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@seydouxliz
◜ como professor, sempre ficava de olho em estranhos por ali também, então gostava de se apresentar, também não parecer um esquisito parado perto da porta. apertou a mão da morena, um sorriso ladino, embora simpático. "professor." respondeu primeiro, mexendo a cabeça. "de artes, então talvez o seu harry seja meu aluno. a escola é pequena e os professores se repetem." explicou, embora não soubesse de que harry ela estivesse falando, então deixou a sugestão no ar. "muito prazer."
❝ certo. prazer. assentiu diante da informação sobre o outro ser professor, soltando a mão deste logo na sequência, mesmo que mantendo o sorriso em sua direção. ❝ é, eu já conheci alguns, mas sendo sincera, nunca lembro exatamente o nome de cada um. fez uma careta, mas acabou rindo baixo, deixando que seu olhar recaísse brevemente sobre o filho que falava com os colegas não muito distante de si.
❝ eu sou uma péssima mãe por isso? questionou em meio a uma expressão divertida, mas genuinamente querendo saber a opinião do atual conhecido sobre o assunto. liz tentava ter atenção com o que era de respeito ao filho em um contexto geral, mas sabia que pecava em alguns requisitos. não por não conseguir dar conta, mas apenas por não se importar com tais detalhes. saber o nome de todos os seus professores definitivamente era um deles.
"ah." soltou uma risada fraca, um tanto sem graça. antes que se explicasse, escutou tudo o que ela dissera, não conseguindo esconder totalmente seu sorriso. "desculpa, acho que me expressei mal." comentou finalmente, dando uma risada curta. "eu só não estava esperando... nunca sei quando é um encontro mesmo ou um encontro como amigos. tem esses negócios em aplicativos agora, sabe? além de eu ser... bom, um pouco mais velho."
o olhava incerta enquanto esperava pela explicação, imaginando se seria estranho demais apenas sair dali e o deixar falando sozinho. não tentaria um encontro com alguém novamente tão cedo depois daquele ocorrido. ❝ é, eu também. afirmou diante da confissão de nunca saber sobre ser um encontro ou não.
❝ eu só parti do pressuposto que não costumo chamar pra sair todos os dentistas que me atendem. falou com certo humor. queria aliviar toda a tensão que se formara. ❝ e você não tem tipo, uns 30 e alguma coisa? fazia uma careta enquanto questionava sua suposição, já que não sabia exatamente quantos anos o homem tinha. ❝ ninguém é velho na faixa dos 30 anos. afirmou, já que ela mesmo, por estar prestes a fazer 31 anos, não se considerava velha. ❝ mas enfim... a gente pode só... ir embora? perguntou, dessa vez sua voz era mais calma e o seu sorriso era fraco. liz se via como uma mulher confiante, mas mesmo que a situação não a afetasse de forma profunda, não gostava de se manter em cenas constrangedoras por muito tempo, e aquela conversa definitivamente se encaixava em uma delas. ❝ a sua casa é na mesma direção da minha, não é? a gente pode já ir se acompanhando até lá, se quiser.
◜ "ih como foi fácil, sabia que meus dotes intelectuais iam ganhar essa discussão." hyuk sorriu divertido; tinha noção de que não sabia puxar assunto, além dessa piada, duvidava que seu conhecimento fosse de grande ajuda na hora de cativar pessoas. "por que dificilmente?" a pergunta veio depois de uma pausa. porém, embora duvidasse, também se compadecia com a sentença. era difícil pra ele se abrir, era difícil cativar e acima de tudo, ter tempo para investir plenamente em alguém a ponto de virar um relacionamento. tinha o hospital e o filho que acabavam vindo em primeiro lugar. "tá pessimista sobre as pessoas da cidade ou perdeu o interesse?"
