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@rua-augusta
what is wrong with you?
seu cheiro morou nas minhas costas enquanto fazíamos algo maior que amor,
porque acredito que você e eu construímos algo incomunicável.
e, por essa razão, nosso silêncio não nos distanciava, pelo contrário, fazia nossos olhos terem a obrigação de dialogar
– e quando se faz amor, nada fica em silêncio.
eu sei que mereço o amor e mereço calma e mereço paz e mereço você.
você é muito bom pra mim, eu só tenho medo da brechinha por onde a gente já se desencontrou. pra mim qualquer brecha sempre vira, uma hora ou outra, um furacão.
você tem a incrível habilidade de deixar tudo sereno como a primeira hora da manhã e silencioso como o primeiro dia do ano. com você, o amor parece certo. parece na medida ideal, como se tudo que experimentei antes não fosse amor, fosse qualquer outro sentimento que eu nomeava por medo de não sentir nada.
durante a vida, acabei conhecendo outras formas de me relacionar, mas nada como no domingo de chuva em que nada acontece lá fora e o mundo inteiro explode aqui dentro. nada como a paz de saber que alguém me ama sem grandes espetáculos ou premonições. nada como a simplicidade de saber (e sentir, porque sentir é importante) que o amor foi feito pra mim, ainda que eu tenha chegado tarde demais à conclusão.
escolheria você ainda que não soubesse da sua existência: daria conta de te inventar só pra me sentir mais seguro no mundo.
(eu juro que daria conta, i swear)
sei que estamos conhecendo um a fronteira do outro, e que ao fazê-lo, vez ou outra esbarraremos em dias nem tão fáceis, e em noites nem tão felizes. e eu continuo caindo. já não vejo e nem sinto nada. corpo quase estático, minha mente fervilhando os traumas que já passaram rente à pele, todas as decepções e expectativas sendo sentidas em uma fração de segundos.
êxtase.
finalmente abro os olhos: você continua ali. você continua ali, sorrindo pra mim.
e são os olhos mais lindos que vejo.
você vai me contar sobre aquele cara que partiu seu coração em dois
e eu vou dizer que tenho a sorte
de amar alguém em dobro.
me diz quando foi que meu corpo
passou a dialogar com o seu
sem que precisássemos abrir a boca
expor a língua
verbalizar.
deixe que a linguagem do amor seja seu idioma preferido.