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@rdxshu-blog
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@rdxjunho
❝ sinceramente? eu não acredito, mas tem umas paradas aqui na cidade que me deixam meio assustado… no caso, passo bem longe da capela redemptio. e não me sinto nada bem passando perto da floresta durante a noite. mas eu acho que eles não seriam vermelhos e teriam chifres. feios até que sim, mas sei lá. dizem que lúcifer era o anjo mais bonito do céu, né? vai saber… ❞
❝ Não é?! Eu morro de medo daquela capela. Você já ouviu falar que lá tem... sangue nas paredes, tipo, daquele cara que sumiu? Eu morro de curiosidade de ir, mas o medo fala mais alto...
Mas sobre a floresta... O clube de jardinagem fica por lá, e eu sempre tô lá, então acho que me acostumei. Eu também gosto bastante de natureza, então... Ah! Mas eu não acredito que ele continuaria lindo depois de ser expulso, não. ❞
@rdxeunha
“Eu… Eu acho que Deus está nos protegendo de qualquer mal que pode ser mandado contra nós. Os demônios não devem estar assim, livres, não.”
❝ Protegendo...? Bom, eu não diria isso. Não no mundo que a gente vive, sabe? ❞
@rdxbaekho
“Da onde você tirou isso? Bíblia? Shu-yah, Lúcifer era o anjo mais bonito do céu!”
❝ Mas será que ele continuou lindo assim depois de decair? Quero dizer... Será que Deus o expulsaria do céu pra ele continuar bonitão por aqui? ❞
@rdxleia
“Duh, mas é claro… que não. Se chamam lendas por um motivo, não concorda? Caso isso tudo fosse verdade, iam existir documentos, comprovação material, ou algo assim. Qualquer um pode inventar essas coisas.”
❝ Comprovação material eu já acho meio... Impossível, mesmo se fosse verdade. Imagina, tipo, uma documentação de raças? Acho que o mundo como a gente conhece sequer existira. E, é claro, sempre que há diferença entre forças, há também dominação. Eu não gosto nem de pensar numa sociedade assim... ❞
@rdxkai
“Aposto que até carregam um tridente onde quer que vão. Se a intenção é levar humanos pro mau caminho, eles deveriam ter pelo menos uma aparência mais tentadora, não acha?”
❝ Oh.. Acho que você tem razão. Mas se eles pudessem... se transformar em criaturas bonitas mas, na realidade, serem feias? Tipo mutantes, assim. ❞
“a única certeza que eu tenho nessa vida é que eu vou morrer um dia… acho essas lendas interessantes demais, mas não sei se posso chegar a acreditar… e, feios? le génie du mal retrata um homem e tanto…”
❝ Não tenho como discordar disso, unnie. Ah, esse é um bom argumento, mas a arte também retrata algumas coisas sendo mais bonitas do que são de fato, então... Só conhecendo um demônio pra saber. Isso, claro, se eles fossem reais... ❞
@rdxsooyeon
“…O que? De onde você tirou isso, Shu? I mean, isso não tem sentindo nenhum.”
❝ Oh...
É claro que se você fosse um demônio, seria o mais bonito deles. ❞
@rdxjulong
“Eu não acredito não, pra falar a verdade… acho totalmente sem sentido. Mas tem quem acredite, né? Quem sou eu pra julgar… existe maluco pra tudo nesse mundo, principalmente em Yeonok.” Foi a resposta que deu, afinal, ninguém precisava saber o que ele de fato era e muito menos que as lendas da cidade eram, em sua maioria, reais. No entanto, a frase que tinha em seu pensamento era: “Ter chifres e ser vermelho tudo bem, mas feio? Me sinto ofendido. Felizmente tenho plena consciência de que sou bonito.”
❝ A imaginação das pessoas por aqui é bem fértil... E eu tenho até uma teoria de que quanto mais velho você fica, mais você acredita. É só ver os cidadãos mais antigos. Eles falam de um jeito que até assusta... Mas não sou daqui, então, preciso de mais experimentos empíricos pra comprovar essa teoria. ❞
@rdxhyunsik
“Eu acho meio sem sentido, sabe, Shu? Pra mim, essa coisa de anjos e demônios é pura ficção. Mas… vermelhos? Sua imaginação é muito fértil.”
