due to personal reasons im a dumbass bitch

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@rdxsora-blog
due to personal reasons im a dumbass bitch
of love and loss
w: @rdxsora
Os Ășltimos dias haviam sido insuportĂĄveis para Luke. NĂŁo sĂł a morte de um amigo querido, como o fato de nĂŁo ter sido sĂł ele e o feito ter sido um assassinato. A faculdade toda estava um caos e o rapaz estava genuinamente com medo. Medo de alguma pessoa queria sua ser uma possĂvel prĂłxima vitima, medo dele prĂłprio ser alguma vĂtima e tambĂ©m medo de descobrir quem fez isso e porque. EntĂŁo o fato era que o moreno simplesmente viveu esses Ășltimos dias preso na paranoia de sua cabeça, fechado no quarto e ocasionalmente buscando apoio emocional em Minkyung. E se nĂŁo fosse por ela e seus amigos, ele provavelmente estaria lĂĄ ainda. Demorou um pouquinho, mas devagar voltava a sair de todo esse medo, tanto que a ideia de Sora estar chegando nesse exato momento para vĂȘ-lo o deixava nervoso e atĂ© tirava um pouco sua cabeça de todo o caos.
Com um empurrĂŁo da irmĂŁ, Luke decidiu se arrumar, pois de acordo com ela Sora nĂŁo merecia ver ele naquela bagunça: os fios negros despenteados e roupas velhas demais para se usar como algo que nĂŁo fossem pijamas. De banho tomado e um pouco mais decente do que anteriormente, com o Jeans e moletom universitĂĄrio, Luke decidiu passar os minutos restantes para a chegada da mulher lendo algumas notĂcias no celular.
A cabeça de Sora estava uma completa bagunça. Toda a situação acerca das mortes havia ganhado um novo nĂvel de bizarrice depois da reuniĂŁo com os outros presidentes - e ela nĂŁo conseguia, por mais que tentasse, compreender a posição de seus colegas e a opção pelo silĂȘncio. Eles deveriam ser os primeiros a questionar o que estava acontecendo e cobrar do reitor algum posicionamento. No entanto, a estudante foi confrontada com a passividade e aquilo serviu como gatilho para a crise de pĂąnico que se seguiu - preocupava-se em excesso com seus amigos, consigo mesma e com a segurança dos outros alunos. Aquilo era uma bagunça. A decisĂŁo de renunciar - ou, ao menos, afastar-se - da presidĂȘncia da Alpha veio nesse momento e, por isso, ela se arrependia.
 Sora, entĂŁo, recorreu a Ășltima pessoa que chamaria numa situação como aquela: Luke. Definitivamente nĂŁo era como se ela nĂŁo confiasse no mais novo, mas nĂŁo sabia se estava pronta para mostrar tamanha fragilidade para o rapaz. Tinha medo do que ele pensaria. De qualquer forma, nĂŁo se arrependera da decisĂŁo - e, lĂĄ no fundo, ela sabia que a verdade Ă© que ela queria, e muito, estar na companhia de Luke naquele momento tĂŁo ruim. Por isso, lĂĄ estava Sora, de cara lavada - algo incomum para a maquiadora -, batendo na porta do mais novo. Quando fora atendida, a mulher deixou um sorriso pequeno adornar seus lĂĄbios. âE aĂ, bebĂȘ!â Cumprimentou ligeiramente animada, mesmo que o clima nĂŁo estivesse bom por Yeonok. NĂŁo queria que o encontro dos dois se tornasse melancĂłlico. âComo tĂĄ meu ranger favorito?âÂ
âVocĂȘ realmente nĂŁo tĂĄ animado pro Valentineâs?â
âNĂŁo nego que tĂŽ achando divertido desde jĂĄ.â
Na verdade, eu tÎ bastante animada... O melhor date dessa universidade é o meu, né?
