âWe try to hide our feelings but we forget our eyes speak.â
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@purelity
âWe try to hide our feelings but we forget our eyes speak.â
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âTime always exposes what you mean to someone.â
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dwxterâ:
â Huh⊠â começou quando teve a oportunidade, virando-se devagar para @purelityâ no banco que dividiam a menos de um metro de distĂąncia. â NĂŁo que eu tenha encarado demais, mas Ă© que tem uma florzinha no seu cabelo. Geralmente dĂĄ atĂ© um charme, mas essa daĂ tem mania de ficar um pouco pegajosa depois que cai, sabe? Jogando a seiva fora. â pigarreou, um tanto sem graça pelo comentĂĄrio completamente nerd, mas achando bom avisĂĄ-la antes que tivesse um problema. A lavagem de cabelo geralmente era dolorosa para retirar aquela seiva, ele sabia muitĂssimo bem. â Acho que seria melhor tirar. Se vocĂȘ quiser, Ă© claro. Sorry for bothering.
âUma flor?â franziu as sobrancelhas confusa, nĂŁo se recordava de ter passado perto de nenhuma arvore do tipo, mas talvez teria sido em algum arbusto da escola. âUh... Ă daquelas que tem um mal cheiro?â perguntou enquanto passava os dedos pelo cabelo, tentando tirar a tal florzinha, sem muito sucesso em conseguir acha-la. NĂŁo conhecia muito bem aquele tipo de flor, mas se recordava bem do arbusto fĂ©tido que ficava no meio do caminho de sua casa para a escola. âDesculpa, mas vocĂȘ pode me ajudar a tirar? NĂŁo quero infectar suas mĂŁos com esse cheiro mas nĂŁo to conseguindo encontrar...â murmurou, levemente envergonhada por fazer aquele pedido, mas talvez fosse uma missĂŁo mais simples e mais fĂĄcil para alguĂ©m que tinha a visĂŁo dela.
arzndsâ:
â é⊠eu fiquei por fora das fofocas na real. nĂŁo Ă© meu forte. era a pior pessoa para repassar informação em partes porque esquecia e em partes porque nĂŁo prestava muita atenção nas fofocas. que rolavam no colĂ©gio. estava sempre por fora. â porque o basquete perdeu. foi pĂ©ssimo.
âEntendo... Eu tambĂ©m nĂŁo costumo prestar muita atenção nessas coisas mas estou cansada de ficar por fora dos assuntos, ou nĂŁo entender nada do que estĂŁo falando.â comentou com um meio sorriso, mas ainda desanimada. âSerio? Ah, eu aposto que nĂŁo foi tĂŁo ruim assim, deve ter sido sĂł... Sei lĂĄ, falta de sorte.âÂ
mattgalloâ:
âVocĂȘ quer que eu seja sincero, ou te agrade?â perguntou com as sobrancelhas arqueadas, referindo-se a pergunta feita por Ășltimo por Serena. âSobre o eventoâŠOcean perdeu, nĂłs vencemos. Eles continuam sendo um bando de otĂĄrios que nem sabem trapacear direito.â
âMas que pergunta! Ă claro que quero que vocĂȘ me agrade.â disse rindo e balançando a cabeça como se fosse mesmo algo obvio. âUfa, ao menos nĂŁo deixaram aquela gente ganhar... Espera, trapacear?â arqueou as sobrancelhas impressionada, nĂŁo sabia que chegariam a tanto. âEntĂŁo esse era o motivo da fĂșria dos alunos no corredor...â
kctherinzâ:
