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Oceano
Cidade à s costas Areia sob os pés O vento é frio, seca o meu rosto O cheiro do sal enche os meus pulmões Faz o meu espÃrito acender
Há um chamado, uma voz Que grita ao meu ouvido a noite Mais forte esta noite Atiça os meus desejos desumanos Me seduz com o toque suave de dedos sombrios e gentis
Estremeço Rodeado de tantas pessoas Das quais mal reconheço o rosto Mal posso lembrar dos nomes Das vozes Ou o porquê sorriem para mim
O som das ondas supera a música Me convidam a nadar Um mergulho de misericórdia Na violenta e escura imensidão
O aceito com alÃvio Retribuo o beijo da noite e da solidão Quando as estrelas me observam avançar na areia Os pés quase não tocam o chão Já estou despido de qualquer dor ou vazio De memória e alegria Do meu tormento e de emoções
Avanço, deixo tudo para trás A cidade cheia de vida Os rostos que sorriem Os laços não rompidos E a fome que consumiu os sentidos em continuar
Tenho só o oceano A maresia inebriando a mente O seu chamado cantado nas ondas E sua promessa pairando na bruma do horizonte
Aqui nos encontramos de novo, Oceano E te devolvo o corpo e a alma dos quais não soube usar Permito que suas águas me banhem e renovem Transformem Me levem para qualquer lugar
Aqui nos encontramos de novo, Oceano Aceito o frio que me machuca a pele A água que preenche os meus pulmões, me faz sufocar Agora já não há fundo nem superfÃcie Começo ou fim Céu e mar são únicos Escuros Se completam dentro e fora de mim
Aqui nos encontramos de novo, Oceano Deixe que as suas feras me partam aos pedaços E que a sua fúria majestosa acalme o caos que arde dentro do meu ser Quando a calmaria chegar, de suas águas farei parte O sangue que corre nas minhas veias seguirá o fluxo das suas correntes Refletindo tanto a lua quanto o poente E assim, glorificando o sacrifÃcio que faço ao te receber.
— Guilherme le Fay
Enquanto algumas pessoas transbordam sentimentos, outras transbordam a falta deles.
Simone Ribeiro. (via apagaram)
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduÃche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da sua longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial que fica tremendo. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e do tiro, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti
No hay momento más Ãntimo e importante que en el que aquella persona te cuenta todo de su pasado, sus miedos, sus sueños, sus frustraciones. Al abrirle el alma a una persona ya no hay vuelta atrás. Y eso es lo más hermoso que te puede pasar.