Temporada
O circo só fica fechado se alguém não quiser te ver nem pintado.
[Texto: JM (“o histrionismo da razAo”) + Foto: Adriano Capelo]

No title available
Keni
Claire Keane
RMH

祝日 / Permanent Vacation
Sade Olutola

#extradirty
will byers stan first human second
No title available
Three Goblin Art

pixel skylines
Cosmic Funnies
sheepfilms
dirt enthusiast
Lint Roller? I Barely Know Her
NASA
Alisa U Zemlji Chuda
Game of Thrones Daily
Mike Driver
YOU ARE THE REASON
seen from United States
seen from United States
seen from Germany

seen from Malaysia

seen from Germany

seen from United States

seen from Germany

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States

seen from Germany
seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from Brunei

seen from Türkiye

seen from Norway

seen from India
seen from Italy
@poesiamobral
Temporada
O circo só fica fechado se alguém não quiser te ver nem pintado.
[Texto: JM (“o histrionismo da razAo”) + Foto: Adriano Capelo]
Bomba de Silêncio
Não sei se é real o que vejo. Talvez seja parte do ensejo.
Logo mais a conta chega e a rima respalda: tudo é trama; o resto trauma.
Parceria como aquela pareceria séria. Só na terça poderei vê-la. Uma dúzia de chocolates, champanhe, almoço grátis.
Atendimento remoto pregado na tela. O espectador que espera uma cena de cinema no episódio da novela.
Botox. Jukebox. Monkeypox. Rubéola.
Tribunal secular. O que são as noites senão fontes? Disposição indisponível. Pensar o indispensável. Passar o intransponível. Transparecer. Além do que, não há nada que se possa fazer.
Acentua no final. Na casa do chapéu, onde Judas perdeu as botas. Muita lama para as fossas.
Dotado de memória confusa, dividida em partes: Pablo Neruda, García Marquez. O estrondo do lápis (que caiu no piso de madeira laminada, cortando o silêncio da madrugada).
Acusado de extorsão. Distorção de função. Defasada difusão. No país onde fatos não mais sensibilizam. Já tive meus melhores dias. Fui de “Davi” a “Golias”. –Encosta, vagabundo! Encosta! Ou então vai levar tiro nas costa!
Enquadrando “de peça”. Se há procura, há oferta. Um aceno ao mercado financeiro.
Também não se sabe se será capaz de ler a frase de catarse no cartaz.
Foto de um tempo que não volta mais. Um prato que não satisfaz. A boca calada do fogão sem gás. Nunca mais apareceram os carcarás.
Concreto, aço e vidro. “Cuidado com o homem de um só livro”. Lavateria. Espetaria. Churreria. Muamba de galinha. "Safári na Rocinha".
Quem gosta, volta. Não há dúvida. Insegurança alimentar em situação de rua. Deitar culpa. Alugar de fala. Só a palavra não basta.
Mãe de pet. Chuva de canivete. Excludente de ilicitude. Interface. Gadgets. Overbooking.
Querem que sejamos típicos. Mas a nós não compete trabalhar com confete.
“Sou mulher de panela grande”. Doe a quem doer. Seja o que quiser.
Não mexa a massa com colher. À altura de mil pés. É só mania. Tudo parte da rotina. Alguém gostou, também –pudera!–, o que faltar, ELE intera.
Esperava outrora que me dessem uma hora a mais. “Não se acostume!” Só o atraso nos une.
Quem dera fosse já. Só lia o peculiar. Missão honrosa. Menção horrorosa. Se falar nisso a galera esquece e meio que desaparece.
“Vou procurar mais a intenção do que o gesto”. Quem sabe se topasse com um topázio imperial. Gente de protocolo. Reação normal. Soco a soco. Pau a pau.
Orçamento secreto. Perda do ciclo afetivo. Curso autoinstrutivo. “Como é o flow do seu raciocínio?”
Lesão autoinfligida. Contabilidade criativa. Sempre enguiça sem preguiça. Prefiro tocar a ter sina. Espera, irmão, espera... a peregrinação da ideia.
Mais rápido que ambulância em resgate de emergência. “Lo único imposible es aquello que no intentas.” É bom? Merece um download. Last clean t-shirt. Fascinação repentina. O caminho traçado em rolo de fita. Tenho meus bloqueios.
De uma hora pra outra, se a gente descer, o clima pode desfavorecer. Tem prós e contras. Prosas bem prontas. Risco biológico. Tire os olhos do relógio!
Indícios de vícios. Ideologia distinta. “Brasileiro tem mania de fila”.
A viagem começa com o mapa na mão. São apenas doze notas. “Até o próximo vagão!”
(JM)
Retrospectiva futura
Personagem nefasto, maldito. Palhaço, no mau sentido. Sem circo e sem graça; que há muito esgotou sua suja piada.
Indisposto a remendar os trapos, tampouco a costurar as calças. Paradoxalmente afugenta e ainda aumenta seu público nas redes e praças.
Um dia, todavia, se juntará aos “anjos” verde-amarelos que "combatem a corrupção" pregando a tal "vida decente".