❝ Acho que tem um fundo de sentido, pra ser sincera, mas isso não significa que sejam verdade, de qualquer forma...
Sim! Vermelhos! Mesmo que eles não sejam... Imagina que legal seria se eles fossem? ❞
@rdxsooyeon
“tsc, eu disse que ia te ajudar com eles, mas… esqueci.”
❝ Você sempre esquece, unnie... Mas tudo bem. Sua sorte é ter uma irmã mais nova que sempre segura as pontas pra você. ❞
𝕗𝕝𝕠𝕨𝕖𝕣 𝕓𝕠𝕪
@rdxbaekho
Recebeu o papel e o leu com atenção, sanando a maior parte de suas dúvidas naquele momento, já que quase todas se referiam a informações mais técnicas que Baekho sabia que seguiria à risca. Enfim, guardou o papel no bolso e agradeceu em um tom de voz baixo, observando como o sorriso de Shu permanecia impassível e se perguntando o que realmentese passava dentro de sua cabeça – sempre achou muito esquisito que pessoas pudessem ser espontaneamente simpáticas e não acreditava muito naquilo não. Seguiu os passos alheios olhando ao redor como se visse o estabelecimento pela primeira vez mesmo que sempre passasse por ali, e concluiu que realmente gostava do lugar. O cheiro de terra e a aura tranquila que ele transmitia faziam o rapaz sentir um tipo de paz muito rara em seus pensamentos sempre agitados. Pensando nisso, perdeu-se, e só voltou a prestar atenção quando ouviu o próprio nome ser proferido.
“Não precisa se preocupar com isso, eu tinha um jardim na casa de minha família, antes de me mudar”, por mais que o ímpeto sempre mandasse Baekho não desperdiçar palavras vãs, era a primeira vez que tinha alguém com o qual falar sobre algo que tanto gostava e, de certa forma, entendeu o que Shu quisera dizer com troca de energia. Pressionou os lábios por uma fração de segundos, perguntando-se que mal havia em trocar um papo despretensioso uma vez na vida, a cargo apenas de entretenimento. Assim, deixou-se levar, deixando de lado por um momento a reticência sobre os bons modos da chinesa para partilhar suas experiências com alguém que o entendesse. “Eu vinha aqui com frequência pra comprar sementes e adubo, até que lotei o canteiro e aprendi a fazer adubo sozinho. Mas agora estou morando em um apartamento e fica realmente complicado entrar tanto em contato quanto antes, por isso me inscrevi pra vaga aqui. Mas mesmo assim, ainda tenho coisas a aprender, então vou aceitar a sua ajuda no que puder me ajudar. Sempre tive facilidade de cuidar de flores, mas nenhuma leguminosa minha nunca nasceu…”, ao mesmo tempo que planejava não tornar a conversa muito pessoal e permanecer de resguarda, sentia também que falar sobre plantas era algo naturalmente interno, o que o deixava desconfortável. Puxou uma das cadeiras ao redor de uma das mesas circulares da cafeteria, sentando-se e esperando que sua companhia fizesse o mesmo.
Shu ouvia, verdadeiramente interessada, ao que o mais velho tinha a dizer. Era interessante poder dividir experiências com alguém que compartilhava com ela o gosto por plantas - boa parte dos outros funcionários não encarava o emprego da mesma maneira que a chinesa e, bom, saber que finalmente teria um colega com quem conversar sobre isso, ao seu ver, parecia ótimo. “Sério? Deve ser legal ter um jardim só seu pra cuidar.” Assim como Baekho, Shu escolheu uma das cadeiras para acomodar-se e sua postura postura mais relaxada provavelmente fugia do que era esperado que ela apresentasse, mas aquilo não era exatamente uma preocupação na cabeça da mais nova. “Meu pai tinha um também, e ele me ensinou a maior parte das coisas que eu sei.”