❝ se ficar convencido demais, vou acabar desistindo. o avisou em meio a uma expressão séria, mesmo que ainda brincasse. o questionamento que viera logo após um tempo a fazendo retornar à sua expressão usual, mas dessa vez a remetendo um cansaço que não havia percebido ter até aquele momento em específico. ❝ você não sente isso? o respondeu com uma pergunta antes de elaborar sua lógica. ❝ que é difícil demais de ter qualquer coisa com alguém por conta das crianças. explicou, o olhando como se esperasse compreensão. afinal, o amigo também era pai solteiro. ❝ ou é complicado por conta do tempo que eu não tenho, ou é complicado pela pessoa que não entende as demandas que eu tenho com o meu filho. desabafou, desviando o olhar por alguns instantes para que refletisse sobre o assunto. de certa forma, havia realmente desistido. ❝ acho que um pouco dos dois. você não?
não esperava ouvir alguém responder, então ficou inicialmente constrangido, tentando disfarçar. "só de gente melosa." devolveu, ajeitando sua postura na cadeira. "vai dizer que você gosta de fica ouvindo esse povo se beijando enquanto tá vendo gente morrendo na tela?"
❝ entendi… assentiu, sem evitar o sorriso diante da situação. liz conseguia ser amargurada quando queria, mas era sempre engraçado encontrar alguém pior que ela. ❝ som de beijo sempre é meio estranho. deu de ombros, usufruindo do momento para pegar um pouco da pipoca que havia comprado mais cedo. ❝ mas no cinema você realmente consegue se incomodar com isso? questionou, o observando em curiosidade, mesmo que sem uma visão nítida por conta da falta de luz do ambiente. ❝ com o tanto de coisa acontecendo no filme, eu nem percebi que tinha alguém se pegando aqui.
◜ mexeu a cabeça em negativa, mas lembrava muito bem o desastre. ele nervoso e a falta em conseguir completar uma frase. "ei, mas você pode duvidar da minha capacidade de ser um bom encontro, mas não um bom ator." o médico zombou, colocando as mãos dentro dos bolsos. ele tinha problemas em relaxar quando estava interessado em alguém, mas agora que tinham virado amigos, as coisas se tornaram bem mais fáceis. era com e hyuk fosse outra pessoa. "você tá querendo se safar pelo ultrage, mas tudo bem, acho que você quem perde em não me apresentar como namorado. imagina que inveja você poderia fazer? eu sei falar todos os ossos do corpo de cabeça e as funções de todos os hormônios que o corpo produz."
ergueu uma das sobrancelhas com a tentativa do outro de lhe convencer de que o escolher teria sido a melhor decisão, mas apenas riu diante do esforço do amigo. ❝ ok, ok. levantou ambas as mãos em um sinal de desistência. ❝ eu prometo que na próxima vez você vai ser o escolhido da noite. afirmou em brincadeira, mesmo que achasse o pensamento um pouco deprimente. a verdade é que desde que adotou harry, sentiu que partes de sua vida nunca mais foram as mesmas. por conta de toda a inconstância da vida do filho, com seus pais biológicos o abandonando, liz se sentia no dever de não trazer isso para casa novamente com relacionamentos passageiros, já que sempre presumia o fim deles, eventualmente. temia que, se permitisse uma pessoa nova na vida do mais novo, e este se apegasse a ela, estaria lhe causando o mesmo mal que seus pais lhe causaram quando o deixaram. por essa razão, sempre se privava de conhecer, de fato, alguém. sobrevivia das migalhas de 'ficas de uma noite só', e quando tentava um encontro, dificilmente evoluía para algo a mais. a prova disso havia sido hyuk. ❝ dificilmente vou arranjar um namorado de verdade até a próxima reunião mesmo.
@augwstf + ❛ that wasn't supposed to happen. ❜
❝ é o sonho de toda garota escutar isso logo após um beijo. disse em brincadeira, mas sem conter a expressão de estranheza pelo momento. fazia tanto tempo que não saía em um encontro de verdade que podia facilmente confundir sinais que em outra época poderiam parecer óbvios. em sua cabeça, imaginava que o homem estivesse gostando da companhia tanto quanto ela, mas talvez estivesse enganada. não seria a primeira vez, de qualquer forma. ❝ relaxa, a gente pode só esquecer isso e ficar de boa. falou, afastando-se do outro ao mesmo passo em que coçava a sobrancelha apenas por não saber o que fazer. ❝ e de preferência, sem se encontrar pela cidade por pelo menos um mês até que eu supere. soltou de forma descontraída, mas era nítida sua tentativa de apenas não querer ficar calada por muito tempo e deixar a situação ainda mais estranha do que já estava para si.