âOi? Eu estava concentrado terminado esse parĂĄgrafo, vocĂȘ pode repetir?â
Repito, sim, meu bem. VocĂȘ jĂĄ chamou a Yoshiko pra esse jantar ou eu vou ter que fazer isso por vocĂȘ?Â
@rdxsangmi
Eu nĂŁo fazia a menor ideia⊠Acho que nĂŁo posso te ajudar com isso, mas se vocĂȘ fizer uma lista recomendo decorar por ordem alfabĂ©tica.
Ă... E sĂŁo nomes bem chatinhos. Tudo no meu curso Ă© muito tĂ©cnico, atĂ© cansa. Eu tentei fazer assim outras vezes. Acho que foi o mĂ©todo que mais me ajudou, na verdade. Mas obrigada de qualquer forma, Sangmi-ssi.Â
âUau⊠mas isso nĂŁo Ă©, tipo, algo que todos eles deviam saber? Se bem que eu entendo, tem gente que estuda comigo que nĂŁo sabe nem quando a constituição do paĂs foi promulgada⊠e olha que nem coreano eu sou, mas enfim. NĂŁo precisa ficar preocupada, o meu apoio motivacional jĂĄ Ă© o suficiente pra vocĂȘ ir bem nas provas desse semestre.âÂ
EntĂŁo, na teoria, sim... Mas vocĂȘ ficaria surpreso com o tanto de dinheiro que eu ganho fazendo resumo e trabalho pra alguns colegas de classe. Sabe como Ă©, nĂ©? Bom, eu âtĂŽ realmente contando com isso. Vamos ver se vocĂȘ Ă© bom mesmo nesse lance de motivação.Â
[hurts like hell]
@rdxdaw
Querendo ou nĂŁo, a noite havia sido divertida. Ela e Sehwi se entretinham enquanto a mais nova tentava em vĂŁo convencĂȘ-la que o filme e personagens eram legais, algo que a tailandesa discordava com todas as forças, quase havia apagado com as cenas monĂłtonas e antigas demais para seu gosto. Mas o real highlight da noite estava em seu celular. O que a amiga nĂŁo sabia Ă© que a fonte de todos os sorrisos vinham das DMs que recebia de Sora. Aquela briguinha de jardim de infĂąncia deixava Daw cada vez mais sorridente, um sorriso extremamente malicioso. O melhor de tudo era ver como palavras bobinhas afetavam a outra, por mais que ela tentasse esconder. Isso era um real deleito para a tailandesa, que nĂŁo encontrava prazer melhor do que pisar naquela escĂłria, principalmente de um jeito tĂŁo delicado assim. O sorriso sĂł aumentou quando assim que mandou sua ultima mensagem, pode ouvir um barulho um tanto frenĂ©tico vindo do quarto dela, seguido de passos e uma porta se abrindo. Humanos eram tĂŁo previsĂveis. Todos eles caiam nas armadilhas de Daw direitinho, nunca falhava.
