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I am finally finished with my bag!! very happy with how it turned out
hope is a skill
hope is a weapon you are trained to wield
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You cannot hide this in the tags, bestie. This is too lovely to keep a secret.
eu nunca mais quero falar
sempre achei fortíssima essas aspas daquela track lado B do Artpop: "I'll never talk again, oh boy, you've let me speechless". Ser uma neurodiva com pensamento literal produz em mim algumas reações automáticas quando ouço Speechless, como: meu deus, a Lady Gaga (sim, eu escrevo deus com D minúsculo mas não ouso fazê-lo com a Gaga) desejou um dia nunca mais falar; levo alguns minutos para lembrar-me que "todo poeta é um fingidor" e que o alerta da minha avó contra a verbalização de desejos irrefletidos, visto que "um anjinho pode passar voando" e torná-los realidade, não é uma das leis inescapáveis da física. Levo algum tempo, portanto, para recuperar-me do susto de que sobrevivi por um triz sem perder todos os álbuns subsequentes ao Artpop, e de que posso não escapar de um terrível castigo caso nutra no meu coração, ainda que brevemente, um voto de silêncio.
porque esse desejo existe. O grito estridente que reclama que eu não fale já ecoava nas paredes do meu corpo muito antes de 2013. Porque agora, como em outros momentos ao longo da vida, obedecê-lo parece imperativo. Tão visceral que até me esqueço se tratar de uma imposição patriarcal milenar que pude, eventualmente, romper (árdua e violentamente, como um himem transposto à força, mas não aos gritos, pela própria virgem banhada em suor na noite em que, ciente de seu destino, faz o necessário para amenizar a tortura). Se, como todas as meninas, fui criada sob a máxima de que não devo falar, e como todas as mulheres, deparei-me com a certeza de que não posso falar, o caso aqui é outro: eu não quero mais falar.
é claro que essa rebeldia não passa de uma resposta traumática, que os anos de terapia e psicotrópicos hão de borrar e que, pelo dignificante fardo de fabricar dinheiro inventado, posso brincar de validar meu próprio silêncio por mais, no máximo, uma hora e cinquenta e quatro minutos, quando o próximo aluno mobilizar, em uma língua que não nos pariu, todo o vocabulário de viagens, passeios e espetáculos do qual só faço uso no trabalho. O esforço de mostrar os dentes à vida que me é negada faz com que aquele tal anjo punitivista se assemelhe a uma das três fadas madrinhas que abençoam sua protegida (talvez, afinal, eu queira mergulhar em um silencioso sono de cem anos com a desculpa de não me deixar morrer).
ops!, cruzei a linha entre o riso trágico e a morbidez. Isso sempre pode acontecer quando falo. Posso cometer erros. Posso expressar algo profundo de forma tão precisa que convoque uma enorme besta há séculos submersa. Posso encontrar tamanha dificuldade para articular corretamente as palavras que acabe com a boca seca e dolorida, posso não me fazer compreender. Posso irromper em um choro tão frenético que eu quebre um dente, uma artéria cerebral, este computador ou o compromisso de poupar meus gatos de ficarem órfãos. Falar é perigoso, e simultaneamente inútil, é cansativo mas comprovadamente inesgotável, é apostar o que não tenho e nunca terei em um azarão quando a banca já não precisa de cavalos para destruir vidas. Falar é alimentar robôs. Haters. Cookies. Egos. LERs. Falar não é ler pensamentos em voz alta, mas deixar de pensar, limitar-se a sentir sem atribuir sentido. O silêncio, assassinato da subjetividade, suicídio possível. Vestir-se apertada em couro de cobra, porque a única forma de seguir em frente agora é rastejando. Tristeza é conselho sibilante: shhhhhhh....
today we went to a blueberry field that's been abandoned for at least a decade to pick berries and cut away the baby trees sprouting everywhere. the blueberry bushes were taller than our heads and apparently there's at least 50 acres of abandoned fields that are currently impassable because of the overgrowth. there was a sign telling passers-by not to pick the berries because 'that is theft', as though the owners aren't going to leave an entire industrial-sized harvest rotting on the ground.
we've cleared a tiny walkable area to access the closest bushes, picked berries for five hours, and barely made a dent. it was a beautiful experience, and we'll be feeding our friends for months with a millionth of what's growing out there.
Sustainable fashion for the Solar Punk
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sim eu vou usar este saudoso site exatamente como usava o saudoso twitter
ai, eu sei que é fake news mas não seria DELICIOSO se o Trump de fato morresse na mesma semana do julgamento do Bolsonaro? kkkkkk