@frankbenson + based on this.
não era de hoje que suas implicâncias com frank tomavam de conta do diálogo entre ambos. contudo, desde que deixara de frequentar a casa de mary, eram raros seus encontros com o irmão da conhecida, o que, de certa forma, agradecia. ❝ você sentiu tanta minha falta assim que decidiu ser ainda mais insuportável do que o normal agora que me viu? questionou em ironia, sem esperar uma resposta do outro, já que não demoraria muito pelo local agora que recebera seu pedido. ❝ vai me deixar passar ou ta querendo um abraço também? com a bebida em mãos e a voz nitidamente embargada pelo álcool já ingerido mais cedo, agora o encarava com uma expressão de incômodo. achava que não precisaria mais se preocupar com o homem, mas se iludia, visto que moravam em uma cidade pequena e, cedo ou tarde, algo daquele tipo aconteceria.
@nathanelric + ❛ i’m personally offended that you didn’t get me to be your fake date. ❜
arqueou uma das sobrancelhas com a fala do rapaz, sorrindo em diversão pelo cenário imaginado se o tivesse usado para o tal evento. ❝ nah. eu sou bonita demais pra você, as pessoas poderiam desconfiar logo de cara. brincou, empurrando o ombro do conhecido em um ato que também indicasse a descontração da fala.
❝ mas falando sério, eu não achei que você fosse topar. foi um evento do trabalho, muita conversa sem graça envolvida. deu de ombros, observando o cardápio de bebidas por alguns instantes antes de falar novamente. ❝ a comida tava boa, pelo menos.
@hyukminho + ❛ i’m personally offended that you didn’t get me to be your fake date. ❜
não conseguiu evitar a risada quando escutou a sentença do amigo, recordando-se da forma que se conheceram. ❝ você lembra como foi nosso primeiro encontro? o questionou, mesmo que tivesse certeza que este se lembrava tanto quanto ela. ❝ imagina o desastre que seria se a gente tentasse de novo e dessa vez ainda sendo um falso. falava em um tom de seriedade, mas era notável em sua expressão que brincava. ❝ eu só pensei que seria melhor nos poupar. justificou, aproveitando-se do momento para pegar um pouco das batatas-fritas que estavam sobre o seu prato. ❝ se pensar bem, você deveria estar me agradecendo agora.
@marylizzic + ❛ where is all this coming from? ❜
ficou alguns instantes em silêncio, sem saber exatamente o que responder. ❝ eu não sei... foi o que conseguiu pensar, o que não era mentira. desde que mary e will se separaram, não tivera oportunidade de falar com a mulher à sós, então nunca soubera como a abordar após o acontecido. ❝ mas a gente pode conversar agora, se você quiser.
starter fechado com @seydouxliz
emoji: 🤮
adam detestava ir ao cinema sozinho só por causa dos casais. ficava enojado com tanta demonstração de afeto, no fundo, querendo um pouquinho disso. era uma inveja bem escondida e que dificilmente seria admitida. fez uma careta de nojo, virando-se para não ficar encarando demais e arranjar problemas. "nem em filme de terror a gente tem sossego." resmungou, nem percebendo a mulher próximo de si.
por cuidar do filho sozinha, liz tinha consigo uma lista de babás confiáveis para quando fosse necessário. por essa razão, quando precisava de um tempo para si, ou até mesmo quando precisava trabalhar até tarde, usufruía dos contatos. aquela noite era uma distração, então a aproveitava como podia, mesmo que sozinha. com a voz do homem ao lado interrompendo sua concentração diante do filme, não conseguiu evitar o olhar, observando que este não falava diretamente com ela, mas sim para si. ❝ inimigo do romance? perguntou em um tom de brincadeira ao percebe-lo olhar para o casal que estava algumas cadeiras à frente.
prompt
1. geto é professor da escola do filho/irmão/sobrinho/etc. ou tutor e vocês estão de papo na frente da escola/academia de judô antes dele sair.