Se virou jĂĄ com um riso debochado no olhar e tambĂ©m presente no tom. âAwn, alguĂ©m queria muito um oi meu. Pensei que toda a atenção que dei para vocĂȘ hoje te deixaria com um pouco menos de saudade.â NĂŁo fazia questĂŁo nenhuma de olhar um humano nos olhos, mas dessa vez era muito mais do que necessĂĄrio. As emoçÔes conflituosas nos olhos alheios nĂŁo podiam ser perdidas assim, a chateação clara alimentava esse Ăłdio doentio de Daw e era exatamente isso que queria. O medo entĂŁo, era incrĂvel de se observar. âNovamente, todo nosso papo foi em privado. NĂŁo faço questĂŁo nenhuma de te humilhar publicamente, vocĂȘ nĂŁo vale tudo isso.â Pausou, voltando com um uma expressĂŁo genuinamente malvada, de quem estava sentindo prazer com tudo aquilo. âE para quem repetiu tantas vezes que nĂŁo estava ofendidaâŠâ Se levantou, tomando seu tempo, como se o tempo passasse em cĂąmera lenta. Os olhos decididos, doentios, predatĂłrios. Se aproximou devagar, exatamente como um felino se aproximaria de sua prĂłxima presa. SĂł parou quando sĂł restou milĂmetros de distancia entre elas, sua mĂŁo firme prendendo a menor na parede. âEstĂĄ bem alteradinha, nĂŁo? EstĂĄ com medo, Sora-ah? Ou sĂł quer minha atenção? Eu te dou toda a atenção que quiser.âSussurrou, seus olhos pregados em sua prĂłpria destra percorrendo o pescoço levemente alvo, provavelmente por conta da maquiagem. âVocĂȘ gosta, nĂŁo Ă© mesmo?â Seu olhar acompanhava seus movimentos pelo rosto alheio. Dedilhou atĂ© chegar em seu queixo, onde o segurou, finalmente encarando os olhos castanhos com toda a intensidade do momento.âVadia.â Sussurrou. âVadia patĂ©tica.â Cuspiu, deixando todo o Ăłdio escapar de uma vez sĂł.
A reação de Daw veio do jeitinho que Sora esperava: carregada de deboche. Tudo o que a mais velha ofereceu como resposta foi um rolar de olhos diante das primeiras palavras ditas naquela voz pingava veneno. âCom certeza, Daw. Continua nesse seu mundinho. A gente precisa alimentar sua ilusĂŁo, nĂ©? Se nĂŁo fica pior.â Respondeu, mantendo sua postura aparentemente calma e inabalada. No entanto, o tom predatĂłrio da tailandesa quase fez com que a menor se arrependesse de ter colocado os pĂ©s fora do quarto - havia alguma coisa sobre Daw, algo que Sora nĂŁo conseguia apontar, que era diferente. Mais ameaçador, mais intimidador e, definitivamente, nĂŁo humano. Ela nĂŁo se surpreenderia se descobrisse que sua colega de classe era um demĂŽnio e isso explicaria muita coisa - como, por exemplo, o porquĂȘ dela e Sehwi serem tĂŁo amigas. Mas aquelas questĂ”es nĂŁo importavam no momento. O que importava, na verdade, Ă© que a tensĂŁo no ambiente estava se tornando tĂŁo desagradĂĄvel quanto insuportĂĄvel e o fato de que a mais alta a havia colocado contra a parede nĂŁo facilitava as coisas para a maquiadora.
Os braços foram cruzados em frente ao corpo, um gesto inconsciente de proteção, e Sora precisou levantar o rosto para encarar a pessoa Ă sua frente nos olhos. Ela ouvia e ouvia todo o discurso da presidente da Zeta. Em seu rosto, o sorriso nĂŁo havia cĂnico nĂŁo havia morrido mas, pelas suas veias, corria a adrenalina que praticamente exigia que ela saĂsse o mais rĂĄpido possĂvel dali. Todo o seu corpo gritava que aquela era uma situação de perigo. Estranho o suficiente, porque Sora jĂĄ havia entrado em incontĂĄveis brigas durante a adolescĂȘncia, mas nunca se sentira daquela maneira - outro indicativo de que algo naquela mulher era diferente. Mas foi sĂł quando ela sentiu os dĂgitos femininos sobre a pele que todos os seus sentidos pareceram acordar - os olhos acompanharam as açÔes da mais alta e a expressĂŁo no rosto de Sora ganhou um toque de desdĂ©m, beirando ao nojo. âNĂŁo encosta em mim.â Sussurrou, pausadamente, e uma de suas mĂŁos foi levada ao pulso alheio, apertando-o com mais força que o necessĂĄrio para puxĂĄ-lo para longe de seu rosto. âNĂŁo ousa encostar em mim de novo.â Ela desencostou-se da parede somente para aproximar-se mais da mais nova, os corpos quase colados desconfortavelmente diante daquela situação. âEu quero vocĂȘ fora da minha casa, sua vagabunda. Eu quero vocĂȘ fora daqui. Agora.â Com isso, soltou o braço da mulher de forma bruta, ligeiramente empurrando-a para abrir caminho e sair daquele espaço que parecia tĂŁo claustrofĂłbico.