âNĂŁo Ă© obrigatĂłrio participar, mas vocĂȘ Ă© obrigada sim! NĂŁo apenas vai ir na reuniĂŁo, como tambĂ©m vai dormir na minha casa um dia antes.â Anunciou para a prima em tom bem humorado. Era claro que estava brincando e nĂŁo obrigaria @purelity a nada, mas seria muito significativo para Katherine que ela estivesse lĂĄ. âEstou brincando, mas eu queria muito vocĂȘ lĂĄ, Nena. TambĂ©m vai ser difĂcil para mim compartilhar as coisas, mas acho que vai ser uma coisa boa, sabe? Estamos precisando nos unir.â E cada dia mais Katherine percebia tal urgĂȘncia. âE tem coisa que sĂł garota entende, nĂŁo Ă©?â
âEu nĂŁo perderia isso nunca!â sorriu, correspondendo a animação. âJa sabe se vai muita gente? VocĂȘ sabe que eu morro de vergonha de falar em 'publicoâ nĂ©?â perguntou enquanto checava suas unhas. Embora pensasse que essa era uma ideia genial e que alem de unir mais as garotas do colĂ©gio ainda seria uma Ăłtima oportunidade para se libertar de alguns medos e fazer novas amigas, ainda era tĂmida demais para fazer aquilo de uma maneira mais aberta. âE eu vou amar dormir lĂĄ, como na Ă©poca de infĂąncia" recordou nostĂĄlgica. "SĂł nĂŁo invente mais uma das suas loucurasâ
archicwâ:
O atleta era a pessoa menos provĂĄvel para fofocar sobre o que aconteceu (ou sĂł contar os acontecimentos mais marcantes), porĂ©m nĂŁo queria ser rude com a garota. Respirou fundo, começando a listar sem muito entusiasmo os ocorridos. â NĂłs vencemos; tentaram nos desclassificar mas foram descobertos⊠â E sĂł. Eram os Ășnicos pontos que importavam. Seu olhar voltou para ela, quase rindo. â VocĂȘ quer que eu seja sincero ou minta?Â
âCâmon, seja legal, eu preciso de detalhes...â pediu novamente, utilizando a velha e impecĂĄvel expressĂŁo do gatinho de botas para tentar convence-lo, nĂŁo queria ficar por fora de mais conversas pelo corredor. âQuem descobriu? Eles foram desclassificados depois disso?â se concentrou nas perguntas mais importantes antes de franzir o cenho para resposta alheia. âIsso depende, vocĂȘ vai se sentir melhor se mentir dizendo que nĂŁo sentiu a minha falta?â arqueou as sobrancelhas, mantendo um sorriso no rosto.
amaracdâ:
âugh, tĂĄ bem!â mara murmurou, apĂłs rolar os olhos, se ajeitando no assento. âteve briga, teve trapaça, teve de tudo. nenhuma novidade quando se trata da armstrong, nĂ©?â deu de ombros. ânĂłs ganhamos, mas por pouco jĂĄ que aqueles filhos da puta da ocean ficaram com medinho de perderem feito e serem humilhados e resolveram criar um instagram fake como se fossem alunos da armstrong falando mal da ocean. foi foda! mas nem pra ser foda boa, foi só pĂ©ssimo mesmo!â insistiu com clara irritação na voz ao lembrar. âmas acabaram descobrindo no final que foram eles e os imbecis acabaram punidos. foi pouco, pra ser sincera. eu teria dado uma boa surra pra eles aprenderem a nĂŁo mexer com a gente.â a carter-dean tocou as unhas pontiagudas, soltando um riso ao ser questionada. ânĂŁo, nĂŁo senti sua falta, sugar, mas pode sonhar.â brincou de volta.
