âNa minha opiniĂŁo, todo mundo tem o seu milagre.â
â Cidade de Papel Â

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@sempreaoseulado
âNa minha opiniĂŁo, todo mundo tem o seu milagre.â
â Cidade de Papel Â
Dizem que, na vida, quem perde o telhado ganha as estrelas. Ă assim mesmo. Ăs vezes, vocĂȘ perde o que nĂŁo queria, mas conquista o que nunca imaginou. Nem tudo depende de um tempo, mas sim de uma atitude. O tempo Ă© como um rio. VocĂȘ nunca poderĂĄ tocar na mesma ĂĄgua duas vezes, porque a ĂĄgua que jĂĄ passou, nunca passarĂĄ novamente. Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se: Nunca busque boas aparĂȘncias, porque elas mudam com o tempo. NĂŁo procure pessoas perfeitas, porque elas nĂŁo existem. Mas busque acima de tudo, um alguĂ©m que saiba o seu verdadeiro valor. Tenham 4 amores: Deus, a vida, a famĂlia e os amigos. Deus porque Ă© o dono da vida, a vida porque Ă© curta, a famĂlia porque Ă© Ășnica e os amigos porque sĂŁo raros! Desejo a vocĂȘs e suas famĂlias um Feliz Ano Novo âš
Feliz Natal! đ đ
âExistem coisas piores que estar sozinho, mas geralmente leva dĂ©cadas para entender isso e quase sempre quando vocĂȘ entende Ă© tarde demais. E nĂŁo hĂĄ nada pior que tarde demais.â
â Charles Bukowski. (via escrevinhar)
âVocĂȘ sorri gostoso. Pergunta se tambĂ©m senti borboletas no estĂŽmago. Claro que sim. Comeria atĂ© baratas por vocĂȘ, exagero. Mas Ă© sĂ©rio mesmo. VocĂȘ diz âui, que nojoâ rindo. Diz que gosta de mim, faço vocĂȘ rir. Merda. O relĂłgio Ă© tipo um assassino do amor. VocĂȘ me diz pra nĂŁo falar palavrĂ”es. Ă feio e minha boca Ă© tĂŁo bonita. Entendo que minha roupa Ă© tĂŁo bonita (essa jaqueta realmente me deixa foda). NĂŁo, nĂŁo. Boca. LĂĄbios. Eu beijo mais uma vez, aquecendo suas orelhinhas. VocĂȘ diz que queria ficar mais tempo. Eu digo que vou ligar. VocĂȘ diz que tudo bem, nĂŁo precisa. Mas eu quero. Eu nunca sei o que fazer numa situação dessas. Quanto tempo espero antes de ligar? Vou embora alegre, pensando em vocĂȘ e bolando um jeito de nĂŁo mais falar palavrĂ”es. Porque nunca mais quero ter de lavar a boca.â
â Gabito Nunes.Â
âAqui estamos, mais uma vez. Dispostos Ă condenação, ao sofrimento, Ă dor, Ă morte, Ă s sĂșplicas que margeiam nossas vistas, nossos dedos, nossos desgostos. A vida nĂŁo mais me suporta, e eu nĂŁo sei bem aonde caio. Em cada esquina, como diria cartola? Ou no abismo, como diria Nietzsche? TambĂ©m nĂŁo sei, sinhĂĄ. Mas aqui estamos mais uma vez: com as mĂŁos mudas, a goela cheia de dor e a vontade de desaparecer para sempre, porque quando caio ninguĂ©m pega meus braços e os levanta, querendo ajudar. Eu nĂŁo sei aonde vou com as muitas malas que tenho, carregando cada pedaço de ti em mim; cada pedaço esmagado pelo mundo, que estuprou meus sonhos e colocou-os por terra. Jess sempre me diz que as pessoas tĂȘm a alma feia, e eu concordo. Nossa casa deveria saber abrigar os outros, caso a chuva aperte e o sol queime e as lembranças batam e firam. Ontem fiquei chorando porque as palavras cortam mais que facas e nem mesmo a palavra dĂĄ conta de confortar. Escrever Ă s vezes Ă© um fardo mais pesado que eu, que tenho 68 quilos e 69 de tristeza. Escrever nĂŁo me emana paz, nĂŁo me tem abrigado, nem me satisfeito. Ă que percebi que Ă© doloroso escrever pra quem se ama, e que as palavras erram conosco. Amar Ă© um caos que nĂŁo encontro definição dentro de mim porque estou abarrotado de vazĂ”es que atormentam. Ontem chorei por ver a luz, apĂłs apanhar da vida mais uma vez. Teu brilho estava lĂĄ no cĂ©u e as estrelas atĂ© sumiram para nĂŁo atrapalhar. Eu reajo mal com coisas bonitas pois tenho a sensação de que logo acabarĂŁo. Teus olhos. Tua presença que nĂŁo me Ă© chegada. As ruas, por onde cai minha vida, ou os abismos, que me sugam sem permissĂŁo. Mas no fundo eu quero ir porque suportar a solidĂŁo do tempo dĂłi mais que qualquer tiro no peito. Em ti.â
â Igor Pires, por que brilhamos como satĂ©lites.  (via escrevinhar)
âVocĂȘ fica quieto. Enquanto acontece uma guerra dentro de vocĂȘ.â
â Orquestrando.Â
FĂĄcil Ă© ouvir a mĂșsica que toca. DifĂcil Ă© ouvir a sua consciĂȘncia. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. FĂĄcil Ă© ditar regras. DifĂcil Ă© segui-las. Ter a noção exata de nossas prĂłprias vidas, ao invĂ©s de ter noção das vidas dos outros.
