Eu acordei triste. Olhei para minhas cicatrizes no pulso e chorei de vergonha. Eu sinto muita vergonha. Não tem quem não veja... Eu mal consegui fazer um café e não sei se dou conta do almoço e do resto da casa. Me sinto fraca demais, insuficiente demais, desprezível demais... Tinha tantos sonhos, tanta determinação... O que me restou??? O medo. Medo de encarar a vida, medo da rejeição, dos julgamentos... Medo de não conseguir, medo de me perder ainda mais, medo de atender a voz que diz: - Acabou, é inútil tentar viver... Medo de fazer minha família sofrer ainda mais... Medo de desistir do pouco que me resta... Medo de, numa hora dessas, me cortar pela última vez para nunca mais