âBriga? Trapaça? Espera ai... Isso tudo em um sĂł evento? E eu perdi? Ah nĂŁo.â gemeu em descontentamento, mas logo viu que a coisa toda havia sido ainda mais sĂ©ria do que sĂł uma briguinha com um bom entretenimento. Seus olhos se arregalaram com a prĂłxima frase, era muita informaçÔes. âEu acho que entendi...â pelo menos a parte do instagram fake que foi criado pelos alunas da ocean, a outra parte ela nĂŁo entendia tĂŁo bem assim. âE como descobriram?â perguntou curiosa, pensando que pela irritação na voz da garota as coisas provavelmente haviam ficado piores que o previsto. âE vocĂȘ nĂŁo deu? Nem um soquinho sequer? NĂŁo posso acreditar.â riu mais uma vez antes de rolar os olhos âEu duvido, aposto que passou horas comentando o quanto o lugar estava triste sem os meus pulinhos e palmas na torcida.â
arzndsâ:
â acho que a maior parte das fofocas foi pras redes sociais. brincou. tirando os esportes nĂŁo acompanhou muito toda confusĂŁo que se estabeleceu. â sĂł sei te dizer que ganhamos porque deu uma treta⊠mas se nĂŁo tivesse dado a treta Ăamos ganhar igual. nĂŁo graças ao meu time. continuava a se cobrar por aquela partida, mesmo que nĂŁo fosse oficial.Â
âAh, eu li alguma coisa sobre uma trapaça, e alguns estudantes enfurecidos, mas nĂŁo consegui saber dos detalhes.â deu de ombros tentando prestar atenção no que ele lhe contava, ainda sem entender como um evento tĂŁo pacifico tinha tomado aquelas proporçÔes. "Deu treta mesmo? Serio?â arregalou os olhos sem saber se ficava grata ou nĂŁo, por ter se safado daquilo. âUfa, que bom que ganhamos... Mas por que diz isso?â perguntou, franzindo o cenho.
âĂ, eu nĂŁo fui...â se lamentou, nem um pouco satisfeita. Queria ter participado das atividades para ajudar o colĂ©gio, mas agora sĂł lhe restava colocar a pauta em dia ao invĂ©s de chorar pelo fim de semana perdido. âEu tava me sentindo meio mal e precisei ficar em casa, mas como foi lĂĄ? Aconteceu muita coisa? Quem ganhou e quem perdeu? Eu preciso saber de tudo.â perguntou, empolgada por finalmente saber das novidades pois sentia-se excluĂda de grande parte das conversas por nĂŁo saber nada sobre o evento. âAlias, nĂŁo vai dizer que sentiu a minha falta?â brincou fazendo biquinho com os lĂĄbios.Â
pxrkxrsthâ:
ââ Estou bem familiarizado com essa velha histĂłria. O sonho americano, como dizem nĂŁo Ă©? ââ Por algum motivo seu tom carregava um tom de ironia; talvez pelo fato que era socialmente esperado que criticasse tal visĂŁo; combatesse a romantização do que era crescer e constituir uma famĂlia. Mas, por mais que nĂŁo admitisse, sabia que era exatamente aquilo o que queria, o clichĂȘ, o confortĂĄvel, o poder morar na mesmice de um subĂșrbio vendo seus filhos correr na grama enquanto tomava uma taça de vinho na varanda ao ver o sol se por. Limpou a garganta, vendo essa visĂŁo se solidificar um pouco mais na sua mente. ââ Talvez eles atĂ© contem, mas acho que Ă© tudo tĂŁo imutĂĄvel e confortĂĄvel que nĂŁo acreditamos. Sempre ouvia minha mĂŁe dizer que eu estava vivendo a melhor fase, que crescer nĂŁo era tĂŁo legal quanto eu achava. Mas eu nunca consegui concordar com ela. Quer dizer, concordo agora. ââ Um sorriso desanimado se seguiu, fazendo seus pensamentos tentarem descobrir como toda aquela conversa tinha começado. ââ Guilty ââ falou, abrindo um pouco mais o sorriso em resposta a fala dela. De fato, talvez tivesse fantasiado um pouco as possibilidades. Mas ainda assim culpava ela. EntĂŁo sua prĂłpria fala a pegou desprevenida. Notou quando tentou disfarçar ao abaixar a cabeça, mas ele tinha reparado. Os cantos dos seus lĂĄbios continuaram erguidos ao presenciar a cena, deliciando-se com o que encontrava. Gostava quando suas palavras garantiam algum tipo de efeito, mesmo que mĂnimo. ââ EntĂŁo vamos deixar isso a cargo do tempo e ver quem, no fim, conquista quem. Devo dizer que sou um desafio. NĂŁo Ă© qualquer pessoa que tem o prazer e tocar esses lĂĄbios aqui ââ Gargalhou alto, sabendo que tudo nĂŁo passava de uma brincadeira. NĂŁo era assim convencido, inclusive, detestava quem era. Sempre fora humilde em relação a si mesmo, apenas usando dos momentos de brincadeira para falar coisas como aquela. ââ Mas falando sĂ©rio agora, eu realmente aceito esse convite. Vai ser bom conhecer um pedaço da CalifĂłrnia que tanta gente fala a respeito. Imagino que minimamente bom deva ser. Nova York? ââ perguntou, sem entender porque soara tĂŁo surpreso ââ Isso Ă© literalmente do outro lado do paĂs. Poderia dizer que esse Ă© o seu grande sonho? ââ
Confirmou com a cabeça, observando-o falar. Quem dera ela um dia chegasse perto de conseguir viver o tĂŁo falado sonho americano, mas aquilo parecia estar tĂŁo longe do seu alcance que Serena se sentia tola atĂ© por pensar sobre, por sorte nĂŁo era nada que alguns poemas em sua agenda nĂŁo pudessem resolver. âEu acho que isso Ă© muito injusto e que deverĂamos poder refutar essa ideia.â disse, soando mais convicta do que realmente estava. âQuer dizer, o que nos impede de sair pela rua gritando gostosuras ou travessuras? Ou de subir nas arvores vestidos de esqueleto? Isso Ă©, tirando o fato de que seriamos considerados loucos...â a morena mal acreditava que tinha mesmo pensado naquela possibilidade, justo ela que costumava ser tĂŁo responsĂĄvel, é obvio que uma aventura como aquela nĂŁo daria certo. âEu sabia.â sorriu vitoriosa, tombando a cabeça para o lado a fim de encara-lo nos olhos. âEspere ai, entĂŁo vocĂȘ estĂĄ dizendo que vai mesmo tentar me conquistar?â deu uma pausa proposital, sentindo um sorriso sutil tentar escapar, mas o impediu mordendo o lĂĄbio. No fim, ela sabia que nĂŁo era aquilo que ele havia dito, mas nĂŁo deixaria passar a oportunidade de dar o troco pelas provocaçÔes anteriores, mesmo certa de que aquela era sĂł mais uma brincadeira, afinal, por qual outro motivo um garoto como ele gastaria seu tempo tentando conquistar uma garota como ela? âVocĂȘ estĂĄ me desconcentrando.â resmungou baixinho tentando soar sĂ©ria, sem sucesso, acabou por gargalhar e jogar a presilha de cabelo para o canto em que ele estava. NĂŁo sabia bem o motivo mas gostava de ouvir sua risada, e vĂȘ-lo gargalhando de uma forma que parecia tĂŁo leve e relaxado acabou por contagia-la. âEntĂŁo... No sĂĄbado? Ainda preciso conferir mas acho que nĂŁo tenho treino na parte da tarde.â pensou em voz alta. âEi, vocĂȘ pode me ajudar aqui?â o chamou para perto movendo o indicador, pedindo ajuda para completar um dos exercĂcios em que precisava forçar o seu limite. âMeu grande sonho Ă© me tornar uma boa bailarina, na verdade uma perfeita. Mas isso sĂł eles poderĂŁo dizer.â encolheu os ombros, nĂŁo costumava dizer tanto de si para outras pessoas, ainda mais em uma situação pra lĂĄ de inusitada. âE vocĂȘ Peter Parker? Qual Ă© o seu grande sonho?â brincou usando o apelidinho que acabara de inventar.Â
