—— 🍂 * : ˖ ❝ ASSIM QUE ELA se inclinou para vomitar, namhyuk pediu licença baixinho antes de afastar os cabelos da garota, deixando dois toques suaves em seu ombro, como que acalmando-a; estava, de certa forma, meio habituado a cuidar de amigos bêbados, então queria lhe dar apoio. —— “isso morre aqui, não se preocupe, hm?” devolveu, quanto àquela fala, acabando por soltar um breve riso rouco junto ao dela. então afastou o toque, temendo invadir demais o espaço pessoal alheio e deixá-la desconfortável. —— “não precisa agradecer, está tudo bem. se sente um pouco melhor agora?” a pergunta saiu genuinamente preocupada, uma das sobrancelhas voltando a se arquear quando ela afirmou que conseguiria se cuidar - porque duvidava um pouco disso. —— “tem certeza que não precisa…?” adicionou então, só para reforçar; e mesmo com a recusa dela, ainda manteve os olhos atentos em hyegyo, pronto para lhe amparar caso fosse necessário. e, como que para confirmar sua conclusão anterior, logo ela estava cambaleando, e mais uma vez se viu pedindo licença para apoiá-la com um dos braços e guiá-la a uma cadeira próxima. —— “calma, eu vou buscar água para você, tá?” disse, com mais um toque no ombro da menor, sumindo por um breve instante enquanto ia buscar um copo e enchê-lo no bebedor do backstage; voltando, entregou-o nas mãos dela, se abaixando em sua frente para que pudesse analisar melhor suas feições, procurando sinal de melhora nelas. ao invés disso, foi recebido com um questionamento muito plausível. suspirou, visivelmente desconfortável com a questão, mas não era nem por culpa dela. era uma culpa que vinha de si mesmo. —— “eu… coisas aconteceram. acho que… o exército não me fez muito bem, continuo com essa sensação de que voltei… diferente. é difícil explicar.” tentou responder, sem poder dar muitos detalhes sobre a confusão na qual estava envolvido; era melhor assim. —— “estou feliz em voltar a tocar, de verdade. mas eu sei que é por culpa minha que não estamos soando tão bem, e… não sei o que fazer sobre isso.”
Mesmo estando em um estado bastante embriagado, ela não entendia a gentileza do outro menino. Deveras, elas tivera péssimas experiências com meninos na escola. Caçoando-a por seu cabelo colorido ou tirando sarro de seu gosto musical até mesmo algumas vezes falando para os diretores que ela estava ouvindo música estrangeira. Isso nem era o pior, o pior foi enganá-la, para acreditar que gostavam dela e depois afirmando que ninguém gostaria de uma garota tão orgulhosa. Aquilo havia penetrado na cabeça da garota de uma forma que ela mesma havia se convencido que seria impossível alguém gostar dela ou de que algum garoto fosse simplesmente legal com ela, mas a maneira como o musicista segurava seu cabelo fez ela perceber que talvez ela estivesse novamente errada sobre o caráter alheio. “Obrigada. Pelo cabelo e o balde. De verdade.” Ela não sentia como se fosse vomitar novamente, nem mesmo estava tonta só queria um pouco de gelo, e voltar para casa para se esconder de vergonha. Ele a guiou para as cadeiras e ela estava pronta para ele chamar os colegas e todos apontarem para ela, e a mesma morrer de vergonha, mas ele voltou sozinho. Com a água. Querendo ajudá-la. Ela havia sido tão injusta. “Para ser sincera, eu sou totalmente contra essa coisa de exército obrigatório, e acho impossível alguém voltar bem de lá ou ter que ser obrigado a seguir aquelas regras. Nosso governo é simplesmente maluco, mas se concordar com isso só finge que é uma bêbada falando ou me denuncie.” Deu de ombros não era como se já não houvessem a denunciado antes por ter uma apologia tão liberal. “Não era você. Quer dizer. Tinha haver com você, mas você tocava ao mesmo tempo com liberdade de um homem que havia sido preso a anos, e ao mesmo tempo um ano receoso que cometeu vários erros, mas olha só para você ajudando uma bêbada que falou mal de você. Duvido que algum dia tenha feito algo ruim na sua vida.” Apontou para o rosto dele tão perto rindo e debochando de si mesma no processo. Afinal, ela era uma piada. Querendo ser tão revolucionária, mas se sustentando falando mal de bandas locais. Qual patética era.