Prosperidade à vista: em quórum, OEA decide reintegrar gradualmente Cuba
Por Emmily Moreira, Washington D.C.
Após muitas discussões as quais pareciam infindáveis, as delegações dos onze países-membros chegaram a um consenso sobre as pautas vigentes na sessão extraordinária da OEA.
O céu de Washington D.C. ficou nublado após a entrada e o reconhecimento da delegação dos Estados Unidos ao final da segunda sessão. O país defendeu à unhas e dentes seus interesses, isto é, a manutenção dos embargos econômicos aplicados à Cuba.
À princípio, as discussões indicavam um final positivo para as relações econômicas do país. Entretanto, Cuba não conseguiu um descanso das sanções sofridas, o que implica na continuação do isolamento internacional.
Apesar das oposições, os representantes cooperaram para, juntos, chegarem na melhor resolução para o país caribenho, que será reintegrado gradativamente pela OEA. Isso, unicamente quando, e se cumprirem com todos os requisitos, sendo elas normas e legislações estabelecidas pelo Conselho Permanente da organização.
Essa condição existe a fim de que Cuba, sem interferência direta, cumpra com as cláusulas democráticas defendidas pelos países-membros, assim como mantenha o respeito às normas jus cogens. Sendo assim, a proteção dos direitos humanos dos cidadãos cubanos foi algo inegociável por outros países.
No que se refere às medidas de combate à pandemia do coronavírus, os resultados parecem bem mais razoáveis. Os membros, com exceção da Guatemala, do Brasil, e dos EUA, proverão assistência médica para acelerar a vacinação. Ademais, oferecerão insumos como máscaras, álcool em gel e outros materiais hospitalares. Tudo isso sob uma condição: Cuba deverá manter a transparência através de relatórios mensais.
É notório que a sessão extraordinária da OEA foi imprescindível para a resolução de assuntos delicados no tocante à situação em Cuba. Vale lembrar que grande parte dos cidadãos, com destaque aos de países sul-americanos e periféricos, têm lutado bravamente contra as dificuldades econômicas, sociais e políticas inerentes à pandemia da COVID-19.
Talvez ao reintegrar gradativamente ao sistema internacional através da Organização dos Estados Americanos, Cuba possa trilhar um caminho próspero e longe de suas amarras que a isolam há tanto tempo.















