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Dúvida sobre algum detalhe de sua viagem? Pergunte facilmente a quem já foi
Recentemente atualizei a maioria dos artigos do blog com as dicas mais recentes que descobri, afinal de contas, há quatro anos atrás havia apenas quatro ou cinco sites na internet voltado a venda de passagens aéreas e hospedagem, hoje estão presentes aos milhares.
Juntamente com essa maior oferta, surgiram algumas comunidades virtuais, e com elas a possibilidade de tirar dúvidas com viajantes que já estiveram em seu destino. A dica desse artigo é justamente como fazer isso. Vamos formular algumas perguntas:
- Comprei um produto na Amazon, o hotel X recebe a encomenda? Cobra por isso?
- Tem casa de câmbio no resort que vou me hospedar?
- Quanto tempo demora até a estação de trem central?
A quem perguntar essas coisas? A primeira pergunta é até fácil, um simples e-mail ao hotel responde, mas nem sempre são honestos em outras respostas. Afinal de contas, o hotel vai assumir que demora 4 horas de translado por exemplo? Aqui entra a dica do site TripAdvisor.
O site TripAdvisor.com.br é uma espécie de comunidade online de viajantes, nele é possível avaliar estabelecimentos, restaurantes e atrações, além de ver a opinião de outras pessoas que estiveram por lá. Outro ponto interessante é descobrir novas atrações. Seu destino é Las Vegas? Então escreva Las Vegas em busca e de olhada nas atrações, certamente alguma coisa será novidade em sua pesquisa.
Agora de volta a parte das perguntas e respostas. Na página da atração/hotel/restaurante/puteiro de seu interesse, no finalzinho dela, há uma sessão dedicada a Perguntas e Respostas. Você pode deixar sua pergunta e outras pessoas irão respondendo.
Fique ligado, pois algumas vezes o próprio responsável pela atração responde o inquérito, geralmente o concierge (porteiro), mas outros usuários também participam.
Outra curiosidade é que alguns membros são bem dedicados em suas respostas, e o site lhe da a opção de enviar perguntas diretamente a esses usuários. Você pode pedir informações diretamente a esse usuário, basta clicar na aba para pedir informações.
É uma proposta interessante, estou divulgando ela aqui pois quanto mais pessoas participarem, mais informações e almas disponíveis a ajudar teremos.
Como extra, vagando pelo BlogDoiPhone vi que essa semana a Apple implementou dicas do TripAdvisor e o Booking.com em seus mapas. Mais um ponto positivo para reforçar minha dica haha.
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Cuidado com gastos extras que todos esquecem em sua viagem
Mesmo escrevendo tanta matéria sobre viagem, ainda sim vez ou outra sou sou pego de surpresa com alguma taxa extra não planejada. Em minha última viagem estive com pouca reserva no cartão de crédito, e com o dólar nas alturas, a meta era economizar para urgências. Não deu muito certo. Fui surpreendido por um calção inesperado no aluguel de carro que me deixou no aperto. Então vamos a algumas dicas de gastos que muita gente esquece na hora de planejar sua viagem e orçamento.
Carro alugado:
Algumas empresas cobram um calção (normalmente o valor da franquia do seguro caso o carro não seja devolvido) que pode chegar entre 300 e 500 dólares dependendo do veículo e do número de dias que irá locar. Essa cobrança comumente é feita no cartão de crédito e o valor estornado na devolução. Portanto se vai alugar um carro, prepare-se para ter esse valor bloqueado em seu cartão de crédito. Sugiro enviar com antecedência um email a empresa perguntando qual o valor do calção.
Hotel:
Sites de hotéis como o decolar.com, booking.com e outros ofertam apenas o valor da estadia como destaque. Acontece, porém, que na maior parte da Europa os hotéis repassam ao cliente uma taxa municipal, e nos Estados Unidos é cobrado o valor do imposto. E não falamos de pouca coisa, dependendo da região o valor pode variar de 7 a 20% do valor da diária. Na hora de pesquisar sobre o preço das estadias, preste atenção nas entrelinhas, ali costuma conter a porcentagem de cada taxa. Além disso, é comum o hotel cobrar esse valor durante o check-in. Na Europa ainda diversas casas aceitam o pagamento somente em dinheiro. Esteja preparado.
Ainda sobre o hotel, a taxa de resort pode ser obrigatória em alguns estabelecimentos. E o que resort? Não necessariamente é aquele clube aquático temático que a maioria dos brasileiros pensam. Em Las Vegas, por exemplo, uma piscina + wifi no quarto + academia de ginástica, já é o suficiente para nomear o estabelecimento como resort. O preço dessa brincadeira? Varia bastante, em média entre U$ 15 e U$ 20 dólares a diária.
Imposto americano:
Nos EUA os preços anunciados nas prateleiras são sem o imposto, se um objeto possui valor de U$ 100 dólares, seu preço final será maior. Em média 8% do valor do produto, dependendo do estado, então na mesma compra de U$ 100 dólares o valor final será U$ 108 dólares. Pode parecer pouco, mas em compras como U$ 500 dólares, o valor pode chegar a U$ 540 só por causa do imposto, com o dólar no momento dessa matéria valendo R$ 3,20 reais atualmente, isso significa R$ 128 reais a mais nessa compra. E claro, você também pagará o IOF desses U$ 40 dólares de imposto.
Guia turístico e entradas:
Companhias de turismo em sua maioria oferecem guias e translado gratuito. Já alertei isso em outra ocasião (Porque você mesmo deveria planejar sua viagem, e não uma agência) e vale o reforço. Na maioria das vezes o guia te chantageia dizendo que recebe apenas a “caixinha” de ajuda, a qual é cobrada por dia (em média U$ 10 ou 10 euros) e é obrigatório pagar. Alguns translados também dizem ir até o parque A, ou até o restaurante B por exemplo, mas não informam se os encargos já estão incluídos no pacote ou se é pago a parte. Dessa forma, fique sempre atento a essa lista de gastos.
IOF, não se esqueça!
No calor do momento você pode passar o cartão de crédito além do limite planejado. Lembre-se que cartão de crédito bancário cobra um IOF de 6,38% do valor da compra. Lembre-se ainda que o valor da moeda não corresponde ao do dia da compra, mas sim do dia do pagamento da fatura. Caso a moeda esteja com tendencia a subir nos próximos dias, essa compra final ficará mais cara.
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Esses são os principais gastos que já me surpreenderam durante minhas viagens. Claro que provavelmente mesmo com todo esse zelo, vez ou outra você será surpreendido com alguma coisa, mas quanto mais precavido, melhor.
E você, já teve alguma surpresa?
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Cuidado com a Lei da Oferta/Procura no Navegador de Internet
O mais legal de se ter um blog que fala sobre viagens é que esse assunto nunca se esgota. As empresas frequentemente se adaptam e buscam recursos para atrair o consumidor. O assunto desse artigo, por exemplo, não era algo importante há dois anos atrás. Hoje, tem sim influencia no valor cobrado. É muito inocente quem fala em privacidade de dados hoje na internet, e o consumo dessas informações tem elevado o lucro de muitas empresas. Eu vou mostrar algumas artimanhas utilizadas pelas vendedoras em seus navegadores de internet (Internet Explorer, Opera, Firefox, Chrome, Safari...) através dos cookies e algumas dicas de como se dar bem utilizando elas.
Para instigar sua curiosidade em ler esse artigo, eu vou a Las Vegas semana que vem. Portanto passei boa parte da semana pesquisando preços e atrações no Google e Bing. Advinha qual a principal propaganda que está presente em meu facebook pessoal? Sim, é a imagem acima que ilustra o artigo. E se eles sabem o que quero, como isso influencia os preços? Ficou curioso já?
Somos vigiados?
Cookie, em uma explicação bem leiga, nada mais é do que um arquivo contendo uma informação gravada pelos sites que você acessa em seu computador. É através dele, por exemplo, que seu email, facebook ou outro serviço de identificação fica constantemente logado sem a necessidade de digitar a senha a cada acesso.
O comércio eletrônico percebeu que essa ferramenta pode ser bastante útil para divulgar diretamente aquilo que o usuário quer ou possa vir a querer e descartar o inútil. É dessa forma que eu volto a imagem que ilustra o artigo. Através de informações trocadas entre empresas, perfil em redes sociais e seu padrão de acesso, que permitiu que o Facebook soubesse exatamente o que exibir em link patrocinado para mim. Já leu aquele monte de letrina dos termos de uso de seu email, portal que faz cadastro, ou redes sociais como o Facebook? Ali está escrito que suas informações pessoais podem ser utilizadas juntamente com terceiros.
E o que isso influencia minha compra?
Esquecendo a teoria das conspirações, de venda dessas informações para os governos, de quebra de privacidade... Indo direto ao ponto prático da coisa, vou fazer uma pergunta:
- Eu sou um vendedor e vejo você olhando minha vitrine todos os dias. Na minha cabeça:
a) Você quer muito aquilo, e eu não preciso me esforçar para fazer um preço menor... Afinal você quer e mais cedo/mais tarde vai comprar.
b) Você pesquisa bastante, e apesar de querer muito aquilo está atras do melhor preço... Será que com um "descontinho", vende?
c) Você está olhando minha vitrine faz um mês, não comprou ainda por que? Que tal se eu lhe oferecer outras opções?
Qual é a resposta certa... bem, é igual bunda de nenê e cabeça de juiz: a gente nunca sabe o que vai sair dali. Claro que não há uma pessoa vendo acesso por acesso pensando nisso. Mas tudo é programado por fórmulas matemáticas do seguinte modo: se > 5 acessos preço A, se < 5 acessos preço B. E dessa forma vemos preços diferentes.
Então como se proteger?
Continua valendo a dica: pesquisar sempre por pelo menos uma semana para ver o padrão de flutuação dos preços. Nos artigos de aluguel de hoteis e compra de passagens aéreas eu alertei por diversas vezes que os preços mudam conforme o dia da semana, e você precisa estudar esses preços por pelo menos uma semana para ver qual o padrão de melhor preço. Leia os artigos.
Agora além de se preocupar com o dia que fará a compra, precisa se preocupar também com o navegador que vai utilizar para fazer a compra. E como já era de se esperar, não tem milagre. É um trabalho manual e cansativo.
