✦ ― Just know that if you hide, it doesn't go away.
Parece que FLORENCE ALISA KIM foi confundido com JUNG EUNBI enquanto passeava pelas ruas de Eden essa noite. Pertencendo ao clã NOSFERATU, da Seita CAMARILLA, foi transformada em vampiro há CENTO E OITO anos, mas ninguém diz que ela tem CENTO E TRINTA E DOIS, já que aparenta ser bem mais nova. Ganhou fama pela cidade não apenas por ser uma ESCRITORA mas por se mostrar COMPASSIVA E ARROGANTE.
✦ pinterest. ✦ task 01.
✦ ― If I get out of bed, you'll see me standing all alone.
RESUMO ― Florence, na época chamada de Hayun, nasceu na Coréia pré-Primeira Guerra. Seu pai era um general e um homem muito rico. Mas quando aconteceu a invasão japonesa, ela e o irmão foram enfiados em um barco e partiram. Passaram alguns anos fugindo no barco até chegarem no EUA. Foi lá que conheceu um jovem, que era um vampiro, e recebeu O Abraço. Florence, há anos atrás, fundou uma coluna no jornal chamada "Boca do Inferno" onde criticava e fofocava, tudo com meias palavras, poemas e metáforas (tudo na segurança do anonimato).
Nome: Florence Alisa Kim / Kim Hayun
Idade: Recebeu 'O Abraço' quando tinha 24 anos de idade, e já se passaram 108 anos desde então. Contando todo seu tempo de vida, tem 132 anos.
Data de nascimento: 16 de março de 1890
Apelidos: Flora, Flor, Liz
Pronomes: Ela/Dela
Orientação sexual: Bisexual
Espécie: Vampiro
Seita: Camarilla
Clã: Nosferatu
+ Compassiva, afetuosa, auto-disciplinada, adaptável.
- Arrogante, excessivamente crítica, sarcástica, (de certa forma) dogmática.
HABILIDADE ― Ofuscação.
DIETA ― Sua alimentação é baseada principalmente em sangue de animal. Mas com o tempo, Florence criou o hábito de se alimentar vez ou outra em saída de baladas. Passa a noite inteira observando, e seu alvo é aquele cara, que não deixa ninguém em paz, que segue e encurrala. Se diverte quando percebem a situação que estão, como cada um reage de sua própria forma, mas todos iguais.
TRIVIA ―
Tem uma coleção de laces e perucas, então não se surpreenda se do nada seu cabelo, naturalmente preto e curto, esteja platinado e longo.
Tinha alguns gatos, mas preferiu deixa-los com uma amiga humana. Inventou uma alergia e acabou funcionando. Gatos são uma das existências mais preciosas e queridas para Florence.
em breve....
HEADCANONS ― Desde sempre, Hayun foi uma sombra. Nascida alguns anos antes da ocupação japonesa da Coreia, e filha de família nobre, rica. Escondida de tudo e todos, em tenra idade teve permissão de aprendizagem pelo pai, mas não só alfabetização básica. Até seus vinte anos de idade, Hayun ajudava o pai como podia, e raramente era vista fora de casa, vezes dita quase como uma lenda, o fantasma de sua falecida filha. Mas ainda com as lendas, Hayun não era totalmente reclusa, interagia bem com os funcionários da casa, com visitantes. Mas contra esforços, as lendas não paravam de espalhar. Os anos 1910 chegaram. Enquanto ondas de patriotismo aumentavam em contraponto a cultura de assimilação japonesa, Hayun e seu irmão eram enfiados em um barco, carregando consigo a esperança de fugir de uma possível guerra. A missão era chegar ao local de destino por qualquer meios, possível ou "impossível". Entre pilhas de roupas sujas, caixas de cargas que não faziam sentidos estarem juntas daquela forma, e o que mais tivesse no porão naquela embarcação, entre a penumbra, quase não conseguiu ver o rosto do irmão em seus últimos momentos. Seu irmão, que já estava doente e machucado quando começaram a viajar, não suportou as condições precárias. A primeira parada foi na China, e depois não soube mais. Depois de alguns dias, passou a ser tratada decentemente, mas ainda não podia sair do porão.