starter para @seydouxliz
◜ esperando os alunos saírem e monitorando os que estavam brincando mais a frente, recostou-se contra a mureta da escola e sorriu quando percebeu-se perto da mulher. ofereceu uma mão para apresentar-se. "você é mãe ou responsável de algum aluno?" pensou numa piada, mas como estava a trabalho, se conteve. tinha que passar uma boa impressão para os responsáveis. "seong geto, prazer."
esperava pelo fim da aula de harry enquanto mexia no celular, somente se dando conta da presença de alguém ao seu lado quando este lhe dirigira a palavra. ❝ ah, oi. sorriu em direção ao homem que parecia mais novo, o acompanhando no ato ao oferecer a mão. ❝ é, eu sou. elizabeth. mãe do harry. apontou com o dedo da mão livre para a criança que se aproximava com os outros colegas. ❝ e você? professor ou pai?
Sorriu de canto com a fala, meneando a cabeça de um lado para o outro para reforçar o enigma criado por Liz; entretanto, esperava que ela soubesse que era muito mais amiga do que inimiga. "E você deveria agradecer por isso. No fim quanto mais industrializado menos gosto tem, a gente acaba sentindo mais o cheiro do que qualquer outra coisa." Deu de ombros, franzindo o nariz em uma caretinha. Seguia uma dieta bastante restrita e rigorosa devido à prática de dança. "Em um sorvete?" Ponderou por uns segundos, respirando fundo antes de aceitar. "Tudo bem, eu te acompanho. Uma bola não vai fazer tão mal assim."
sorriu diante da fala alheia, mas sem contestar, já que, de certa forma, concordava com a ruiva. ❝ ótimo. seria um crime recusar um sorvete em um calor como esse. comentou, já iniciando os passos em direção a barraca do alimento mencionado, não perdendo a oportunidade de desviar o olhar para o filho que brincava pela praça. mesmo que tentasse, era difícil baixar a guarda por completo. precisava garantir que o menor estivesse bem de tempos em tempos. ❝ como você tá? perguntou em uma tentativa de também se distrair.
◜não podia negar e nem ia que seu divórcio não foi por falta de amor, inclusive, acreditava que da parte da ex esposa também não, mas o receio das brigas continuarem e o ambiente não ser bom para as crianças pesava mais que qualquer coisas. "é mudar a vida inteira de uma vez." bateu os dedos no copo, resumindo o que mais lhe pegava desde que saíra de cara. "tudo bem, não é como se não fosse verdade." mexeu os ombros e lançou um sorriso sem muito humor pra isso. "é complicado, né? desde que o harry chegou, vocês ficaram separados?" perguntou mais porque ele lembrava bem da primeira noite, nem pensando no divórcio em si, sua primeira viagem a trabalho desde que emma ou frank nascera. "hm. são os dois. acho que as crianças pegam mais porque... não é fácil escutar um 'por que você não tá aqui?' e seguir a vida. deixar elas em casa e ir pra o apartamento sozinho." lamentou-se, coçando a sobrancelha, arrumando o óculos, tudo num gesto nervoso. "e eu sinto muita falta da minha ex, muita." suspirou em confissão. "desculpa tá te enchendo com isso, de verdade. quer ajuda em alguma coisa aí na comida?"
