hendrick’s cute;
Por que era sempre ela que se metia de espectadora nas cenas mais bizarras do mundo? Lucille suspirou ao ver a melhor amiga sair apressada do Goldzahn com Vicente, menino que ela suspeitava ser o novo namorado da mesma. Por que ninguém contava as coisas pra ela, também? Fala sério! A Noruega era um caos, e ela, por um único e vergonhoso momento, ousou sentir saudades de sua vida perfeita na França.
Foi durante esse momento que ela viu Luther, do outro lado do hotel, se recuperando no balcão. Ela não apenas o viu, ela o notou. Notou que as bochechas rosadas, por tomar o chocolate quente; notou os cachos loiros que pareciam com os de anjinhos; e principalmente, notou que era a primeira vez que realmente olhava para ele daquele jeito. Seria assim que acontecia, as tão faladas paixões súbitas? Nos momentos mais inconvenientes possíveis?
[...]
Ele a olhava com curiosidade, alheio ao mundo a sua volta – não dava pra saber se era pelo déficit de atenção ou pela passividade que a beleza da meio-veela trazia. Luther era o garoto mais avoado de todos os outros do Losers Club, mas não sabia que essa era sua arma secreta. A que lhe dava um charme que, para Lucille, nenhum outro havia conseguido ter.
Naquele momento, os dois conversavam no balcão do hotel, a mais velha - por meses - checando se a nova paixonite estava bem, intacto. Não dava pra entender porque ele parecia tão vidrado nos cabelos loiros e flutuantes dela, mas antes que abrisse a boca para comentar, Diana McLean se aproximou.
“Ahn, com licença?” Ela murmurou. Diana era outra das várias melhores amigas que Lucille havia feito na Noruega, mas havia um lugar especial em seu coração. Deu para notar que, ao sair de sua fixação, o garoto loiro estava levemente envergonhado, com os olhinhos azuis cerrados na direção da morena. “Quem dera”, a meio-veela pensou, “eu soubesse o porquê”.











