As vezes, chego a acreditar que eu não seja digno de ser amado.
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As vezes, chego a acreditar que eu não seja digno de ser amado.
O Triunvirato
Um dia você vai perceber que seu celular não mais te encobrirá nas horas constrangedoras; que o seu travesseiro não será suficiente para o aconchego do seu choro; que a chuva do lado de fora da sua casa é menor do que a tempestade dentro da sua cabeça; Você vai acordar sem nenhum motivo, mas cheio de um vazio. Você vai sentir falta de mim. Você vai perceber que eu estava ali nessas horas, que eu estaria ali nessa hora. Você vai se dar conta de que eu te dei o valor que você não se dava, que eu vi em você o que seu espelho não te mostrava, e você se dará conta que não deveria ter me deixado, como um criança faz com o brinquedo velho quando ganha um novo. Nesse dia, quando você se sentir sozinho, lembre-se que não precisava ser assim, mas por favor, não me procure, embora eu valorize minhas necessidades, você já não é mais a minha.
O Triunvirato
Às vezes, escondido por trás de toda a história triste, minha vontade era só de me sentir em casa novamente.
O Triunvirato
“E lá estava eu, chegando com três sacolas de comida em uma mão e um planta na outra, porque o meu psicólogo disse que eu deveria tentar dar mais vida ao meu apartamento e que comprar uma planta faria bem, e tentando me ajeitar para pegar a chave. Abro a porta e solto todas as sacolas no sofá, coloco a planta na mesa, arrasto a cadeira para próximo a janela. Sento como de costume, uma perna solta e a outra dobrada, tiro do bolso um cigarro e o acendo. Degusto do teu sabor nada agradável que oferece uma sensação relaxante e depois descanso o braço sobre meu próprio joelho e olho para frente. Lá se foi mais um dia. Lá se foi todas as horas estressantes, todos os bom dias falsos, todas as perguntas sem interesse, as respostas sem vontade, os cumprimentos sem motivo. O sol está se ponto e o vejo sendo engolido pela paisagem de concreto que um dia houve de ser mais silenciosa e natural. Quando me viro para meu apartamento, ali está, a bagunça que eu ignoro mas sei que, cedo ou tarde, ei de ter de arrumar. Repito isso a um certo tempo, mas um dia eu me convenço. Um suspiro. Um trago. Fumaça peito a fora, tristeza goela abaixo. Há quem diga que o drama é charme de quem gosta de atenção. Há quem diga que sofrer por quem não merece é opcional. “Pare com isso, tanta gente querendo ter chance contigo e você querendo um idiota”, “Você não é assim, seja mais você”, “Arrume outro alguém, esquece ele de vez”. Há quem diga que esse tipo de coisa não acontece. Há quem julgue as pessoas por sentir demais. Há quem se irrita porque a pessoa demonstra de menos. Eu fui, até onde eu vejo, real em tudo, mesmo que tenha sido por nada. Engolir em seco faz parte e quem sorri faz arte. Somos o que podemos ser, demonstramos o que queremos dar e desejamos o que, no fundo, não é nosso. A canseira de mil ressacas. O olhar de sobrecarga de decepções. Uma mente bombardeada de expectativas e frustrações. Somos guiados pela ânsia de dar certo. Somos os amantes dos nossos próprios contextos à espera de que alguém, algum dia, os entenda melhor do que a gente. Amanhã é outro dia. Amanhã talvez haja solução. Amanhã talvez seja diferente e eu esteja diferente. Se é provável? Não. Mas eu tenho esperança.”
Este ano será diferente, pensou Lexy, tem que ser. E então, respirou fundo, abriu a porta do carro e, meio desajeitada, saiu. Saiu para que? Para onde? Ela não tinha muita certeza, mas o objetivo era único: em frente. No peito, a angústia tinha um gostinho amargo e rústico, mas o vento gélido em suas bochechas coradas a lembrava de que o aquilo tudo fazia parte de apenas mais um dia e este, como qualquer outro, vai passar.
O Triunvirato
Alguns momentos da vida dispensam comentários. Outros dispensam pessoas.
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Fui cuidadoso com tudo que me avisam pra ser. Tomei cuidado no comentar, no olhar, no sentir e no viver ao seu lado. Não adianta, a gente sabe que todo começo é o inicio também de um novo final. Tentamos negar, mas sempre é. Nunca gostei de imaginar algo ‘não dando certo’, sempre preferi o termo ‘não ser perfeito’. Às vezes, nos odiávamos e outras, nos amávamos. Nosso relacionamento foi um gráfico de seno e cosseno. Nosso amor oscilava, mas parecia forte. Parecia. Me disseram pra tomar cuidado com amor. E eu tomei.