assentiu diante da confissão alheia, pensando no que poderia falar a seguir, mas acabando por ser interrompida pelo questionamento que lhe fora jogado. ❝ não... disse, voltando a cortar os vegetais quase que em um ato automático antes de acrescentar. ❝ mas a mãe dele basicamente o abandonou e me deixou cuidando dele sozinho, não é como se eu tivesse uma opção de me separar por muito tempo também. podia sentir a raiva em suas palavras por conta da lembrança. amava harry, tinha certeza daquilo, mas estaria mentindo se dissesse que cuidar de uma criança era o que planejava para a sua vida. ❝ a situação de vocês é diferente. concluiu, dessa vez deixando a faca que segurava de lado para poder depositar os legumes sobre a frigideira que já estava untada com azeite. ❝ eu acho que tem uma certa vantagem, sabe, de poder contar com alguém assim. dizia enquanto arrumava a temperatura para o fogo baixo, agora podendo olhar para o amigo de forma mais direta. ❝ não falo do fim do casamento em si, mas por mais difícil que seja essa separação de não conviver com eles diariamente como antes, você ainda pode ter essa segurança de que eles estão bem porque eles estão com ela enquanto não estão com você, entende? tentou explicar sua lógica, sem saber exatamente se aquilo serviria de algum consolo. no fim do dia, não entendia por completo o sentimento do rapaz, já que nunca viveu algo parecido com a situação dele. ❝ não tem nada de errado em você não estar ali o tempo todo. isso não te faz ser um pai ruim. dessa vez, esperava que realmente o consolasse, pois acreditava naquilo. ❝ a separação foi uma decisão que vocês tomaram justamente pelo bem das crianças. pegava uma espátula para mexer um pouco os legumes sobre o fogo e garantir que esses não queimassem. ❝ sobre a saudade da mary... suspirou, mais pela falta de palavras do que por sentir que o outro a 'enchia o saco'. ❝ eu não sei como isso melhora, will. talvez só... tentando sair com outras pessoas? era uma ideia simplista, sabia daquilo, mas era a solução mais prática, no fim das contas. ❝ vai ser uma merda no começo. você provavelmente vai ficar comparando a pessoa nova com a sua ex e isso com certeza vai te atrapalhar, mas... realmente acredito que ajuda. tentar ver mais o que tem por aí, além de um relacionamento que se acabou por brigas. sorriu em uma tentativa de incentivo, mesmo sabendo que era mais complicado para ele que estava envolvido com tantos sentimentos ainda. ❝ ah, você pode colocar água naquela panela ali. apontou para o material que já estava sobre uma das bocas do fogão. ❝ a quantidade é menos que a metade da panela. pro macarrão. informou, aproveitando para desligar o fogo anterior com os vegetais já refogados. ❝ vou deixar você com a tarefa mais simples pra não correr o risco de você chorar, caso erre. brincou, esperando que a sentença deixasse o clima um pouco mais leve para o moreno.
F.R.I.E.N.D.S (1994–2004) S05E12 | The One With Chandler’s Work Laugh
prompt:
“Does it hurt?” “I will survive.” “Not what I asked.”
starter para @seydouxliz
◜então balançou a cabeça de um lado para o outro. a resposta óbvia era 'doía pra caralho', mas pensou um pouco mais antes de responder e deu mais um bole no whisky. "eu vejo meus filhos todos os dias, mas quando eles ligam assim por causa de pesadelo... e eu não posso tá lá é- bom, é tipo queimadura. dói muito na hora e toda vez que se mexe um pouco, arde mais." mexeu a mão, beber o deixava melancólico demais, terminou a bebida virando o copo. "quem fica feliz com divórcio só pode ser um grande sádico." entendia que algumas pessoas realmente precisavam se divorciar, falava mais pela sua vivência nesse caso, generalizando.
tinha sorte de ter feito amizade com outras mães desde que se mudara para a st. john's. era por conta daquela rede de apoio que podia contar com o privilégio de deixar harry dormir na casa de algum de seus amigos, já que sabia que as crianças teriam a supervisão necessária e ela poderia relaxar por uma noite. estava em uma daquelas folgas quando recebera a mensagem do amigo à frente precisando de companhia. por já estar em casa, o chamou para ir até lá enquanto cozinhava. o escutava com atenção e assentia diante do desabafo, sem saber exatamente o que falar, já que nunca vivera um casamento, ou até mesmo um relacionamento longo o bastante para ter uma opinião concreta sobre aquilo. ❝ é, não tem como ficar feliz mesmo quando você ainda gosta da pessoa. disse sem pensar muito, mas acabando por parar de cortar os vegetais que lhe ocupavam mais cedo para poder olhar o outro. ❝ foi mal. não sabia se havia sido dura demais, e sequer podia afirmar com certeza se o que achava era verdade. por essa razão, acabou continuando sua fala com mais cuidado dessa vez.
❝ é só que... eu entendo toda a questão das crianças, acredite. não mentia, afinal, precisar cuidar de harry mudou sua vida completamente. por mais difícil que tenha sido no começo, não consegue visualizar sua vida sem o mais novo e compreende a frustração do homem à frente em relação ao atual contexto de sua vida. ❝ você fica tão triste assim pelo divórcio apenas pelas crianças ou... por que você queria poder voltar com ela?