Pelas perguntas acima não sabemos se a loja vai cobrar mais caro ou mais barato se você tiver vários acessos olhando o mesmo produto (ou a mesma vitrine). Então a solução é essa mesma que você está pensando, pesquisar de diferentes formas. Cito três:
- Usando sempre o mesmo navegador (mesmos cookies sempre)
Tenha o seu padrão de buscas e utilize sempre ele para pesquisar os preços. Se logue nos sites que possibilitam o cadastro, faça tudo o que tem direito. Muitas vezes da certo. O Booking.com, por exemplo, possui um programa de fidelidade chamado GENIUS no qual quem já fez mais que cinco reservas no site, ganha 10% de desconto em algumas reservas especiais. O que acaba compensando muito.
Usando sempre o mesmo navegador com os mesmos cookies, caímos lá na segunda resposta: "você pesquisa bastante mas não compra, será que com um 'descontinho' vende?" e nessa pode pintar um preço menor.
- Usando navegador / cookies diferentes
Digamos que o vendedor está com aquele pensamento: "você vem sempre aqui ver o preço, então uma hora vai comprar... não preciso dar desconto, e se bobear posso até subir um pouco o preço". Então vamos fazer de conta que é a primeira vez que olhamos essa vitrine.
Como? Um navegador diferente (para não apagar os cookies de seu navegador atual), limpe todo o cachê dele (geralmente essa opção fica em configurações -> limpar histórico ou no próprio histórico com a opção limpar dados de navegação) e use ele como se fosse navegar pela primeira vez no site.
Você não precisa necessariamente instalar em seu computador um segundo navegador. Outra forma de fazer isso é através da janela privada. Essa janela nada mais é do que um modo de navegação iniciado sem carregar nenhum cookie. E quando você fecha essa janela, ela apaga todas as informações que você viu, nada é salvo (ideal também para usar em computadores de lan house, por exemplo, para ter certeza que suas informações não ficaram armazenadas por lá).
- Opa, olha o IP
Você pode até disfarçar o navegador e armazenamento de cookies das formas como eu citei acima, mas acessando com o mesmo IP corre o risco de ser reconhecido como a mesma pessoa, e por tabela, exibido os mesmos preços. Em explicação para leigo, todos conectados a internet possuem um "endereço", o seu IP. Ele pode mudar cada vez que você se reconecta.
Duas formas simples de resolver isso. Caso sua internet possua IP dinâmico (ou seja, muda cada vez que reconecta), basta reiniciar o modem que receberá um novo endereço (jeito mais simples possível: puxe da tomada hehe). Outro jeito é pegar seu smartphone e pesquisar diretamente pela rede de dados 3G/4G dele, "sem utilizar a mesma internet" de seu PC. Um terceiro modo seria ainda utilizar um proxy para pesquisar preços, um pouco mais complicado.
Em resumo...
Além de pesquisar durante uma semana inteira os preços, em diversos horários (de preferencia manhã, tarde e madrugada), ainda preciso pesquisar dessas formas acima? É... ninguém disse que economizar seria fácil hehehe.
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E vale a pena essa trabalheira toda?
Depende. Ha vá! Infelizmente realmente depende. Passagens aéreas de curta distância, você não encontrará grandes milagres. Hotéis de um ou dois dias, também pouca coisa irá mudar. Então quando vale a pena? Quando a passagem aérea é de grande distância (exemplo Brasil -> EUA ou Brasil -> Europa) ou ainda quando há várias conexões. No caso de hotéis, quando a estadia for por mais de três dias no mesmo local.
Em meus orçamentos por hotéis em Las Vegas, pesquisando pelo 3G no smartphone pelo sistema de busca do trivago encontrei valores que chegavam até R$ 300 mais barato se comparado ao computador que estava sempre logado. São 11 dias de hotel, somando a diferença de preço em diárias, seu pouco mais de R$ 300,00, já da para ter um luxo a mais essa economia, não?
Por outro lado, acabei reservando pelo programa GENIUS do Booking.com, que apesar de ser sempre o mesmo valor, mesmo utilizando diversos navegadores, me ofereceu um preço melhor pela fidelidade. Mas para quem não possui esse recurso, é uma mão na roda.
Por último, como eu disse, todo esse sistema é dinâmico. Se considerarmos as teorias da conspiração, os maiores cassinos de Las Vegas possuem um sistema de reconhecimento facial interligados, atualmente utilizado como segurança. Mas já pensou em extrapolar isso para o futuro? Você entra em uma loja, o sistema escaneia seu rosto, e através de seu perfil já determina quais produtos você quer ver, se bobear qual sua renda, e por tabela os preços. Difícil acontecer? Imagino que em 1500 também era difícil falar que um pedaço de vidro seria touch e exibiria imagens na tela...
Espero que o artigo ajude a economizar. Eu sei que é forçar a barra apelas até para isso, masss quando a verba é apertada, o jeito é apelar.
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#Partiu #LasVegas
Fiquem ligados, teremos uma cobertura especial, e irei atualizar todos os artigos durante a semana.
Nova Fnac no Aeroporto - iPhone Mais Barato que EUA? - NÃO!
ATUALIZADO [04/2015]:
Surgiu uma matéria em 2014 que o aeroporto internacional de Guarulhos receberia uma nova Fnac com TaxFree [livre de imposto]. A tabela acima ilustra como seria vantajoso comprar nela. A realidade porém foi outra.
De fato agora temos uma Fnac na área internacional com TaxFree porém é uma loja pequena, com poucos produtos, e nada dos mais procurados como iPhone, Playstation 4, Xbox One ou os melhores modelos das câmeras mais procuradas. E dos produtos disponíveis, seus preços não estão tão atrativos assim, a GoPro mesmo sendo preço tabelado na maior parte do mundo, possui nessa loja um preço superior ao praticado. Enfim, quem tinha esperanças com essa loja, infelizmente não rolou. Alias, em minha última passagem pelo novíssimo terminal 3 de Guarulhos, nada compensou.
Confira abaixo a matéria original, pública antes que gerou toda essa polêmica:
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Certamente você já deve ter ouvido essa semana [lá para meados de janeiro de 2014] que o aeroporto de Guarulhos irá receber uma Fnac em sua área internacional, com a promessa inclusive de um iPhone mais barato que nos EUA (sem IOF, sem imposto...). Pois bem, saiba que a coisa não é bem assim...
Antes de mais nada, se você não faz ideia do que aconteceu, a Folha de São Paulo publicou uma matéria interessante essa semana. O aeroporto de Guarulhos irá receber uma nova ala de embarque, o que inclui uma nova área da Dutty Free. Está prometido para lá lojas como a Fnac e a Victoria Secrets. Para colocar mais lenha na fogueira a matéria publicou a imagem acima (no inicio do post) que mostra algumas comparações interessantes, com destaque para o iPhone que sai mais barato que comprado nos EUA.
Além disso, a matéria cita que, ao comprar na Dutty Free no Brasil, você tem uma série de vantagens: poder parcelar no cartão de crédito e a possibilidade de pagar diretamente em Real, com a conversão do dia, sem se preocupar com flutuações do dólar ou IOF (sim, os maleditos 6,38% ficam de fora!). O iPhone brasileiro de R$ 2,799 é comparado ao modesto preço de R$ 1,500 reais (a depender do dólar - nessa época o dólar estava em torno de R$ 2,00) se comprado na futura Dutty Free..
Parece muito bom não é mesmo? Mas tem alguns detalhes (e pegadinhas) que vamos explorar agora:
- É restrito apenas para a área de embarque! Sabe o que isso significa? Que você terá acesso a loja apenas na área de embarque, saindo do Brasil. Portanto você terá que comprar e levar o produto com você. Não será possível comprar na volta ao Brasil.
- Entra na cota dos U$ 500 dólares de importação, e não na cota dos U$ 500 dólares do Dutty Free. Se você não sabe, no retorno ao Brasil, no aeroporto, temos direito há trazer 500 dólares de produtos do exterior, e mais 500 dólares em produtos na Dutty Free. Já comentei isso em outra matéria, inclusive com mitos e verdades confundidos por muitos, de uma olhada aqui.
Reparou pela descrição que fiz que isso é válido apenas no retorno ao Brasil? Acontece que ao comprar na saída (ou mais claro: no embarque), o produto sai dessa cota de 500 dólares do Dutty Free, e passa a fazer parte da cota de 500 dólares de produtos no exterior. Em outras palavras, é como se você tivesse comprado o produto nos EUA, por exemplo, e não na Dutty Free.
Vale lembrar ainda que produtos pessoais, como câmeras, e o iPhone, você pode pode trazer desde que seja para uso pessoal. Leia essa matéria já publicada aqui.
- Garantia e funcionalidade podem ser limitadas! Usando ainda o iPhone como exemplo, a Apple Brasil não da garantia para iPhones comprados no exterior. Portanto você não terá direito a essa garantia (ou pode mudar, depende muito da época que você comprar). E isso vale para diversos produtos, como Playstation 4 ou até mesmo aquela maravilhosa câmera da Nikkon.
E claro, cuidado com o funcionamento. Ainda hoje alguns Blue-Rays e DVDs possuem bloqueio de regiões, e o iPhone da Dutty Free pode ser incompatível com a rede 4G do Brasil. Portanto tire todas duas dúvidas na loja na hora de comprar.
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Em resumo, termos essa opção de compra pode ser uma excelente notícia para quem pretende viajar. Afinal, produtos pequenos, como um iPhone, irá ocupar pouco espaço em sua bagagem. Porém para os mochileiros a coisa pode ser mais chata, afinal as compras de volta para cara, se transformar em "ida para o passeio".
Além disso a possibilidade de comprar em reais, sem IOF e sem imposto, pode ser tentador. Cuidado apenas com as cotas.
Vale lembrar ainda que a expansão do aeroporto de Guarulhos é apenas uma das reformas que estamos vendo nos aeroportos brasileiros. A tendencia é no futuro isso se espalhar para outras praças também.
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ATUALIZADO: Leia a descrição antes do inicio do artigo, atualizado em 04/2015. Pois é, a promessa realmente foi maior que as penas.
