒄𝒆𝒓𝒕𝒐?”, ele indagara sutilmente, conquanto arfara ao sentir os pontos na lateral de seu corpo entreabrirem-se, ao passo que bastara uma fração de segundos para que pudesse sentir o tecido úmido grudar-se a pele, “𝑺𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒊𝒏𝒕𝒆𝒓𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒔𝒆 𝒄𝒐𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒔𝒔𝒆 𝒏𝒆𝒔𝒕𝒂 𝒂𝒕𝒖𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒄𝒐𝒎𝒊𝒈𝒐, 𝒗𝒆𝒋𝒂 𝒃𝒆𝒎, 𝒆𝒖 𝒆𝒔𝒕𝒐𝒖 𝒇𝒐𝒅𝒊𝒅𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒄𝒂𝒓𝒂𝒍𝒉𝒐 𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒂 𝒑𝒐𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒎𝒐𝒓𝒓𝒆𝒓, 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒓𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒊𝒎𝒂𝒈𝒊𝒏𝒆-𝒎𝒆 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒆́𝒎 𝒄𝒖𝒋𝒐 𝒇𝒂𝒄̧𝒂-𝒍𝒉𝒆 𝒐 𝒕𝒊𝒑𝒐 𝒆 𝒃𝒆𝒊𝒋𝒆-𝒎𝒆 𝒄𝒐𝒎 𝒕𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 𝒗𝒊𝒈𝒐𝒓, 𝒂𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍, 𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒈𝒆𝒓𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓 𝒅𝒆𝒔𝒄𝒐𝒏𝒇𝒐𝒓𝒕𝒐 𝒂𝒍𝒉𝒆𝒊𝒐 𝒅𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆𝒎𝒐𝒏𝒔𝒕𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒂𝒇𝒆𝒕𝒐”.
"com licença” Ava disse para as duas pessoas que estavam sentados em sua frente, em vão, já que nenhum dos dois levantaram o olhar para a menina, estando em uma conversa animada sobre momentos que aconteceram em que esta não estava presente. A garota nunca imaginava que algum dia iria para um encontro as cegas, geralmente as histórias que ouvia sobre eram relacionadas a caras esquisitões e desesperados. Resolveu dar uma chance para o estranho quando sua colega de trabalho não parava de falar tão bem de seu segundo primo e como os dois seriam perfeitos juntos. No momento que o cara chegou com uma senhora ao seu lado em um bar, quem Ava descobriu ser a sua mãe não muito tempo depois, ela sabia que deveria ter corrido para longe. Mas não conseguiu, não em imaginar o rapaz e sua mãe taxando a menina de mal educada ou grosseira.
Já estava no banheiro trancada há uns 10 minutos, outras pessoas haviam batido na porta anteriormente mas a garota não encontrava forças o suficiente para voltar para aquele inferno do lado de fora. De 15 em 15 segundos, colocava a cabeça para fora, apenas para verificar se o seu date ainda se encontrava lá, e lá ele estava toda vez. Esperava que os dois disestissem da menina e fossem embora, mas Ava não tinha tamanha sorte, resolvendo que apenas ela poderia mudar o que tava acontecendo. Felizmente teria levado sua bolsa junto, não precisando voltar a mesa, deu uma corrida até a saída. Suspirando alto ao sentir o ar gelado em sua pele, aliviada, finalmente livre.
Seu sentimento de liberdade durou pouco ao ser puxada contra uma parede com força. Resistindo a vontade de gritar ao sentir um metal gélido na sua pele. A noite estava uma desgraça, mas é claro que ainda poderia piorar e Ava não queria dar a chance para acontecer, chamando a atenção de terceiros. O pânico que sentia praticamente bloqueava a voz do homem em sua frente, pensava em o que poderia fazer para sair daquela situação, e ao ouvir as simples palavras ‘faça o que eu mandar’, sabia que não teria outro jeito fora aquilo, Fez um sim com a cabeça ao engolir em seco, tentando não demonstrar medo, mas era claro por suas feições e seus olhos vermelhos que apenas queria chorar.
Porém tudo mudou ao ver tanto o cara com quem Ava tinha se encontrado quanto sua mãe saindo do bar, os dois claramente não pareciam estar indo embora, mas sim procurando pela loira que estava no meio de um processo de fuga antes de ser praticamente capturada “puta que pariu..” resmungou baixo, sua feição mudando do desespero para uma cansada, seu olhar grudado nos dois não muito longe dela e do homem misterioso que estava com um soco ingles encostado na sua pele. “não, não, não” resmungou mais uma vez, o desespero voltando para seu corpo ao notar que a mãe do rapaz havia a notado, os dois prontos estavam prontos para se encaminharem até ela. “Okay, aqui vai” disse ao homem em sua frente, o puxando para si pelos seus cabelos negros, encostando os labios nos deles. Afinal, não via nenhuma outra saída, tanto para sua vida, quanto para o pior encontro que já teve
