Por voto da nação, ganhará cargo de deputado, posto no senado e faixa de presidente.
(por JM “a comorbidade da razAo”)
Publicado originalmente por https://www.instagram.com/rabiscasim/
Bola de cristal rachado (2)
Nada mais previsível, certamente, que a retórica prolixa da vidente.
(JM “o charlatanismo da razAo”)
Em bula
Será estar em Marte e viver como E.T., não usar WhatsApp ou Smart TV? Música é no Spotify; CD não se usa mais, mas acho que já tenho um feeling, como o ator do seriado que aluguei no streaming. Batidas e coins pro próximo hit! Bala no pente, bolo no pote, ramificação radial hotspot. Já perdi minha rede que lancei do bote. Qual feroz Asterix insone, quero saber o que o Pix esconde. E ver tudo por drone. É fatídico, admito. Sem falar que me contradizo... Seria a solução? A solução seria isso? Contrariar o que contraindico? Habitado por poeta-espírito. Faço pontaria, (ad)miro... Enfim descarrego! Disparo efetivo: “No erro!” [reitero].
(por JM “o dissenso da razAo”)
Cavar
Cavar com raiva. Cavar com tristeza. Cavar com desânimo.
Cavar com cansaço. Cavar um espaço. Cavar cavando.
Virar a noite a cavar. Cavar ao dormir. Cavar e acordar.
Cavar: a terra varar.
Cavar cavidade. Cavariedade. Cavar sob o sol. Cavar tempestade.
Cavar a vala: avaliar.
De lá pra cavar a cova pra ver o cabo verter a pá pra bater o solo romper a terra ceder em vão o leito.
Cavar cortando o tempo.
Cavar e pôr cimento.
Cavar. Cavar. Cavar.
Acabamento.
(JM)
Ideia séria
Se junto a gente criasse algo que nos elaborasse e assim ficasse pelo menos um dia, quem sabe – no fundo –, quem sabe...? Par seria.
[JM (texto) + Juliana Amorim (foto)]
Mascote (2)
Sentado na janela, a cidade ele observa. Sábio é o gato, que vê tudo e nada leva.
(JM “a flânerie da razAo” + foto por Thaisa Oliveira)
Sem batismo
Às vezes, nomear é difícil.
(JM “o vazio da razAo”)
Conversa pro prédio ouvir
A lógica da vizinha, dia a dia ao telefone: aumentar o volume da voz se o outro falante estiver mais longe
JM (“o abafamento da razAo”)
Quem sabe?
Talvez reencontre, ao final da jornada, o poema estradeiro que esqueci na parada.
(JM)
Falares (3)
Se é errado ou correto o verbo; se a norma culta admite ou o dicionário permite... tanto faz. Errado só será se alguém no banco o pé botar.
(por JM “a aporrinhação da razAo”)
Cochicho
Entre bananeiras foi possível escutar o que um cacho a outro falava: – Deus do Céu! Tô sufocando! – E tem gente que reclama de máscara...
(por JM “o encobrimento da razAo”)
Comequieto
Minha boca formiga Com seu sotaque mineiro Quero um beijo de pinga Preparando o tropeiro
Um pedaço de queijo Salgado ou curado A sobremesa é seu beijo E a noite ao seu lado
Não sei como fala É uma coisa é um trem A cachoeira gelada Aquece também
É um dito não-dito Comer pela beirada Um poema bonito É porque te quero pelada
Dizem que não se diz De forma tão verdadeira Quero te ver feliz & Te comer por inteira por Gustavo F.
Eu meio que cansei
Eu meio que cansei de pensar nisso. Eu meio que cansei de tudo isso. De alterar o estado físico. De alcançar o espaço lírico. De almejar o status clínico. De alternar o extrato cívico. De algemar o esquadro círculo. Profundamente cansei. De pensar nisso. De correr por isso. Do movediço “não sei”. Eu meio que cansei. Integralmente. Orgulhosamente. Equivocado vocacionado. Algoritmo disritmado. Cotidiano insano. Contágio de rebanho. Eu meio que cansei. Soluço lasso. Disso olvidado. Comprido estampido Diz em cor aja dor. Meio que no início da mediana metade reprove: século vinte e UM; dois mil e Vinte, covid Dezenove. Quem vê praga, não vê coração. No ponto difusão. Saturação acionada. Eu meio que cansei. Meio que maquinalmente. Não para em pé o vazio. Paz sucumbiu. Antecipe-se depois! Em instantes distantes, bravas estrelas de noites serenas. Assim seja.
JM “a dissolução da razAo”
Arraial Surreal
Tenho chá. Toma chá. Tenho chá. Toma chá. Toma chá suave. Só São Pedro tem a chave. Pega aqui. Põe ali. Pega aqui. Põe ali. E busca outra imagem. Rebusca na miragem. Jogue pra cima a seta. Deixe cair a meta. Coloque o seu na reta. Pese tudo na bagagem. Tire o pé da embreagem. Esse tecido tem sido muito utilizado. Há menos bem do que males (você sabe). Mas todos vem. Agita o soro. Afina o coro. Pandemia; pandemônio. Passe o Rodo. Toque Fogo. Economize incômodo. Destrona esse Momo! Destrona esse Momo! É o cúmulo! País mundo. País mundo. País-mundo. Nossa pátria mãe gentil. Indigente.
(JM “a apraxia da razAo”)