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AVISO: Em meio a surdina o governo elevou o IOF dos cartões pré-pago e travel checks de 0,38% para 6,38%. Um desrespeito em no meio as férias de janeiro. Fiquem de olho nos artigos de dinheiro no exterior, já estão com aviso do novo imposto.
Dilma, valeu!
# Mochilão - Trazendo Muamba do Exterior: MITOS e VERDADES na volta ao Brasil
Você viajou, e caiu em tentação. Que tal um iPhone de R$ 2 mil por U$ 500 dólares? Ou aquele notebook que sempre sonhou, preparado para jogos, por apenas U$ 600 dólares? Haa, e os perfumes, roupas, Legos (sim, aquelas pecinhas de montar), a preço de banana? Certamente compras fazem parte da rotina de qualquer viajante. Agora, como trazer essas coisas para o Brasil? E o melhor de tudo, gastando o mínimo possível?
- U$ 500 dólares por via área
- U$ 300 dólares por via terrestre e navio
Ai já fica uma implicação, vai ao Paraguai? Seu limite é de apenas U$ 300 dólares fazendo o caminho terrestre pela Ponte da Amizade, e não U$ 500 como a maioria das pessoas pensam. Já para a importação de produtos, por exemplo comprados no eBay, essa cota não existe.
Mas e se minhas compras ultrapassarem o limite?
Será cobrado uma taxa alfandegária de 50% do excedente. Por exemplo: Digamos que você comprou um iPad por U$ 600 dólares. Há um excedente de U$ 100 dólares, portanto você deverá pagar uma taxa de 50% desse valor, ou seja, uma taxa de U$ 50 dólares.
Caso opte por não declarar o produto e seja pego na fiscalização alfandegária, é cobrado mais uma multa de 50% TAMBÉM DO EXCEDENTE (nesse ponto muitas pessoas fazem confusão, acreditando ser do valor integral, o que não é!). Por exemplo: trouxe o mesmo iPad por U$ 600 dólares, não declarou e foi pego? Pagará a taxa de importação de 50% dos U$ 100 dólares excedentes (ou seja, pagará U$ 50 dólares) + multa de 50% dos U$ 100 dólares excedentes (ou seja, mais U$ 50 dólares). A taxa final nesse caso será de U$ 100 dólares (daí muitos dizerem que a multa é de 100%, na verdade é a importação 50% + a multa real de 50%).
E não adianta inventar desculpas. Antes do avião pousar em território brasileiro, é distribuído o formulário de importação para cidadãos brasileiros. É ali que você preenche se tem ou não um produto para declarar, e no mesmo formulário há instruções bem claras do que deve e não deve ser taxado. Caso tenha mentido naquele formulário e foi pego, arcará com a multa.
O valor do imposto Americano ou Europeu entra na cota de 500 dólares?
Sim! Para quem nunca teve a oportunidade de conhecer os Estados Unidos, fica a dica: produtos por lá são sempre anunciados sem o imposto. Por exemplo, sabe aquele Playstation 4 por U$ 399 dólares? O valor real dele não é esse. É U$ 399 dólares mais 6 ou 7% de imposto (depende do estado no qual foi comprado). Em outras palavras, somando o imposto americano, o PS4 custa na realidade por volta de U$ 440 dólares.
Então na hora de declarar, eu devo usar o valor de U$ 399 ou o valor com o imposto, por volta de U$ 440? Pois é, a resposta é sempre a pior. O valor a ser declarado é o valor com o imposto, ou seja, um produto anunciado por U$ 500 dólares, sempre vai custar mais que isso.
Na Europa há o chamado TaxFree (veja o artigo dele aqui). Posso ter abatimento da cota se peguei o TaxFree? A resposta também é não. Infelizmente.
Eu posso acumular produtos com outra pessoa?
Imagine que você comprou um notebook por U$ 900 dólares e está viajando com outra pessoa. Uma solução prática seria utilizar U$ 500 dólares da sua cota e U$ 400 dólares da cota dela não? Mas não é assim que funciona. Não é possível que duas pessoas (independente de pertencerem a mesma família ou não, terem uma relação conjugal ou não) compartilharem o mesmo produto. Você terá que pagar os U$ 400 dólares excedentes a sua cota.
Menores de 18 anos tem direito a cota?
Sim, podem trazer qualquer coisa dentro do limite de U$ 500 dólares. Algumas pessoas até encontraram uma brecha nisso, segundo as normas, crianças menores de 16 anos desacompanhadas estão isentas da inspeção alfandegária. No mínimo curioso, não? Mas com poucos relatos de que da certo.
Sempre serei pego se optar por não declarar?
Não. Não há uma regra ou uma dica milagrosa, isso varia de aeroporto para aeroporto. Em praticamente todos há dois trajetos a seguir: o trajeto para quem não tem nada a declarar, e o trajeto para quem vai declarar alguma coisa. Se optou por declarar, basta seguir o último e não terá grandes complicações. A coisa varia mesmo para quem optou por não declarar. Vamos aos exemplos:
Em Guarulhos, até a última viagem que fiz, há apenas um fiscal em pé olhando as pessoas passarem. Aleatoriamente ele seleciona alguns para a inspeção, em outra palavras, depende dele ir ou não com a sua cara. Ir arrumado, de camiseta social, aparentando que viaja sempre, é uma boa chance de passar livre, afinal: quem viaja sempre, geralmente traz tudo picotado, não traz muamba em grande quantidade de uma só vez. Fica a dica.
Já em Viracopos, há um “botão mágico". Você aperta o botão na hora de passar pela alfândega e ele apita Verde (para seguir em frente) ou Vermelho (para ser inspecionado). Ali também há um fiscal e provavelmente ele deve influenciar nessa “escolha aleatória”. Mas reparem por lá que normalmente segue um padrão: apita a cada 4 ou 5 pessoas, ou seja, trabalha com amostragem. Deu para entender, ou precisa desenhar? Hehehe.
No Rio de Janeiro estão testando um equipamento de Raio-X para bagagem, ali a coisa pode ficar feia no futuro. Já em Salvador na Bahia estão testando um Raio-X de passageiros (igual ao que você passa na segurança), o objetivo é pegar objetos escondidos nos bolsos). Em outras palavras, fique de olho no aeroporto de sua chegada e procure ter algumas dicas deles. Para algumas coisas vale a pena deixar no bolso.
Ainda sobre os aeroportos, leve em consideração qual sua origem. Voos partindo de Miami são lotados de sacoleiros, a chance de ser selecionado para a revista é maior. Lembra da Duty Free (que comentamos nesse artigo)? Pois bem, ao desembarcar e pegar sua bagagem, talvez valha a pena ir passear por lá (obviamente sem comprar nada – veja no artigo porque), e deixar que todo o resto do avião passe pela polícia alfandegaria primeiro. A lógica é bem simples, já vão ter serviço demais com os primeiros passageiros do avião para ficar separando mais pessoas para a inspeção alfandegaria. Entendeu?
Então deixar as coisas nos bolsos é seguro?
Em tese não podem te revistar. Se você trouxer uns 3 iPhones, o melhor mesmo é deixar um em cada bolso. Como eu disse anteriormente, apenas Salvador possui em caráter de teste o Raio-X para pessoas, ninguém irá te revistar nos demais aeroportos se você não der motivo para isso.
E diferente do que algumas pessoas acreditam, bagagem de mão também é bagagem, e também pode ser revistada.
E para objetos que estou levando do Brasil?
Pense na situação: você comprou um iPad em uma viagem passada. Vai viajar novamente e deseja levar ele para acessar a internet, como fica a condição desse iPad? Bem, a resposta é essa mesmo que você está pensando: fodeu.
Antigamente havia um formulário de “Declaração de Saída Temporária de Bens” no qual você declarava quais produtos está levando. Hoje esse formulário não existe mais. Solução? Se for um produto brasileiro, com nota fiscal, basta levar a nota fiscal junto. Se for um produto sem nota fiscal, verifique se há algum sinal que identifica o Brasil como fonte (por exemplo, os portáteis da Apple tem um símbolo da Anatel na parte posterior). Se for um produto que você trouxe, declarou e pagou a taxa no passado, a Polícia Federal fornece um comprovante de importação, basta levar esse comprovante em sua futura viagem. Para todo o resto você pode ser taxado.
Jogue as caixas fora e abra o produto
Aquele creme que comprou para dar de presente para uma amiga, se estiver dentro da caixa, pode ser taxado. Agora aquele creme aberto e usado durante a viagem, entra como item pessoal e não entra na cota da importação. Em outras palavras, a caixa do produto pode indicar que ele é novo e vem como presente/importação, portanto se livre dela (o problema é: quem vai querer jogar a caixa bonita do iPad no lixo? Hahaha).
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Conclusão
A sorte associada a um pouco de bom senso, são os principais fatores que levarão você a ser ou não taxado em sua volta para o Brasil. Quase todos os aeroportos tem uma dica de como evitar problemas alfandegários. Além disso, para decidir se deve ou não declarar o produto depende também de seu perfil: o valor dele (pagar multa de um excesso de U$ 500 dólares pode ser bem salgado para o bolso), e caso viaje bastante, levando o produto que comprou (por exemplo um notebook), declarar é a única forma de garantir não ser taxado em viagens futuras ao receber a nota de importação.
Portanto, leve sempre esses itens em consideração na hora de programar sua “arte”. Para finalizar, faça o download aqui das novas regras de importação e veja abaixo uma matéria publicada em uma revista da Editora Abril do itens mais comuns que podem ou não serem taxados em sua entrada no Brasil. E boa viagem a todos.
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Publicado no site viajeaqui.abril.com.br
1. Câmera fotográfica e celular Quantidade máxima: um por pessoa. Entra na cota dos US$ 500? Não. São considerados objetos de uso pessoal, não importa o modelo e o valor, se estiverem fora da embalagem e usados.
2. Lentes e outros equipamentos fotográficos Quantidade máxima: depende do valor. Procure não trazer mais de 10 nem de marcas e tipos diferentes. Entra na cota dos US$ 500? Sim. A menos que você consiga provar que comprou para uso profissional durante a viagem.