[murmux has a devil put aside for me]
flashback ; with @rdxjulong
Sora jĂĄ havia feito aquilo antes. Tudo o que o contrato exigia, ela sabia de cĂłr: a cor das velas, os trechos do livro antigo e atĂ© mesmo o horĂĄrio em que deveria fazer todo o procedimento para que seu pedido fosse ao menos ouvido. Era estranho porque, da primeira vez, o seu pacto com Sehwi fora rĂĄpido, indolor e - felizmente -  funcional. Mas, agora, suas tentativas pareciam cada vez mais frustradas: mesmo uma semana depois de completar todo o ritual, Sora ainda nĂŁo havia sido contatada por nenhum demĂŽnio - e, que Deus a perdoasse, mas o que ela mais precisava naquele momento era que o prĂłprio LĂșcifer aparecesse em carne e osso na sua frente. NĂŁo poderia se dar o luxo de perder sua bolsa - sua Ășnica chance de mudar de vida. NĂŁo poderia sequer pensar em notas baixas e esse era o Ășnico motivo pelo qual a maquiadora decidira tomar uma medida tĂŁo definitiva. Outro contrato e, dessa vez, a mulher foi especĂfica quanto ao seu desejo de que um demĂŽnio com o dom da inteligĂȘncia a atendesse - e ela esperava que ele nĂŁo fosse um sĂĄdico porque, bom, teve sorte da primeira vez; mas um raio nĂŁo cai duas vezes no mesmo lugar.
Sora estava ansiosa, nervosa, desesperada quase, porque suas provas seriam exatamente dali a uma semana e ela realmente precisava de um jeito de absorver todo aquele conteĂșdo o mais rĂĄpido possĂvel. Ou de simplesmente ter uma mĂ©dia coerente com o que era esperado de si por conta da sua posição. Aquela era sua Ășltima esperança. Por isso, mais uma vez, a mulher esperou que a sede da Alpha ficasse vazia para tentar novamente. Invocar um demĂŽnio era uma tarefa mais difĂcil do que parecia - ainda mais quando ela sabia que eles podiam ser, surpreendentemente, de carne e osso. Repetiu todo o ritual; dessa vez com mais intenção, mais motivação e, como um dos livros sugeria, sangue - um pouco, no centro do cĂrculo de invocação que estava desenhado no chĂŁo. Agora, restava esperar que o demĂŽnio a encontrasse - ou, se ela desse muita sorte, batesse em sua porta como na primeira vez. Mas talvez isso fosse desejar demais.
[hurts like hell]
O som das risadas abafadas pela porta do quarto e pelos fones de ouvido enfurecia Sora. A estudante simplesmente nĂŁo entendia o que havia feito de errado para que @rdxdaw a detestasse tanto - a ponto de estar em sua casa, comendo da sua comida, sentada no seu sofĂĄ e sequer tĂȘ-la cumprimentado ao chegar. Quer dizer, e o respeito, onde estava? A mulher ainda tinha a audĂĄcia de ofendĂȘ-la por mensagens, numa discussĂŁo ridĂcula que jĂĄ durava tempo demais, na opiniĂŁo da maquiadora. Decidida a acabar com aquilo de uma vez por todas, Sora arrancou os fones da orelha, jogando o celular na cama com certa brutalidade; antes de levantar-se e caminhar em direção a outra loira que ocupava um assento na sala.
