Keni
No title available
tumblr dot com
Alisa U Zemlji Chuda

Kaledo Art
Not today Justin

oozey mess
Cosimo Galluzzi

izzy's playlists!
Jules of Nature
occasionally subtle
Stranger Things
Today's Document

if i look back, i am lost
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
$LAYYYTER
trying on a metaphor

No title available

No title available

Product Placement
seen from United States
seen from Germany
seen from Israel
seen from Denmark

seen from United Kingdom
seen from India
seen from United States

seen from Brazil
seen from United States

seen from United States

seen from Malaysia
seen from T1

seen from Brazil
seen from Malaysia
seen from United States

seen from Germany

seen from Netherlands

seen from Germany

seen from Malaysia

seen from Denmark
@sentimentos-ilhados
O surto
Eu não tenho outro lugar para falar; agora tenho conhecidos na minha outra rede social, então só me sobrou aqui o anonimato.
Eu estou cansado; ontem eu tive uma crise, eu surtei, despejei todo meu lixo existencial em cima dos meus pais e isso não é justo.
Eu tinha ido para a balada com meus amigos - por um momento eu pensei que fosse ser um dia legal, eu até cheguei a ficar um pouco feliz.
Várias coisinhas ao longo do dia foram dando errado, coisinhas quase insignificantes, que chega parecer mesquinho: primeiro, não achava meus amigos, fomos em poucos e a festa não estava me divertindo; uma parte de mim queria uma pessoa especial comigo e não tinha; bebi um pouco com meu amigo, mais para tentar animar ele, que estava tendo.um dia daqueles; meu amigo passou mal e eu fiquei preocupado com ele; acabei pagando a entrada de uma amiga que havia esquecido o dinheiro e estava desesperada - mas minha situação financeira também não estava lá aquelas coisas, o que vem me incomodando, por consequência acabei pensando nisso; fui pegar meu moletom para levar minha amiga embora, descobri que o haviam furtado; quando sai meus outros amigos falaram que iriam levar minha amiga também porque ela morava perto. Ok.
Mas que dia. Agora nem sequer companhia mais eu tinha para voltar para casa. Já estava um pouco alterado por causa do alcool, mas não em excesso. Minha mãe pediu para eu comprar um remédio para dor de cabeça quando estivesse voltando - acabei me esquecendo.
Ao chegar em casa minha mãe acorda e pergunta do remédio e se eu havia bebido. Tudo o que eu mais queria naquele momento era encerrar a conversa logo. Tentei falar que esqueci e que não havia bebido, mas minha garganta travou, já com vontade de chorar, por todas as coisinhas que na estavam me incomodando, e o álcool se encarregou de fazer minha fala sair enrolada para ajudar. Eu havia prometido para eles que não iria beber. Acabei me sentindo duas vezes culpado, por ter esquecido e quebrado a promessa. Ela ficou indignada e quis bater na tecla de eu ter bebido.
Eu surtei.
Entrei em crise. Foi como se naquele momento tivesse dado um curto circuito. Parecia que tudo estava destinado a dar errado, mas nem tudo havia sido tão ruim assim. Foram só coisinhas, coisinhas que se acumularam.
Aos prantos eu tentava explicar para meus pais, gritando, que eu não estava bêbado - apesar de estar um pouco alterado - que eu tinha perdido o moletom, fiquei passando frio e sem companhia e que estava chateado por isso e que por causa disso sequer lembrei do remédio. Eu não tenho certeza de tudo o que eu falei no calor da discussão, mas cheguei ao ponto de confessar que eu queria morrer.
Eu queria estar morto. Foi o que eu disse gritando quando meus pais tentaram falar que eu estava alterado e iríamos conversar amanhã, dando a entender que eu não sabia do que eu estava falando, que era só por causa do álcool.
Eu gritei ainda mais. "Não, eu estou com plena consciência. Eu tô sóbrio. Eu preciso de ajuda, porque eu queria estar morto. Eu não tô legal". Parecia que cada palavra saia queimando de minha boca. O rosto cansando do meu pai e os olhos tristes da minha mãe. Encerramos a discussão.
Assim que eles fecharam a porta do quarto deles eu fiquei com ainda mais raiva de mim, por não ser levado a sério, por fazer tudo errado. Fechei a porta do meu quarto e procurei qualquer coisa a minha volta para tentar acabar com tudo. Não tinha nada, apenas uma cartela com dois comprimidos, uma alicate, nada que fosse por um fim àquilo. Em surto, engoli a seco os dois comprimidos, peguei a alicate e apertei com toda minha força contra meu pulso rasgando a pele, duas, três vezes. Deitei na cama e só conseguia pensar em como eu queria morrer.
