Porque eu achava que a visão fosse um ato poético do ver. Manoel de Barros
In: Menino do mato (2010)
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@rompidos
Porque eu achava que a visão fosse um ato poético do ver. Manoel de Barros
In: Menino do mato (2010)
“Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho, eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho.”
— Engenheiros do Hawaii.
Requiem
Madge Bellamy in White Zombie
Fiquei sozinha para me executar, sou meu carrasco. Pior do que um estranho porque já me amei, pum! disparo no coração do coração. Caio redondamente morta.
— Lygia Fagundes, “As Horas Nuas”.
Que importava saber? a alma sentia:
— era esse Alguém que, um dia,
havia
de passar.
[. . .]
Eras alguém inevitável, forte
(inútil fora resistência opor)
tinhas de vir, como há de vir a morte, tinhas de vir, Amor!
- Gilka Machado em "O Grande Amor"
"I write because I so deeply want to speak. Though writing only gives me the full measure of silence."
Clarice Lispector, Agua Viva
Há entre mim e o mundo uma névoa que impede que eu veja as coisas como verdadeiramente são — como são para os outros. Sinto isto.
― Fernando Pessoa
1915? Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação. Fernando Pessoa. (Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1966.
Alegoría de invierno, Remedios Varo, 1948
mas então, se todos os fios dentro de mim se arrebentarem, o que acontece depois?
talvez eu escorregue direto para o abismo que há em mim - esse lugar medonho onde os homens se perdem na sua própria loucura e nunca mais se encontram. mas talvez, só assim se alcance a liberdade plena, uma alegria tão doce e mansa que nem posso imaginar. é possível... quem sabe?
Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação.
― Livro do Desassossego por Bernardo Soares.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Dancing Horae by Carlo Finelli (1824)