3. Câmera filmadora Quantidade máxima: duas por pessoa. Entra na cota dos US$ 500? Sim. Porém, no caso de máquinas que filmam e fotografam, vale a regra da câmera fotográfica.
4. Notebook, videogame e outros eletrônicos Quantidade máxima: um de cada tipo por pessoa. Entra na cota dos US$ 500? Sim. Para proteger o mercado nacional, o Ministério da Fazenda não libera esses produtos.
5. Relógio Quantidade máxima: três por pessoa. Entra na cota dos US$ 500? Não. Faz parte dos produtos considerados de uso pessoal.
6. Roupa e sapato Quantidade máxima: três de cada tipo/modelo. Entra na cota dos US$ 500? Não. São considerados de uso pessoal, mas têm de ser condizentes com o passageiro e o tipo da viagem.
7. Bebida Quantidade máxima: 12 litros do exterior mais 24 garrafas do Duty Free. Entra na cota dos US$ 500? Sim. Somente as compradas no Duty Free não são tributadas.
8. Cigarro Quantidade máxima: dez maços do exterior, mais 20 maços do Duty Free. Entra na cota dos US$ 500? Sim. Somente as comprados no Duty Free não são tributados.
9. Cosmético Quantidade máxima: não há número oficial, mas o recomendável é trazer no máximo dez unidades de um mesmo produto. Entra na cota dos US$ 500? Não. É considerado de uso pessoal. Só não exagere – do contrário, podem ser tributado.
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# Mochilão - Trens na Europa
Quando viajei pela primeira vez fiquei na dúvida: minha mochila cabe no trem? Vou precisar pagar a mais pela bagagem? Preciso chegar muito cedo? Preciso mesmo fazer reservas? E as viagens dentro das cidades, como aeroporto até o centro, vale a pena? O que mais me intrigava: eu preciso fazer reserva de lugar? E curiosamente encontrei muito pouco material na internet respondendo essas questões banais. Vamos tentar solucionar de uma vez se vale a pena o trem na Europa, e como é seu funcionamento.
Trem é uma boa!
- Em tese sim, na prática não há bem um limite de bagagem. É isso mesmo, na entrada de cada vagão há um espaço bem grande para que os passageiros acomodem sua bagagem. Também, sobre as poltronas, há um espaço bem considerável para guardar seus itens. Minha mochila de 80 litros, por exemplo, coube tranquilamente ali. E se tudo lotar, ainda é possível guardar algum item embaixo do banco.
Claro que nem tudo são flores. A Eurostar (que faz o trajeto entre o Reino Unido e a França), possui vagões um pouco mais limitados. Mas mesmo ali, minha mochila de 80 litros foi tranquilamente encima do banco.
- Chegar até 5 ou 10 minutos antes. Enquanto que no avião você precisa chegar pelo menos uma hora e meia antes, fazer check-in, passar pela zona de segurança, passar pela humilhação de ser revistado algumas vezes, no trem, na maioria das estações não possui nem catraca. Você simplesmente embarca como se estivesse pegando um metro. Além disso, os trens costumam ser pontuais, você não precisa se preocupar em chegar muito cedo e ficar passando frio no lugar. (nota: exceção para o trajeto Reino Unido -> França; ali você precisa passar pela imigração).
- Saia diretamente do centro das cidades. Aeroportos, principalmente em voos de baixo custo, costumam ficar afastados dos centros turísticos. Apenas para ilustrar, o principal aeroporto de baixo custo que abastece Londres, fica “só” 45 minutos de trem do centro londrino. Já para o trem, geralmente é ligado a principal estação de metrô, com acesso fácil e rápido, sem precisar pagar por translados. Caso seu hotel fique próximo a uma estação de metrô, em minutos você está embarcando para sua viagem intercity.
- A paisagem é linda! Não há como negar, cada região da Europa tem uma particularidade impressionante. Você perde isso indo de avião. Quem sai de trem pela Gare du Nord em Paris, consegue ver essa paisagem:
- Não é bem... tempo perdido. Algumas pessoas alegam que o principal obstáculo dos trens, é sua viagem mais demorada. Isso não é bem verdade. Já citei acima do contratempo de ir até o aeroporto mais distante, e do tempo entre o check-in, embarque e decolagem. Além disso, lembra que você está mochilando? Dormir no trem não é um bom negócio, por mais confortáveis que sejam algumas poltronas, ainda sim é dormir na posição sentado. Mas enquanto dormir é horrível, descansar é um ótimo lugar. Pegar um trem naquele final de tarde após ter andado um dia todo por Paris, pode ser o paraíso para seus pés. E se acha a viagem um tédio, na Itália, você pode chegar a 300 km/h.
- Cuidado com as cabines "Harry Potter". Não é uma vantagem, mas é uma dica. Certamente você deve achar o máximo andar em uma cabine, como o Harry Potter. Bem, cuidado! As poltronas costumam ser mais duras já que o espaço é menor. Não são reclináveis, são fixas, o que pode dar uma boa lombalgia. Além de correr o risco de pegar uma criança chorando, ou um passageiro com chulé dentro do ambiente. Muitas pessoas (inclusive o bobão aqui) pega essas cabines no euro-night pensando ser melhor para dormir. Tenta dormir em uma poltrona dura, 90º por 8 horas para ver... hehehe.
- Não necessariamente é mais caro que um avião de baixo custo. Dúvida? Então vamos as dicas de onde e como comprar.
Pondo a mão na massa
Aqui vale o que já citei no artigo de compra de passagens aéreas e no artigo de reservas de hotéis: as passagens não possuem um preço fixo, elas mudam e entram em promoção frequentemente. Além disso, a sua idade é importante. Passageiros com até 26 anos estudantes tem um desconto especial. Crianças pagam em média meia passagem. Veja abaixo dois modos de adquirir sua passagem, com suas particularidades:
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1 - PASS
Há duas opções de compra: o Pass e as passagens individuais. Para o Brasil basicamente duas empresas fazem a venda do Pass, a http://pt.eurail.com e a http://www.raileurope.com.br . Já adianto que, o problema dessas duas empresas é que o ticket chega a demorar até 45 dias para ser entregue no Brasil e as taxas de serviço costumam ser horríveis, fazendo o modo 2 que irei citar em seguida mais vantajoso dependendo do seu estilo. Mas vamos lá.
O que é o Pass?
Por assim dizer, é um pacote de viagens. São quatro opções básicas: o Global Pass (que da direito a trens em todos os países da Europa participantes), Select Pass (permite escolher trens entre 3 a 5 países), Regional Pass (permite utilizar trens de uma empresa – geralmente que faz trajeto em alguma região fixa) e One Country Pass (permite utilizar trens dentro de um país).
Os pacotes acima são personalizáveis, é possível escolher por quantos dias ele será válido (o Global Pass, por exemplo, oferece opções entre 10 dias à 3 meses). Para estudantes há um desconto que pode chegar até a U$ 350.
Vale a pena? A vantagem desses pacotes é sua independência de horários, podendo pegar qualquer serviço, desde que haja lugar disponível no trem. Também é ideal para quem quer se aventurar por cidades menores, pegar direções sem destino. Por exemplo, estar em Bruxelas, bater uma ideia na cabeça de conhecer Burgge, e ir para lá sem pagar nada a mais.
EU PRECISO MESMO RESERVAR MEU LUGAR ???
Comprando um PASS você tem direito a pegar qualquer trem. Porém fica dependente de ter ou não lugar disponível no vagão. Porém há a opção de também reservar um assento. Você precisa mesmo reservar?
A resposta é: depende. Não me xingue, é verdade. A Thalys, companhia que faz o trajeto entre Paris e Bruxelas, costuma viajar com poucos lugares disponíveis, e não permite que passageiros viagem em pé. Em horário de pico pela manhã ou à noite, pode acontecer de não haver vaga no trem. Já a maioria dos trens da DB Bahn parece um metro brasileiro: pessoas de pé se amontoando no corredor (mesmo em viagens de 3 ou 4 horas), correndo o risco de você sair de sua poltrona e ter um imigrante sentado nela quando voltar. Enfim, dificilmente você terá problemas em se acomodar em algum cantinho (se não se importar de viajar em pé), e a reserva pode não ser necessária. Porém também depende do fiscal de tickets. Ao que percebi, alguns são mal humorados, e coloca essa galera de pé para fora do trem na primeira estação que parar. É um risco.
Um outro detalhe, são os trens chamados euro-night, que fazem trajetos durante a noite (duh!). Esses trens possuem um compartimento-cama para que você possa dormir, o que acaba sendo mais confortável, e talvez valha a pena pagar. Além disso, os trens da euro-night tem uma particularidade: eles vão se desmontando no trajeto. Cada vagão é ligado a uma locomotiva diferente durante a viagem noturna. Então se você estiver no vagão errado, em uma viajem entre Munique e Veneza, você pode acabar indo parar em Budapeste. Por esse motivo, é recomendado apenas passageiros que fizeram reserva. E apenas para te desanimar, algumas reservas custam o preço da passagem...
Citando ainda outros trajetos, a Eurostar (que faz o trajeto entre o Reino Unido e a França), não aceita o Global Pass. Apenas para ilustrar, as passagens no Eurostar chegam a custar, dependendo do horário, mais de U$ 200 dólares, deixando em desvantagem o Global Pass para quem também vai precisar desse trajeto.
E vou relatar uma experiência que tive desagradável: tinha poltronas reservadas com meu nome. Fui ao vagão-restaurante no meio da viagem comer algo, na volta, tinha um casal sentado na poltrona, e ai a parte chata: encima de meu casaco e comida que deixei sobre o banco. Portanto, prepare-se para má educação em excesso nesses trens (ficou curioso com o desfecho? quando apontei para o indicador com meu nome, simplesmente se levantaram) - Já deu para perceber que eu sou bem chato, não é mesmo?
E por último nesse assunto, há reservas que chegam a custar praticamente o preço da passagem do trecho que irá fazer, principalmente os trens noturnos. Para trechos menos comuns as reservas variam entre 2 a 3 euros, mas para as viagens mais comuns (entre capitais, por exemplo), as reservas podem bater os 60 euros (muitas vezes o mesmo preço da passagem).