âEscuta, Daw. Pra tudo existe um limite, atĂ© pra sua falta de respeitoâ Ela começou, os olhos fixos nos da mais alta transpareciam todo o ressentimento e desgosto que a coreana sentia naquele momento. âVocĂȘ vem na minha casa, nĂŁo olha na minha cara e ainda quer me ofender numa porra de rede social?â As palavras saĂam num tom firme, ofensivo, e Sora jĂĄ nĂŁo se importava em manter o clima amigĂĄvel em respeito Ă @rdxsehwi. Sabia que Daw era mais alta e, provavelmente, mais forte - aquilo, por si sĂł, jĂĄ era intimidador - mas ela nĂŁo se importava: simplesmente estava de saco cheio da atitude da tailandesa e sua postura altiva escondida o receio do que viria a acontecer. âSĂ©rio, se vocĂȘ vai me chamar de vadia, entĂŁo faz isso na minha caraâŠâ Aproximou-se da mais nova, um sorriso cĂnico pintando os lĂĄbios avermelhados. âOu sai. da. minha. casa.â Cuspiu, pausadamente, as palavras, e nĂŁo vacilou nem por um segundo sequer com toda a sua pose de durona - mesmo que estivesse morrendo de medo por dentro.
â That's what best friends are for; w. @rdxsora
JĂĄ era muito tarde, mas ele sabia que nĂŁo seria um problema. Mais cedo, acreditara que a ansiedade que tomara conta de si durante o dia inteiro, tinha a ver unicamente com a visita de Yoshiko, mas, quando o encontro chegou ao fim â e ele nĂŁo poderia estar mais feliz â a ansiedade ainda estava lĂĄ. Assim, ele soube do que se tratava, ou melhor, de quem. Ser o anjo da guarda de Kang Sora implicava em estar interligado a ela, de alguma forma. E isso nĂŁo era um problema, Ă© claro, sĂł lhes dava a vantagem de saber quando a amiga escondia alguma coisa de si.Â
Ele olhou o relĂłgio, apenas para se certificar, e reuniu tudo que precisava para aquela visita surpresa. Sabia que ela nĂŁo se importaria, fosse com o horĂĄrio, fosse com a falta de aviso. E, bem, caso ela se importasse⊠era ele quem nĂŁo ligava. O grosso casaco estava ao redor do corpo e a mochila nas costas estava abarrotada com as guloseimas que ele comprava unicamente porque ela gostava. Os passos foram rĂĄpidos, principalmente por conta do frio e nĂŁo demorou para que estivesse frente ao prĂ©dio da Alpha Xi. Dada a hora, ele resolveu recolher o aparelho celular e discar o nĂșmero tĂŁo conhecido; um toque e meio e a chamada foi atendida. â Vem abrir a porta antes que eu morra de frio, Sorinha.
O dia havia começado com um atraso e estava terminando com um nariz sangrando: muito bom para alguĂ©m que sĂł queria ter uma segunda feira de paz. Sora estava exausta, fĂsica e psicologicamente e, se pudesse escolher, sumiria daquela cidade em dois tempos pra poder colocar a cabeça no lugar, mas simplesmente nĂŁo tinha para onde ir. NĂŁo tinha pra quem correr e nem mesmo sua prĂłpria casa parecia um lugar seguro. O que sobrava? A sede da Alpha - e ser a presidente tinha suas vantagens, algumas vezes. Com as lĂĄgrimas que ainda insistiam em rolar pelas faces mornas e de maquiagem borrada, a estudante conseguiu uma carona atĂ© Seocho e, dentro do que pareceram horas, estava em frente ao portĂŁo da sociedade que presidia.
Felizmente nĂŁo havia ninguĂ©m por lĂĄ. NinguĂ©m para presenciar a sua vergonha - e tudo bem assim. No minuto em que ela se deitou no sofĂĄ da sala, no entanto, seu telefone tocou e Sora considerou seriamente ignorĂĄ-lo mas, ao ler o nome na tela, a mulher imediatamente atendeu ao chamado. Como ele sempre sabia quando ela precisava de ajuda? Pensou, ao ouvir a voz masculina do outro lado da linha - o que fez com que o nĂł em sua garganta aumentasse consideravelmente. âTĂĄ aberta, Hyunnie⊠Pode entrar.â Respondeu, taciturna, antes de desligar o telefone sem maiores explicaçÔes. Limpou o rosto de maneira desleixada com a manga do moletom que usava e ajeitou-se melhor no sofĂĄ, utilizando-se daqueles segundos antes da entrada do rapaz para se preparar psicologicamente para as explicaçÔes e broncas que viriam em seguida.
