Declaração Universal dos Direitos dos Animais
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.
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Declaração Universal dos Direitos dos Animais
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.
Serra Vermelha - Piauí - Brasil
É um imenso chapadão localizado ao sul do Piauí que seria transformado em Parque Nacional em 2007, que porém só ficou no papel. A Serra Vermelha tem cerca de 120.000 hectares onde se encontram três Biomas: a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga.
Esta biodiversidade confere à região uma importância extrema, por contar com remanescentes praticamente virgens de florestas muito antigas. Segundo pesquisadores da USP, a região abriga a maior biodiversidade do interior nordestino, com elementos da fauna e flora ainda desconhecidos pela ciência.
O problema é que um grande projeto de produção de carvão vegetal ameaça derrubar 78 mil hectares de florestas da região para abastecer a indústria siderúrgica do Brasil e do exterior. Em 2006 o Ibama do Piauí aprovou o projeto de manejo florestal sustentável denominado “Energia Verde”.
Porém o Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal visando suspender definitivamente o empreendimento da empresa carioca JB Carbon S/A. Mesmo com a publicação da Lei da Mata Atlântica e Mapa da Área da Aplicação da Lei nº 11.428, de 2006, que protege os Remanescentes, o governo local não deu importância e seguiu licenciando a produção de carvão.
O caso que mais chamou atenção foi o da Serra Vermelha, com riqueza biológica de valor inestimável e, considerada oficialmente pelo o Ministério do Meio Ambiente, de extrema importância para conservação da biodiversidade, mesmo assim, em 2008, obteve licença ambiental para desmatamento e produção de carvão.
Veja também: Parque Nacional da Sera da Capivara no Piauí - Brasil
Fonte:
lugares fantásticos
folha do meio ambiente
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Querosene x Bioquerosene
Voo verde
A conta já está feita. A aviação comercial deverá reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2050 em relação ao que foi emitido pelos motores de aviões em 2005. Para isso, um grande esforço de pesquisa e desenvolvimento está sendo feito em vários países por instituições e empresas no sentido de alcançar um querosene não mais produzido de petróleo, mas de origem renovável, que lance menos gases nocivos na atmosfera. O bioquerosene, como está sendo chamado, tem grandes chances de levar o Brasil a novamente se tornar um centro de referência mundial importante para o desenvolvimento e produção de um biocombustível como foi com o álcool e o biodiesel. Essa tendência está destacada no estudo “Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil: plano de ação” apresentado no início de junho, em São Paulo, e patrocinado por duas das três maiores fabricantes de aviões do mundo, a Boeing e a Embraer, com financiamento da FAPESP e coordenação do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Também participaram do estudo, desenvolvido ao longo de um ano com a realização de 8 workshops, 33 parceiros, entre empresas nacionais e internacionais, universidades e institutos de pesquisa.O estudo apresenta várias rotas tecnológicas que podem partir de matérias-primas –como a tradicional cana-de-açúcar até algas, gordura animal, óleos vegetais, material ligno-celulósico, amidos e lixo urbano – e utilizar variadas tecnologias de conversão e refino até a obtenção do bioquerosene. Nessas etapas, indica o estudo, ainda existem muitas lacunas importantes no âmbito tecnológico e de custos a serem preenchidas. São dificuldades técnicas que vão exigir a participação de todos os envolvidos, de fabricantes de aviões a empresas de aviação, desenvolvedores e fornecedores de combustível, além das entidades certificadoras mundiais. Outro fator a ser levado em consideração é o da logística de produção e distribuição do biocombustível para 108 aeroportos nacionais onde pousam as grandes aeronaves, o que representa 1 milhão de voos programados apenas no espaço aéreo brasileiro, além da necessidade de servir aos 62 mil voos internacionais que partem por ano do Brasil, com destino a 58 aeroportos de 35 países. Esses voos para o exterior representam 60% do consumo de querosene para aviação no país.
Petrobras acelera programa para produzir bioquerosene
O forte crescimento da demanda por combustível de aviação no Brasil levou a Petrobras Biocombustível a acelerar seu programa para desenvolver um bioquerosene para aviação, o bioQAV, e tornar sua produção estratégica.
Segundo o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, o mercado de querosene para aviação (QAV) cresceu 13% no primeiro semestre de 2011 ante igual período do ano passado no Brasil. “Este é um grande mercado que tem crescido de forma expressiva não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos e Europa. Desenvolver um biocombustível para este nicho é estratégico para a Petrobras”, disse ele.
Rossetto informa que, ao lado do etanol de segunda geração, a produção do bioQAV é prioridade da empresa para o período até 2015. Os investimentos para o projeto virão dos US$ 300 milhões previstos para aplicação em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para o setor. Segundo o executivo, até o primeiro trimestre de 2012 será decidido qual a rota química de produção será utilizado pela Petrobrás. “Esta decisão é importante não apenas para definir como será a produção mas também porque temos que conseguir as certificações do mercado internacional para o novo combustível de aviação renovável, e desta forma abrir mercados para o biocombustível”, afirma.
As rotas que estão sendo analisadas pela empresa são a produção do bioquerosene a partir de óleos vegetais ou a partir de sacarose de cana-de-açúcar. Segundo Rossetto, seja de óleo vegetal ou sacarose de cana, a Petrobras Biocombustível irá se beneficiar das sinergias que possui na produção destas matérias-primas. A Petrobras possui programas de produção de óleos vegetais para biodiesel e também é acionista de grandes participantes do mercado sucroalcooleiro, como a Guarani e São Martinho.
Rossetto disse que a empresa está de olho também no mercado que pode se abrir para o bioquerosene a partir da resolução da International Air Transport Administration (Iata), entidade representativa da indústria de aviação, de usar 10% de combustíveis renováveis até 2017 e de reduzir suas emissões de CO2 em 50% até 2050.