verĂŁo de um ano qualquer
naquela tarde senti sua falta como nunca havia sentido antes.
decidi correr até a sua casa.
quando cheguei Ă sua porta, bati ofegante e a ansiedade me consumiu.
você preguiçosamente abriu e eu por longos minutos apenas te olhei.
vocĂŞ estava sem camisa, com o cabelo despenteado e sua inconfundĂvel cara de sono.
me olhou curioso como quem nĂŁo fizesse ideia do que eu fazia ali, suada, em frente Ă sua casa.
entĂŁo vocĂŞ sorriu e disse oi.
eu finalmente soltei a respiração e respondi com um oi rouco.
nos olhamos por mais alguns segundos e, sem aguentar mais, me joguei nos seus braços e o beijei desesperadamente.
vocĂŞ me pegou no colo e me levou para dentro.
nosso beijo foi eterno.
nosso amor também.
intenso como sĂł nĂłs sabemos fazer.
e quando acabou e me vi deitada em seu peito
olhei em seus olhos e como quem pede desculpas, disse:
eu senti sua falta.
- Bianca M.