@rdxjulong
âPra falar a verdade, sim⊠à s vezes paro pra ler sobre umas coisas meio aleatĂłrias Ă s vezes. Mas por que estĂĄ desse jeito por causa de uma mĂsera prova, Sora-ya? Pensei que jĂĄ tĂnhamos⊠conversado sobre esse assunto.â
â ...Sabia? Vou te falar que tem alguns na minha sala que nĂŁo fazem nem ideia. Claro... Eu realmente espero que o seu apoio motivacional me ajude. AliĂĄs, vocĂȘ foi tĂŁo eloquente que fica difĂcil atĂ© de esquecer... Mas eu me preocupo mesmo assim.Â
rdxsoraâ:
â Mas vem cĂĄ, vocĂȘ sabia que o crĂąnio humano tem vinte e dois ossos? Informação inĂștil, eu sei⊠Mas Ă© que preciso decorar o nome e a função de todos eles pra amanhĂŁ e tĂŽ ficando bitolada jĂĄ.Â
âĂ claro que eu sei disso, linda. Eu estou na mesma sala que vocĂȘ todo santo dia, infelizmente.â
âDe todas as concepçÔes que eu tenho de vocĂȘ, pelo menos pensei que era inteligente, mas parece que me enganei. Boa sorte no teste, vai precisar.â
â Ai, amiga, dĂłi nĂ©? Saber que eu sou a bolsista nĂșmero um da universidade e tĂŽ aqui por mĂ©rito enquanto vocĂȘ... Bom, vocĂȘ, se nĂŁo fosse o seu dinheiro, nĂŁo passaria nem pelos portĂ”es da Yeonok. A diferença entre as nossas notas âtĂĄ aĂ pra provar. Mas tudo bem, continua agindo como uma vadia com quem sĂł estava tentando puxar assunto. VocĂȘ vai longe.
Se vocĂȘ pretende interromper a minha leitura para falar sobre os seus pecados, entĂŁo pode dar o fora. Eu nĂŁo tenho tempo para isso.Â
â Pecado? Mas eu sĂł queria te contar sobre a festinha da Alpha no final de semana... Foi tĂŁo legal, teve vĂĄrias bebidas e muitas bocas lindas pra beijar. VocĂȘ deveria ter ido.
â Mas vem cĂĄ, vocĂȘ sabia que o crĂąnio humano tem vinte e dois ossos? Informação inĂștil, eu sei⊠Mas Ă© que preciso decorar o nome e a função de todos eles pra amanhĂŁ e tĂŽ ficando bitolada jĂĄ.Â
ânossa, isso mudou a minha vida. sabia que maconha nĂŁo vai te ajudar nisso? Ă©, foi uma direta, amiga.â
â NĂŁo era pra mudar sua vida, era pra compartilhar conhecimento, ingrata. E nĂŁo fala isso alto assim que o Ășltimo presidente da Alpha foi preso... E vocĂȘ saberia, nĂ©, jĂĄ que deve ter sido algum dos fodidos da Zeta que entregou o cara. ErradĂssimo.Â
âcomo assim âo que?â vocĂȘ me falou que queria ouvir uma piada, nĂŁo uma piada engraçada, cadĂȘ o cafĂ© que vocĂȘ prometeu?âÂ
â VocĂȘ me prometeu uma piada boa e me veio com piada de viajante, Sehwi? Quando ele voltar ele me conta? âCĂȘ acha que merece esse cafĂ©, garota?