Austin sentia algo gelado no estômago conforme se aproximavam, até sentir algo gelado respingar em si e ouvir o barulho. Abriu os olhos, vendo Robin coberta de tinta laranja, algumas gotas o atingindo também. Olhou para ela chocado, o mesmo choque que vinha de diversas pessoas da plateia, antes de olhar para cima, vendo o balde do time. Pensou nos colegas de turma, mas se fosse para humilhar alguém, acreditava que seria ele mesmo, e não Robin. Ao ouvir as palavras da garota, arregalou os olhos. Ele não podia acreditar que estava sendo acusado de mais algo que não havia feito, era a segunda vez em pouco tempo. Olhou para todo mundo, se virando para um garoto do teatro que o olhava perplexo. Pelo que parecia, todos acreditavam que ele era o culpado daquilo. Porém, se importava principalmente com Robin. Decidiu a seguir, correndo atrás dela – Robin… Qual é! – Gritou enquanto a seguida, limpando a tinta que estava em sua blusa do figurino enquanto fazia aquilo. Quando enfim a alcançou, a segurou pelo braço. – Você realmente não acha que eu fiz isso, não é? – Perguntou, os olhos buscando pelos dela enquanto falava. – Fala sério! Eu posso ser o maior babaca do mundo, mas eu não faria algo assim. E como eu iria saber que a Mary não iria fazer a peça? Robin. É sério. Eu não fiz isso. – Murmurou, sabendo que não havia chance nenhuma de ela acreditar em suas palavras.
A menina saiu do auditório e correu pelos corredores, foi deixando-se levar para a saída do prédio e quando percebeu estava nos jardins, sem se importar se estava arrastando o vestido no chão, sem se importar se seu salto estivesse doendo, ela só queria ficar longe, até que ouviu alguns passos seguindo e quando sentiu alguém puxar seu braço era Austin. A respiração da menina estava acelerada por conta de toda a correria, ela estava com o rosto completamente laranja, embora as lágrimas limpassem um pouco a região de sua bochecha. Ela encarou o menino nos olhos e começou a socar seu peito com toda a raiva. Ela não tinha tempo pra pensar no que tinha acontecido, e se pensasse melhor nem faria sentido ele tentar fazer aquilo, já que também corria o risco de ser atingido, mas estava tão nervosa que nem pensava -- Vocês planejaram tudo! Desde o começo você falou que fazia questão de fazer da minha vida um inferno nesse teatro. Eu sabia que seria um erro, eu sabia desde o começo! Você sabia que a única coisa que eu gosto dessa porcaria de escola é o teatro e até isso você conseguiu estragar! Eu odeio você -- ela dizia alto parando de socar o peito do garoto entre suas frases, logo se sentou no chão e começou a chorar debruçada -- Vai embora daqui, Austin, eu não quero te ver nunca mais! Vai embora agora!