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Eu me lembro bem dos teus olhos. Lembro também que você costumava dizer que eles não eram bonitos, mesmo eu dizendo o contrário. Seus cílios eram médios, nem grandes e nem pequenos, e também não eram muitos, só o suficiente para destacar o castanho claro dos teus olhos. Seu olhar era intenso no meu, lembro-me de poder me ver neles e, pela primeira vez, eu não fiquei constrangido com alguém me olhando só por olhar. Você me olhava e me via, eu conseguia sentir isso. O jeito como mexia no meu cabelo, me encarando incansavelmente. O jeito como abandonava o celular e a todos quando estava sentado comigo. O jeito que você deixava eu mexer no seu cabelo, porque ninguém podia despenteá-lo, mas se eu mexesse, você deixaria exatamente como eu deixei. Lembro dos seus dedos entrelaçando nos meus, do seu perfume em cada abraço apertado. Sua pele macia, seu corpo moreno. Seu sorriso largo, seu falar acolhedor. Seu jeito meloso, andar sofisticado. E, ainda, teu olhar. Jamais vou esquecer os brilhos dos teus olhos. Pra mim, foi assim, essa sensação de que aquele momento eu estava esperando a muito tempo, como se fosse tudo que eu quisesse e precisasse. Não podemos mais ter estes momentos, mas, prometo, eu esperarei mil primaveras para poder ganhar teu olhar pelo menos mais uma vez.
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Eu me lembro bem dos teus olhos. Lembro também que você costumava dizer que eles não eram bonitos, mesmo eu dizendo o contrário. Seus cílios eram médios, nem grandes e nem pequenos, e também não eram muitos, só o suficiente para destacar o castanho claro dos teus olhos. Seu olhar era intenso no meu, lembro-me de poder me ver neles e, pela primeira vez, eu não fiquei constrangido com alguém me olhando só por olhar. Você me olhava e me via, eu conseguia sentir isso. O jeito como mexia no meu cabelo, me encarando incansavelmente. O jeito como abandonava o celular e a todos quando estava sentado comigo. O jeito que você deixava eu mexer no seu cabelo, porque ninguém podia despenteá-lo, mas se eu mexesse, você deixaria exatamente como eu deixei. Lembro dos seus dedos entrelaçando nos meus, do seu perfume em cada abraço apertado. Sua pele macia, seu corpo moreno. Seu sorriso largo, seu falar acolhedor. Seu jeito meloso, andar sofisticado. E, ainda, teu olhar. Jamais vou esquecer os brilhos dos teus olhos. Pra mim, foi assim, essa sensação de que aquele momento eu estava esperando a muito tempo, como se fosse tudo que eu quisesse e precisasse. Não podemos mais ter estes momentos, mas, prometo, eu esperarei mil primaveras para poder ganhar teu olhar pelo menos mais uma vez.
O Triunvirato
A gente aprende com o tempo o que nós devemos levar da vida e o que devemos deixar a vida levar da gente. A vida é sempre uma contínua escalada para um precoce declive. E são nesses declives que vamos descobrir quem vai continuar ali, do seu lado, firme e forte pra te ajudar a ficar de pé novamente. Durante todos nossos momentos felizes, rosto no rosto, mãos com mãos, até os mais vazios, de costas um para o outro, encarando a escuridão da noite que fazia um escandado com silêncio de nossas conversas, durante tudo isso eu acreditei em nós. Quando o chão ficou mais familiar que o teto, quando os sentimentos não apareciam mais, quando eu precisei sorrir mas não conseguia sustentar um sorriso para fingir que tudo estava bem ou ainda quando quando nós dois insistiamos em tentar fingir que estavamos juntos, em todos esses momentos eu apostei em nós. É incrível como cada vez que tentamos consertar algo parece que a situação piora. Talvez esse seja o momento. O momento de deixar ir embora. Eu gostaria muito, muito mesmo, que você ficasse mais um pouco só para que eu pudesse tentar mais uma vez, mas é hora de deixar ir, parar de fingir que nós dois nos importamos ainda. É hora da vida te levar para longe de mim. Eu espero, muito, que esteja tudo bem agora. Guardei de você o que pude, eu carrego comigo um pedacinho seu. Não é um pedacinho do céu, mas me deixa confortável na terra. No meio da multidão, sua presença for notada, mas não é mais você quem eu estou procurando.