Caso opte ainda por não arriscar, ser menos aventureiro e fazer as reservas, talvez o Pass não seja a melhor opção para você. Veja abaixo como eu fiz.
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2 – PASSAGEM DIRETA
Lembra que eu citei acima que as passagens mudam de preço constantemente, com diversas promoções, assim como acontece com as passagens aéreas e os hotéis? Pois então, é aqui que se encaixa essa dica. Apenas para ilustração, paguei o trajeto entre Veneza e Florença apenas 7 euros, sendo o preço normal mais de 30. Ou seja, é a mesma dica, fique entrando durante uma ou duas semanas todos os dias no site das companhias para ver os preços, geralmente na segunda-feira há promoções relâmpagos com preços melhores. Os primeiros trens da manhã, ou os últimos do dia, também costumam ser mais baratos (e para o mochileiro chega a ser até mais vantajoso, podendo aproveitar mais o dia).
Além disso, se você já tem os dias certos que irá ficar em cada cidade, e sabe quando precisará pegar um trem, esse modo costuma sair mais barato, com uma vantagem: comprando as passagens diretas, automaticamente você já está reservando lugares para se sentar. E a coisa é chique no último! Em alguns trens aparece inclusive seu nome em um painel luminoso sobre a poltrona, como citei antes.
E como comprar? Bem, antes tenha em mente uma coisa, comprando diretamente no site das concessionárias, você não está pagando comissão para sites revendedores no Brasil, como os citados anteriormente que oferecem o Global Pass. As passagens normalmente vem em um arquivo PDF bastando ser impresso. Eu já mostrei em outro artigo como fiz para levar todo esse material, não deixe de conferir. Não estranhe, algumas passagens realmente vem apenas com o código de barras moderno, sem nem seu nome:
Agora a parte complicada: não tem um site ou um locar que diz “essa empresa/trem faz o trajeto tal”. Ai o chato, você não sabe qual site de qual empresa precisa entrar para comprar sua passagem. Eu tenho três soluções para isso: o pai Google, a página http://pt.eurail.com/trains-europe e a pesquisa de trajeto pela http://www.raileurope.com.br .
- O Google normalmente não ajuda tanto, geralmente indica apenas empresas terceirizadas. Deixe ele, portanto, para o final, caso as outras duas dicas não deem certo.
- Na página http://pt.eurail.com/trains-europe repare que mais ao final da página ele cita “Trens por país europeu”. Clique no país destino que você quer chegar, geralmente na página que abre contém um link para a empresa que faz o trajeto.
E não estranhe, por exemplo, se chegar em páginas em alemão, em tcheco, afinal, você não espera logo de cara o idioma inglês em tudo né? Veja o site da DB Bahn, eu me familiarizei muito com ele: faz o trajeto Amsterdã -> Berlin, Berlin -> Praga, Praga -> Munique, entre outros, você acaba se acostumando com o jeitinho complicado alemão:
- O terceiro modo é entrar no site http://www.raileurope.com.br e fazer uma pesquisa do seu trajeto desejado. No resultado de pesquisa, ele costuma mostrar quais empresas estão fazendo aquele trajeto, daí basta entrar no site da companhia.
Não estranhe o ICE, por exemplo, direcionar para a página da DB Bahn, é apenas uma derivação. E não confunda com o nome intercity, usado para definir viagens entre cidades. Com jeitinho e paciência você consegue =)
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Conclusão
O trem é uma excelente opção com diversas vantagens. E se tiver aquela paciência em pesquisar, pode acabar encontrando preços semelhantes a todo o gasto de voos de baixo custo (que incluem translados, check-ins demorados e outros contratempos).
Caso seu estilo seja aventureiro e impulsivo, e não se preocupa tanto com o conforto e não está atrelado a horários, o Pass pode ser a melhor opção. Caso já tenha trajeto definido, com hotéis reservados em datas específicas, e tem um pouquinho de paciência para pesquisar, a compra de passagens individuais é um excelente negócio.
É claro que você quer uma ilustração. Eu fiz o trajeto “Londres -> Paris -> Bruxelas -> Amsterdã -> Berlin -> Praga -> Munique -> Veneza -> Pisa -> Roma” e “Porto -> Braga -> Porto -> Lisboa -> Porto” gastando na época apenas cerca de R$ 1600 reais comprando passagens individuais sem precisar me preocupar com reservas. Só o Global Pass para adulto (tenho mais que 26 anos) já ficava mais caro que isso. Vale a pena?
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Translados
Quero comentar um pouco dos translados entre aeroporto e centro das cidades. Geralmente são longos, com um trem disponível. Na verdade quero deixar apenas 2 dias rápidas.
1) Caso esteja com um grupo de 4 ou mais amigos, um taxi pode ser mais barato. Cada um pagando 15 euros em um trem, pode juntar e pagar 50 em um taxi;
2) Há dois tipos de trens, de linha rápida e lenta. O primeiro como o nome diz, é direto sem parar em nenhuma estação. O segundo demora até uma hora a mais no trajeto. Vantagem do segundo? O preço, que pode custar até 1/3 do primeiro;
Portanto, na hora de fazer suas finanças, lembre sempre desse gasto a mais que pode surgir.
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# Mochilão - Internet e Ligações Internacionais
Todos os artigos do blog são dinâmicos, frequentemente atualizo eles com mais dicas ou informações. Este em especial, será mais difícil manter atualizado devido as promoções frequentes que as operadoras fazem. Por isso, os preços e tarifas informados aqui podem variar.
Minha primeira viagem internacional foi a Las Vegas (EUA). Cheguei lá depois de um dia de avião, passei o dia impressionado com os cassinos, filho único, depois de dois dias pensei: hora de dar sinal de vida em casa.
Sem internet no hotel (fica a dica: hotéis cassino costumam não ter wifi justamente para evitar pesquisas sobre os jogos, e claro, obrigar o cliente a ir se divertir jogando), tive o pensamento simples de “ir a um orelhão e telefonar para casa”. Descobri, após vários dólares perdidos em moedas no telefone público, que, além de ser uma tarefa bem complicada, também é bem cara. Ligar do hotel? Pior ainda. Fiz um teste, e veio uma cobrança da Embratel de U$ 70 dólares por 2 minutos de conversa... além do custo de U$ 5 dólares do hotel...
Sem problemas, descobri o Skype. Conhece? É a chamada VOIP, através da internet você faz ligações para telefones fixos pagando centavos de troco do pão. Problema? Fica dependente justamente da internet, e mesmo no mundo desenvolvido da Europa e dos EUA, a internet dos hotéis, quando disponível, costuma ser uma porcaria.
1) Skype, Voip e os hotspots
Necessário: Computador ou Tablet ou Smartphone com acesso à internet.
Afinal, o que é o tal Skype (e esse Voip que todos falam)? Nada mais é do que um serviço de ligações utilizando a rede mundial de computadores, a internet. É possível, conectado ao Skype, fazer ligações para celular e telefones fixos no mundo todo, pagando centavos. E são realmente centavos, no último uso que fiz, a ligação França -> Brasil custava R$ 0,13 centavos o minuto. E se você tiver uma família mais antenada, é possível ainda fazer ligações Skype -> Skype de graça através da internet.
O Skype é apenas um exemplo, há diversos serviços que fazem o mesmo, e os preços não costumam variar muito. A desvantagem desse método é justamente a necessidade de acesso à internet. Como dito anteriormente, o serviço disponível pelos hotéis não é dos mais satisfatórios, mas com 1 MB de internet já é possível ter uma ligação com qualidade de telefone normal fixo. Lembrando ainda: nada que uma loja da Starbucks ou uma Apple Store com wifi grátis não resolva.
Além disso, já ouviu falar do Skype Wifi? Sabe aquela wifi paga, que você precisa dar o número do cartão de crédito, passar um tempinho no cadastro, enquanto espera um trem ou um avião no aeroporto ou quando está em algum shopping? Pois é, o Skype possui um App para iOS e Android que se liga a essas redes e cobra o acesso diretamente dos créditos de sua conta Skype. A vantagem, além da praticidade, são os preços reduzidos devido a parceria. Uma excelente alternativa para consultar rapidamente a web nesses lugares.
Vale lembrar ainda que o Skype possui outros serviços, como o Skype To Go*, que “redireciona” uma ligação local para um número internacional, pagando apenas o preço da ligação local e a tarifa Skype. É semelhante aos cartões telefônicos internacionais (veja o item 5 abaixo), geralmente com tarifas também semelhantes.
* Serviço ainda não disponível em todo território brasileiro.
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2) Roaming internacional
Necessário: Celular com chip de sua operadora e Roaming Internacional habilitado*.
Hã, só pode ser piada né? Isso custa uma fortuna!... Na verdade não. Graças a concorrência internacional, as menores tarifas do voip e a facilidade de acesso a chips para celulares em outros países, nossas operadoras precisaram se mexer para continuar na competição do mercado. Portanto, os preços, ora absurdos (apenas ilustrando, já paguei R$ 5 reais o minuto Nova Iorque -> Brasil), hoje estão mais acessíveis.
Quer um exemplo? No momento desse artigo cito o Chamadas Internacionais da TIM. São ligações EUA -> Brasil por R$ 0,20 centavos o minuto, não é de deixar qualquer Skype com inveja?
Claro que nem tudo são flores, o roaming de dados (internet) ainda é uma piada. Cobram R$ 5 reais por 10 MB de tráfego. Mesmo nos planos mais animadores, a TIM ainda cobra R$ 29 reais o dia por internet ilimitada e a Claro R$ 24,99 por uma “excelente franquia” de 10 MB, em 10 dias de viagem pode decretar falência. Mas para telefonar, algumas promoções (vide acima) podem valer a pena. O jeito é pesquisar na época de sua viagem.
* Só lembrando que, nenhuma operadora brasileira deixa o roaming internacional habilitado, é necessário solicitar a ativação do serviço.
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3) Operadoras Internacionais e Pacote “Só Dados”
Necessário: Celular Desbloqueado para utilizar chip de outras operadoras.
