Me faz tua e me deixa nua veste meu corpo com seu amor enche meu mundo de cor.
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@romancistass
Me faz tua e me deixa nua veste meu corpo com seu amor enche meu mundo de cor.
continuava procurando solução onde sabia que não havia nada. continuava tentando entender como as coisas funcionam sendo que não entendia nem eu mesmo. eu continuava tentando, mesmo sabendo que não adiantava mais nada. o que eu havia perdido não poderia ser substituído por café e cigarros, nem com bebidas e noites mal dormidas ouvindo músicas sobre fracasso e rabiscando um caderninho com alguns textos. o vazio era grande demais pra ser preenchido com esse tipo de coisa. esse vazio é normal quando a gente desiste de si próprio.
Lamentei não ser boa o suficiente.
Mas não por mim, por ele. Que não sabe o que perdeu.
Eu sou um caso de suicídio de qualquer maneira
Bonecos de plastico
A gente é criança, depois cresce E da a impressão de que tudo aparece Tudo transparece As mentiras, verdades Falsidades E a gente se pega questionando a realidade Realidades as vezes que parecem ser paralelas E que não da pra confiar nelas Neles Mas se a gente não confia como vive? Como sente que pode ser livre? Se você cai e não tem quem abrigue?
-Devaneios
“Doença é Adolf Hitler Donald Trump e Jair Messias Bolsonaro. Doença é Benito Mussolini Eduardo Cunha e toda aquela cúpula de salafrários. Doença é o cinza nos muros de São Paulo e João Doria com a sua cara de quem engana sorrindo descaradamente em um programa de TV. Doença é ônibus lotado e gozo no ombro da pessoa ao lado. É a impunidade aos governantes do nosso Estado. Doença é Fome na África. Pastor Waldomiro Santiago. É ser negro e pobre e por isso ser sempre enquadrado nos padrões fracos que inventaram. Doença é encher as meias e cuecas de dinheiro e a reforma da previdência. Doença é querer curar amor.”
— Sobre “Cura Gay”
Sou trinta passos para trás e duas curvas antes da próxima queda. Vezenquando a vida dói sem ponto final. Vezenquando essa dor vem num rompante entre desatinos da rotina e conclusões precipitadas. Deixo o sentir entrar como se não soubesse as consequências. Eu viro as costas para o vazio mesmo sabendo que é tudo o que vai restar. Pediria perdão se a voz não soasse melancólica. Pediria alento se parecesse correto. Lembro aquela da Elis dizendo sobre ser só, mas já sou. Sou só quando as luzes se apagam. Sou só quando penso em rascunhos às duas e meia da manhã. Um tanto de palavras me soam bonitas. os dedos desenham histórias, então eu mergulho, creio, até sorrio vez ou outra porque sentir tem desses momentos em que você se encontra ciente e amena. Gosto quando as palavras se encaixam entre meus anseios, ainda que haja peso. É bem verdade que em algum momento o mundo irromperá no meu peito, então eu viro pó. Existem horas que o ar falta nos pulmões sem motivo aparente, momentos inoportunos. Apenas direi que lateja como se não houvesse para onde ir. Vezenquando penso que fui feita para doer, mas aceitar seria demasiadamente triste. Eu sou a dor que ecoa nos espaços da costela enquanto lá fora faz nove graus. Sou erro que desce dos cílios e se perde na ponta dos dedos.
G.
Cor de mim
A minha cor, os meus olhos, os meus cabelos, o meu corpo:
Não pertencem a ninguém além de mim.
Talvez nem pertençam enquanto não aprendo a me desvendar;
A me compreender na infinita e íntima infimidade do meu ser;
A sentir que sou sim mistura
De sangues, de peles, de histórias, de sonhos.
Morena de olhos de Terra.
De Mãe Terra.
De ventre de Mar.
Rosto de Estrelas,
Coração de Oceano.
Oceano profundo, Pacífico, Atlante.
Coração esse que ama sem querer saber a quem
Porque se conecta com suas almas cor de pôr-do-sol,
Cor de fim de mundo, fim de tudo, e, às vezes, fim de mim.
Mas eis que a Natureza é ciclo
E o fim vira começo.
Se ergue a Deusa,
Se ergue a Bruxa.
Não, mulher, não vais para a fogueira.
Pois que teus irmãos e irmãs agora podem te ver.
O fogo não queima tua pele a água não preenche os teus pulmões.
O ar não mais lhe sufoca e a terra não há de afundar o teu corpo.
Sabes quem tu és.
