hello vonnie
Keni

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Discoholic 🪩

Janaina Medeiros

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Claire Keane
will byers stan first human second

if i look back, i am lost
we're not kids anymore.
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shark vs the universe
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@papoul4
joandkemp
source
The best kind of evening
dual
a dor em sentir de tudo e me afogar,
mas simplesmente perder a capacidade de expor.
perder a conta e as palavras.
é que ultimamente tenho me encontrado feliz quanto ao amor, quanto ao que sinto, e é o que dizem: a inspiração do poeta vem da dor.
não sei se agradeço a falta dos dias cinzas sufocantes, que muitas vezes me fizeram chover letras OU se simplesmente lamento a felicidade contínua que me ocorre ultimamente.
o amor e a dor sãos os precursores da poesia e do poeta
mas como faz quando se ama e ainda assim te falta poesia? te falta poesia não, te falta inspiração pra escrever. viver o amor ocupou o meu tempo. me toma por inteira. me invade.
hoje foi a dor da saudade que me fez escrever. saudade da dor que protestava/gritava/morava em mim e me inspirava.
feliz e triste. dualidade que persiste e se acomoda na fôrma que sou.
todo dia reblogando meus próprios textos pra superar o fato de ter perdido o login :(((
17 semanas já
e é bizarro perceber a mudança
mudança no meu corpo, nos meus pensamentos, no Vinícius também
e pelas andanças, e crescimento, vamos nos adaptando, aprendendo, convivendo e aguardando
desejando o melhor hoje e sempre, aceitando o presente que chegou de repente
16 de junho de 2022
el amor es la única revolución verdadera
não se encontra sentido no amor, pois não existe sentido em sentir. não há pq amar, e ainda assim buscamos incessantemente o amor, ainda que muitos neguem, ainda que tantas pessoas tente ignora-lo… o amor está em tudo: na música que a gente escuta no banho; na paz do movimento das árvores; no vento que soa aos nossos ouvidos; no abraço do desconhecido; no descanso da tarde; no pudim de chocolate; no almoço pronto de domingo; no sorriso do amigo; no bom resultado na escola; no bate papo, ou no bate bola; na taça que seu time levanta; nos doces do Natal; na consciência de SER; na sua blusa rosa preferida; no chá que causa o riso; e até nos peixes de aquário; nas plantas da janela quando florescem; no trânsito caos ao lado de alguém legal.
o amor está em tudo, e eu só vejo isso hoje, quando já não o procuro, pois o encontrei: em alguém, em mim, e em tudo. é tão simples de sentir e complexo pra descrever. o amor é um estado de espírito também, é quando você bebe água pra resfriar a máquina, é quando você deita na grana pra espairecer. o amor é tudo que somos. o amor sou eu e você.
me venderam que a vida adulta me traria liberdade total, que eu sairia por aí, aprenderia línguas, conversaria com diferentes pessoas.
do nada eu acordei, a realidade bateu, estudo, dúvidas, capitalismo, decisões, dor, ansiedade, episódios depressivos, crescimento (?).
a vida adulta me trouxe tudo e nada .
conheci meus verdadeiros dias de paz e fui ao inferno na mesma proporção.
o lado bom, que eu posso citar, é a liberdade de empurrar algumas coisas com a barriga; não é tudo que pode, mas a gente faz!
num belo dia eu tava na minha casa, quase casada, com um pet, PANDEMIA, quarentena, álcool maconha e do nada um pensamento: sexta! dia de tirar o lixo.
saí correndo, já era umas 21h. cata lixo daqui, pega coisa dali. final de semana, a próxima coleta é só segunda, pensei, vou fazer uma limpeza na geladeira. e tira o que não presta, cheira alimento daqui, examina dali. quando do nada, um pote de tampa branca na ultima prateleira da geladeira. uma melancia. esquecia a dias, largada, em processo de fermentação. uma melancia podre, fétida e deteriorada. fungo crescendo. a vida surgindo.
minha lição foi que nem tudo se empurra com a barriga, mesmo em meio a uma PANDEMIA, mesmo em meio ao caos.
9 de mai | 2021 | pandemia (ainda)
Chegou o momento que eu definitivamente não esperava. Decidi mudar um pouco isso aqui e ser menos seletiva na hora decidir quais escritos postar, isso depois de uma série onde a menina usava o tumblr da maneira que usavamos em 2010. Quero transformar isso aqui no meu diário. Em algo pra eu voltar em mim.
Há muito já queria fazer isso, mas ao mesmo tempo, gostaria de "divulgar" o que escrevo e acho "belo" (?), mas é isso, não rendeu, e agora o intuito é outro.
Que isso me ajude a matar o eco que persiste há tanto tempo; a pandemia só fez ficar mais forte o vazio de tantos nós.
Eu juntei, adotei um animal de estimação (que as vezes só gostaria de não ter tomado essa decisão - digo, pela responsabilidade diária, e pelo meus dias sombrios), bebo mais que o habitual, e fumo mais também. consumo de maconha mais intenso. fé fraca (?).
Não perdi entes próximos ou amigos, mas dá pra sentir o ar pesado, pairando sobre as nossas cabeças. É fome, tristeza, morte, desesperança. Passei dias difíceis, fui infectada, chorei, curei.
E seguimos, dia após dia, com nosso corpo sem massa e com a cabeça cansada. Seguimos brasileiros. Uns lutando mais que outros e sofrendo também.
Pra nós poetas, além do peso de tudo, o peso também do sentir demasiado, da necessidade de chorar nossas lágrimas e desmistificar o sentido de todas essas coisas ao mesmo tempo.
Boa sorte para quem é de vida. Que a "fé" possa se materializar de alguma maneira aqui, em mim, porque ta difícil seguir. Mesmo com toda ajuda, tentativa de se desligar das coisas ruins. Tá difícil.
E a gente vai se escorando, em qualquer coisa pra se apoiar, pra se sentir seguro, ainda que por uns dias, poucas horas, e as vezes por minutos, como uma velha se escora na bengala pra caminhar.
I came back after two years.