Remember What The People Said - Siobhan & Pete
siobhanrosier:
Era evidente que a ironia de Siobhan não alcançara o resultado desejado. Ao invés de desconcertado e envergonhado, o professor pareceu ainda mais estimulado a apresentar seus argumentos e, o que era pior, mais disposto a dar-lhe atenção. Limitou-se a segurar seu nervosismo e ficar calada enquanto o homem pedia por uma voluntária para uma demonstração.
Uma das garotas risonhas do fundo se apresentou, a blusa do colégio dois números menos do que seu tamanho e a saia com certeza dobrada milhares de vezes no cós para parecer quatro dedos mais curta do que deveria. A albina arqueou as sobrancelhas, incapaz de disfarçar o asco ao ver a - não acredito que essa criatura é minha colega de casa - garota posicionar-se na frente da sala. O sr. Blackwood conjurou uma rosa e atirou-a até a menina, que não se moveu.
Rosier manteve-se impassível, embora não entendesse o porquê de todo aquele teatro. O projeto de groupie bruxa sentou-se de volta em sua carteira enquanto a atenção do professor voltava-se para a sala. A explicação dada pelo mais velho clareou as coisas na mente da slytherin. Continuava achando desnecessária a cena da rosa atirada na groupie; contudo, não podia deixar de admitir que ele a surpreendera.
Estava quase abaixando a cabeça para o tampo de sua carteira, admitindo a derrota de seu ego, quando percebeu que o professor estava bem diante dela. Ergueu os olhos para encará-lo e viu a rosa que lhe era oferecida; suas sobrancelhas se ergueram discretamente.
Okay, sr. Rendo-me.
Aceitou a flor, descansando-a no tampo da carteira. - Meu nome é Siobhan Rosier. Mas duvido que o senhor já não saiba disso. - Respondeu. Deixou um sorriso discreto curvar seus lábios; pequeno e relutante, mas ainda assim, um sorriso.
Alargou ainda mais o sorriso ao ouvir a brilhante ironia do destino. Observou enquanto as feições da garota se suavizavam, claramente contente com o gesto, mas tentando ao máximo não demonstrar. Ah, bem, por Pete estava tudo ótimo porque, pela expressão apresentada por diversos alunos e pela pequena - agora ele sabia - Siobhan, ele havia atingido seu objetivo. Conseguira surpreendê-los, prender a atenção e estimular o raciocínio. Gostaria de dizer que se sentia um bom homem, mas não tinha parâmetro algum para se basear no que seria se sentir um homem ruim.
Porque aquela parte de si estava perdida.
Mas antes que os pensamentos se manifestassem de forma física completamente óbvia, limpou a garganta enquanto dava um pequeno giro, seguido de uma reverência. Uma brincadeira, claro, mas que com certeza surpreenderia ainda mais. Ouviu algumas risadas e até mesmo alguns suspiros, ao que sorriu.
"Acredito que o destino esteja do meu lado, srta. Rosier." Piscou mais uma vez, deixando com que o movimento fosse visto apenas pela aluna. "E talvez do seu também."
E com isso caminhou de volta para a frente da sala de aula, sentando-se distraidamente sobre a mesa dos professores (Oops). Pediu aos alunos que se levantassem de suas carteiras e logo depois as afastou habilmente para os cantos das salas, deixando um grande espaço no centro para a prática de feitiços.