Desesperado, mandei mensagem para a minha amiga que estava cuidando do meu amigo. Não conseguia falar com ela. Ela pediu para eu mandar áudio, mas eu não conseguia falar, ficava apenas chorando. Escrevi que eu tava bem e ia dormir. Minha mãe levou um como com Rivotril para eu dormir. Abri apenas uma fresta da porta, para ela não ver meu braço -o que eu não fazia há anos- tomei o remédio é deitei. Demorou para fazer efeito e enquanto isso ficava pensando em como eu poderia acabar com tudo e no quanto eu não gostava de mim. Dormi.
Ao acordar, conversar com meus pais. Pedi desculpas. Mas a vontade de terminar com tudo continuava ali, assim como meu sentimento de ser um lixo.
Veja bem, quero fazer uma pequena consideração caso alguém leia isso. Não é que eu quero me matar porque acho isso legal. É que eu simplesmente queria morrer. Sem dor sem sofrimento, apenas deixar de existir, pois eu me sinto um peso na vida dos outros.
Continuando, o dia passou, eu fiquei me sentindo um lixo o dia todo. Fiquei me sentindo um lixo pelo que eu fiz com meus pais, eu machuquei eles, feio. Eu estou matando eles aos poucos e essa nunca foi minha intenção. Eu me senti mal por preocupar minha amiga sem nem conseguir falar com ela. Eu me senti e me sinto mal por me sentir assim, eu queria que fosse diferente, mas eu não consigo.
Sempre que eu paro para refletir na vida eu percebo que estou sendo um peso. O único motivo para não ter dado um fim a tudo é por pensar no sofrimento de quem fica ou de dar errado e acabar deixando ainda mais problemas pra eles, mas pensando em tudo isso eu percebi que aos poucos eu tô matando meus pais, que são as pessoas que eu mais amo na vida, eu tô machucando e torturando eles, assim como eu faço com todos os meus amigos e todo mundo que se aproxima. Eu percebi o qual tóxico eu estou sendo.
Meus pais querem que eu vá num psiquiatra, eu estou relutante porque a única coisa que eu posso me orgulhar é de ter uma capacidade de raciocínio muito boa, o que é essencial para o meu serviço. Se eu tiver que tomar anti depressivos, eu sei que isso vai prejudicar minha capacidade de raciocínio e sem isso, o que ainda vou ter para me sustentar? Eu tenho medo. Fora isso, meu pai já tem me ajudado financeiramente nos últimos meses, além de tudo vou ser um problema fazendo ele gastar com remédios pra mim também? Isso, principalmente, faz eu me sentir muito mal.
Sabe, tem dias que estão perfeitos, eu estou feliz e do nada, bum, me sinto mal. Por exemplo: vou comer algo e penso que sou um lixo, um sangue suga, que não ajuda em nada e só quer se aproveitar das coisas boas que me oferecem. Não é como se eu quisesse pensar nisso, é involuntário. Eu também sei que isso não é assim, que meus pais não veem assim, que ficam felizes por poder comprar alguma coisinha que eu vá gostar. Mas eu me sinto assim sem querer é me sinto pior ainda por me sentir assim.
Eu preciso de ajuda. Eu vou acabar cedendo, indo ao psiquiatra e eu já sei que assim que a gente conversar ele vai querer me sopra de remédios. Já faz anos que eh tenho a plena ciência de que eu tenho algum problema psicológico. Mas vai ser necessário. Eu tô machucando, torturando e matando lentamente todas as pessoas que eu gosto. Eu tô machucando e matando os meus pais. Olha o desgaste mental que tô causando neles. Eu preciso mudar.
Hoje eu criei consciência, pela primeira vez, que eu tô machucando as pessoas que eu amo; que eu preciso de ajuda; que ninguém tem a obrigação de aturar ou ouvir eu reclamando de coisas que para eles não têm o menor sentido. Não é justo. Isso é um problema meu porque eu não consigo pensar direito e colocar em ordem meus impulsos e emoções. Isso tem que mudar. Eu preciso mudar.
via weheartit
O mar é a emoção encarnada. Ele ama, odeia e chora. Desafia todas as tentativas de registrar tal emoção com palavras e rejeita todos os grilhões. Não importa o que digamos sobre ele, sempre haverá algo que não conseguimos descrever. _ Eragon
Twin Peaks (1990-1991)
Eu penso muito em você, mais do que eu provavelmente deveria.
Relatora (via restituindo)
Clear your mind here