starter com @outsider4outsiders
Quem visse a figura de Eddie, sentado no Pulse Arena em frente a uma réplica da armadura do Batman, todo encolhido mexendo no celular, dificilmente olharia para ele duas vezes. De quando em quando, ele se balançava ou fazia barulhos desconexos, mas não passava de uma imagem inofensiva.
Ainda bem que realmente ninguém desconfiava de nada.
Já vinha arquitetando um plano há algum tempo e a feira se mostrou a oportunidade da distração perfeita. Além de criar um álibi para si, não que alguém notasse o velho e pacato Edward Nashton.
A coisa é que odiava o Arkham Asylum. Não precisava ser nenhum expert para saber que o tratamento lá deixava a desejar, para dizer o mínimo. Sempre quis descobrir os podres do lugar. E dessa vez, tinha conseguido encontrar alguma coisa: pessoas julgadas injustamente e mandadas para lá. Mais uma vez, a justiça era falha e cabia ao Charada endireitar as coisas, do seu jeito.
Em Arkham, ninguém percebera que os sistemas estavam estranhos, até todos os monitores simplesmente saírem do ar. Enquanto tentavam descobrir o que acontecera, Riddler colocou uma mensagem pré-gravada para tocar em todos os alto-falantes do lugar.
"O que é, o que é: Sou uma qualidade das crianças e se diz que de início todos são." Disse a voz distorcida.
Começou a criar outras distrações aqui e ali: travar portas eletrônicas, ligar sirenes de incêndio, ligar sprinklers. Tudo para ocupar os guardas e trabalhadores do local, que provavelmente só entenderiam o que ia acontecer tarde demais.
"A justiça é quem julga, mas quando ela erra sou eu quem paga. Quem sou eu?"
Abriu as portas de celas específicas, que já tinha mapeado antes, que destrancaram com um barulho alto. Eram ao todo dez pessoas. Entre eles, St John Allerdyce, ou Pyro.
Mudou um dos monitores mais próximos de Pyro para uma diagrama simples de por onde deveria escapar. Claro, Riddler ainda ia ficar de olho nas câmeras para ter certeza de que tudo funcionaria como ele queria, mas tinha esperanças de que o outro fosse inteligente o suficiente para entender.