Hoje em dia é fácil conseguir chip das operadoras no exterior. Assim como o Brasil, em cada esquina há uma loja, bastando para isso o passaporte. Qual a dificuldade no passado? A mesma do Brasil: quando você compra um chip, seja pré ou pós pago, na ativação, era necessário informar alguns dados (no Brasil: CPF, endereço, etc). Porém essa dificuldade já não existe mais, e esses chips hoje se tornaram acessíveis apenas com o passaporte (alguns até vendidos anonimamente em máquinas iguais às de refrigerante).
Vale a pena? Depende. Para os Estados Unidos é tudo uma maravilha. Afinal, falamos de um único país, apesar de diversos estados, todos bem integrados com as mesmas operadoras atuando em todas as regiões. Portanto, você pode adquirir um chip em Nova Iorque e utiliza-lo em San Francisco sem nenhum problema, o roaming estadual ou não existe, ou é muito barato.
Os planos variam em torno de U$ 50 e U$ 80 dólares, alguns já incluindo ligações limitadas para o exterior (Brasil). Também é possível adquirir pacotes apenas de dados (são chips vendidos para tablets, como iPads), mais baratos e com uma franquia de dados maior, bastando associar o Skype em suas ligações.
Já para a Europa a coisa complica um pouco mais. As operadoras variam de país para país, e pegar um chip em Portugal, e utilizar ele no Reino Unido, pode sair o mesmo valor de algo adquirido aqui no Brasil. Além disso, mesmo que seja a mesma operadora em países diferentes, será ativado o roaming internacional.
Ai mora o problema na Europa. Se você é um mochileiro, vai tomar café da manhã em Paris e comer um waffer a noite em Bruxelas, certo? Se for comprar um chip diferente em cada país que passar, conta pode ficar um pouco salgada. Vamos aos exemplos:
Em Portugal peguei um chip somente de internet da Vodafone no 3G (velocidade de 15 MB/s e franquia de 20 GB) por 13 euros. Na Itália um plano semelhante da TIM custava em torno de 20 euros. Ou seja, de pouco em pouco, o montante ao final da viagem pode ficar bem salgado se você comprar um chip em cada região. E o preço das ligações ajuda a mascarar a realidade: que tal 80 centavos de euro para ligação/minuto para o Brasil? Agora lembre-se de que esses mesmos 80 centavos quando convertidos para o real, são quase R$ 2,50 o minuto.
Na prática, apesar de nosso acesso cada vez mais facilitado aos chips nos países, os preços ainda estão salgados, afinal por lá, o estimulo vai todo para os planos pós-pagos, e no pré-pago a coisa não é tão bonita assim. A vantagem na Europa é o roaming mais barato. Chips Italianos, por exemplo, podem ser utilizados na Alemanha com tarifas reduzidas.
Quando eu opto por um chip de uma operadora internacional, geralmente opto apenas por chips de dados, e ele se encaixa muito bem no contexto da Europa. Conforme citei acima, a vantagem do chip apenas de dados é que o preço geralmente é um pouco mais barato e a franquia bem alta. Daí com boa conexão e franquia, basta usar o Skype, e claro, assistir a uns filmes no youtube.
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4) Chips de Viagens
Necessário: Celular desbloqueado.
Algumas empresas, como a http://www.celtravel.com nos Estados Unidos e a http://www.lycamobile.pt , http://www.maxroam.com e http://www.europasim.com na Europa, trazem parcerias com as operadoras para os viajantes internacionais.
São chamados chips de viagem, entregues no Brasil (ou comprados no aeroporto – geralmente tem um vendedor chato anunciando eles na entrada da área internacional), para já chegar em seu destino falando e navegando na internet.
A CelTravel, que faz o serviço nos EUA, oferece ligações e internet ilimitadas dentro dos EUA por cerca de R$ 4 o dia, e por R$ 6 o dia inclui ligações para o Brasil. Em 10 dias são 60 reais, mais em conta, por exemplo, que um chip da AT&T com os mesmos benefícios.
Já para a Europa, para variar, a coisa é mais complicada (pô, a Europa é mesmo um mundo desenvolvido? Hehehe). O Reino Unido, por exemplo, é um mundo à parte, por lá os pacotes de dados desses chips de viagens são bem limitados, e as tarifas em libras podem ficar um pouco salgadas. Além disso, possui algumas operadoras próprias, com valores normalmente mais elevados de tarifas.
O fato é, que já pesquisei já extensamente sobre esses chips de viagem na Europa, e a verdade é que pelo visto, ainda é mais vantajoso por lá ir até a loja de alguma operadora e pesquisar o preço (conforme a dica 3). A maioria das operadoras tem um plano pré-pago que se adapta aos turistas, saindo mais barato.
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5) Cartões Telefônicos Internacionais
Necessário: Um orelhão.
Se sua intenção é apenas telefonar para casa, essa pode ser uma forma boa e barata. São cartões pré-pagos, que você utiliza em qualquer orelhão (telefone público), fazendo uma ligação diretamente para casa. Esses cartões estão à venda nos aeroportos (lembra do vendedor do chip pré-pago acima? Ele também tem esses cartões), ou em diversos sites como http://www.seucartaotelefonico.com/ . São diversos os modelos, sendo os mais famosos no exterior o BasterCard, Boss e o Hello.
A vantagem desses cartões é justamente o preço, geralmente o mesmo cobrado pelo Skype, ou até mais barato (no momento desse artigo, os preços estão entre 6 e 10 cents de dólar tanto para os EUA quanto para a Europa). Alguns serviços funcionam semelhante ao Skype To Go (lembra citado no item 1?), com preços semelhantes.
Já foram muito populares no passado, mas devido ao comércio absurdo dos smartphones, e a popularização dos chips internacionais e o maior poder aquisitivo global, são cada vez menos utilizados. Mas os preços continuam os melhores, com certeza.
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6) Ligações via Rádio
Necessário: Aparelhos que suportam rádio.
Você já deve ter ouvido alguém gritando em algum aparelho, seguido de um barulho insuportável nada elegante de confirmação. São os populares Nextel (hoje serviço também oferecido pelas outras operadoras).
Particularmente eu não sei o que se passa nesse meio. As ligações, antes ilimitadas, hoje contam com pacotes de dados em minutos, na Nextel, por exemplo, ligação de 50 minutos para os Estados Unidos sai por mensalidade de cerca de R$ 50. Além disso, é preciso ter um aparelho compatível, algumas empresas chegam a alugar esses aparelhos pelo modesto preço de mais de R$ 100 o que torna essa alternativa impraticável.
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Conclusão
Para os Estados Unidos, a CelTravel pode ser uma excelente decisão para viagens limitadas a períodos menores. Você não necessariamente precisa pegar o plano mais caro com ligações ilimitadas para o Brasil, pode aproveitar e mesclar os dados ilimitados dela com o Skype e falar todos os dias para casa gastando pouco. Para a Europa a situação é caótica. Ir diretamente as lojas das operadoras e pesquisar ainda é a melhor opção. Caso você não tenha nem smartphone, nem levará um notebook, ou seja, não precisa de internet, os cartões telefônicos internacionais certamente são uma excelente opção.
E como eu faço? Não tenho nenhum tique nervoso de estar conectado ao mundo 24 horas. Antigamente nem celular existia e a humanidade não entrou em extinção por conta disso (mais fácil entrar em extinção hoje, no qual os relacionamentos se dão através da tecnologia). Por esse motivo, ainda opto pelo bom e barato Skype, associado a internet dos hotéis (e claro, Starbucks, o café pode ser ruim, mas o sinal da internet não). Em 45 dias na Europa, ligando todos os dias para 10 minutos para o Brasil, gastei R$ 60 reais com o Skype. Mas isso tudo porque meus pais não são acostumados a utilizar o computador, caso contrário, ligação Skype-Skype seria de graça. E apesar do cartão telefônico internacional ser uma boa opção, você fica limitado a encontrar um orelhão que funcione.
Claro, não deixem de conferir as promoções de roaming aqui no Brasil, milagres podem acontecer. Como citado acima, no momento desse artigo, ligação pela TIM para o Brasil por R$ 0,20, certamente vale a pena.
E por último, tanto o iOS quanto o sistema Android possuem, nos aparelhos que dão suporte, uma opção chamada “Acesso Pessoal” ou “Acesso Remoto”, transformando seu aparelho em um roteador wifi através do 3G ou 4G. Assim, não é necessário dois chips, um para o seu smartphone e outro para seu tablete ou notebook, basta um chip utilizando essa opção =) Nunca é bom lembrar, afinal, é mais um modo de economizar. E fique menos dependente da internet, não deixe de ler minha dica de aplicativos para levar no smartphone.
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Dica - Viajar sem sair de casa: Photosphere e o 360º; e claro, Street View
É bem verdade que a tecnologia, incorporada na internet, permite conhecer o mundo através do conforto de sua residência. Acontece, porém, que agora, é possível também interagir com esse mundo.
Exibir mapa ampliado
Agora, para que apenas passear com imagens em baixa resolução, se podemos também apreciar mais de perto com maiores detalhes? É nesse contexto que surgiu o Photoshere e as imagens em 360 graus.
Como é?
Photoshere (fotografias em forma de esferas) são imagens panorâmicas em 360 graus, que você pode navegar apenas movimentando o mouse do computador. Quer entender melhor? Então dê uma olhada de perto na praça do Vaticano:
Exibir mapa ampliado
A tecnologia tem se aprimorado tanto, que alguns sites já oferecem o serviço com resoluções absurdas, incluindo panorâmicas com mais de 1000 GB de dados. Que dar um close no Japão? Repare no exemplo abaixo, que é possível ver através de janelas em edifícios a mais de 1 km de distância!
E isso não é exclusividade do Google (Veja a Página do Google View aqui). Diversos sites já oferecem o serviço com uma qualidade excelente, e graças aos aplicativos dos Smartphones e popularização das câmeras fotográficas, praticamente o mundo todo já se encontra mapeado pelos usuários. Deixo como dica também o 360Cities e o Photosynt - esse último com maior colaboração das bizarrices dos usuários).
Caso sua praia seja ainda namorar obras de arte, diversos museus do mundo já possuem em seu site uma visualização panorâmica. Que tal passearmos pelo Louvre? Confira o GoogleArtProject.
