— i bet you think i either moved on or hate you.
flower-oads:
Dawon se dividia entre escutar o que ele tinha a dizer e desfrutar de seu cupcake de chocolate, que estava bom ao ponto de lembra-la do que costumava comer em seu estabelecimento favorito quando morando em Seul. Sentia muita falta do local, então era bom saber que existia um local tão bom assim por ali para suprir as suas necessidades de doces e cafés de qualidade. Só era uma pena que ali não teria a companhia de Yina, que se mostrara uma ótima amiga durante o tempo em que frequentou sua cafeteria – na maioria das vezes, acompanhada de Chansung. “De Avilla?” Questionou, sendo pega de surpresa ao ouvir o sobrenome de uma de suas amigas próximas, uma das poucas pessoas com quem se sentia a vontade de manter pleno contato após todo o que ocorrera em sua vida e na da melhor amiga. “Não acredito que vão fazer um por aqui… Sabe se a Olivia vai acabar vindo por causa do projeto? Já faz um tempo desde a última vez que eu vi ela.” Sentia falta da espanhola, só conseguindo pensar em como sua habilidade de entreter e arrancar risadas de qualquer um poderia servir muito para dar uma animada em Gayeon. “Até que é bastante responsabilidade, sabe, estar encarregada de todo um projeto. Acho que eu te devo os parabéns.” Os lábios se curvaram para cima brevemente, em uma espécie de sorriso, mas este logo sumiu ao levar até estes mais uma vez a xícara de café. “Nada além do esperado de alguém que só não se perde na própria casa… Uma hora você consegue se achar por aqui. Forças.”
Inevitável foi o levantar de uma sobrancelha, verdadeiramente surpresa com o que estava ouvindo – uma parte de si até mesmo contente pelo outro ter conseguido uma amizade – por saber como ele não era lá a pessoa mais sociável da Terra. Cruzes, o que era aquilo que sentia ao ouvir a falação sobre a tal garota? Por que parecia estar levemente incomodada com a animação que ele tinha ao falar dela? Não era como se ele a devesse algo ou sequer tivessem alguma proximidade ainda, eram apenas conhecidos um na vida do outro, a um passo de adquirirem a denominação de estranhos. Seria patético estar com ciúmes. “Um restaurante? Qual o nome? Posso ir lá um dia desses, não resisto a uma comida que encha o estômago direitinho. Que bom que você encontrou alguém pra te fazer companhia, Chansung.” Sorriu, até mesmo sincera em suas últimas palavras. Apesar da estranha sensação anterior e de toda a raiva guardada dentro de si sobre o mais velho, ninguém merecia estar sozinho no mundo. “Eu tô gostando sim, na verdade. É muito diferente de viver na capital, óbvio, mas é tranquilo. Me sinto mais segura de sair nas ruas porque ninguém imagina uma celebridade andando por aqui. E, como você disse, tem bons cafés.” Tudo o que precisava no mundo. “Só nós duas, sim. Ela queria se afastar depois de tudo, aqui foi o melhor lugar que conseguimos pensar. Está sendo bom, um descanso, nós precisamos depois de tudo.”
Entreteve-se com seu cheesecake, tirando as frutas vermelhas de cima da fatia de torta, colocando-as do lado do prato, a fim de comê-las por último, voltando para a realidade com pergunta de Dawon. “ — Ah, sim! Creio que a Olivia virá sim, quando o projeto estiver um pouquinho mais encaminhado. Começamos as construções agora, por tanto… não tem muito o que ela fazer por enquanto. Só se ela vier para farrear com vocês, coisa que eu desacredito que ela negue.” Riu, lembrando da amiga e no quanto ela gostava de uma festa, apesar de responsável quando se tratava da organização dos hotéis. Apertou os lábios finos, levando o que Dawon lhe falava para seu coração - era importante ouvir aquilo dela, e por aquilo ele abaixou a cabeça, num agradecimento mudo, mas que logo foi completado por suas palavras. “ — Obrigada, Dawon…” Atentou-se, para não deixar que o apelido escapasse de seus lábios novamente. “ — Ah, é difícil andar por essa cidade?! Todas as ruas parecem iguais, você consegue se achar por aqui?” Perguntou, numa indignação bem humorada.
“ — O nome é Restaurante da família Go, não poderia lhe recomendar mais. Refeições, de fato, muito boas!” Fez um joinha com a mão que não segurava o garfo, como se aquele movimento tornasse suas palavras mais verídicas. “ — E sim, ela é uma boa amiga… acho que eu estava precisando, nesses últimos tempos…” Já que eu deixei a minha melhor amiga ir, Chansung quase completou, mas não queria trazer mais nenhum peso para a conversa que custou para deixar leve. “ — Deve ser uma mudança refrescante, a valer. Sair pelas ruas sem precisar se preocupar com quem está vendo ou sem ser escoltada por diversos guardas…” Concordou. “ — Imagino que seu único problema… tenha sido topar comigo no meio da calçada.” Brincou, rindo e levantando levemente os ombros. “ — Fico feliz que esteja fazendo bem pra vocês, vocês merecem, depois de tudo. Diga a Gayeon que eu mandei um abraço, se possível?” Pediu, antes de dar uma garfada em sua torta. “ — Vocês estão morando onde? Não que eu vá saber onde fica, mas...”














