machippai
Piscou os olhos bem rápido, direcionando seu olhar depois para o presente que foi colocado em seu colo, e não pôde deixar de ficar confuso. Miku tinha feito tal esforço pra ele? Era a cara dela, na verdade. Pensar em todos por sentir responsabilidade nisso, mas Kaito sabia. Sabia que ela não estava ali por pura educação, e confirmou isso com as palavras dela. Por um momento, sentiu vontade de voltar a chorar. Ele ficaria feliz, sabia que ficaria uma hora, mas como ele confirmaria isso pra Miku em um momento desses? Curvou um pouco as costas, e ao ouvir ela mencionarquem os dois sabiam quem era seu sorriso falhou.
Mais para simplesmente desistiu de estar em seu rosto em primeiro lugar.
— Você sente? Ela falava bastante de você.. — Comentou, e era verdade. Miriam elogiava toda a sua família sempre que Kaito falava deles primeiro. Miku era um assunto especial entre os dois; Miriam sempre dizia o quanto ela era esforçada, talentosa e até gentil demais com Kaito.Vocês dois deviam parar de se mimar! Ela vivia dizendo, e Kaito suspirou com a memória.
Voltou sua atenção para Miku, depois de um tempo pensando. — Você não precisava, imouto. Agora eu tô sem graça, sem ter feito nada pra você… — Se concentrou na caixa, e aí notou as cores. Um sorriso voltou– talvez fosse fraco, mas era sincero. — Combina com a gente.
❣ ⊰ 歌姫 « ✧
Assim que o mais velho curvou-se tentou o envolver em um abraço, apesar de ser um tanto complicado na posição que estava, tanto que fora por tal motivo que se ajoelhasse em sua frente, ambas as mãos apoiadas em seus joelhos enquanto o fitava. — Se eu pudesse, teria impedido o que fizeram, mas nunca tivemos esse direito de opinar na decisão deles, certo? — comentou com certa tristeza; era claro que poderiam fazer determinados movimentos e melhorar as coisas sozinhos, mas na situação de Miriam era mais complicado e não podia mentir dizendo que não tinha chorado quando soube sobre o acontecido, não apenas pela perda de alguém importante, mas também pela situação na qual o “irmão mais velho” acabaria por se afundar.
Tocou a fita verde-água do presente com o indicador. Gostava de ficar com o rapaz, ele trazia-lhe um conforto que ninguém conseguia, era como se realmente tivessem sido feitos um para o outro e sabe-se lá com qual intenção as pessoas pensavam nisso; apenas o que pensavam importava. — Você me compensa no white day, Kaito-nii! Fazer o dia dos namorados ao contrário também combina com a gente, não acha? — exibiu um sorriso leve para o dono dos cabelos azulados assim que ergueu o olhar para este.