Uma sobrancelha fora arqueada diante da informação de que o rapaz, na verdade, costumava frequentar o lugar. Será que havia sido tão desatenta pra não lembrar de um cliente recorrente? “Ah, entendi” Começou, ajeitando-se melhor em seu assento. “Quando eu vim pra cá, também me mudei para um apartamento. É estranho não só por esse lance de não pode cultivar nada, mas o espaço é muito menor, também, você se sente meio sufocado, né?” Não sabia de quanto tempo dispunha o mais velho e, por isso, tinha se resignado a falar somente sobre o trabalho, mas lá estava ela conversando sobre a vida e coisas do dia a dia. Repreendeu-se mentalmente. “Mas sobre as leguminosas, eu também tinha muita dificuldade.” Ela sorriu, o se lembrar de algumas tentativas frustradas. “O truque é saber preparar a terra direitinho, com carinho, sabe? Algumas dão mais trabalho e demandam mais tempo, mas sempre tem um jeitinho de salvá-las, mesmo quando parece que desandou.” Shu falava animada, gesticulando sutilmente, mas é claro que omitiu a informação de que o seu ‘jeitinho’ em nada tinha a ver com técnicas de cultivo - e sim com a sua própria natureza. “Não que a gente cultive muito isso por aqui, de qualquer forma, mas eu te ensino se a gente tiver a oportunidade. Aliás, você já tomou o café daqui? É a gente mesmo que faz, sabia? Eu acho incrível, mas não sei muito dessa parte.”
“a valentine’s miracle”
@rdxshu
Kihyuk gostava muito do dia dos namorados. Sempre enxergou a data como uma oportunidade de iludir mais garotas e, consequentemente, conseguir mais satisfação pessoal e quem sabe alguns contratos ali e aqui. Entretanto, desta vez, a sua ansiedade estava um pouco maior que o normal. A universidade havia organizado um jantar especial para a data e, obviamente, o coreano correu para convidar Shu. Não poderia dizer que estava apaixonado, afinal, eles eram totalmente opostos e bom, Kihyuk não se apaixonaria por uma anjinha nem um milhão de anos. Entretanto, não podia negar o extremo interesse na garota desde que começaram a sair. Sentia-se desafiado, de certa forma, e aquilo trazia um sentimento muito agradável ao rapaz. Talvez, aquilo acabasse durando mais tempo do que esperava.
Arrumou-se logo cedo, para que assim fosse possível aproveitar mais da noite ao lado da garota. Usava roupas não muito adequadas para um jantar refinado, já que calças pretas rasgadas, uma camiseta social branca com dois botões abertos e uma jaqueta de couro não era lá a vestimenta usual dessas coisas. Torcia para que não fosse, mesmo, tão chique assim. Assim que ficou pronto, dirigiu-se até a área dos dormitórios femininos, parando de frente ao prédio e pegando seu celular para enviar uma mensagem anunciando sua chegada.
✉ lil angel (19:30 – shu, estou aqui.)
Guardou o celular de volta ao bolso, então, encostando-se na parede do prédio e cruzando os próprios braços. Estava acostumado a parar ali várias vezes durante as aulas para se encontrar com alguma garota, então era inevitável não sorrir para praticamente todas que passavam por ele, o cumprimentando. Conhecia todas, afinal. Riu baixo com o próprio pensamento, tentando focar-se apenas em Shu pela noite.
Um misto de sensações tomava conta da garota naquela noite. Ela estava animada, sim, mas muito ansiosa também - e seus motivos para esse último sentimento não eram dos melhores. Depois da discussão que tivera com o mais velho e do que quase aconteceu na noite anterior, Shu se perguntava o que diabos estava fazendo. Ela sabia, ela sentia que aquilo tinha tudo para acabar mal - e nem com seu poder ao máximo a garota seria capaz de amenizar a dor do coração partido que ganharia com toda aquela história.