✦ ― O tempo não fazia sentido, num um ano tinha se passado, achava, ou tinha? Não, com certeza tinham se passado dois anos. Noite e dia se passavam sem que Hayun notasse. Sua mortalidade se esvaia e se limitava aquele espaço escuro e úmido. Vez ou outra tinha permissão de subir e tomar um banho de sol. Sua visão era de uma infinidade azul, mar que não acabava mais. Nunca sabiam onde estavam, não faria diferença de qualquer forma. Quando chegaram a costa leste dos Estados Unidos, os empregados do pai que a acompanharam fizeram de tudo para isolá-la do mundo, queriam criar uma bolha de segurança ao seu redor, a última figura de autoridade do distante país que conheciam como lar. Mesmo sendo jovem (e uma mulher), todos sabiam como as coisas funcionavam, sabiam do motivo da casa não ter conselheiros. Com o estopim da Primeira Grande Guerra, ainda que isolada, Hayun passou por algumas dificuldades. Desconfianças de vizinhos, enquanto viviam as custas dos países em guerra, sem se envolver diretamente, ainda podia sentir certa tensão no ar. Claro, era uma refugiada em um mundo em guerra.
✦ ― Seu primeiro contato com um vampiro foi bem... peculiar. Um de seus funcionários conseguiu um bom negócio, e com fortunas crescentes, acolheu Hayun como filha. Mas há anos ninguém a chamava por seu nome. Todos da casa evitavam falar, a chamando de "senhorita", "senhora", qualquer forma de demonstrar respeito. Os vizinhos só a viam, nunca chegaram a falar com a ela pessoalmente. Mas não parecia certo. Quando atingiu a maioridade deveria ter escolhido um outro nome, ou um apelido. Nome carregam poder, são formas de controlar sua essência. Mas ao mesmo tempo não queria. Aquele era seu último laço com sua terra natal, a última prova que um dia seus pés não pisavam aquelas terras. Mas tinha uma escolha, e Florence nasceu. Uma pena que Florence tenha vivido apenas alguns meses. Por circunstâncias da vida, Flora sempre foi uma criança desconfiada. Talvez os anos de solidão abafaram seus alertas mentais, e quando um notou um jovem vagando pela região, sua curiosidade falou mais alto. Um "Oi" sem jeito, se transformou em longas conversas madrugada a dentro. Nenhum de seus funcionários pareciam se importar (ninguém trancou a porta de seu quarto na noite seguinte, então já era um bom sinal). Para Florence tudo soava como um sonho febril, transformação? Por que não? Não tenho nada marcado na sexta-feira mesmo.
✦ ― Sempre amou profundamente sua família, sua família biológica, a família que a acolheu quando mais precisou. Mas sentia que precisava de uma conexão mais profunda com alguém, e aquilo era exatamente o que precisava, em sua cabeça aquilo resolveria tudo. O que poderia dar errado? Iria morder a maçã, dar um passo um pouco mais largo do que o normal, um pulo para o outro lado do penhasco. Ingênua, Inocente. Florence não pensou sobre as consequências, sobre o que se tornaria. Não sabia de nada sobre o que mundo que passava a fazer parte, não conhecia os clãs, nem quem eram os Nosferatu, mas quando sua aparência ficou irreconhecível, soube muito bem que tinha sido enganada. Beleza eterna era o escambau. Mas não teve tempo de ficar com raiva, rapidamente foi apresentada ao clã, e sentia, fundo no peito, que nunca mais veria sua família. Depois disso, nunca mais o viu. Foi deixada a própria sorte, e com o tempo aprendeu a colocar uma máscara, uma aparência propositalmente fofa, algo que as pessoas facilmente simpatizassem. Mas longe do esgotos, Florence faz de tudo para estar o mais limpa e cheirosa possível.