nguyendmxâ:
â Pensa que nĂłs somos um sete bilhĂ”es de pessoas no fundo. Se cada um fizer sua parte, a gente consegue fazer uma grande diferença.â Por mais que soubesse que muitas pessoas nĂŁo faziam grandes esforços para diminuir suas pegadas ecolĂłgicas, ainda assim Dimitria acreditava que pequenas açÔes poderiam mudar algumas coisas. No seu caso, por exemplo, era apenas uma pessoa dentro do veganismo, mas uma pessoa sempre fazia uma diferença, mesmo que pequena. âEu nĂŁo sei o nome, mas nĂŁo tem problema. Quando eu ver de novo eu dou um jeito de retribuir.â Deu de ombros. Por mais que coisas assim fossem chatas, nĂŁo era como se a Nguyen as deixasse baratas; costumava arrumar briga por aquelas coisas, e sĂł nĂŁo o fizera no momento exato porque sabia que estava ocupada fazendo algo mais importante. âNĂŁo me surpreendo muito, a grande parte do pessoal aqui Ă© bem idiota.â
âVocĂȘ tem razĂŁo, vou tentar pensar mais nisso na hora de fazer as boas açÔes.â sorriu para ela, concordando que de fato era um bom pensamento, agora sĂł precisava ser colocado em pratica, o que era a parte mais difĂcil. âEu queria ser corajosa como vocĂȘ, mas acho que o mĂĄximo que consigo fazer Ă© correr e me esconder mesmo.â deu de ombros com uma risada, sĂł o pensamento de se ver enfrentando alguĂ©m jĂĄ era engraçado, visto que no ĂĄpice de sua raiva ela ainda iria se parecer com um chihuahua barulhento, mas que pouco morde. Admirava quem conseguia reagir de outra forma se nĂŁo aquela, quem conseguia dar o troco ao invĂ©s de sĂł soltar meia duzia de palavras afiadas e depois passar o dia temendo ter machucado alguĂ©m. âAcho que existem valentĂ”es em todas as escolas, eu sabia nĂŁo seria muito diferente aqui.â deu de ombros fingindo nĂŁo se importar muito, mas era fĂĄcil falar agora que jĂĄ tinha limpado suas lĂĄgrimas em uma cabine do banheiro. âMas atĂ© que tem uma parte do pessoal que Ă© bem legal, quem diria, em pouco tempo jĂĄ consegui fazer algumas amizades.âÂ
Almost. Itâs a big word for me. I feel it everywhere. Almost home. Almost happy. Almost changed. Almost, but not quite. not yet. Soon, maybe.
Joan Bauer (via bnmxfld)
kctherinzâ:
Katherine estava deitada no chĂŁo da sala de dança, passando os olhos despreocupadamente pelo feed do instagram. NĂŁo havia nada de interessante, mas vez ou outra soltava uma risada alta com alguma besteira que faziam em vĂdeos. Virou a cabeça para o lado ao ouvir a voz da prima, pronta para dizer que nĂŁo havia se importado com o atraso, mas aproveitou para a latinha de coca, voltando a sentar-se. âVocĂȘ me conhece tĂŁo bem.â Sorriu para a loira, abrindo a embalagem, antes de fazer uma careta ao ver a barrinha. âOu nĂŁo tĂŁo bem assim.â Afinal, nunca que a morena perderia seu tempo comendo aquilo. NĂŁo servia nem para ocupar 1% de sua fome. âVocĂȘ precisa começar a comer direito, Serena. Essa coisa vai te matar.â Apontou para a barriga. Mesmo que parecesse estar brincando, Katy estava mesmo preocupada com a loira. JĂĄ fazia um bom tempo que a observava se alimentar muito mal. âEu nĂŁo tenho novidades, Nena. VocĂȘ jĂĄ sabe que meu pai ta namorando, nĂ©? SĂł estou esperando ele contar para mim e para o Chris de uma vez. Mas o romance escondido deve estar bem divertido, porque ele ainda finge que nada estĂĄ acontecendo como se fĂŽssemos dois idiotas.â
