Parece que ELIZABETH SIMS foi confundida com Victoria Pedretti enquanto passeava pelas ruas de Eden essa manhã. Com apenas VINTE E OITO anos, ganhou fama pela cidade não apenas por ser uma PSICÓLOGA, mas por se mostrar GENTIL e TEIMOSA.
CONEXÕES ✶ TASK DE BOAS VINDAS ✶ PLAYLIST
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Nome: Elizabeth Sims Apelidos: Beth, Betty Idade: 28 anos Data de nascimento: 24/06/1994 Local de nascimento: Eden, Nova York Espécie: Humana Ocupação: Psicóloga clínica
Identidade de gênero: Mulher cis Pronomes: Ela/dela Orientação sexual: Bissexual
Qualidades: Gentil, paciente, acolhedora, dedicada Defeitos: Teimosa, curiosa, melancólica, excessiva
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Elizabeth Sims não passou mais que dez anos de sua infância em Eden, que se tornou um berço de memórias tristes após o pai e irmão serem vítimas de um ataque de animal selvagem na Floresta Heavy Oak, durante uma caça, ao qual nenhum dos dois resistiu. Elizabeth e a mãe fizeram as malas e partiram para Nova Jersey, onde moravam os avós maternos da garota, e tentaram aos trancos e barrancos reconstruir suas vidas. Infelizmente, parecia que a pequena Betty não era uma criança de muita sorte: a mãe afogava o luto em uma fonte inesgotável de álcool e os avós precisavam mais do auxílio da neta que o contrário, já que a idade avançada e saúde prejudicada de ambos eram sempre um empecilho. A mudança de ares também não lhe ajudara, forçada a abandonar amizades antigas e buscar novas, que, francamente, sequer sabia como começar, e não demorou até encontrar-se passando intervalos enfurnada na biblioteca da escola. A adolescência já não fora tão cruel: conquistara um amigo aqui e ali, o bastante para formar um grupinho fiel que defendia ferozmente a seus membros e que, no último ano, fez a promessa de ir junto a Nova York, para cursar a universidade.
A promessa foi cumprida, ao menos de início. Elizabeth terminou o ensino médio com méritos e descolou uma bolsa de estudos na NYU. Os amigos e ela dividiam um pequeno apartamento próximo à universidade, barato o suficiente para ser custeado por três estudantes, e foi naquele lugar que a jovem passou seus anos de curso e pós-graduação. Os amigos foram e voltaram ao longo do tempo, alguns se mudando para outras cidades ou indo morar em outros prédios, uns tomando seus lugares após fazerem amizade com os atuais moradores nas festas de fraternidades e disciplinas pagas juntos. Elizabeth, no entanto, permaneceu durante toda a jornada, virando-se ao avesso para equilibrar os empregos meia-boca e os estudos exigentes no dia a dia. Ela passou por todo tipo de trabalho, de barista e vendedora até stripper dos mais variados clubes de Nova York, nos quais atendia pela alcunha Angel — a tatuagem em suas costas, pouco vista outrora, formava asas parecidas com as de um anjo.
Eventualmente, porém, a cidade grande tornou-se grande demais para Elizabeth, que ansiava cada vez mais pela calmaria de um local que pudesse chamar de lar. Foi assim que retornara à cidade natal, mais de quinze anos após sua partida, com dinheiro na poupança para o aluguel de um pequeno apartamento e uma sala em um centro comercial para sua clínica psicológica. Eden era muito diferente de Nova York, com a aura aconchegante de uma cidade em que todo mundo conhecia todo mundo. Era diferente até da cidade dos avós, com quem mantinha contato constantemente — ao contrário da mãe, agora sóbria e casada mais uma vez, mas sem pretensões de ter um relacionamento de verdade com a filha. Nem Betty, nem Angel, voltou ao local de origem apenas como Elizabeth, ou, se realmente insistissem em chamá-la de outra coisa, que fosse Beth — quando não era Drª. Sims para seus pacientes. E, surpreendentemente, pacientes não lhe faltaram na pequena cidade, que era bastante desenvolvida para a quantidade de habitantes que abrigava.
Dentre eles, um paciente em específico destacou-se não por sua presença, mas pela ausência dela. A Criança da Noite visitava Elizabeth no fim de seu expediente, despejava-lhe toda a angústia que o mundo vampiro a afligia e, ao terminar, manipulava sua mente para que não se lembrasse de nada daquilo. O dinheiro ainda acabava em sua conta, de alguma forma, e ela não se perguntava de onde vinha — porque era convencida a não se perguntar —, seguindo seus dias normalmente até a próxima sessão e, depois dela, fazendo a mesma coisa, de novo e de novo. Por meses, a psicóloga atendera uma pessoa que sequer sabia que existia. Até a fatídica noite em que, enquanto trancava a clínica, fora surpreendida e mordida por outro vampiro. Tonta da falta de sangue e da ferida exposta, mal entendera o que aconteceu em sua frente quando o paciente apareceu para resgatá-la; ninguém tinha força o bastante para arrancar a cabeça de alguém com as próprias mãos, mas foi o que o assistiu fazer, antes de alimentá-la o próprio sangue e manipulá-la para, novamente, esquecer. Elizabeth voltou para casa, deitou a cabeça no travesseiro e, por um tempo, de fato esqueceu.
Foi assim que os pesadelos começaram. Aquela cena, revivida por inúmeras noites, como uma memória de outra pessoa. Ela queria acreditar que era um mero sonho, a criação vívida de sua mente fértil e estressada, mas as noites inquietas levaram também à inquietação diurna e, com ela, uma paranoia inexplicável. Simultaneamente, escutava mais e mais sobre casos de ataques de animais selvagens nas trilhas próximas a Eden, ataques similares demais àquele que tomara a vida de seu pai e irmão, e que, agora adulta, entendia não se assemelharem a ataques de nenhum animal daquelas redondezas. Tinha alguma coisa errada. Ela só não sabia o quê.
Então, sentada no balcão de um bar após seu expediente, Elizabeth finalmente encontrara o fio da curiosidade naquela colcha de retalhos que implorava para ser puxado. Do outro lado do bar, sentada em uma mesa próxima à janela, estava ela: a pessoa que via em seus pesadelos. E a mulher não pensou duas vezes antes de puxá-lo.
𝑰𝑰𝑰 —
Elizabeth é dona de uma gata branca chamada Shimmer;
A tatuagem em suas costas, um par de asas de anjo, foi feita em seu segundo ano de universidade. Elizabeth não se lembra de quase nada de quando a fez, já que estava bêbada;
Ela começou recentemente a aprender francês online;
Sua clínica de psicologia está localizada no Centro Comercial de Old Town, enquanto seu apartamento está na parte do Centro dominada pelos Toreador;
Frequentemente, Elizabeth pode ser vista em bares após seu expediente;
Ela tem um apreço por música clássica e espetáculos assistidos em teatros, especialmente de orquestras e balés, mas também adora arte de rua;
Suas cores favoritas são rosa e azul claros.
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Inventário:
Amuleto de verbena (Task de boas vindas).
✶ template credit.



