Amas quem tu és.
há um conforto em te ter do meu lado. um conforto mesmo em tê-lo em minha mente. e eu sinto que às vezes o mundo para pra eu ouvir a tua voz ressoando pelo meu corpo quando você devaneia e me tem nos braços. para pra eu pegar aquela música que eu achava que não aguentava mais e ter ela como um poema bonito, uma melodia até que ressonante com as batidas do meu coração, o balbuciar dos meus lábios e a ternura do meu olhar quando cê se aproxima. é que eu disse não tantas vezes que agora sim não é nem se quer suficiente. e o teu abraço, amor, é como uma prece para A Divindade que for, de súplica, de gratidão, de êxtase aconchegado.
me disseram que eu tenho olhos de outono, e isso é uma coisa que eu não entendo.
é no outono que as folhas caem,
e olha que engraçado ele começa agora, nesse exato momento.
e então é outono.
e essa, não é minha estação favorita.
sou filha do sol, filha do florescer. agora sou árvore com as flores e folhas caídas.
é que sempre falam que eu carrego um pouco de cada estação.
um coração que aquece como verão,
um amor de inverno,
o florescer de todas as primaveras,
e eu ainda não entendia, o porque dos olhos de outono.
talvez fosse porque no decorrer da estação
tudo que era verde, secasse.
ou pode ser que seja, porque no primeiro vento da estação
eu deixei ir o meu amor, com sentimento gratidão.
e só agora que fui entender o porquê de falarem, que em mim carrego um pouco de cada estação.
meu coração, é o próprio verão,
tive um amor breve, como o frio do inverno,
floresço em todas as primaveras.
e tenho olhos intensos,
intensos como o outono.
aliás, meus olhos são castanhos,
folha seca.
maldita a minha mente incerta submersa em toda tua abstração. eu, emocionalmente impróprio perco a madrugada perco parte da sanidade também. estou tão íntimo do diabo que você pode errar e se enfiar num inferno qualquer e acabar por me encontrar.
yo hablo palabras sin saber se hacén sentido para todos porque esso no es algo que me concierne, pero algo que concedo de corazón. así como una flor que murió con el vento pero que se torna presente sencillo en las manos de un niño de sentimiento aberto.
A verdade é que você não sabe viver.
Sobrevive num casulo de ilusões e quase nada aprecia. Eu lhe estendo a mão e esperas um momento melhor que nunca chegará. Você simula se condoer, mas não sai da penumbra em que habita para libertar-se junto a mim. Tens mais amarras que saberes, mais ausências efetivas que presenças, mesmo que fictícias. E de todas as coisas do mundo que te desafiam a mente, vivenciar não lhe atrai. Grande estupidez esta dos que acham que tiram grandes sabedorias do conforto diário. Gigante perda experimenta sem nem ao menos se dar conta. Você não sabe amar, simplesmente porque não há teoria alguma que lhe ensine isso. A verdade é que você não sabe amar justamente porque não está disposto se quer a aprender a viver.
eu quero tirar o peso do meu mundo inteiro descansar os meus ombros caídos se desfazer na própria pele.
amanhã eu me reinvento, prometo.
vozes rudes, sobrancelhas frisadas,
não é preciso o indicador em riste para haver tom de ordem.
chantagem emocional das piores,
ameaças disfarçadas e responsabilidades ilusórias,
imposição de culpa aos inocentes.
hipocrisia por toda a parte.
o poder cerceia o submisso em seus diferentes métodos.
“é pelo seu bem” vulgo “é pelo meu medo”.
paro de endeusar a célula familiar por cinco segundos e é isso que eu vejo.
teus olhos castanhos em slow drive sob mim enquanto te beijo a nuca tentando mensurar o momento em que você me atingiu em cheio. a janela tá aberta e eu sinto o mundo desmanchar nunca espécie de paz e você ri sabendo que vai causar estrago e eu te digo baixinho que eu quero te amar fora de órbita porque a tua existência afeta minha estrutura e deixa rastros na minha alma.
eu vou te contar do meu amor por cafeterias, girassóis e silêncios confortáveis e te ouvir contar sobre teu gosto por músicas antigas e sobre como o amor é uma queda livre e dessa vez não vou sentir medo da altura. vou olhar nos teus olhos e sentir a sensação deles perfurando minh'alma e fazendo entrar luz suave e azul. vou agradecer ao universo pelos dias em que você vier sorrindo e te abraçar com amor quando o mundo te cobrar demais e também haverá dias em que eu vou te falar sobre o meu desespero de nunca saber de mim e você vai me cobrir com o teu azul e fazer com que eu me sinta como sinto você: gigante. e aos domingos nós vamos sair para dançar e eu vou pisar sempre no teu pé e finalmente a rotina vai ser bonita. e eu vou te dizer todos os dias que Van Gogh dizia que não cansava da cor azul e eu não canso do teu azul misturado com o meu vermelho.