it’s a bet.
sg-yeeun:
Apesar de todos os protestos de seus pais sobre as chances de voltar tarde, ficar cansada demais para ir a aula no dia seguinte ou coisas do tipo, Yeeun arrumou um jeito de convencer os mesmo que a deixar ir até aquele festival não seria de todo ruim afinal não era como a mesma fosse de sair ou se meter em encrencas - pelo menos, nenhuma que seus pais soubessem considerando que mantinha escondido todas as viradas que sua vida deu nos últimos tempos - então por que não? E, foi deste modo que com seu orgulhoso dinheiro para comprar algo para comer e jogar um ou dois jogos que a morena acabou no local curtindo o evento desde o seu começo, parando em diversos momentos para falar com alguns membros da gangue que basicamente a tratavam como mascote ou amigos até, por fim, encontrar aquele que havia quase que se tornado o seu escudeiro fiel, @orion-noctis.
Mesmo que falasse do outro tantas vezes, que até mesmo mandasse ele embora em alguns momentos, não poderia negar que o mesmo a cada dia tornava-se mais próximo a ponto de quase ser o seu melhor amigo. QUASE. Era com ele que, na maior parte do tempo, se divertia apesar de tudo e, talvez até mesmo de modo involuntário, seja por isto que não sentiu vontade de jogar em nenhum dos jogos ali até o momento em que passou novamente pela barraca do tiro ao alvo juntamento ao outro. “Hey, dumb dumb, wanna bet? Eu aposto que acerto mais do que você.”
Não era dos mais exigentes, Kinam. Se ele pudesse passar a noite sem trabalhar, apenas aproveitando de tudo que um festival tinha para lhe oferecer, já considerava um dia bom. Aliás, não precisar trabalhar já era o bastante para que ele se sentisse quase livre. Quase. Porque a presença dos companheiros de gangue era uma lembrança frequente de onde estava e os porquês de tudo aquilo. Oras, se indagado, ele não saberia informar como tinha chegado ali e como tinha se envolvido tanto, mas lá estava. A distração, no entanto, permaneceu na maneira como ele brincava em todas as barracas e ria com alguns amigos sobre ganhas e perdas, desde as mais abobalhadas até aquelas mais sérias que eram ditas em códigos. Tiro ao alvo era seu jogo favorito. Talvez porque aprendeu a atirar há pouco tempo e definitivamente não poderia sair atirando por aí... Ainda. A aproximação da menor fez com que ele solevasse uma das sobrancelhas, voltando o olhar para ela e delineando um sorriso prepotente. “What’s good, poop face?” Deu espaço para que ela se aproximasse tanto dele, quanto da barraca de jogos, apoiando a mão sobre a lombar feminina para que a indicasse mais perto. “O que você quer apostar? Já digo logo que se chorar quando perder eu vou ficar bravo.” Não tinha veracidade naquelas palavras, a brincadeira ficando clara. Apesar de gostar — e muito até — de irritá-la, a companhia de Yeeun era uma de suas favoritas.











