Fiquei aqui pensando nas coisas que já vi por aí em dezessete anos de vida. Já me deparei com cenas lindas, como pequenas gotas de orvalho da noite sobre as folhas das árvores pela manhã, as estrelas forrando o céu escuro numa noite quente, um casal de borboletas voando sobre as flores de um sítio qualquer, a água da chuva que bate na janela do carro e embraça o vidro. Cenas lindas que não sairiam da minha memória por nada. Mas eis que eu me deparei com você. Assim, frente a frente, mão na mão, pele na pele. Dali por diante, me esqueci das borboletas, do orvalho, de tudo. Você era a cena mais linda que já se projetara em minha frente. Seu sorriso e o brilho dos seus olhos, combinaram tanto com o tremor das minhas mãos e o aperto do meu coração. Eu estava completamente perdida em meio à tanta emoção e beleza. Era você e eu. As outras várias pessoas que estavam em torno de nós não me importavam mais. Eramos nós e a felicidade. Se a vida fosse um desenho animado, quando houve o toque das nossas mãos com certeza explodiriam sobre nossas cabeças, milhares de corações e fogos de artifício. E depois de tudo, de passar horas te admirando fazer o que você mais sabe no mundo, tivemos mais um encontro. O tão sonhado abraço. Onde eu consegui realizar meu sonho, de por o mundo em meus braços. Quando me enrolei em você num abraço apertado, o seu cheiro tomou conta de tudo em mim. Aquele cheiro desconhecido, aquele cheiro de amor verdadeiro, de felicidade. Tudo em minha volta inebriou-se com aquele cheiro e as pessoas que estavam em volta caíram por terra novamente e tudo voltou a sumir, eramos nós de novo, eramos duas almas entrelaçadas num abraço, infelizmente, finito. Finito na vida real e eterno em pensamento. O som da sua risada perto do meu ouvido é uma das lembranças mais maravilhosas que eu tenho. Por isso eu digo que depois de você eu esqueci todo o meu passado, e me provei de que tudo que eu julgava lindo, não chega nem perto do que é você e do que fomos nós.