Ainda assim, contrariando todos os apelos de sua racionalidade, Shu se deu ao trabalho de escolher seu vestido mais bonito e levou um tempo considerável para deixar seus cabelos e maquiagem, ao menos, apresentáveis. ‘Tenho segundas intenções, mas não são minha prioridade’, aquela frase não saía de sua cabeça. O que exatamente ele quis dizer com aquilo? Parecia óbvio, quando ela se permitia pensar sobre o assunto: o “relacionamento” deles tinha data de validade - assim que Kihyuk conseguisse o que queria, ele provavelmente a deixaria, e ela sabia. Mas estava nutrindo sentimentos por ele, o que poderia fazer?
Seu raciocínio fora interrompido pelo toque do celular e, no momento em que a chinesa reconheceu o remetente da mensagem, um sorriso bobo iluminou seu rosto. Idiota. Ela era uma completa idiota. Ainda sorrindo, Shu borrifou um pouco de perfume em seus pulsos e pescoço e seguiu em direção ao local marcado com Kihyuk. Assim que avistou o rapaz, apressou o passo em sua direção. “Ei, oppa” Cumprimentou, quando parou em frente ao mais velho. “Espero que eu não tenha te feito esperar demais...” Comentou, num tom tímido, enquanto ajeitava uma mecha de cabelo atrás da orelha.
𝕙𝕠𝕝𝕪
[ thread with: @rdxminseo ; public @ flora - flashback ]
O dia estava quase no fim bem como o expediente da chinesa, que terminava de organizar algumas coisas para, enfim, poder fechar a loja. Ela costumava, vez ou outra, ficar até um pouco mais tarde na Flora pelo simples fato de que gostava do lugar. Gostava de cuidar das plantas ali como se fossem suas - e, em parte, era assim que Shu as considerava. Em todo o caso, a garota estava prestes a desligar o computador quando um som abafado, sôfrego, chamou sua atenção. Os olhos femininos procuraram por sua origem, encontrando-a do lado de fora da loja: dois cachorrinhos e, ao que parecia, um deles estava seriamente ferido; com uma das patinhas impossibilitadas de encostar no chão. Quebrada, provavelmente. Shu prendeu a respiração: não choraria. Não choraria. Não choraria. E, mais do que isso, não faria nada - não poderia fazer nada. Ela tentou ignorar a visão, mas o som do choro do pobre animalzinho foi demais para a estudante.
Bom, era para situações como aquela que ela possuía seus poderes, certo? Certo. Antes que a parte racional de sua mente pudesse processar qualquer argumento contra, Shu deixou a tarefa que fazia de lado e correu em direção aos animais. O olhar deles, bem como a postura, evidenciava o medo que sentiam de humanos - e foi quando a primeira lágrima rolou pelo rosto da menina, que era sensível até demais. Shu abaixou-se e tentou guiar os animaizinhos para dentro da loja, discreta o suficiente para que ninguém a visse - ela achava que estaria sozinha no estabelecimento. Uma vez atingido seu objetivo, a garota levou as mãos ao membro machucado, ouvindo o animal chorar e sentindo-o tremer de medo. “Ei, tá tudo bem. Tudo bem. Eu não vou te machucar…” Sussurrou, mesmo sabendo que não seria compreendida, enquanto deixava seu dom fluir através de seu corpo para o corpo do cachorrinho. As pálpebras fecharam-se em concentração, sua mente esvaziou-se, e, aos poucos, a dor do animal era amenizada. E, mesmo sendo errado, ela não conseguia evitar.
❝ Você acredita mesmo nessas lendas?
Eu tenho certeza que se demônios existissem de verdade, eles provavelmente seriam feios e teriam chifres. E seriam vermelhos. ❞
”mas isso não é… errado? digo, não que eu seja a maior seguidora das regras dessa instituição, mas tem uma câmera bem ali nos olhando… aí fica complicado.”
❝ Bom, talvez seja um pouquinho, mas eu juro que não tô cortando a planta sem motivo. É pra ela crescer mais saudável... ❞
“ei, você, dá pra ter mais cuidado com as flores aí? levei um tempão para deixar tudo arrumado hoje.”
❝ Claro, unnie. Não se preocupe, eu só estou escolhendo algumas, já que encomendaram três buquês pra amanhã e alguém nesse lugar precisa fazê-los, né? ❞