Rolou os olhos rindo com a reação de Katy. âEu juro que nĂŁo Ă© tĂŁo ruim quanto parece, Ă© atĂ© gostosinho.â deu de ombros mordiscando a barrinha de cereais, fingindo por um momento nĂŁo ter entendido a frase da outra e tentando desviar-se do assunto com uma brincadeira, como sempre fazia. âUma barrinha de granola, coco e amendoim nĂŁo tem a menor chance contra uma garota forte como eu.â brincou, erguendo o braço magricelo na tentativa de fingir que realmente havia alguma força ali. Serena ainda se sentia bem, em partes, ou pelo menos achava que estava bem o suficiente para nĂŁo preocupar ninguĂ©m. âQue? Mr. Gardner namorando? VocĂȘ sĂł pode estar brincando!â exclamou, tentando conter a surpresa, de todas as novidades que imaginou Katherine contando aquela foi a mais inesperada. âE vocĂȘs estĂŁo bem com isso? VocĂȘ e o Chris. Eu nĂŁo acredito que ele nĂŁo contou pra vocĂȘs...â pensou que deveria ser difĂcil para os primos terem que lidar com uma situação como aquela, precisar encaixar alguĂ©m novo na famĂlia sem nenhum tipo de aviso, mas torcia para que eles conseguissem lidar bem com a situação, talvez atĂ© se reaproximassem de alguma forma.
pxrkxrsthâ:
Assentiu, mantendo-se em silĂȘncio por saber que qualquer coisa que falasse estragaria o momento. E as lembranças que agora sobrepujava eram daquelas que facilmente sumiriam se fosse feito qualquer tipo de esforço. NĂŁo queria que aquilo acontecesse. ââ Seu pai Ă© policial? Aparentemente temos uma coisa em comum. ââ Comentou, lembrando-se brevemente da histĂłria que sua mĂŁe uma vez tinha contado sobre como a vida deles era diferente poucos meses antes dele nascer. Seu pai era dono de uma das maiores empresas dos EUA, mas que faliu apĂłs a recessĂŁo americana no começo do sĂ©culo. Toda a reputação e histĂłria parece que deixou de existir em questĂŁo de semanas, como se eles nunca jĂĄ tivessem estado no topo. Um emprego de policial e outro de bibliotecĂĄria seguiu seus rumos atĂ© os dias de hoje. ââ Com nossos filhos, vocĂȘ diz? NĂŁo sei se Ă© muito possĂvel, ao menos nĂŁo para a gente. Talvez para eles. Acho que crescer pressupĂ”e perder um pouco da mĂĄgica de sair na rua, encontrar amigos e desafiar a vida. NĂŁo me leve a mal, daria qualquer coisa para viver isso de novo. Apenas algo me diz que nunca conseguirei. ââ Quem o conhecia, tambĂ©m conhecia seus sentimentos. NĂŁo era exatamente aquele tipo de pessoa reservada que relutava em falar qualquer coisa que sentia. Tinha vulnerabilidades e nĂŁo se envergonhava de compartilhĂĄ-las. Dentro da casca da comĂ©dia e brincadeira, existia um ser humano tambĂ©m. ââ Seria muito fĂĄcil de acreditar que nĂŁo estava se vocĂȘ prĂłprio nĂŁo tivesse falado essas palavras tĂŁo sugestivas. Bom saber como sua mente trabalha ââ O riso que se seguiu era genuĂno. ââ Essa confissĂŁo que estou prestes a fazer provavelmente vai te fazer me odiar. Mas⊠ââ fez um pouco de mistĂ©rio. EntĂŁo