Carlos Drummond de Andrade.  (via versificar)
Se eu voltasse no tempo e ouvisse vocĂȘ falando tudo aquilo outra vez, eu daria risada ao invĂ©s de me apaixonar.
Sean Wilhelm.  (via versificar)
Venha, nĂŁo tenha medo. Ă sĂł o mar. NĂŁo, eu nĂŁo sei nadar. Eu te ajudo, vem. Confia, vem. Estica a perna assim, abre o braço assim. Respira assim. Vem. Mas eu nĂŁo sei. Mas eu tĂŽ aqui. Olhe meus olhos tĂŁo arregalados, como posso guardar mentira aqui? Eu posso cantar pra vocĂȘ, eu posso te segurar, eu posso ficar aqui atĂ© vocĂȘ conseguir. Eu nĂŁo sei. TĂĄ perto. Vai. Solta da borda. Eu sei, vocĂȘ jĂĄ foi parar no fundo. Mas agora Ă© diferente. TĂĄ mais raso. E eu tĂŽ aqui. Eu vim do outro lado do oceano. Eu vim sĂł por sua causa. Vem, larga da borda. Pode vir. Eu vi vocĂȘ como vocĂȘ Ă© e Ă© por isso que estou aqui. Confia. NĂŁo sei. Pode vir. NĂŁo tem mais ninguĂ©m. A borda Ă© para os peixes pequenos. Solta, isso, relaxa a cabeça no meu peito. NĂŁo tem fundo mas eu te ajudo a flutuar. VocĂȘ pode. Calma. Afoga um pouco no começo, cansa, desespera. Mas vocĂȘ quer como eu quero? Quero. EntĂŁo eu te ajudo. Vem. Isso. Segura em mim. Paz. Azul. Agora, vocĂȘ estĂĄ quase conseguindo. Falta sĂł metade. VocĂȘ estĂĄ quase chegando, mas eu vou decepar a sua cabeça pra usar de bĂłia. Eu tambĂ©m nĂŁo sei nadar.
Tati Bernardi. (via trovejo)
Eu queria ser engraçada. Dizem que as pessoas se apaixonam por quem Ă© assim. Eu queria saber falar melhor das coisas que vocĂȘ provoca em mim, desde os medos atĂ© as curiosidades. E queria, principalmente, me admitir fraca sem a menor culpa, mas vocĂȘ nĂŁo precisa saber disso. Eu queria ser o melhor, para mim, para ti, para nĂłs, mas acontece que eu sempre escapo da estrada boa, tenho mania de precisar passar por muitos buracos atĂ© entender que nem tudo precisa ser tĂŁo difĂcil e dolorido. Quando eu escrevo, falo alto demais, e nessas de gritar pode ser que vocĂȘ se ensurdeça ou enlouqueça quando nĂŁo entender nada. Eu queria, tambĂ©m, poder entender melhor, mas nĂŁo entendo nada, por isso, nĂŁo se esforce, eu quase nĂŁo valho a pena. Talvez eu valha a pena nos dias pares, porque sempre gostei mais deles, mas nos dias Ămpares nem a minha sombra vale. Ou vice-versa, nĂŁo sei se isso Ă© uma regra, ainda nĂŁo decidi. Eu queria escutar mais mĂșsica alternativa, essa que as pessoas dizem que Ă© pura cultura, ou ler os clĂĄssicos que todo mundo leu enquanto eu gastava tempo com livros desconhecidos. Saber dançar melhor Ă© outra coisa que eu queria, esse tipo de gente tambĂ©m leva lĂĄ as suas vantagens. Ter um gosto refinado para vinhos, ser boa em arquitetura , um sorriso menos torto e menos cara de quem sempre perde. Ă, eu queria ter o ar dos vencedores, quem sabe isso te prendesse mais em mim, demonstrasse confiança, mas eu sĂł sei tremer de medo em silĂȘncio. E vocĂȘ dorme, nĂŁo vĂȘ tudo isso e mesmo assim me vĂȘ de um jeito que o espelho nĂŁo me conta. Eu queria ser metade do que vocĂȘ vĂȘ. Metade do que as revistas dizem que devemos procurar em alguĂ©m. Metade do que os meus sonhos pedem. Eu queria ser quem te falasse ao invĂ©s de te escrever. Mas o que sou, entre linhas, entre erros e acertos, sorrisos tortos e gostos trocados, Ă© tudo teu.
Camila Costa.  (via versificar)