Tem momentos na vida que o estalo vem e diz: sou outra pessoa.
Acho que vou até aqui. Não acho. Vou até aqui. Paro por aqui. Como dizem em uma população que fala outro português: “paro” por aqui. O que equivale a “morro” por aqui. O que quero dizer é um algo entre o paro e o morro, para a minha língua. Deixo em descanso minha história, guardada no seguindoopontilhado. Esse nome significa que uma menina estava seguindo o que estava ali preditado por onde ir. Ir pelos “estudos”, de forma “crescente” de acordo um sistema vigente no meu meio de socialização. Segui todos os pontinhos que estavam na frente. Cheguei ao fim do ensino superior. E to pronta pra achar com certo embasamento que tudo isso é só uma das formas infinitas de como viver. E apesar da dita-dura que somos amaçocados achando que estamos livres, hoje me sinto, talvez ilusoriamente, um pouco mais com o poder de escolha sobre um meio como eu quero meus dias e anos e relações. Sei que é ilusão porque somos frutos do nosso tempo e conjuntura, maaas chamo de “capacidade de escolha um pouco menos presa” porque me comparo com o dia que eu realmente só seguia o pontilhado. Com umas puxadas de contradição que há anos vem se dando espaço. Saio daqui com meu corpo bastante pontilhado. Obrigada por ser espaço!!





















