20:50
hoje ouvi barbaridades, barbaridades, barbaridades que embrulham o estomago de qualquer um. sem acentuação, mesmo, porque o desespero dos outros não tem tempo de florear palavras ou ser gramaticalmente correto. eu nem sei mesmo sobre o que eu falo, mas preciso de um impulso para escrever porque as palavras estão se acumulando dentro de mim e virando uma imensidão de coisas embaralhadas, sem começo, sem fim, sem sentido ou intenção. intenção, sentido, palavra, amigo, aflição, entre outras dores que não são minhas mas que poderiam muito bem ser, julgando, escarnio de prazer do outro que nem lhe diz respeito mas incomoda, no meio, no final em qualquer lugar que possa se enfiar sem que perceba ou até mesmo eu que não sei que a questão do se fazer perceber é mais importante do que tudo. do que tudo. guarde suas barbaridades pra você e lembre do outro ao seu lado que lhe abate dia e noite pelo motivo que não cabe nem citar, mas que é mais simples aceitar do que um sentimento alheio que nem lhe diz respeito e incomoda só por ser, eu repito e repetiria sempre, alheio, do outro, daquele, de qualquer um, não seu.