Quer colaborar ou mapear seu quarto, mas não tem um equipamento profissional? Qualquer smartphone consegue fazer o mapeamento hoje sem grandes complicações (meio 1, meio 2, há ainda diversos outros métodos pela internet).
Agora você não tem mais desculpa para não conhecer a Torre Eiffel. Alias, que lugar gostaria de conhecer?
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Cartão Internacional - Dicas para fazer suas compras pela internet no exterior
É comum ouvir em um ou outro lugar alguém reclamando da falta de um cartão internacional para aproveitar aquela promoção animadora em dólar. Além disso, diversas stores enviam produtos para o Brasil gratuitamente e com uma velocidade de entrega bem razoável, o que torna tentador comprar lá fora (já ouviu falar da DealExtreme ?).
Esse artigo é direcionado a essas pessoas que não possuem um cartão próprio e estão afim de conseguir ou para aqueles que querem conhecer mais opções. Não vou me focar muito nos cartões bancários, pois quem é correntista de algum banco, basta ir a agência e solicitar o seu. A ideia também é se focar nos cartões com menores custos ou anuidades grátis.
AVISO!!!!!!!!! (28/12/2013)
Antes um pequeno aviso, o imposto de 0,38% dos cartões pré-pagos e travel checks foi, sem aviso algum prévio, reajustado para 6,38%. Sabe o que isso significa? U$ 60 dólares a mais a cada 1000 dólares em compras. O artigo ainda não foi atualizado, mas fiquem sabendo desses valores!
Em breve o resto do artigo também será atualizado.
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Para quem acompanha a série de viagens, há uma matéria especial de como levar seu dinheiro no exterior, confira aqui.
1) Cartão de Crédito Internacional
Caso não tenha conta bancária, ou tem problemas com sua renda, os cartões de crédito internacionais das lojas são uma excelente alternativa. A maioria vem atrelado a bandeira VISA ou MasterCard, ou seja, aceito na maioria dos estabelecimentos, e ainda com anuidade grátis. Além disso, praticamente todos podem ser solicitados pela internet (apesar de prático, geralmente é mais demorado e por vezes preciso escanear e enviar o comprovante de residência). Confira as opções:
- Cartão Saraiva
Utiliza a bandeira VISA, promete anuidade e taxas grátis para sempre, atrelado ao Banco do Brasil (ou seja, trabalha com o dólar bancário do BB - detalhe: não é necessário virar correntista do banco). Por conta das tarifas inexistentes, é talvez o mais recomendado.
Acumula pontos no Duplo Programa de Recompensas, Saraiva Plus e Milhas Aéreas, que revertem para o titular, gera desconto de até 15% na livraria Saraiva.
O limite varia conforme a renda informada na solicitação do cartão. Em média os valores variam entre R$ 300 e 500 reais, e é necessário pelo menos 6 meses com o cartão para solicitar aumento.
- Cartão Petrobras
É basicamente o mesmo cartão VISA administrado pelo Banco do Brasil oferecido pela Saraiva. A anuidade e as taxas também são gratuitas, a solicitação e os limites são os mesmos, assim como seus benefícios.
- Cartão Santander Free
Bandeira VISA ou MasterCard administrado pelo Santander. Possui anuidade grátis desde que seja feito pelo menos uma transação ao mês. Podem ser cobradas outras tarifas, como consultas em caixa eletrônico.
- Outros
Ocasionalmente a Fnac e o Submarino oferecem promoções com seus cartões com anuidade gratuita. No momento desse artigo, ambos possuem uma anuidade de cerca de R$ 50,00, por isso não irei comentar sobre eles. O Hipercard também oferece um cartão com anuidade gratuita, porém pouco aceito na maioria dos estabelecimentos, principalmente no meio internacional.
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2) Cartão Pré-Pago para Viagens
São cartões comercializados pela maioria das casas de câmbio e alguns bancos. A vantagem desse tipo de cartão é que é possível ter um saldo diretamente na moeda desejada (dólar, euro, libra, etc). No momento da recarga, é utilizado a cotação do dólar turismo, que apesar de mais cara que o comercial, possui um IOF de apenas 0,38% (contra 6,38% do cartão de crédito). Além disso, quando feito pessoalmente na casa de câmbio, é possível negociar esse valor.
Esses cartões foram criados na verdade justamente para viagens, e você pode encontrar algumas dificuldades com eles. O Steam, por exemplo, normalmente recusa a compra desse tipo de cartão.
Não há grande variedade. Os mais famosos são o Visa Travel Money (VTM) e o Mastercard CashPassport (ou Travel Card), apesar do crescimento do American Express nesse seguimento. Alguns bancos também fornecem esses cartões, mas o forte mesmo são as casas de câmbio. É possível adquirir nos sites de algumas casas de câmbio, pelos bancos somente nas agências ou solicitando pelo seu home banking.
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3) Cartão Pré-Pago
São cartões pré-pagos que mantém um saldo em reais (exceção ao Neteller, veja mais abaixo), e capazes de fazer transações internacionais (e o melhor de tudo, alguns usam a cotação do dólar comercial ainda cobrando o IOF de 0,38%).
Não é necessário muita burocracia para adquirir esses cartões, é tudo realizado pela internet e em uma semana geralmente ele já é entregue em sua casa (enquanto que os cartões de crédito internacional – como o da Livraria Saraiva – podem demorar até 40 dias).
A recarga desses cartões costuma ser fácil: pela internet, transferência bancária, cartão de crédito ou débito e até mesmo boleto bancário. Menores de idade podem ter esses cartões, desde que informem o CPF de um responsável. Vamos a eles:
- Conta Super
Não possui tarifa de abertura de conta, porém há uma tarifa mensal orçada em R$ 4,90 e recarga com valor mínimo de recarga de R$ 20,00. No Conta Super é cobrado o valor do dólar comercial do dia da compra acrescido de 3% referente a taxas de conversão. O IOF de 0,38% já está incluído nesse valor. Bandeira Mastercard. A vantagem desse tipo de cartão é que você utiliza a cotação do dia da compra, não fica atrelado a uma mudança repentina do dólar em faturas bancárias como acontece com os cartões de crédito.
Não me perguntem qual a mágica utilizada pela Conta Super para transformar o IOF do dólar comercial em 0,38%. Palpite meu, o valor do dólar turismo é baseado na oferta e procura, provavelmente eles possuem um dólar turismo comercializado por um menor valor, e lucram com as taxas de manutenção mensal e os 3% de taxa encima de cada transação.
- Neteller
Não possui tarifa de abertura de conta, mensalidade ou anuidade. Porém após 14 meses de inatividade é cobrada uma tarifa de até $30USD. O saldo é convertido no momento da recarga para dólares utilizando a cotação turismo e IOF 0,38%, ou seja, não fica sujeito a variações do dólar com o tempo. Além disso é cobrado uma taxa que varia conforme o meio de recarga (boleto bancário aparece como grátis, mas apenas internacional - ou seja, para nós, não é free, veja as demais tarifas aqui).
Espera: então o cartão não tem anuidade, mensalidade ou taxa, e não cobra tarifas nas transações? Como a empresa se mantém? É justamente no ganho da venda do dólar turismo e na taxa de recarga.
- MEO
Possui uma taxa de abertura de conta de R$ 9,90 e cobra uma mensalidade de R$ 5,00 com direito a duas recargas grátis por mês, sendo as outras recargas pagas R$ 3,00 (que são convertidos em bônus para créditos de celular pela YP).
Trabalha com o dólar comercial e IOF de 0,38%, além de cobrar uma taxa de 4,62% de tarifa. Provavelmente o mesmo mecanismo da Conta Super.
A pergunta nesse ponto é, as três empresas acima são seguras? A verdade é que, lendo as entrelinhas dos contratos, nenhuma promete restituição em caso de falência da empresa. A Neteller tem uma certa credibilidade devido a atuação internacional, mas mesmo ela, não dá garantias. Minha recomendação é: use com valores dentro da sua realidade, nada de colocar 5 mil reais nesses cartões e utilizar como poupanças bancárias, ok?
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4) Cartão Virtual
Aqui não há muita variedade. Na prática mesmo, para os brasileiros apenas o Entropay está disponível, administrado pela VISA. A vantagem está na liberação imediata do cartão, é um cartão virtual, você recebe apenas o número e o código de segurança.
A desvantagem é que a recarga precisa ser feita com um cartão internacional (duh?). Pode parecer absurdo, mas a ideia do Entropay é ser um cartão anônimo e descartável (não informa a origem do comprador), e não um cartão propriamente internacional. A dica portanto é procurar um amigo ou parente, e utilizar o cartão deles para a recarga, o que não é tão difícil. Depois é só ir realizando suas compras com seu saldo. De contra também, suas tarifas variam muito, e a recarga mínima é de U$ 20.
Cuidado: há diversos sites que prometem Cartões Virtuais rápidos (como a PowerBônus e o CartãoVisaVirtual e diversos outros pela internet), sempre desconfie desse tipo de serviço e procure se informar do registro da empresa. Repare nos exemplos, que a PowerBônus não possui nenhum telefone de contato ou CNPJ brasileiro (e possui uma recarga mínima no valor absurdo de R$ 350 reais no momento desse artigo), e o CartãoVisaVirtual está hospedado em um blog gratuito no Blogger, vendendo um PDF que ensina a como conseguir um cartão VTM. São serviços no mínimo estranhos. Tenha sempre cuidado.
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CONCLUSÃO
Há diversas formas de ter o seu cartão para compras internacional. Cada uma com sua vantagem e particularidade. Recomendo traçar o seu perfil de consumidor na hora de decidir qual optar. Um consumidor casual com uma ou nenhuma compra no mês talvez seja melhor um cartão de crédito sem anuidade, para consumidores frenéticos que vivem nas lojas de bugigangas online, talvez seja melhor um Cartão Pré-Pago nacional. Trace seu perfil.
Como última dica, procure associar seu cartão ao PayPal. A vantagem do PayPal é fornecer seus dados com um intermediário seguro durante as compras. Além disso, diversas lojas hoje oferecem descontos ou benefícios para quem pagar com ele intermediando.
Boas compras =)
Agora vamos falar do Bitcoin...
hehehe
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Bruxelas - ESPETACULAR !
