Gayle’s é, certamente, um dos comércios mais antigos do bairro. Fundado há décadas, que certamente Paul nem saberia dizer, tem sido cuidado pela família por todo esse tempo. Agora que Paul comandava, tem grandes planos para algumas remodelações, fortemente incentivado pela tempestade que afetou gravemente o estabelecimento. Por sorte, sem muito com o que gastar, o jovem Gayle tinha uma reserva econômica suficiente para adiantar em muito o processo de reconstrução do local, embora muito ainda tinha que ser feito. Por esse motivo, não ousava recusar de atender a clientela, pois usar toda a sua reserva não é uma opção para alguém que tinha lido tantos livros de economia. “Opa, boa noite.” Sentiu a presença de alguém e disfarçou o susto. Naquele momento, Paul estava agachado pincelando uma série de amostra de tintas na parede externa da lanchonete, já vazia pelo horário avançado, a fim de decidir por alguma das cores pela manhã. “Você quer comer alguma coisa?” Questionou ao olhar em direção à pessoa, incerto se a mesma desejava algo da lanchonete.
