✦ ― Quando fez sessenta anos de idade, Florence chegou a Eden. Com muito esforço, e ainda se mantendo com o dinheiro da herança de seus pais adotivos, Flora se assentou e passou a trabalhar no jornal. Trabalhos simples, assistente, faxineira, qualquer coisa que aparecesse. Não demorou muito para se aproximar de algumas pessoas e conseguir seu próprio cantinho no jornal, de forma anônima. Não queria reconhecimento, queria desabafar. Nunca divulgava os podres diretamente, como também nunca citou nomes. Mas com o poder de palavras, a quem eram direcionadas suas mensagens, conheciam muito bem sua culpa. E quem não entendia nada, acabava achando interessante as fofocas, as críticas de assuntos polêmicos. Ninguém escapava de suas palavras duras, líricas e cruéis. Eram décadas de puro ódio e ansiedade acumulados, que jorravam no papel em tinta. A coluna ficou conhecida como "Boca do Inferno", que logo se tornou seu nome oficial. "Os Inferni", como Florence chamava pelo puro interesse ao idioma, ficou em sua responsabilidade por alguns anos, até sentia a necessidade de se mudar, se afastar daquela cidade e não chamar atenção de olhos curiosos.
✦ ― Há um mês atrás, Florence voltou a Eden. Seu ritmo de vida até então tinha sido: trabalhar por alguns anos até juntar o suficiente para viver em calmaria e isolamento por um tempo. Esse ritmo se mostrou promissor em parte, por sua saúde mental, então não se importou em continuar. Vez ou outra, lança algum livro com um pseudônimo diferente, e isso lhe dá uma renda extra. Mexendo com alguns pauzinhos, alguns amigos de longa data, conseguiu voltar a responsabilidade do "Boca do Inferno" para si, que tem se mantido com muita dificuldade todos esses anos. Antes de voltar, alguns achavam que a tradicional coluna do jornal seria substituída. Mas então Flora voltou e a popularidade bateu um recorde, com até emails e cartas com histórias quentes (na maioria humanos, mas não menos interessantes).
✦ ― Sua máscara de gentileza está praticamente colada em seu rosto, virou parte de si. Não era mais total fingimento quando se preocupava com os outros, quando tentava ser gentil, mas sua exaustão está maior do que nunca, sua irritabilidade no pico. Sem freio e sem medo de causar más impressões, era assim que Hayun era. Mas Florence não, Florence mede cada palavra, cada expressão facil. Quer se manter o mais distante publicamente do "Boca do Inferno" que conseguir. Pouquíssimas pessoas sabem da autoria dos textos hoje em dia, só existem histórias do ex-funcionários, lendas de um escritor fantasma que fundou aquele lado obscuro do jornal e que voltou para tomar seu lugar de direito. Não um escritor fantasma como é conhecido, literalmente um fantasma que escreve, que conhece todos da cidade e seus piores segredos. Mas claro, Florence não tão onipotente assim, só sabe até onde seus ouvidos podem chegar, e até onde aqueles de seu clã lhe confiam informações. De forma direta, quando algo precisa vir a público de forma impactante e sem assinatura de responsável, Florence é a melhor do ramo.
✦ ― Mas de qualquer forma, Florence é escritora publicada de fantasia histórica. Seus livros são conhecia por se basear em tragédias históricas com riqueza de detalhes, e mitos do folclore asiático, especificamente coreano. A maioria das coisas que escreve toma como base relatos de pessoas que conheceu ao longo da vida, mas tomando como núcleo sua própria experiência e etnicidade. Dessa vez, arriscou usar seu próprio nome, e não um pseudônimo. Aquela seria sua última vez usando o nome Florence. Não sabia de onde tinha vindo a decisão, mas sabia que era certo. Depois de algum tempo na cidade, pretendia viajar para outro país, algum lugar que nunca tinha visitado. Aprender um novo idioma, viver uma nova vida longe. Aquilo parecia como um bom plano, uma boa ambição. Porque sem isso, Florence continuava vivendo apenas por viver. Ainda aproveitava sentimentos novos, experiências novas, mas a cada dia teme o dia que sua vida se tornará monótona.
@nesfantpontos


















