Desde o instante em que descobri a sua chegada, um turbilhão de emoções tomou conta de mim. Emoções que, mesmo após a sua partida, jamais deixarão de existir.
Eu rezei tanto… Rezei para que você viesse com saúde, rezei para que Deus me concedesse sabedoria para lidar com tudo aquilo - agora e no dia em que eu pudesse finalmente te ter em meus braços. O medo sempre falou mais alto, sabe? Mas nunca foi o medo de te amar ou de te acolher. Era o medo de não chegar até esse momento.
E olha só onde estamos agora… você já não está mais conosco.
Às vezes, a culpa insiste em me visitar. Culpa por ter me sentido tão aflita, por pensar que minhas angústias possam ter te afetado. Culpa por não ter contado para toda a nossa família como eu desejava desde o começo, como se o silêncio tivesse impedido que isso se tornasse real.
Mas foi real, sim. Muito real. Mesmo que por um breve tempo, você esteve aqui. Você existiu. Você foi amado.
Ainda estou tentando compreender tudo isso e encontrar sentido nos propósitos de Deus. Sei que um dia nos encontraremos novamente. E prometo que, quando você voltar para nós, farei o impossível para que nunca mais precise partir.
Eu te amo, meu bebê. Para sempre você viverá em nossa memória, em nosso coração e na nossa história.