O Triunvirato
Sua forma de mexer no cabelo. A forma como costumava morder os lábios, daquele jeito fofo com aquele sorrisinho no canto da boca. Ainda lembro de tudo como se tivesse visto hoje mesmo. Lembro-me da forma que você apareceu naquela praça de alimentação antes do nosso primeiro cinema, com aquele sorrizinho tímido e com medo de estar mal vestida. Quando tudo começou eu me perguntava o porque alguém, como você, com um sorriso tão lindo quase nunca o usava. Imaginei que o motivo estava no seu passado e estava, porém você dizia "meu sorriso é uma droga" e voltavamos ao sorriso tímido no canto da boca. Mas o que eu não dizia era que a cada sorriso seu, não sei dizer como, mas meus olhos voavam pras suas covinhas. Eu não dizia mas aquele som travesso que seu sorriso fazia me deixava sem fôlego. Eu não dizia mas aquele sorriso... Sabe, às vezes, não importa o assunto ou a coisa, mas as vezes algumas coisas chamam nossa atenção e nos fazem pensar: preciso de uma coisas dessas na minha vida, no meu cotidiano só pra fazer meu dia valer a pena. E você estava certa: seu sorriso é um droga. E eu me viciei.”
O Triunvirato
Alguns momentos da vida dispensam comentários. Outros dispensam pessoas.
O Triunvirato
Eu não acho mais palavras certas pras frases certas. Eu não acho mais momentos certos para os textos certos. Sou dramático. Bem dramático. E gosto de guardar isso pra mim atualmente. Tipo um porta CD's com suas músicas mais intimas. A gente mostra como a capa do porta CD's é bonita, mas não deixa as pessoas verem as músicas, por medo do que vão dizer de você. E atualmente estou assim, preferindo guardar pra mim. Porque sei que quem realmente me convencer a abrir esse porta CD's, realmente vai querer saber o que tem dentro, não apenas por curiosidade, mas por se importar.
O Triunvirato.
Um dia me disseram que algumas coisas eram bonitas e outras não e, devido a isso, construi na minha cabeça algo que, para mim, era o que a pessoa precisava para ser bonita. Gostei de muita gente naqueles padrões, mas a unica que amei foi fora deles. Juro que ele não era bonito, mas eu achava ele a coisa mais linda do mundo. Juro que ele também não era fofo, mas comigo era a coisa mais fofa do mundo. Era. A. Coisa. Mais. Perfeita. Do. Mundo. Ou do meu mundo.Na verdade, tanto faz. O fato é que: ele me ganhava a cada sorriso; ele me conquistava a cada toque; e ali, naquele momento juntos, eu era dele e ele era meu e, sinceramente, do meu mundo para o resto do mundo: era só ele quem importava pra mim.
O Triunvirato
“De tanto bater de cara no muro, com o passar do tempo, a gente aprende. Todos somos, ou um dia seremos, suspeitos. Suspeitos de esconder bala dos amigos. Suspeitos de querer dizer não, mas ainda assim dizer sim. Suspeitos de gostarmos de quem dizemos não gostar. Os encontrou e desencontrou nos fazem suspeitos. Eu cogitei, esperei, quis e por ultimo, mas não menos importante, fui suspeito. E meu crime? Amar.”
O Triunvirato
Aí você conhece alguém, conversa com a pessoa pela primeira vez e a conversa soa tão natural... Não esperado, mas de forma rápida, eventualmente você coloca naquela conversa a fé de que talvez, só talvez, aquela pessoa venha a se tornar algo mais. Com a força de um tigre, você se depara ansioso pra outra daquelas conversas, e a pessoa demonstra interesse. A pessoa te dá atenção e reciprocidade que você esperava e ainda por cima, como se não bastasse, rega a sementinha de esperança que sustentava sua imaginação. Mas por um infeliz engano, a terceira conversa já não tem o mesmo calor. A pessoa não retribuiu a sua vontade, mas a gente tenta. A quarta conversa também não saiu como no script. A esperança diminui e a gente fica sem saber o porque as coisas tomaram aquele rumo. Talvez, a gente tenha colocado fé de mais naquela primeira conversa, talvez a gente não seja tão interessante como gostaríamos, talvez a gente se apega de mais... Ou talvez, a pessoa só estivesse de bom humor naquele primeiro dia.
O Triunvirato
A gente fala que mudou. A gente diz que nos fortalecemos com as nossas experiências e que não iremos mais sofrer por amor. Não acho que isso seja mentira, mas acho que não seja total verdade. A gente muda sim, a gente se fortalece, porém a gente também sabe que, lá no fundo, ainda somos abalados facilmente e tocados facilmente. Você pode jurar de pés juntos que não quer ninguém no momento ou que não está preparado pra se apaixonar novamente, mas a cada por-do-sol que você assiste, você deseja que aquela pessoa esteja ali, bem ao seu lado, jurando o amor que você sempre quis num sussuro ao pé-do-ouvido.
O Triunvirato