Quem pesquisa sobre a melhor época do ano para se viajar, acaba encontrando diversos fóruns não recomendam a Europa nos meses de inverno (em nossas férias entre dezembro e janeiro).
Na prática, isso é só meia verdade. Deixando de viajar nessa época, você perde as feiras de natal na Alemanha, e, como no vídeo, as emocionantes montagens natalinas.
Simplesmente espetacular.
# Europa - INTRODUÇÃO
A série “Europa” vai trazer as principais cidades que conheci durante minha última viagem. A ideia não é fazer roteiros ou indicar direções/trajetos a serem seguidos (até mesmo porque há vários outros blogs na internet que já possuem esse conteúdo). É apenas apontar alguns detalhes dos principais pontos turísticos que visitei, que valeram ou não valeram a pena, e claro, apontar dicas das cidades.
Um outro ponto é que ando muito. E põe muito nisso. Usando um aplicativo para o iPhone, contei quase 30km de caminhada em um único dia na França (claro que isso também significou uma noite inteira chorando de dor nos pés hehehe). Portanto fazer meus roteiros/loucuras não seria o ideal para a maioria das pessoas.
A vantagem da caminhada é descobrir pelo trajeto arquiteturas escondidas, detalhes que muitas vezes passam despercebido. Por outro lado, em diversos lugares o transporte público ou até mesmo ônibus de turismos são seus melhores amigos. Em Porto (Portugal), por exemplo, pensar em andar é suicido visto a distância entre tudo e os declives monstruosos existentes por lá.
Mas como saber tudo isso? Apenas acompanhando a série, que espero ser útil para todos, assim como foi para mim.
Já argumentei em outro artigo do porque é muito mais vantajoso e proveitoso você mesmo fazer seu guia turístico. Caso não tenha lido, não perca a oportunidade, pode instigar sua curiosidade.
Mas a dica mesmo que quero deixar como extra é, durante suas pesquisas, olhe também o preço, promoção de compra pela internet e pacotes, e dias de abertura das atrações. Porquê?
- Costuma ser mais barato comprar antecipado pela internet;
- Geralmente pacotes de três ou quatro atrações saem mais barato;
- Algumas atrações fecham em determinados dias da semana, principalmente as segundas;
- Diversos museus possuem dia/horário que não cobram entrada;
- Ajuda na hora de criar sua estimativa de custos.
Feito esse parênteses, vamos a série. Bom proveito.
Boston - USA on Flickr.
Surpreendente conhecer Boston.
# Mochilão - Passaporte, Carteira Internacional do Estudante, CNH/PID, Seguro Viagem e Outros Documentos
Vamos falar um pouco dos documentos que podem ou não ser necessários a sua viagem. A ideia não é ficar me aprofundando sobre cada um, mas apenas tecer alguns comentários se vale ou não a pena, e o que é importante levar.
Passaporte e Vistos
Há diversos tutoriais de como tirar passaporte pela web. E o visto americano está, no momento desse artigo, passando por algumas mudanças na forma de ser solicitado.
Portanto, não esqueça do seu passaporte e vistos de imigração. Lembrando ainda que o passaporte deve estar a mais de 6 meses do vencimento (alguns relatos de pessoas que entraram sem problemas com passaporte mais próximo do vencimento, mas eu não contaria com isso), e no caso do brasileiro, a validade é de 5 anos.
*O visto dos EUA costuma durar 10 anos. O passaporte tem validade de 5. Então o que fazer? Simples: viaje sempre levando consigo também o passaporte antigo.
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Documentos para a Imigração
Além do visto, já mencionado acima (para a Europa em geral não é necessário visto para turista até 90 dias, para o Reino Unido você faz uma breve entrevista na entrada), ter um material legal para mostrar na entrada do país é bem importante.
Algumas nações possuem regras próprias. Você já deve ter ouvido falar da chatice que é na Espanha, na qual exigem reservas do hotel, passagem de volta e uma quantia monetária mínima diária. Na prática, não existe uma deportação sem motivo. Sempre quando ouço e leio histórias de deportação, procuro saber um pouco mais e.. sempre tem aquele “algo a mais”... ninguém é inocente.
O que você está vindo fazer aqui? Onde vai ficar hospedado(a)? Quanto de dinheiro está trazendo para sua viagem? Quantos dias pretende ficar? Qual a sua ocupação atual no seu país de origem? Esse interrogatório todo não existe de fato se você não der motivo para isso.
Recomendo a todos lerem essa matéria aqui no qual comento como eu entro nos países sem complicações simplesmente levando a coisa certa. O mais próximo de um interrogatório que já ouvi foi a pergunta “precisa de quantos dias?”, sim, se você demonstrar ser uma pessoa séria, vão te tratar com respeito, e não soltar um direito “quantos dias?”. A aparência não demonstra se a pessoa é boa ou rim, mas certamente traz uma boa primeira impressão, e se é uma arma que podemos utilizar, para que deixar ela guardada, não é mesmo?
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CNH e Permissão Internacional para Dirigir (PID)
O Brasil possui acordos (Convenção de Viena, Princípio de Reciprocidade e Acordo Sobre Regulamentação Básica Unificada de Trânsito) no qual nossa habilitação é aceita em mais de 100 países.
Resumindo, nos países que fazem parte desses acordos (confira a lista completa aqui), você pode alugar um carro e sair passeando sem problemas.
Agora apenas CNH ou preciso necessariamente de uma Permissão Internacional para Dirigir (PID)? Em tese, apenas a CNH já é o bastante para que você trafegue sem problemas. Mas tem algumas ressalvas nesse caso: algumas locadoras de automóveis se negam a alugar carros para motoristas sem a PID; e a principal complicação é no caso de acidentes/sinistros. Caso você cometa alguma infração de trânsito, ou seja abordado por algum policial que não foi com a sua cara, ele pode exigir sua documentação. Caso autuado, você precisará fornecer uma documentação internacional.
Ok, mas e se eu não tiver a PID? Simples. Eles fazem uma e te mandam a conta (juntamente com uma multa que não é barata). Em resumo, ter a PID, apesar de opcional, é uma forma de evitar dores de cabeça. O custo atual para a confecção da PID varia entre R$ 200 – 250 reais, e sua validade segue a validade de sua CNH (por isso, se sua CNH estiver vencendo, talvez seja interessante renovar ela primeiro).
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Carteira Internacional do Estudante (ISIC)
Você precisa mesmo disso? Tanto nos EUA quanto na Europa, nos lugares que frequentei, bastou falar que eu era estudante e pronto. Não precisava mostrar nenhum documento, pagava o desconto e fim (e olha que eu tinha na última viagem 28 anos, barbudo realmente com cara de velho). Confiança é algo importante e isso eles possuem.
Para não dizer que não precisei nenhuma vez da carteira internacional do estudante, o London Bridge foi o único passeio que me pediu algum documento.
Então não vale a pena a carteira internacional do estudante? Talvez sim pelo preço (cerca de R$ 50,00). No único local que utilizei a carteira, a entrada custava 12 libras, paguei apenas 7. São 5 libras de diferença, o que significava na época quase R$ 20,00, ou seja, mesmo que seja pedido apenas em uma ou outra instituição, a carteirinha acaba “se pagando”.
Se ainda assim, julgar cerca de R$ 50,00 como “caro”, nos Estados Unidos eu fiz um teste no Mystic Aquarium mostrando o crachá da Universidade de São Paulo (em português mesmo), e passou como estudante sem problema algum. Se você gosta de viver com emoções...
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Carteira de Alberguista, Carteira Mundial do Jovem (...)
Esqueça! Aquele papo de albergues aceitar apenas pessoas com carteira do alberguista é mito. E mesmo os albergues gratuitos credenciados pelo Hostel International (HI) são difíceis de conseguir, muitas vezes com filas de espera de anos não valendo a pena (o YMCA, um dos mais famosos de NYC, possui uma fila de "só" 4 anos). Já a carteira mundial do jovem só é útil se você tiver menos de 26 anos e não for estudante, seguindo as mesmas regras da carteira internacional do estudante citada acima.
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Seguro Saúde / Viagem
É relativamente barato. Meu último por 45 dias paguei R$ 199 pela Porto Seguro (pesquise bem, os das companhias de turismo costumam ser mais caros - e isso inclui até mesmo a ISIC, que teoricamente, é especializada nisso).
Pergunta se alguma vez eu utilizei o seguro saúde? (ainda bem que não né? hehehe). É verdade que várias companhias de turismo irão oferecer e dizer que é obrigatório a apresentação do seguro saúde (e de fato, pelo Tratado de Schengen é mesmo obrigatório). Na prática, nunca vi ou ouvi ninguém comentando que foi cobrado na entrada de algum país se tinha ou não o tal seguro.
Ok, falei da burocracia. Agora, estamos falando também da sua segurança e saúde (e apesar do nome “Seguro Saúde”, engloba também auxílio em caso de extravio de bagagem, furtos, entre outras coisas), e certamente não vale a pena arriscar sua saúde só para economizar uns troquinhos. Vai por mim, você vai gastar bem mais em beer na Europa do que em um seguro saúde.
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Nota Fiscal e Produtos Brasileiros
Qualquer produto que você for levar do Brasil, leve junto a nota fiscal. Sim, já ouvi relato de um policial federal querendo cobrar imposto de importação de um iPad com símbolo da Anatel... Portanto, seja precavido.
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Tax Free
O Tax Free é um assunto delicado. Resolvi fazer uma matéria toda dedicada a ela. Confira tudo sobre ele aqui. Saiba apenas que, será necessário guardar todas as notas fiscais de compras durante a viagem (exceto alimentos).
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Esses são os principais documentos que você precisa levar. Os documentos brasileiros como CPF, RG, cartões de débito nacional, etc, não precisa fazer parte da sua mochila e não tem valor no exterior.
Entenda também que os documentos citados acima são demorados. O passaporte pode demorar até 3 meses para ser agendado (última estimativa aqui na cidade de Ribeirão Preto) e mais 2 meses para receber o documento (até parece piada não é?). Portanto, nada de deixar para a última hora.
Sendo precavido, tudo dará certo.
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