fechou os olhos antes de continuar ââ⊠eu nunca fui no Pier de Santa MĂŽnica antes. ââ Abaixou a cabeça, como se tivesse sido uma grande e decepcionante revelação. Pura encenação. ââ Mas jĂĄ vi por fotos e sei que Ă© lindo. Principalmente no pĂŽr do sol. ââ Pausou por um instante, tomando um pouco do ar fresco ââ Eu chamo para sair um dia e vocĂȘ jĂĄ planeja vĂĄrios? VocĂȘs, garotas, damos a mĂŁo e vocĂȘs querem o corpo todo. Meu corpo todo, no caso ââ Brincou, soltando uma gargalhada alta. ââ Eu nĂŁo recusaria ver vocĂȘ dançando por nada. Para que Ă© essa audição? ââ
"Sim, Ă© como a velha historia de amor contada no colegial, o atleta que sonha em ser policial e a rainha do baile, tem como ser mais clichĂȘ?â franziu o nariz em uma careta ao contar sobre a historia dos pais, mas tĂŁo logo sorriu sutilmente, era uma bela historia de amor, ou teria sido, se tivesse dado certo. Pouco se distraiu pensando que, se o pai dele tambĂ©m era policial, talvez os dois jĂĄ tivessem se esbarrado em algum momento, poderiam atĂ© ser conhecidos. âEu acho que vocĂȘ tem razĂŁo, se eu soubesse antes que os momentos de liberdade nĂŁo voltariam eu teria aproveitado mais a infĂąncia, mas ninguĂ©m conta aos jovens sobre essa parte, nĂŁo Ă©?â riu baixinho sem muito humor. Como gostaria de ter abdicado dos inĂșmeros concursos de beleza que a mĂŁe a obrigara a participar e se permitido apreciar um pouco mais das aventuras na tenra idade, mas agora que os anos haviam se passado jĂĄ era tarde demais. Um sorriso brincou nos lĂĄbios cor de rosa ao escutar o timbre de voz masculino. âAgora Ă© vocĂȘ quem estĂĄ interpretando as coisas ao seu prĂłprio modo, mas Ă© bom sonhar Parker.â respondeu, flexionando a ponta dos pĂ©s e erguendo as pernas atĂ© se apoiarem na barra, para finalizar os alongamentos. âSerio? vocĂȘ nunca esteve lĂĄ? Eu realmente tenho muito a te mostrar.â repetiu, surpresa. âEu sempre vou pra lĂĄ nas fĂ©rias, desde criança. Conheço aquele lugar como a palma da minha mĂŁo.â ergueu os dĂgitos para ilustrar o que falava. O lugar era belĂssimo pois continha o contraste da ĂĄgua azul e lĂmpida com a areia branquinha ao redor, o pier que se tornava quase um observatĂłrio do cĂ©u perante a vista e o parque multicolorido. âEu nĂŁo...â pega de surpresa, quase gaguejou quando tentou se explicar e sem jeito, sentiu suas bochechas corarem, desviando os olhos e voltando seu rosto para a sapatilha a tempo de tentar evitar que o garoto a visse assim, ao menos atĂ© recuperar o seu tom habitual. âCĂ©us... Olha como vocĂȘ Ă© convencido!â balançou a cabeça negativamente, deixando que um sorriso leve escapasse dos lĂĄbios. âEu estava falando de um sĂł dia, tarde e noite, eu nĂŁo conseguiria aguentar esse seu sorrisinho convencido por mais do que isso. E saiba que vocĂȘ vai precisar de muito mais do que esse corpinho pra me conquistar.â se virou para encara-lo, exibindo um sorriso no canto da boca. Aproveitou a pausa para mover a delicada silhueta atĂ© o centro da sala, flexionando novamente os pĂ©s mas se mantendo na ponta. âĂ uma audição pra uma academia de dança em Nova York, mas Ă© muito difĂcil de entrar.â respondeu pouco antes de começar com os giros, um apĂłs o outro, movendo graciosamente os braços e pernas dentro do fluxo de movimento.