Há mares que vêm para o bem Trazem qualquer coisa Navios, cargas de bonecas, Rostos, beijos distantes Depois que vêm, vão Não são nunca vãos Deixam sempre algo Algas nos cabelos Entre os dedos o adeus Que fica aqui pra sempre Sem que se perca o que trazem Tapetes persas, peles de veludo, Mundos que por aqui não tem No porto partido e só espero: Amares que vêm para o bem
- Caio Augusto Leite











